27.12.08

Férias


O Ombudsmãe é uma proposta de uma mãe que fez (e faz) muitas mudanças para conseguir um pouco mais de qualidade de vida. Mudou de emprego, de carreira, de cidade, de casa, de escolas, de supermercado, de cardápio, de atitude. Nesse vendaval todo, só sobraram o marido, os filhos, os parentes e amigos.

E para estar mais perto e curtir estas pessoas, meus verdadeiros tesouros e dos quais jamais abrirei mão, entro de férias, tanto na vida real como internetal.

Um grande verão a todos os que acessarem o Ombudsmãe nesse período de recesso. Com muito calor do sol e humano. Em fevereiro estarei de volta.

20.12.08

Vamos salvar o Natal.


Fui convidada pela Silvia Schiros a participar de um post coletivo do Faça a Sua parte promovendo o renascimento do Natal e sugerindo dicas de presentes ecológicos. Quem frequenta a blogsfera se surpreende com a quantidade de pessoas discutindo o Natal. Uma data tão significativa, que se transformou no grande mico do ano.

Acordei na madruga dando o "download" numa idéia. Acho que foge um pouco da proposta do Faça de sugerir presentes ecológicos, mas repensa o Natal. Portanto, ei-la!

A primeira coisa seria minimizar o Papai Noel da Coca-Cola. Esse velhinho obeso, gastador, que nos estimula a comprar, comprar e comprar e que está, desde o final de novembro, molhado de suor, em TODOS os shoppings centers. Desculpe, bom velhinho, mas você ficou over. Não tem mais nada a ver com os tempos que vivemos. Acabou a magia.

O que vai salvar o Natal, é voltarmos ao principal sentido da festa no mundo ocidental: celebrarmos o nascimento do Cristo. Não o Jesus religioso, que morreu pelos pecadores e que faria você parar de ler este texto bem aqui. Não é desse Jesus que falo. Temos que resgatar o Jesus revolucionário. O ecologista. O maluco beleza que, há 2000 anos, abalou as estruturas da Roma perdulária e cheia de vícios, com suas idéias de vida simples. De amor ao próximo. De comunhão com a natureza.

Temos que resgatar o barbudo que disse que somos todos uma só família. Todos habitantes do mesmo planeta Terra. Eu, você que está me lendo, o feirante, o doutor, o agricultor, o catador de papel. E que as diferenças impostas pela sociedade são cruéis e fonte da maioria dos nossos problemas.

Temos que resgatar o homem que, ao ver que a comida não dava para todos, dividiu-a. E, ao invés de uns poucos comerem muito, todos comeram um pouco. O homem magro, de modos frugais, que se satisfazia com frutas, grãos, mel, peixe (talvez) e um vinhozinho de vez em quando, porque ninguém é de ferro. E não com leitões, cabritos, tenders, chesters, lombos, picanhas - geralmente, todos juntos na mesma ceia.

Temos que reviver as idéias do sujeito que introduziu o conceito de vida simples no ocidente. E praticou-a todos os dias em que viveu. Aquele homem que vivia apenas com o necessário, pois acreditava que os únicos bens que devemos acumular, são os valores que levamos dentro de nós. Que expulsou os mercadores do templo, pois uma coisa são valores da alma. Outra são os do dinheiro. E feliz é quem consegue diferenciá-los.

Renascer a alegria de um homem que vivia rodeado de amigos, que amava os animais, que viajava, que era carinhoso e benevolente com todos. Principalmente, com aqueles que erravam (isso me dá um alento, que nem te conto!).

Neste Natal, tenho pensado muito nisso. Pensando no aniversariante que, quando estudado livre das amarras e preconceitos da religião, revela-se um grande visionário. Um líder transformador, que parecia antever a encrenca que 2000 anos depois nos enfiaríamos. Em tempos de simplicidade voluntária e consumo consciente, não vejo ninguém melhor para seguirmos.

Que este ano, a gente consiga plantar a sementinha de um Natal verdadeiramente Cristão. Um Natal "menos" em tudo o que é material. E "mais" em alegria, risadas, comunhão com aqueles que amamos, divisão e confraternização. Um Natal com menos sobras. Nas lixeiras, na geladeira e nas parcelas do cartão de crédito. Essa é a minha sugestão. Um Feliz Natal para você e para todos nós!

18.12.08

Preciso rever meu Natal quando...


...começo a achar que a vida eterna, prometida pelo Cristo, é o tempo que vou levar para pagar as compras de Natal.

...torço por uma reforma que elimine dezembro do calendário.

...os amigos secretos viram inimigos declarados depois de abrirem os presentes.

...dou vinho para o vigia da rua, esquecendo que ele é crente.

...o entregador da Veja, que nunca me viu, me acorda domingo às 7 da manhã para pegar a caixinha.

...meu filho comenta que a árvore do vizinho dá de 10 a zero na nossa.

...meu filho comenta que com estas luzinhas mixurucas nós nunca vamos ganhar o concurso de decoração natalina do condomínio.

...o assunto na hora da ceia é se Chester é uma ave natural ou se deram hormônio para o bichinho.

...a bebida fica a cargo do cunhado e ele traz um vinho garrafa azul horroroso que veio na cesta da firma.

...começo a achar que quando Jesus falou em sofrimento, ele se referia a encontrar uma vaga para estacionar.

...meu filho pergunta se, ao invés de cartinha, pode colocar sua lista de presentes no Orkut do Papai Noel.

...a empregada faz um vale para pagar a prestação da tv de plasma (que eu não tenho).

...a fantasia do Papai Noel fica apertada no meu irmão. No meu cunhado. E no meu marido.

...meu filho pergunta quem está tomando conta da fábrica de brinquedos agora que o Papai Noel está trabalhando no shopping center.

...me lembro que o motivo de toda esta loucura é celebrar o nascimento do Homem que, há 2000 anos, introduziu o conceito de vida simples no ocidente.

...meu filho me pergunta como Papai Noel não morreu congelado na manjedoura e se Belém é a capital do Polo Norte.

...esqueço da lembrancinha do porteiro e ele esquece o restante do ano de colocar o jornal na minha porta.

...o colega que levou máquina fotográfica na festa de final de ano da firma é demitido por justa causa.

...o presente mais barato da lista do meu filho, só poderá ser comprado se eu entrar na lista dos socorridos pelo Federal Bank.

...me ligam para dar boas festas: a sacoleira de Ibitinga, a de Monte Sião, a de Assunción e a de Miami.

...meu marido ameaça entrar com um pedido de impeachment se aparecer mais um cheque-pré no canhoto do cheque.

...depois de peregrinar por lojas, shoppings, calçadões e supermercados, fico na dúvida se estamos comemorando o nascimento ou o calvário do Senhor.

...meu filho pergunta porque o Papai Noel é branco em um Shopping, e negro em outro.

...desejo ser abduzida por uma nave espacial que só me devolva à Terra em janeiro.

12.12.08

Não é fácil ser verde.


1. Ela vai ao banheiro. Enquanto resolve seus assuntos internos, decide se livrar do chiclete. Lembra-se de enrolá-lo num pedaço de papel higiênico, para não grudar na lixeira. É uma mulher educada. Lembra-se de outra coisa...(mulher no banheiro pensa em tudo)...o pedaço de papel que enrolou o chiclete pode ser usado para se limpar. Assim economiza papel. É uma ação pequena, mas é de papelzinho em papelzinho que se salva uma árvore. Termina seus afazeres e volta ao trabalho. Poucos minutos depois sente que algo a incomoda nas partes íntimas. Muda de posição, mas não melhora. Resolve voltar ao banheiro e descobre que o chiclete estava todo grudado na periquita. O calor do corpo tinha ajudado a formar uma bolota melequenta, toda grudenta, que não saiu com nada. Tirou o que deu naquelas condições. O restante, aguentou bravamente, se sacudindo de vez em quando, até chegar em casa. Lá precisou de gelo, tesoura, espelho e muita paciência para conseguir se livrar (não 100%) do danado. Moral da história, quem quer salvar as árvores e preservar as periquitas, cospe o chiclete.

2. A outra encara um lojão do centro da cidade para comprar mosquiteiros. Os pernilongos estavam tirando seu sono, mais do que a crise. Paga e pede para a mocinha não colocar na sacola plástica. É uma consumidora tentando ser consciente. Evita venenos contra insetos e sacolas plásticas. A mocinha continua a enfiar os mosquiteiros na sacola sem escutá-la. A consumidora insiste "não-que-ro-sa-co-li-nha". A vendedora responde sem olhá-la "sem sacola a senhora não sai da loja." "Mas eu tenho a nota!" "Mas o fiscal não vai deixar sair sem a sacola." A consumidora insiste, não quer a sacola e pronto. Vem a supervisora que a olha com cara de "me aparece cada uma por aqui". Vem o colaborador Anderson que colabora e decide acompanhá-la até a calçada. "Precisa disso? Eu paguei e tenho nota!". "É que o fiscal vai encrencar". Resignada, ela aceita sair escoltada da loja. Seu crime foi recusar a sacolinha. Tempos difíceis estes que vivemos.

3. Consumidora consciente recém convertida, esta outra se extasiou com os coletores menstruais. Descobriu-os em um blog verde, achou-os tudo de bom. Práticos, confortáveis e ecológicos. Um descartável a menos no planeta e na sua vida. Pesquisando na net achou uma farmácia nos EUA que vendia com desconto e entregava no Brasil. Não precisava de mais nada para ser feliz. Fez o pedido e contou os dias para a entrega. Os americanos são suuuuuper eficientes: em menos de 10 dias, recebia seu tão esperado coletor menstrual. Não via a hora de usá-lo. Tinha certeza que se adaptaria e que dali para a frente seria uma nova mulher. Mais consciente, mais atual, mais poptchura (pelo menos da cintura para dentro). Agora a contagem regressiva era para a menstruação. Tinha pelo menos 15 dias de espera pela frente. Enquanto isso, mostrava para as amigas, vizinhas e ginecologista. O dia foi chegando. A ansiedade era tamanha que nem TPM teve neste mês. 5, 4, 3, 2, 1, é hoje, talvez amanhã, ué não veio ainda, esquisito. No quinto dia desconfiou. Foi a uma farmácia e fez o teste. Positivo. Estava grávida. Teria que esperar pelo menos mais 9 meses para usar seu coletor. Hoje pesquisa fraldas reutilizáveis. E a Dona Vida chora de rir.

