25.11.08

Vamos falar sobre o brincar.


Pais, mães, tias, educadores e palpiteiros de plantão: tem um debate muito divertido rolando na web. E que renderá prêmios aos participantes. O Desabafo de Mãe e o Mulheres na Rede estão promovendo uma discussão sobre o brincar.

Para participar, é só entrar em um dos 7 blogs participantes (e que estão listados nos dois endereços acima) e fazer um comentário até 11 de dezembro. Os prêmios são muito legais e a discussão melhor ainda. Eu participei de uma prévia e ganhei 2 ingressos para o Circo Vox em São Paulo. O espetáculo foi maravilhoso e nossa família se divertiu muito com esta deliciosa brincadeira.

Falar sobre o brincar pode parecer estranho. As pessoas consideram tudo que envolve criança como brincadeira e não pensam muito nisso. Quantas pessoas escolhem a escola assim: "ah, nessa idade, qualquer escolinha serve. Eles só vão lá para brincar mesmo." Pois é, esse critério serviria muito bem, se realmente a brincadeira fosse levada a sério pelas "escolinhas". Mas, muitas subestimam este fundamental fator de desenvolvimento infantil. Para serem competitivas, enchem a rotina das crianças de atividades e os pequenos acabam, desde a mais tenra idade, tendo que lidar com uma agenda cheia. E cadê o tempo para brincar? Para peneirar areia, para observar uma tartaruga, para fantasiar-se de princesa, para correr pela grama