2.12.08

Se vira na pipoca


Combinar pipoca com cinema sempre foi um clássico. Mas, desde que os americanos nos ensinaram que o lucro das salas de exibição está na bomboniere e não na venda de ingressos, tem sido cada vez mais difícil fazer esta combinação. Afinal, quem tem dinheiro para pagar entre 6 e 15 reais por uma embalagem gigante de pipoca, toda lambuzada com manteiga falsa? Ou 5 reais num copo de Coca? Muita gente, se observarmos o número de pessoas que entram na sala com bandeja cheia.

Mas, se você, assim como eu se recusa a pagar tanto por pipoca, saiba que não estamos sozinhos.

Andei conversando com algumas mães, para saber suas posturas diante do abuso das bombonieres e fiquei surpresa com o que aprendi.

Lição nº 1: mãe dá nó em pingo d'água quando se trata de proporcionar algo a suas crias e ao mesmo tempo economizar uns cobrinhos.

Lição nº 2: as soluções para driblar a bomboniere vão desde as mais práticas às mais engraçadas. Confira.

A Mãe Pingo no i
Esta não compra na bomboniere e pronto. Ensina aos filhos que cinema é para ver o filme e que é melhor comerem uma banana em casa antes de sair, pois ficarão apenas 2 horas sem comer. Esta mãe lembra a todos de beber água e fazer xixi antes de entrar na sala.

Mãe piquenique

Passa antes no supermercado ou nas Lojas Americanas (que normalmente ficam no mesmo shopping que o cinema) e se abastece de porcarias. Balas, minhocas de gelatina, biscoitos, água e refris, comprados a preço normal. Enfia tudo na mochila e passa impávida pela catraca do cinema. Lá dentro distribui para a criançada.

Mãe economista de Harvard

Descobriu que no Cinemark tem uma pipoca vendida a 12 reais que dá direito a refil. É grande o suficiente para 3 crianças. Compra uma destas, sempre sem manteiga (porque engorda demais e o caçula vomita), dá para a garotada dividir e - agora vem o truque - quando o saco esvazia, ela o guarda na bolsa sem pedir o obesildo refil. Na próxima ida ao cinema, saca o saquinho vazio da bolsa, pede o refil e...tará!...tem pipoca para mais 3 crianças sem ter que pagar de novo. Fazendo as contas: cada pipoca acaba custando 6 reais e dá para 3 pessoas. Razoável.

Mãe subversiva

Estoura pipoca em casa. Na panela, que é para ficar barato mesmo. Embala em um ou mais sacos e enfia na mochila. Passa a catraca do cinema com ares de "pipoqueira vingadora da bomboniere abusiva". No escurinho da sala, abre vitoriosa a mochila e distribui os saquinhos para a garotada. Depois limpa os dedinhos melecados com guardanapos que ela surrupiou do McDonalds e guardou na bolsa.

27.11.08

Esponja Vegetal é bem mais legal.


Outro dia li uma matéria bárbara, sobre consumo sustentável, que afirmava que o consumismo nos foi ensinado. Por exemplo: antigamente, todos compravam grãos e cereais a granel. Aos poucos, fomos aprendendo que na embalagem plástica ou na caixinha era melhor. E o hábito de se comprar pequenas quantidades, de pequenos comerciantes, pesadas na sua frente e embalada em sacos de papel, se perdeu. Pelo menos nos centros urbanos.

A matéria me fez lembrar que, a vida toda, minha mãe lavou louça e nos deu banho com bucha vegetal. Por algum motivo, "aprendemos" que a esponja de espuma sintética era melhor. E a pobre da bucha tão simpática e eficiente deixou de comparecer nas nossas pias e banheiros.

Pois a minha atitude eco-amigável do momento foi voltar a utilizá-la. E listo aqui algumas dicas e benefícios para você banir de vez as pouco ecológicas buchas de espuma sintética:

1. Eficiente: Na pia a bucha vegetal lava tão bem quanto a sintética. Não risca. E se precisar de maior abrasão é só adicionar um pedacinho de bombril. No banho é excelente esfoliante, massageia e estimula a circulação (anticelulite). E é maravilhosa para lavar pezinhos encardidos.

2. Mais barata: Uma bucha inteira custa muito pouco e pode ser cortada em vários pedaços, rendendo bastante.

3. Higiênica: Demora bastante em desenvolver fungos e pode ser fervida sempre que você quiser higienizá-la.

4. Sustentável: a bucha é um vegetal. Não utiliza petróleo ou produtos químicos como as sintéticas e sua degradação não deixa nenhum resíduo esquisito no planeta.

5. Apóia o pequeno agricultor: A bucha vegetal é produzida por pequenas famílias de agricultores e comercializada (leia mais na seção dicas) por pequenos comerciantes. Ao consumi-la, você estimula esta importante e muito mais sustentável cadeia produtiva.

Dicas:

1. Uma reclamação comum é que a bucha é áspera. Isso acontece nos primeiros dias. Na pia, não é problema algum. Na pele, basta não pressioná-la tanto nos primeiros dias. Se quiser amaciá-la mais rapidamente, dê uma fervura ou deixe de molho por uma noite em água com vinagre.

2. Não compre bucha vegetal em grandes supermercados. Eles cobram uma fortuna e os pedaços são embalados em plástico. Prefira as feiras livres ou mercados municipais que vendem buchas inteiras, sem embalagem. São lindas, muito mais baratas e rendem bastante. Duas ou três buchas inteiras garantem alguns meses de lavagem de louça e banhos ecológicos.

3. Combine sua bucha com bombril quando precisar remover crostas mais difíceis. Ambos são absolutamente degradáveis.


Por enquanto é só. Espero tê-lo "desaprendido" a utilizar as fatídicas esponjas sintéticas. Se tiver mais alguma dica, mande pra gente.

25.11.08

Vamos falar sobre o brincar.


Pais, mães, tias, educadores e palpiteiros de plantão: tem um debate muito divertido rolando na web. E que renderá prêmios aos participantes. O Desabafo de Mãe e o Mulheres na Rede estão promovendo uma discussão sobre o brincar.

Para participar, é só entrar em um dos 7 blogs participantes (e que estão listados nos dois endereços acima) e fazer um comentário até 11 de dezembro. Os prêmios são muito legais e a discussão melhor ainda. Eu participei de uma prévia e ganhei 2 ingressos para o Circo Vox em São Paulo. O espetáculo foi maravilhoso e nossa família se divertiu muito com esta deliciosa brincadeira.

Falar sobre o brincar pode parecer estranho. As pessoas consideram tudo que envolve criança como brincadeira e não pensam muito nisso. Quantas pessoas escolhem a escola assim: "ah, nessa idade, qualquer escolinha serve. Eles só vão lá para brincar mesmo." Pois é, esse critério serviria muito bem, se realmente a brincadeira fosse levada a sério pelas "escolinhas". Mas, muitas subestimam este fundamental fator de desenvolvimento infantil. Para serem competitivas, enchem a rotina das crianças de atividades e os pequenos acabam, desde a mais tenra idade, tendo que lidar com uma agenda cheia. E cadê o tempo para brincar? Para peneirar areia, para observar uma tartaruga, para fantasiar-se de princesa, para correr pela grama, para amassar lama? Fiz, há um tempo atrás, um texto sobre a difícil agenda escolar. Se tiver interesse em lê-lo, clique aqui.

A quantidade das atividades na infância está se tornando um sério problema. Os pais, querendo proporcionar a melhor formação aos filhos e preencher um tempo grande na companhia de babás, acabam por matricular as crianças nos mais variados cursos. As crianças acabam com a agenda tão lotada, que mal têm tempo de estudar. Eu mesma já fiz isso. E a intenção sempre é das melhores. Mas a rotina e o leva-e-trás acabam se tornando tão estressantes que o saldo é negativo. Para resolver este problema, resolvi concentrar as atividades extra-escolares (natação e futebol) em 2 dias: terça e quinta. Assim os meninos ficam com todos os outros dias inteiramente livres para brincar. Não é o ideal. Mas foi a melhor solução e a que trouxe mais tempo livre para eles e menos estresse para a mãetorista.

O melhor mesmo, seria nós pais repensarmos esta pressão por colocar nossos filhos em atividades extra-escolares. Por exemplo, sei de uma criança que tem um superquintal com piscina, a qual nunca usa, pois tem atividades todos os dias. Detalhe, as inúmeras atividades que freqüenta, foi porque ela mesma pediu. Claro que pediu! Criança pede tudo. O bom senso de matricular ou não, é dos pais.

Vi também um episódio da Supernanny inglesa (Jojo) nos EUA que me despertou um alerta. A família do episódio tinha filhos frequentando até 8 atividades extra-escolares na semana! A mãe vivia em surto e os filhos idem. A primeira atitude da Jojo foi cortar atividades. E com a reorganização da rotina, aceita com enorme relutância pela mãe, a vida da família mudou. Menos correria, menos estresse, menos brigas, mais tempo para eles brincarem em família. A Jojo definiu este frenesi por atividades como algo muito americano. E lá vamos nós importando tudo quanto é comportamento estranho que vem de cima.

Bom, o debate está lançado. E toda contribuição é bem vinda. Participem!

24.11.08

Segunda-feira


Hoje não quero ser mãe
não quero ser mulher
não quero ser tia
nem esposa

Hoje não quero ser princesa
não quero ser rainha
não quero ser amante
nem maria

Hoje não quero ser cidadã
não quero ser professora
não quero ser consciente
nem consumidora

Hoje eu quero só ser Taís
Mas não consigo encontrá-la no meio da bagunça.

21.11.08

Poderosa


Essa história é a justa contrapartida para o texto sobre as "Ex". Para essa ex, eu estico o tapete vermelho e bato palmas.

Vinte e cinco anos de casada, filhos crescidos, casona com piscina, empregada, vida na sombra até que belo dia ela descobre que o marido a estava traindo com uma garota de 18 anos. Ao fundo, Maísa cantava "Meu mundo caiu".

As reações poderiam ser várias, estamos falando de um fato passional. Mas a nossa personagem é a "Poderosa", lembram-se? Pois então, ela pega o telefone e liga para a outrinha de 18 anos. O recado foi seco e claro. "Eu sei que você está tendo um caso com meu marido, sei que estão apaixonados e, por isso, estou indo embora. Você pode pegar suas coisas e mudar para minha casa. Quer dizer, ex-casa. Agora ela é sua."

Isto posto, ela pegou suas malas e mudou-se para um flat.

O tempo que levou para a menina aparecer de mala e necessaires na casona com piscina foi registrado no Livro dos Recordes. E a vida seguiu. Por uma semana.

A primeira baixa foi a empregada, que procurou a ex-patroa no flat. Disse que receber ordens de uma menina de 18 anos era insuportável. Que a menina era uma folgada, que era isso e aquilo. Que a casa estava de pernas para o ar. E que naquela casa ela não trabalharia mais até a patroa voltar.

A patroa agradeceu o apoio, mas explicou que naquele momento, não teria como empregá-la. E que no flat não precisava de seus serviços.

A segunda baixa foram os filhos, que vieram implorar para que a mãe voltasse. A vida com uma madrasta de 18 anos não era a rave que eles sonhavam. Ela disse que não voltaria. Então eles disseram que iriam se mudar para o flat. A mãe negou, disse que quem tinha dinheiro, gasolina e piscina era o pai, portanto que ficassem por lá. Mas que podiam vê-la quando quisessem.

A terceira baixa foi o cachorro, que surtou, começou a fazer suas necessidades pela casa toda, a roer tudo e a uivar à noite não deixando Lolita alguma dormir. Essa notícia foi dada pela empregada, que continuava firme na rádio peão.

Até que um dia, quem apareceu foi ele. O próprio. Iniciou a conversa cheio de orgulho, dizendo que ela era uma irresponsável. Uma louca. Como podia ter abandonado ele e a família daquela forma? Disse que ela deveria tê-lo procurado. Ele poderia esclarecer. A vida a dois é difícil e sabe como é homem etc. etc.

Ela manteve-se firme ouvindo-o quieta. Ao ver que ela não reagia, nem brigava, ele foi diminuindo o tom, até que começou a chorar. Disse que se envolver com a menina foi uma idiotice, uma coisa carnal, mas que nunca imaginou morar com ela. Era só sexo. Que aquilo era um absurdo, que a casa estava insuportável, que até a mãe a menina colocou para dentro. E naquela altura da vida, ter que aguentar outra sogra não dava. Que ele não estava mais suportando aquela situação. Que a vida sem ela era uma loucura, que ele e os filhos crescidos precisavam dela etc. etc. etc. Que ela precisava sair daquele flat minúsculo e viver uma vida mais confortável, afinal eles lutaram tanto para ter tudo aquilo.

Ela levantou-se do sofá, serviu-lhe um uísque e sentou-se ao lado dele. Deram um abraço longo e cúmplice, daqueles que só quem já viveu 25 anos juntos sabem o que significa. Depois, aproximou os lábios do ouvido dele e disse que não voltaria a viver com ele, nem por um cacete.

Isto posto, abriu a porta, pediu para ele sair, ligou para um ótimo advogado e, pela primeira vez em 25 anos, foi cuidar só da sua vida.

14.11.08

Absorventes Conscientes


Sou um princípio de consumidora consciente. Cada vez que entro em blogs e comunidades sobre consumo sustentável vejo que ainda tenho muito o que mudar. E aprender. Principalmente, aprender.

Esse aprendizado pode se dar lentamente, como a noção da redução do lixo que produzimos em casa. Levei alguns anos para me dar conta que reciclar é ótimo, mas a quantidade de material que mandamos para reciclagem é absurda. Bom mesmo é produzir menos lixo. Hoje já vou ao supermercado pensando nisso e escolho muitos produtos por conta da embalagem.

Agora, tem outros aprendizados que nos pegam de surpresa. Confesso que nunca havia pensado numa opção para o absorvente descartável. Quando soube, através de um texto da Silvia Schiros que havia alternativa para eles, me senti tão amadora! Nunca tinha sequer questionado esse tipo de lixo! Me lembro que minha mãe, quando eu era pequena, usava toalhinhas. Mas era uma coisa tão pouco prática, que exigia uma técnica perdida no tempo, de cintas elásticas para prendê-las, lavadeiras de roupa e bacias quarando no sol.

Uma volta a este tempo é impensável. Simplesmente não dá. Mas a capacidade do ser humano em resolver problemas é inacreditável. Pois hoje, a mulher que quiser menstruar sem poluir tem opções muito práticas e confortáveis. Aliás, uma delas, dizem, mais confortável que qualquer absorvente. Compartilho com vocês o que descobri até o momento.

1. ABIOSORVENTE absorvente reutilizável. Bonitinhos, 100% algodão, fáceis de usar, ficam bem presos na calcinha. Aqui tem um link para o site da fabricante, onde se pode comprar online e conferir links sobre menstruação consciente e de fabricantes de absorventes reutilizáveis em outros países. Vale uma visita. O site se chama Coisas de Mulher

Coloco aqui mais um link para uma matéria muito interessante publicada pelo Planeta na Web, sobre a retomada de consciência sobre a menstruação. É interessante, faz um panorama da história da menstruação e de como o ciclo feminino acabou sendo desvalorizado ao longo da história. A matéria também explica bastante como funciona o absorvente reutilizável. Leia "Incomodada ficava a sua vó".

2. COLETORES MENSTRUAIS. Esses, para mim, foram a descoberta mais legal. Eles existem desde 1930, mas NUNCA, JAMAIS, ouvi falar. De repente, de novo a Silvia Schiros comenta inocentemente, vou pesquisar e descubro que o negócio está se expandindo muito, conquistando cada vez mais mulheres e todas, colocam comentários maravilhosos de como eles são práticos, fáceis de usar e muito mais confortáveis que os absorventes descartáveis ou os tampões.

Os coletores menstruais são copinhos, de borracha ou silicone que a mulher coloca dentro da vagina para coletar o sangue da menstruação. Depois de algumas horas, tira, joga o sangue fora, lava e coloca novamente. Simples assim. Não é nojento, pois como o sangue não tem contato com o oxigênio, ele não oxida (fica escuro e cheirando mal). Não deixa resíduo algum no planeta. Não vaza (o tamanho é suficiente para muitas horas de coleta). E para quem se acostuma (dizem que 1 ou 2 ciclos são o suficiente) é ultraconfortável. Tem gente que afirma que é como se não estivesse menstruada.

Confesso que fiquei mais tentada a comprar um coletor que o absorvente reutilizável. Pela praticidade e porque eu sempre detestei usar absorvente. Acho quente e trambolhento. Tampões eu não suporto nem quando vou à praia. Portanto, senti que o coletor caiu do céu para alguém com meu perfil.

Seguem links sobre a novidade. E dicas para comprá-los na rede.

1. Texto da Silvia Schiros no Faça a Sua Parte.

2. Matéria do Guia Vegano, com links sobre os vários fabricantes (todos gringos) de coletores menstruais.

3. Texto de uma mulher narrando sua experiência com o coletor menstrual, no site Veg Vida.

4. A história dos coletores menstruais, com fotos interessantes sobre o desenvolvimento do produto.

5. Comunidade no Orkut sobre os coletores menstruais.

Onde comprar seu coletor.

Por enquanto, os coletores são vendidos pela internet. Nos links dos fabricantes, você encontra várias lojas virtuais que entregam no Brasil. Vai depender da marca ou do modelo que você preferir.

Ontem a Thais Bara colocou um comentário no texto sobre desodorantes alternativos, informando de uma promoção do Divacup em um site americano. Confira aqui.

E na loja do Guia Vegano, você compra o coletor da marca Lunette, fabricado na Finlândia.

Se você souber de outras dicas, compartilhe conosco. Beijos.

3.11.08

Profissão: ex-esposa.


Na lista de pragas da humanidade, junto com George Bush, gordura trans e sacolinhas de plástico, está ex-mulher rancorosa. Sabe o tipo que não percebe que a fila andou e fica lá parada, empatando a vida de todo mundo? Nunca tive que conviver com uma...toc, toc, toc. Mas sei de cada história de dar medo. Teve uma que, depois de passar anos infernizando, surge grávida e espalha aos 4 ventos que o filho era do ex que, àquela altura estava casado, com filhos e bem com a segunda esposa. A notícia caiu como uma bomba e deixou muita gente angustiada. Ela acabou perdendo o bebê e nunca se soube se o pai era mesmo quem ela afirmava ser. Mas pensa que a dita se deu por vencida? A nova esposa, a ex-sogra e todos os envolvidos ainda tiveram que ouvir que foi a má vibração deles que causou o aborto. É, ex-mulher é uma profissão, exercida com garra e afinco.

Tem outra que segue a nova esposa pela cidade. Se esta faz a unha em uma manicure, a ex logo surge e vira cliente do salão. Se entra para uma academia, a ex também se matricula. O objetivo? Difamá-la. Fica "amiga" das pessoas para falar mal da outra.

Sei de uma cujo principal objetivo na vida é processar o ex-marido. Piscou e tem um oficial de justiça batendo na porta dele. Já foram tantos processos que a minha amiga, que teve a "sorte" de casar com o ex da maníaca por justiça, resolveu fazer direito para conseguir manter o casamento, a sanidade e um pingo de salário no final do mês.

Um caso clássico - e para mim um dos mais graves - é o da ex que coloca os filhos contra o pai. Para essas, não há perdão. Soube de uma que, aproveitando que o ex morava longe, conseguiu transformar a imagem dele na de um caixa eletrônico, para quem os filhos recorriam apenas quando queriam dinheiro. Queria ver a cara delas quando os filhos, crescidos, perguntarem: "Se meu pai é mesmo este traste, este ser vil e desprezível, me diga, mamãezinha querida, por que você foi para a cama para ele?"

Tem ex-mulher que ainda não virou, mas que vai virar. Como a esposa que fez um pacto com o marido de ambos "fecharem a fábrica" depois do segundo filho. "Como assim? Você vai fazer laqueadura e ele vasectomia? Para quê?" "Ah, minha filha, se um dia a gente se separar nenhum dos dois vai conseguir fazer outro filho no novo casamento." Engoli seco, dei marcha-ré e saí de fininho. Isso é uma doença e vai que pega...

1.11.08

Frase do século.


Ontem minha irmã defendeu sua tese de mestrado. Um merecido sucesso! Diante do feito, meu pai, soltou a frase mais sensacional dos últimos tempos:

"Tenho três filhas com mestrado, uma com doutorado e um que ganha dinheiro."

Hahahahaha. Lucidez e bom humor. Este é o segredo da vida!

Beijos e bom final de semana!

30.10.08

Mais um pouco sobre limites



No texto anterior, questiono a crescente pressão da sociedade para que os pais imponham mais limites aos filhos. As intenções são boas, mas confunde-se limite com broncas, castigos e ameaças. Muitas vezes, espera-se que o adulto aja como criança, batendo de volta, dando castigos exagerados, humilhando os pequenos na frente dos outros e usando de outros artifícios severos como forma de "educar".

Esquecemos que o exemplo educa mais do que milhares de palavras. Como um pai que bate pode dizer ao filho para não bater no amiguinho? Como uma mãe que morde de volta, pode esperar que o filho deixe de morder? Como um adulto que faz gelo pode esperar que seu filho não faça birra?

Posso ser míope (aliás, sou. Fundo de garrafa.), mas vejo mais pais exagerando nos limites do que esquecendo-se deles. Me diga se não é supercomum crianças levarem broncas porque sujam o uniforme? Ou serem obrigadas a comerem tudo, independente da fome, passando por situações vexaminosas à mesa? Quem nunca viu crianças pequenas, de 2, 3 anos tendo os brinquedos queridos arrancados da mão por um adulto, ao mesmo tempo que ouvem: "É para emprestar, viu...egoísta!". Nesta idade ela não tem noção nem de quem é, como pode compreender coisas complexas como "emprestar" e "egoísmo"! Pergunto a estes pais: vocês emprestam seus carros? Seus cds queridos? Suas jóias? Já pensou se alguém os arrancasse da sua mão e dissesse: "Empresta, egoísta!". Ninguém tem este direito. Nem mesmo nossos pais.

E os milhares de "nãos"ouvidos o tempo todo? Tem criança que aprende a falar "não" antes de aprender o próprio nome. "Não põe a mão nisso, não derrube o suco, não abra este armário, não desarrume a sala, não, não e não.".

Dia após dia, sem querer, a convivência acaba repleta de atritos e conflitos desnecessários, tudo em nome do mal interpretado "limite". Claro que uma criança que cresce neste clima acaba estressada, briga, faz manha e resolve tudo da forma com que seus pais agem: com chantagem, com brigas, com palavras duras. É o que lhe está sendo ensinado. São crianças que, infelizmente, não sabem negociar. Não se respeitam, nem respeitam o próximo, porque desconhecem o significado desta palavra.

Para quem quer discutir mais, recomendo a leitura de dois textos publicados anteriormente: Filhos, o retorno e Grupo de Pais. Neste último, há uma sugestão de um livro, de leitura superfácil, que me "iniciou" no universo da educação com diálogo, negociação e respeito. Iniciou apenas, porque confesso que tenho um loooooongo caminho a percorrer na complicada arte de educar. Outras sugestões serão muito bem vindas!

P.S: Estou preparando um texto sobre o limite dentro das escolas, outra questão que angustia muito pais e professores. Até breve!

28.10.08

Dar ou não dar limites, eis a questão.


Hoje recebi um texto, enviado pela super Marcia Vanzela, fazendo uma paralelo entre o lamentável caso Eloá e a falta de limites dos pais. Colo aqui um link para lê-lo, na página original que foi publicado.

Essa questão da falta de limites é um assunto delicado, porém, muito explorado. Na internet, há milhares de textos afirmando que os pais de hoje não educam, não estabelecem limites, não dizem não, etc. Joga-se um caminhão de culpa nos ombros dos perdidos pais, sem critério algum.

Eu leio estes textos com um olhar suspeito. O limite tem que existir. Claro. Não só na vida das crianças, mas na vida dos adultos. É o limite que me faz catar o cocô do meu cachorro nos espaços públicos. É o limite que me faz não parar em fila dupla na porta da escola. É o limite que me faz mudar minhas atitudes de consumo. É o limite que me diz quando é hora de pedir demissão ou de reduzir as horas que passo na frente do computador. Limite é bom. Mas não da forma como muita gente prega. Limite não é palmada. Limite não é falar "não" o tempo todo. Limite não é castigo. Pelo menos não é assim que eu vejo. Limite para mim é firmeza e respeito. Firmeza para fazer valer as regras (cuidado para o excesso delas!) e respeito para não ultrapassar nem o meu limite e nem o da criança. Limite, por incrível que pareça, é libertar. Dar as orientações necessárias para que a criança ganhe sua autonomia e adquira autocontrole, sem precisar de ter alguém o tempo todo lhe dizendo o que pode ou não fazer.

Mas como eu sou só uma mãe, tentando a duras penas fazer o meu melhor (que, aliás, está longe de ser o ideal) deixo para quem se interessar dois textos com outro ponto de vista e um livro de um grande especialista. Os textos (1 e 2) são da Rosely Sayão, criticando justamente o excesso de limites - verdadeiras raridades na internet. O livro se chama "Limite, três dimensões educadionais", do Yves de La Taille, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e um dos mais respeitados especialistas em moralidade.

E vou encerrar porque este texto chegou ao seu limite.

23.10.08

Desodorantes menos agressivos



Você já deve ter recebido alguns emails relacionando o uso dos desodorantes antitranspirantes e antiperspirantes (alguém sabe a diferença?) com câncer de mama. Eu, que sou a neura em pessoa, fui investigar e não descobri nada conclusivo. Há quem diga que é mais uma lenda da internet. Mas há também alguns estudos, de universidades, fazendo a tal relação. O "x" da questão é o alumínio (sais, citrato, seja lá como chamam) presente na fórmula de todos os antitranspirantes. Um componente duvidoso até no meio médico.

Para chegar a alguma conclusão, fui conversar com uma ginecologista. Ela se esquivou. Disse que existem estudos científicos, mas nenhum é conclusivo sobre a segurança do alumínio. Afirma que houve, inclusive, uma polêmica sobre a segurança da vacina contra o HPV por ter alumínio na fórmula. Na dúvida, ela sugere às mulheres interessadas que não usem desodorantes que contenham este ingrediente. Disse também que ela mesma usa Leite de Magnésia, com ótimos resultados.

Uma outra médica, dermatologista, afirmou que a ação dos antitranspirantes é péssima pois não deixa as glândulas funcionarem e que elas estão nas axilas para suar e eliminar toxinas. Vai contra a natureza do corpo. Disse para evitar tais produtos.

Foi o suficiente para eu ir atrás de substitutos. No supermercado não encontrei nada eficiente sem alumínio. Há pouquíssimas opções e todas ineficientes contra o tal do cêcê - a gente quer ter saúde, mas ficar fedidinha não dá.

Comecei a conversar com a mulherada. A Tereza fez a mesma sugestão do Leite de Magnésia. Não testei ainda, mas disse que é muito bom.

A Sílvia está usando Leite de Rosas. Também disse que funciona.

Eu parti para o mais óbvio tirador de odor que conheço - o bicarbonato de sódio. Coloco um pouco em pó mesmo nas axilas e funciona muito bem. Você transpira normalmente, mas não cheira mal. Tem que reaplicar algumas vezes, dependendo do calor. A Joana faz a mesma coisa, mas dilui com água, coloca num frasco de desodorante vazio e carrega na bolsa. Reaplica sempre que precisar.

O truque, quando você parte para estes alternativos menos agressivos ao corpo, é que a roupa precisa ser mais natural também. Essas blusinhas sintéticas dão um cheiro horrível e aí só com desodorante bomba-atômica pra evitar. Prefira algodão e outras fibras naturais e você não terá problemas, além de ser mais gostoso de usar.

Outra dica importante: quando você pára de usar os antitranspirantes, transpira muito. Aconteceu comigo. Parece que as glândulas estão compensando, ou ficaram doidinhas. Isto se normaliza em poucos dias. Não se assuste!

Segue uma lista de outras alternativas de desodorante natural que acabei descobrindo na minha pesquisa:

. A Weleda tem duas opções totalmente naturebas. Só que custam caro. Clique aqui para ir ao site e comprar online.

. Mais dicas da Sebastiana: limão oxidado (cortado e bem velhinho) esfregado nas axilas, 20 minutos antes do banho. Limão fresco também pode ser usado, mas não com a mesma eficiência. Aliás, deve haver algo no suco do limão, pois ele está presente na fórmula de quase todos os naturebas industrializados, como os da Weleda ou da Lush (que tinha um bárbaro em pó, mas saiu do Brasil).

. Duas colheres de sopa de água oxigenada 20 volumes podem ser acrescentadas ao seu desodorante para aumentar a eficiência. Aliás, vou testar água oxigenada pura ou só com água. Deve funcionar também.

Se alguém tiver mais dicas, envie. E se você achou este texto muito natureba hippie radical baby consuelo antes de virar crente...aguarde...vem aí, o absorvente reutilizável!

Um beijo e um cheiro.

21.10.08

"Tá no meu pendrive"



Aula de reprodução e corpo humano para o 5º ano, antiga 4ª série. Professora toda empenhada em esclarecer a garotada, sem preconceitos e com naturalidade. Pela primeira vez, a concentração era absoluta. Até que um dos alunos levanta a mão e diz que já tinha visto a mãe transar. Uhá! coletivo. Professora tenta se recompor e recompor a sala. "Isso é algo muito íntimo. Você não quer falar comigo sobre isso depois?" Aluno continua: "Eu vi, sim." Um colega devolve: "Viu nada. Acha que sua mãe ia deixar?" Menino se defende: "Vi, sim. Eu até filmei. Tá aqui no meu pendrive. Quer ver?"

Dá para imaginar a comoção coletiva, os olhares curiosos para o pen drive e a saia justíssima que se formou. Não sei bem como acabou. Sei que o pen drive foi confiscado e o arquivo não foi aberto. A mãe foi chamada, mas não apareceu (aliás, se eu fosse ela, desapareceria). Acabou virando só um tititi em meio a muitas risadas da galera.

Acendi uma vela de 7 dias para a pobre professora e fiquei pensando nesta meninada que já nasce superfamiliarizada com tecnologia e muito mais ligada no assunto do que pensamos. Hoje eles estão a um clique de distância de toda a educação sexual que antes levávamos décadas para receber (isto é, quando recebíamos). Faz-se um filminho, como se escova o dente. Leva-o para onde quiser, coloca no Youtube e da noite pro dia, mamãe vira a Cicarelli.

Melhor mantermos a porta bem fechada.

15.10.08

"Mãe, aceito ficha da cantina."



Tenho um filho que adora ganhar dinheiro. Desde muito pequeno, já conseguia seus trocados vendendo aos vizinhos e parentes, pequenos objetos que ele fazia, como estátuas de massinha, biscoitos, colares de macarrão etc.

Na primeira vez que ele participou de um Halloween (não moro nos EUA, mas aqui tem Rélouim. Nóis é chique no úrtimo!), voltou para casa com um saco de supermercado cheio de doces. Expliquei a ele que não poderia consumir tudo aquilo e ele me tranqüilizou dizendo que iria vendê-los. Uma semana depois, chego em casa e tem uma placa no portão "Vende-se doces". Entro e encontro um garotinho feliz, com 5 reais no bolso.

Ele já montou banquinhas de venda de arte na calçada - com quadrinhos e desenhos que ele e o irmão pintavam - de brinquedos usados, limonada e geladinho (sacolé).

Já montou 2 empresas, a Falupe, Fábrica de Lanternas e Coisas que Brilham, que chegou a ter logotipo e uma planta do prédio, encomendada a uma amiga arquiteta, que viajou na idéia e fez o projeto. Criou também a "Corpo Brilhante", uma fábrica de cosméticos, com os shampoos e sabonetes que ele mesmo produzia em casa.

Certa vez, comprei um apontador de lápis de mesa, desses que tem uma manivela e fazem uma ponta linda, profissional. Encantado, ele me pediu para levar à escola para mostrar aos amigos. Quando vou buscá-lo, ele me conta radiante que havia ganho 70 centavos apontando os lápis dos colegas. Cobrou 5 centavos a ponta pequena e 10 a grande. "E podia me pagar com moeda ou ficha da cantina, mãe!"

A última dele foi chegar da escola com um contrato manuscrito e assinado por um colega de classe que joga tênis, nomeando-o "empresário", com direito à 30% do prêmio de um campeonato que o garoto vai participar.

Esse é o meu filho Abílio Ermírio, o mesmo que, hoje cedo, ao ir para a escola, me lembrou que lhe devo 60 reais.

9.10.08

O mico nosso de cada dia, dai-nos hoje.





Gente, não é possível! Como diz a minha irmã, na outra vida devo ter colado Buballoo de banana nos pentelhos do Cristo. Um dia depois da "agradável" experiência na compra dos tenis dos meninos, pago um mico do tamanho de um gorila num supermicado, ops, supermercado atacadista de São José dos Campos, o Tenda.

Eu já tinha ido a este lugar há uns 5 meses e tido uma péssima experiência. Jurei não mais voltar, mas seduzida pelo preço da cesta básica, 10 reais abaixo da concorrência, achei que valeria a pena tentar novamente. Como ia levar 2 cestas, já imaginava a festa com champanhe e caviar que eu faria com os 20 reais economizados.

Entrei na loja e a Maria Bethânia cantava "Sonho meu". Era um aviso. Deveria ter desistido aí. Mas fui em frente. Uma hora e meia depois, 80 kilômetros de corredores percorridos e em cima da hora para pegar os meninos na escola, a mocinha do caixa me informa que minha compra tinha dado 350 reais e pergunta "A senhora vai pagar como?"

"Crédito, no Mastercard"

"Senhora..." diz a mocinha "não aceitamos cartão de crédito".

Esqueci que o preço da economia de 20 reais era um retorno à pré-história.

"Posso pagar com Visa Electron?"

"Pode."

A mocinha passa o cartão e dispara: "Senhora, cartão recusado. Vou passar novamente."

De repente, ela diz: "Senhora, caiu o sistema."

Aguardo uns instantes e entra uma voz no auto-falante: "Atenção, senhores clientes, estamos temporariamente não aceitando cartões de débito".

Eu só queria sair daquele lugar e pegar os meninos. Pergunto sem querer arrumar confusão: "Posso pagar com cheque?"

"Pode, mas tem que fazer cadastro"

Caminho mais 50 metros até o balcão de cadastro e sou atendida por outra mocinha.

"Cic, RG, comprovante de renda e de débito".

Estava só com a carteira. "Escuta, só estou com o cic e o RG aqui. Mas se quiser, dou o telefone do meu trabalho e da minha residência para você comprovar tudo."

Senti um certo triunfo no olhar da mocinha enquanto dizia: "Senhora, sem os comprovantes eu não tenho como cadastrar seu cheque."

"Escuta, eu já registrei a compra. Tem um carrinho lotado ali, no corredor, que é meu. Eu só quero pagar por ele e ir embora. Com cadastro ou sem. Eu quero dar dinheiro a vocês, você compreende isso?"

"Eu entendo, senhora (Porque mocinhas falam "senhora" o tempo todo?). Mas sem os comprovantes não dá para aceitar seu cheque."

"Então você avisa a moça do caixa que é para devolver minha compra."

"Espera um minutinho, a senhora tem cartão de crédito?"

"Tenho."

Ela faz um telefonema, demora alguns minutos e retorna vitoriosa: "Senhora, consegui resolver seu problema. Nós vamos aceitar seu cartão de crédito, parcelando sua compra 2 vezes, com uma pequena taxa de juros".

Acho que o Bubaloo não era de banana. Era de melancia.

"COMO ASSIM PAGAR JUROS? TÁ MALUCA? QUERO PAGAR TUDO DE UMA VEZ E SEM JUROS ALGUM."

"Senhora (grrrrrr!) só dá para fazer nestas condições".

Mais uma vez (na outra vez que fui lá, também abandonei o carrinho) larguei as compras para trás, junto com as 2 horas perdidas, a sola do sapato, o saco, a paciência e fui pegar os meninos na escola.

Cheguei à conclusão que fazer compras é algo que varia entre o insano e o psicótico e que consumidores compulsivos são na verdade masoquistas. Não há felicidade alguma no comércio. Morte ao Tenda, às lojas de tênis e que levem junto com eles, todas as mocinhas que falam "senhora".

Já disse e repito: na próxima vida, quero ser índia.

8.10.08

Mãe Rally Adventures 2



Quem acompanha o Ombudsmãe sabe o quanto me enrolo devido a falta de um planejamento mais cuidadoso das atividades cotidianas. Mas o que me aconteceu ontem foi além de todas as previsões.

Resolvi pegar os meninos na escola e ir ao shopping comprar tênis. Tínhamos pouco tempo entre comprar os tênis, almoçar e levá-los para a aulinha de futebol. Mas, como eu já havia ido à loja um dia antes e separado alguns pares, achei que daria tudo certo (eu sempre acho que vai dar tempo).

O plano começa a dar errado na escola do menor. Ao invés de entrar no carro, como sempre faz, ele insistiu para que eu fosse ver a decoração que eles tinham feito no páteo. Bom, seriam só uns minutinhos. Entrei, adorei, fiz toda a festa que as mães fazem e saímos.

Vou para a escola do maior, que sai acompanhado da amiga que dou carona às terças. Tinha me esquecido dela! Fiquei super aborrecida comigo mesma. O retorno ao meu bairro para levá-la pra casa estava totalmente fora do cronograma.

O passarinho verde sugeriu então que desistisse da empreitada. O passarinho vermelho me lembrou que a empregada tinha faltado, eu não tinha feito almoço e os meninos estavam sem tênis para jogar bola. Decidi ir ao shopping assim mesmo e, para compensar o tempo perdido, ao invés de almoçarmos, pegar um lanchinho para viagem e comermos no carro, na volta.

Expliquei a situação aos meninos, pedi a colaboração deles e entramos na loja. Feliz, mostrei-lhes os pares que havia reservado e, obviamente, nenhum foi aprovado. "Ô mãe, eu quero um tênis da hora." explica o de 5 anos.

Escolhemos novos modelos, experimentamos e fui ao caixa pagar. Tudo correu bem, apesar de uma certa demora da funcionária com o uso do computador e da maquininha do cartão.

Sacola na mão fomos atrás de lanchinhos para viagem, sucos e...maravilha, logo estávamos no carro saindo do shopping.

Dividimos tarefas. Um dos meninos ia passando os cadarços nos tênis novos. O outro distribuia os lanches. Mamãe dirigia. Trabalho de equipe. Tudo ia bem, suspeitavelmente bem, até que faltando 3 quarteirões para a escola de futebol, o mais velho pergunta: "Mãe, cadê meu tenis novo?"

"Tá na sacola."

"Num tá, não"

"Claro que está. Olha na caixa".

"A caixa tá vazia".

"Como assim a caixa tá vazia?"

"Olha, não tem nada na caixa. Meu tênis não veio!"

Vocês acreditam que depois de toda esta epopéia e adrenalina a @#$%^&^%$#@# da mocinha da loja enfiou uma caixa vazia na sacola?!!!! Como diz minha amiga Sil, "inacrê!"

Passado o ímpeto assassino, desacelerei, deixei 2 na escola de futebol (um deles calçando o meu tênis), calcei as havaianas dele que estavam na mochila do futebol e voltei com o menor ao shopping para tomar posse do que é meu, com toda a calma do mundo. A gente precisa saber a hora de parar de cutucar o mico.

3.10.08

Cunhada começa com...

Este vídeo me fez rolar de rir. Foi enviado por minha cunhada super darling querida que, por coincidência, começa com...hahahahahaha. Uma conversa engraçadíssima, que só poderia acontecer na cama, entre marido e mulher. Divirtam-se e um ótimo final de semana.

2.10.08

TARÔ



Hoje é o aniversário de um amigo que está na minha vida há mais de 20 anos. E quem eu adoro!
Para ele, fiz este humilde textinho. É meio papo cabeça, mas acho que lá no fundo, ele vai gostar.

TARÔ

Nunca vamos partir o pacto
o pacto que nunca vamos partir

Mesmo que eu Disney e você Ibiza
Mesmo que eu Mac e você PC
Mesmo que eu Banchá e você Clicquot
Mesmo que eu orégano e você alecrim

Nunca vamos partir o pacto
o pacto que nunca vamos partir

Mesmo que eu enjôo e você ressaca
Mesmo que eu Angelina e você Pitt
Mesmo que eu açúcar e você zero
Mesmo que eu orgânico e você satânico

Nunca vamos partir o pacto
o pacto que nunca vamos partir

Mesmo que eu Natal e você Reveillon
Mesmo que eu Pirata e você Caribe
Mesmo que eu leve e você entregue
Mesmo que eu baunilha e você Kouros

Nunca vamos partir o pacto
o pacto que nunca vamos partir

Mesmo que eu thc e você nicotina
Mesmo que eu perdida e você GPS
Mesmo que eu case e você vaze
Mesmo que eu Cássia e você Elis

Nunca vamos partir o pacto
o pacto que nunca vamos partir

Mesmo que eu jornal e você internet
Mesmo que eu Ribeirão e você Rio
Mesmo que eu Ong e você Kabong
Mesmo que eu Dobló e você metrô

Nunca vamos partir o pacto
o pacto que nunca vamos partir

Feliz aniversário, Rorô!

Isopor Food


Ontem li um artigo, que publico logo abaixo, sobre os componentes nutricionais dos cereais matinais. É assustador. Excesso de açúcar, de sódio, poucas fibras. Isto é, uma bomba calórica com poderes de alterar o metabolismo do corpo, principalmente das crianças. E quando os itens acima estão sob controle, nutricionalmente falando, os outros ingredientes não ajudam em nada o organismo. Tudo o que os fabricantes acrescentam de vitaminas e sais minerais pode, facilmente, ser ingerido através de outros alimentos, muito mais sadios. Portanto, o texto afirma que cereal matinal é isopor food.

Sempre desconfiei de cereais industrializados. Os maiores consumidores deles, no mundo, são os roliços americanos. Não preciso dizer mais nada. Me lembro de um americano achando muito esquisito que, na França, as pessoas compram pão fresco na padaria para comer no café da manhã. "Ninguém come cereal!" Ele dizia. E olha que o pão fresco da França é o croissant, cheio de manteiga, algo que, está mais do que provado, os mantém em muuuuito melhor forma que os Yankees e bem mais longevos.

Andei pensando se não estava sendo muito xiita com a alimentação dos meus filhos. Se não deveria comprar mais biscoitos, cereais e outras deliciosas porcarias (que eles atacam febrilmente cada vez que aparece na frente, dá até vergonha...). Essa matéria deu certo alento ao meu lado "mãe chata". Contribui também saber que o filho de uns amigos, aos 10 anos, está fazendo dieta para reduzir os triglicérides e o açúcar que estão todos acima dos níveis recomendados para a idade. E não há tendência familiar. Simplesmente, o garoto come o que todas as crianças hoje em dia comem.

Mas ir na contramão do que a Nestlé prega não é fácil. David contra nossos pequenos Golias. Segue a versão integral da matéria.

01/10/2008 - 09h25

Cereal para criança tem sódio e açúcar demais, diz pesquisa.

Teste com 18 cereais matinais de maior presença no mercado de alimentos infantis mostra que a maioria dos produtos contêm açúcar e sódio em excesso e poucas fibras. A avaliação foi feita pela Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor).

Uma porção de 30 gramas de sucrilhos de chocolate da Kellogg's (uma tigelinha), por exemplo, tem 205 mg de sódio. Uma criança de um a três anos deve consumir, por dia, no máximo 225 mg desse mineral --ou seja, uma única porção equivale a 90% das suas necessidades diárias. Para um adulto, essa quantidade de sódio representa 10% das necessidades.

Na avaliação da Pro Teste, todos os cereais matinais também têm açúcar em excesso --de 5,5 a 13 gramas por porção. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o ideal é que uma criança de até três anos consuma, no máximo, 14 gramas por dia de açúcar.

Uma porção do sucrilho sabor banana, por exemplo, tem quase toda a quantidade diária de açúcar recomendada para uma criança nessa faixa etária.

Presente no sal e base para conservantes, o sódio em excesso está ligado à hipertensão arterial e a problemas renais. Já muito açúcar tem relação com obesidade e diabetes tipo 2.

Fibras

Dos cereais analisados, dez marcas apresentaram menos de três gramas de fibras para cada 100 gramas do produto --três gramas é a quantidade mínima para um alimento ser considerado fonte de fibra. Os cereais Corn Flakes (todos os sabores) e Chokos tiveram o pior desempenho no teste: possuem menos de 0,01% de fibra, ou seja, praticamente nada.

Um outro problema apontado pela Pro Teste --que envolve os cereais analisados e a maior parte de alimentos consumidos pelo público infantil-- é a falta de adequação da tabela nutricional à faixa etária a que o produto se destina.

A pesquisadora de alimentos da Pro Teste, Fernanda Ribeiro, explica que o percentual diário recomendado de cada nutriente é calculado para uma dieta de 2.000 quilocalorias, que corresponde à necessidade calórica de um adulto, não de uma criança.

A dieta de uma criança de um a três anos, por exemplo, deve ser de 1.050 calorias, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). De quatro a seis anos, esse valor sobe para 1.450 e, de sete a dez anos, para 1.750. "O ideal seria que essas informações fossem apresentadas de acordo com a faixa etária. Seria muito mais útil aos pais", avalia a pesquisadora.

"Isopor food"

O nutrólogo e cardiologista Daniel Magnoni orienta que as pessoas escolham o cereal matinal pelo menor índice de sódio e açúcar e maior presença de fibras solúveis. "O ideal é misturar com um iogurte light, enriquecido com cálcio, e muita fruta", diz ele.

Para Magnoni, os pais não devem se impressionar pelas vitaminas e sais minerais contidos no rótulo dos produtos. "Isso a criança consegue por outras fontes. O que não pode é ficar comendo essa quantidade de sódio e açúcar e quase nenhuma fibra. Isso é o que chamamos de "isopor food", cuja única função é aumentar as taxas de obesidade infantil."

A nutricionista Madalena Vallinoti afirma que muitas vezes os pais utilizam o cereal como alternativa para que a criança consuma leite. "Os pais devem evitar o consumo exagerado desses cereais, mas também não podem proibi-lo caso a criança goste do produto. Deve haver moderação."

De acordo com o pediatra e professor da Faculdade de Medicina da USP, Mário Cícero Falcão, o brasileiro consome muito açúcar e os pais educam a criança a gostar do alimento muito doce. "O cereal que a criança mais gosta é aquele com mais açúcar. É a conjunção do paladar brasileiro com a indústria", afirma Falcão.

Na opinião do pediatra, os brindes distribuídos com os cereais impulsionam o consumo. "Os brindes são uma grande arma antiética. Tem sempre o alimento processado, com valor biológico inferior e pouco nutriente acompanhado do brinde. Por que não vender uma maçã com o personagem da moda?"

Outro lado

Fabricantes de cereais avaliados pela Pro Teste dizem que seus produtos seguem as recomendações da Anvisa e que todos os dados sobre os nutrientes estão disponíveis nas embalagens dos produtos.

A Kellog's disse que seus cereais "contêm vitaminas e minerais essenciais, são isentos de gordura trans e colesterol, além de alguns ainda possuírem alto teor de fibra alimentar" --a pesquisa apontou teores baixos de fibras em cinco dos seis cereais analisados e "aceitável" em um.

A Kellog's fabrica sete das 18 marcas avaliadas (Sucrilhos, Sucrilhos Chocolate, Sucrilhos Banana, Choco Krispis, Froot Loops, Chokos e Honey Nutos).

A Nestlé diz que cada 30 g de seus cereais têm açúcares que representam, no máximo, 3% da energia necessária para um dia --a OMS recomenda 10%.

Quanto ao sódio, a Nestlé afirma que seus cereais são para crianças de seis a oito anos (consumo diário de até 1.219 mg por dia) e de nove a 13 anos (até 1.495 mg), e não para aquelas entre um e três anos. Os seus pacotes, entretanto, não citam a idade recomendada.

A Nestlé afirma ainda que a quantidade de sódio usada como padrão pela Pro Teste, mesmo para crianças de um a três anos, é desatualizada. A empresa diz que o nível recomendado vai até 966 mg por dia (a Anvisa recomenda 225 mg/dia), conforme o padrão DRI (Dietary Reference Intakes). O padrão, desenvolvido pelos EUA e pelo Canadá, é avalizado pela nutricionista Silvia Cozzolino, da USP. Embora feito em dois países, o DRI é uma base confiável por levar em conta pesquisas do mundo inteiro, disse ela.

A Nestlé afirma que não usa uma publicidade que crie "expectativas irreais de popularidade" nem que exiba "cenas de crianças na tentativa de persuadi-las". A empresa produz o Snow Flakes, o Snow Flakes Chocolate, o Nescau, o Estrelitas, o Estrelitas Chocolate, o Crunch e o Moça Flakes.

A Nutrifoods não respondeu à Folha, embora a coordenadora de qualidade, Neusa Guimarães, tenha dito conhecer a pesquisa. A empresa faz o Cornflakes nas versões açúcar, chocolate, mel e leite condensado.

1.10.08

Uma chance para sua idéia

Essa eu soube através do Publiloucos. O Google está com um projeto muito legal. Chama-se Projeto 10100 (lê-se 10 elevado a 100). Você que, como eu, tem milhares de idéias na cabeça mas nada de executá-las, pode publicá-las lá e talvez sua idéia seja colocada em prática. 

O Google está destinando 10 milhões de dólares (no total) para os melhores projetos. E mesmo que o seu não ganhe, com a sua autorização, ele ficará disponível para que instituições ou ONGs interessadas possam contatá-lo.

Adorei. É a internet sendo usada para o bem.

Se q uiser saber mais, clique aqui "Projeto 10 100"





25.9.08

Meu ouvido não é penico!


Já que está na moda, eu também vou lançar uma campanha. Chama-se "Meu ouvido não é penico!" O motivo é nobre e tenho certeza que contarei com sua ilustre adesão. Não aguento mais político falando asneira em horário eleitoral. Tomam um tempo precioso da nossa novelinha nos obrigando a ouvir um monte de contos da carochinha, que sabemos, não serão colocados em prática nem se eles tivessem 20 anos de mandato. Que dirá em 4.

Acompanhe o raciocínio da campanha: quando se trata de um produto, a publicidade é considerada documento e - tudo o que é prometido em anúncios - precisa ser cumprido. Se o produto não entregar o que promete na propaganda viola as leis do consumidor e pode até ser tirado do mercado, dentre outras sanções.

A campanha "Meu ouvido não é penico" quer que se aplique o mesmo raciocínio da propaganda de produto na propaganda eleitoral. Prometeu, tem que cumprir. Afinal de contas eles não estão querendo nos convencer a "comprar" um político ou um partido? Portanto, se diz que vai criar escola tempo integral para todas as crianças, tem que cumprir. Se diz que vai legalizar bairros que são clandestinos desde o descobrimento do Brasil, tem que cumprir. Se diz que vai dar remédios, metrô de superfície, gnomos da boa sorte para todas as famílias, tem que cumprir. 

A campanha quer que se aprove uma "Lei de Responsabilidade Verbal". Isto é, se prometeu na campanha e depois de eleito não cumpriu, na próxima eleição, o candidato ou o partido terá que usar parte do tempo disponível no horário eleitoral para mostrar ao eleitor todas as promessas não entregues. É uma sanção justa e faria com que os nobres candidatos pensassem melhor antes de falar asneira. Já pensou, metade do tempo do horário eleitoral dedicado a mostrar o que ele não fez na gestão passada? É a vingança do eleitor. Uma proteção que deveríamos ter por lei! 

Passe para a frente a campanha "Meu ouvido não é penico" e vamos mostrar pra essa turma que o horário eleitoral deveria ser usado com sabedoria e respeito. Ninguém pode entrar na nossa casa e ofender nossa inteligência impunemente. Vamos defender o nosso direito de "comprar" um político e receber exatamente o que foi prometido na propaganda. Entre para esta luta! 

Lei de Responsabilidade Verbal já!

23.9.08

Maratonas Matinais



O despertador toca às 6 da manhã. O maldito nunca falha (seria ainda mais maldito se falhasse). Saio da cama toda amassada e visto qualquer coisa. Acordo os meninos que resmungam e se enfiam debaixo do edredon. Coloco os uniformes ao lado deles e chamo-os mais uma vez. "Vamos, meninos, coloquem o uniforme, está na hora". Desço para preparar o café e as lancheiras. Quinze minutos se passam e estranho o silêncio. Subo. Meninos ainda debaixo do edredon. "Vocês ainda não levantaram?! Vamos, coloquem o uniforme". Desço novamente quando percebo que eles começaram a sair do coma. Continuo a preparação de lanches e sucos. Desce o primeiro e se senta no sofá. "Vem tomar café, filho". Desce o segundo com o tênis na mão "Filho, calce o tênis". O terceiro não aparece, subo novamente. Ele está dormindo sem camisa, com a calça do uniforme enfiada em uma perna. Acordo-o e levo-o para o banheiro. Ele pergunta muito bravo: "Mãe, hoje é amanhã?". Acho graça e respondo: "Sim, hoje é amanhã." A fúria toma conta dele: "Eu não entendo...eu durmo e já chega o amanhã. É muito rápido!" Começa a chorar.

Ajudo-o a segurar o bereguelo na hora do xixi. Semi acordado, o tiro sai pra qualquer lado, menos pra dentro do vaso. Terminamos de colocar o uniforme e desço com ele no colo. O maior continua no sofá e o do meio, sentado na mesa olhando para a xícara vazia. O tênis ainda no colo.

"Você não vai tomar café?" pergunto.
"Hoje tem o quê?"
"Tem o que tem na mesa".
"Ah..."

Sento o caçula na mesa, preparo-lhe um leite e termino as lancheiras. Volto para a mesa. O do meio continua olhando para a xícara vazia, com tênis no colo. O caçula está tomando leite. E o mais velho dorme no sofá.

"Vamos, gente. Peguem as mochilas que já estamos de saída. Vocês já escovaram os dentes? Filho, calce o tênis."

Olho para o caçula. O leite derramou e sujou a camiseta. Subo pra pegar outra, mas não tem nenhuma no armário. Encontro uma sem passar na lavanderia. Visto nele assim mesmo. Hoje ele vai pra escola estilo uva-passa.

Retorno pra sala e os outros dois continuam praticamente na mesma posição. Falo irritada: "Você ainda não calçou o tênis?"

"Vou calçá-lo no carro."

Rosno e pego a chave do carro e as lancheiras. O pequeno chora. Quer colo. "Não consigo levar você no colo e as lancheiras". O choro aumenta. Não estou com nenhum saco pra negociar. Coloco as lancheiras no chão, pego-o no colo e peço aos maiores para me ajudarem. "Eu não posso, porque tenho que carregar meu tênis". Olho para ele com tanta fúria que ele dá um jeito de carregar as lancheiras.

Chego na escola. Todos descem. Menos o do meio que continua com o tênis na mão. Entro em surto: "O quê?! Você ainda não calçou esta droga de tênis? Sinto muito mas hoje você vai descalço pra escola."

"Mãe..."

"Nada de mãe...hoje você vai calçar o tênis lá dentro." Saio do carro pronta pra arremessá-lo de meias escola a dentro e ensinar-lhe uma lição.

"Ô Mãe, é que tem um nó apertado. Não consigo desamarrar."

Engulo seco. Não havia mais nada a ser feito a não ser desamarrar o tênis e terminar logo com esta história. A hora em que eles passam para dentro do portão é de imenso júbilo. Consegui!

Se alguém vendesse rojões em porta de escola, ficaria rico.

15.9.08

Poderosas


Quando eu era criança, mulheres casadas eram todas senhoras. Tinham cabelo de senhora, conversa de senhora, roupas de senhora e postura de senhora. Não importava a idade, se tinham 27, 35 ou 50 anos. Parecia que casar com o príncipe encantado e ter filhos automaticamente as colocava numa categoria de pessoas responsáveis, adultas, sérias, sensatas e principalmente, assexuadas. Como diz o Nelson Rodrigues "Como é possível fazer sexo com a Santa Mãe dos meus filhos?"

De repente, surge na minha vida a Rita Lee. Com ela aprendi que era possível casar com o príncipe encantado e mesmo assim ter cabelos vermelhos flamejantes, franjinha, usar roupas descoladas, andar de tênis, fazer coisas bem insensatas e dar, dar muito, na cozinha, na sala ou até dentro da piscina, como na propaganda da Ellus (que você pode assistir abaixo). Santa Rita de Sampa, você ajudou a enterrar muitas futuras senhorinhas. Louvada seja!

Depois veio a Madonna. Com ela aprendi que não só era possível casar, ser poderosa, descolada e dar, dar muito para o príncipe encantado, como também era possível dar, dar muito antes mesmo de encontrar o príncipe. Por que não? Enquanto o dito cujo não aparece, as futuras "não senhorinhas" têm todo o direito de se divertir. (Ah, com ela aprendi também que a noite gay dá de 10 a zero na hetero no quesito diversão.)

Aí veio a Angelina Jolie. Linda, poderosa, correta e tudo o mais o que se diz dela por aí. Pois com ela aprendemos que podemos dar, dar muito antes de encontrar o príncipe, para homens e mulheres, inclusive. E se o príncipe não aparecer, podemos tirá-lo de outra. Mas a melhor da lição que ela deixa a nós, meninas, é que não só existe sexo depois do casamento, como existe sexo depois de termos filhos. Muitos filhos. Uma penca deles.

Quando eu crescer, quero ser igual a elas.

10.9.08

O monstro que mora em mim



Outro dia deixei escapar o monstro. Foi com meu filho caçula. O monstro saiu raivoso, colérico, cruel. A expressão de medo no rostinho dele (essa doeu!) me fez imediatamente acordar e lutar para recolher o monstro. Mas era tarde. O estrago já havia sido feito e foi um episódio muito difícil para nós dois.

Decidi que já era tempo de dar um jeito neste monstro. Ficou óbvio neste dia, que o método que usei até hoje de trancá-lo em um quartinho escuro e secreto, não estava mais funcionando. E não havia mais cadeados que o segurassem. Precisava de outra estratégia. Entendê-lo era um princípio. Que monstro é esse? Por que ele mora em mim? Só eu que o tenho? Por que não o controlo? Perguntas e mais perguntas foram brotando.

Uma coincidência me fez entender melhor o monstro. Fui ao cinema ver o filme "Piaf". Saí de lá convencida que meu monstro é um Pikachu perto do dela. Você olha para a mulher e consegue enxergar o tamanho do bicho que mora lá dentro. É preciso um furacão de furia e dor para alguém tão pequena e mirrada cantar daquele jeito. Mas um monstro daquele tamanho é duro demais de carregar. A Piaf tentou acalmá-lo com doses cada vez maiores de morfina e heroína. Acabou matando-o e morrendo junto.

Janis Joplin, Billy Holliday, Elis Regina, Rita Lee, Frida Kahlo, Derci Gonçalves, Maria Callas, Fernanda Montenegro, Amy Winehouse, Madona, Cassia Eller, todas elas e muitas, muitas outras são mulheres monstro. Algumas, conseguem lidar melhor com isso. Outras não aguentam o peso. E sucumbem como Nova Orleans diante do Katrina.

Com elas aprendi que ter um monstro pode ser pesado, difícil, quase insuportável, mas é preferível mil vezes viver com ele do que levar uma vida beje de comercial de margarina. Será uma longa jornada, mas eu e ele ainda vamos nos dar bem.

P.S.: A sorte me fez conhecer algumas anônimas tão monstruosas quanto qualquer uma das famosas citadas. Qualquer dia, elas virarão texto.

P.S.2: Coloquei um link para quem quiser conferir ao vivo e a cores a Piaf cantando. Neste vídeo, de 1962, ela já está no final da vida, bem acabadinha (aos 47 anos!), mas quando canta, ainda consegue fazer a platéia comovida aplaudir de pé.

6.9.08

Lição de vida

Meninas, este vídeo me mostrou qual a coisa mais importante que devo ensinar a meus filhos. Desde os tempos do "Tapa na Pantera" eu não dava tanta risada. Espero que vocês também gostem. 

1.9.08

Retornos

















Outro dia, me deu de pensar nos muitos retornos que fazemos na vida. Como o retorno caranguejo que é sair com um ex. Ou o retorno B.O. que é tomar umas e dirigir. Tem também o retorno Yes! Yes! Yes! que é orgasmo múltiplo.

O retorno mais comentado da história é o do filho pródigo. E olha que naquele tempo nem tinha revista Caras. Retorno filho da puta é o que fica depois do pedágio. O retorno de Helena é novela do Manoel Carlos. 

Meu, que foda esse retorno! é voltar pra São Paulo depois do feriadão. O retorno "Começar de novo" é o de Narjara Turreta. O retorno bota pilha no sabre é o de Jedi. E quase ia me esquecendo do retorno mais esperado do ano que é devolução do Imposto de Renda. 
 
O Ombudsmãe retorna. Mais completo, mais interativo, mas ainda sendo pensado. Aguardem os próximos retornos.

Um beijo,

Taís

Vergonha


















Imagine que você trabalha em uma fábrica na qual praticamente toda a produção sai defeituosa. Avaliação após avaliação, o produto que você produz é constantemente bombardeado. Ele não é apto nem para as funções mais básicas para as quais foi fabricado. 

Você vive reclamando do salário, do ambiente de trabalho e é plenamente consciente de que existem formas muito mais eficientes de exercer sua função. Mas nenhuma delas é posta em prática na fábrica onde você atua. Sua auto-estima é baixa, seus colegas vivem reclamando. E, o que é pior, você sabe que existem fábricas produzindo bem melhor e com muito mais alegria que a sua e os produtos deles dão um banho no seu. 

Deu para imaginar o cenário? 

Agora imagine que uma pessoa vem questioná-lo sobre sua satisfação com esta fábrica e VOCÊ RESPONDE QUE ESTÁ SATISFEITO!!!!!!!

Essa foi exatamente a resposta dos professores brasileiros na pesquisa da Veja sobre o índice de satisfação com as escolas públicas. 

Que o pais tenham se considerado satisfeitos, é compreensível. Eles comparam com a escola que tinham (ou que nunca tiveram) e, sem parâmetros melhores, acham que está tudo bem. Agora, os professores, agentes atuantes no processo de formação dos piores alunos do mundo, dizerem que estão satisfeitos é caso de polícia. Desculpem a sinceridade, mas este índice de satisfação, para mim, é um atestado de conivência com um sistema cruel de emburrecimento coletivo. 

O mínimo que se espera de um professor no Brasil é vergonha. Da situação. E na cara. 

7.5.08

Te Vejo no Youtube



Telma e Sílvia fizeram dois comentários interessantes no texto anterior. Uma afirma que não dá mais pra ser anônimo. Realmente, com uma câmera a cada celular, fica difícil passar incólume. As câmeras estão por toda parte. Na escola das crianças, nos condomínios, escadas rolantes de supermercados. Colocou o dedo no nariz, tá no Youtube.

Isso me faz sentir muito mal. Invadida. E por conta disso estou relendo "1984", cada vez mais paranóica com as previsões do George Orwell.

Mas pior do que uma vida sob a vigilância das câmeras é uma vida sob a vigilância da imprensa. É um absurdo como, cada vez mais, a imprensa, que deveria ser o mais importante canal de informação e comunicação das sociedades, se presta a fofocar, como uma velha amarga na janela de uma casa interiorana. Com isso, ficamos sabendo que o Fábio usa drogas, que a Amy é uma barraqueira sensacional, que o Pedro dá umas bifas na mulherada, que a Suzana é chifruda, que aquela umazinha saiu sem calcinha e blá, blá, blá.

Sim, muita gente entra no jogo pra se promover, como diz a Telma. Pulam voluntariamente no moedor de carne. Mas ultimamente parece que as coisas estão saindo do controle. Não é só fofoca. A velhota amarga agora também apedreja. Julga. Pune. E ainda exige que os pobres acusados venham a público se "justificar", como se eles é que devessem satisfações à ela. Olha que inversão!

E o mais louco é que eles vão! Lembra da Carolina Ferraz no Faustão explicando que não beijou o Gianechinni? E ela lá tem que dar conta de quem beija? Ainda mais um gato como o Gianechinni...e no Faustão?!!!! E Daniella Sarahyba explicando que a foto dela com celulite (!) que saiu internet era montagem. MAS NEM CELULITE A GENTE PODE TER EM PAZ? Hemorróida pode?

Quer saber, vou nessa. Um beijo, um queijo e te vejo no Youtube.

.

5.5.08

Ronaldo e os travecas


O que me dá raiva não é o Ronaldo ter que dar satisfações na frente das câmeras sobre o que ele faz (ou não faz, segundo ele). O que dá raiva é que ele DÊ as tais satisfações. Por que ele tinha que ir ao Fantástico pedir desculpas ao Brasil por ter pegado (ou não, segundo ele) um traveca? Por acaso a conta do motel foi paga com dinheiro meu? Foi dinheiro público? Então, ele devia mandar o mundo às favas e pegar (ou não, segundo ele) quem ele bem entendesse. Vai ser feliz, menino! Com quem, quando e onde você quiser. Esquece a gente! Esquece a imprensa. Ela não te merece. Ela é só Fantástica e você é o Fenômeno.

E vocês viram a capa ridícula da Veja? Uma foto dele sob um pó branco e dizendo que as escolhas dele o aproximam mais do Maradona que do Pelé? Bom, pelo menos é Pelé e Maradona, e não Biro Biro. Hellôô, "apelistas" da Veja: o Santo do Pelé, ignorou a filha! Quer pior exemplo para as criancinhas?

Se me perguntarem o que quero que meus filhos sejam quando crescer: anônimos! Gente normal, que ama, que chora, que faz titica, sem ter que se preocupar com o que a imprensa chinfrim vai achar. E que eles usem camisinha.

15.4.08

Virei Diva!!

Recebi mais um selo supimpa e que me deixou "se achando".




A indicação veio da Carla, do blog "Vai, Carla, ser gauche na vida!". Muito fofa, muito querida e uma grande incentivadora.

E eu repasso para a Mãe Chata Mulher Doida, da Carolina Coelho. Carolina, não desista!

Carla, muito obrigada!

Amigos



Este final de semana foi especial por vários motivos. Cada um deles com nome próprio. Fomos pra São Paulo e conseguimos rever alguns amigos e parentes muito queridos. Sabe aquele tipo de gente que você fica um tempo sem ver ou falar, mas quando encontra é como se fosse vizinho de porta? Rola um carinho e uma afinidade instantânea e o papo acontece sem esforço. Mas o que mais faz bem é que não é relação social. É carinho. Legítimo. Matéria prima da vida, muito rara, mas vital.

A todos vocês e aos outros, que estão firmes por aí, dedico este textinho que me veio por email, singelo e bonitinho, mas que traduz algo muito próximo do que sinto sobre amizade:

"Amigos"

"Quando você estiver triste...
Eu vou te ajudar a planejar uma vingança contra o filho da puta que te deixou assim.

Quando você me olhar com desespero...
Eu vou enfiar o dedo na sua goela e te fazer por pra fora o que estiver te engasgando.

Quando você sorrir...
Eu vou saber que você deu uns pega em alguém ou em alguma coisa.

Quando você estiver confuso....
Eu vou explicar pra você com palavras bem simples porque eu sei o quanto você é burro.

Quando você estiver doente..
Fique bem longe de mim até se curar. Eu não quero pegar o que quer que você tenha.

Quando você cair...
Eu vou apontar pra você e me acabar de rir.

Você me pergunta, 'Por quê?' Porque você é meu amigo!

Um amigo de verdade não é aquele que separa uma briga sua e sim aquele que chega dando voadora.

Se dirigir, não beba; se for beber, me chame."


Um beijo a todos vocês, meus queridos e verdadeiros amigos.

.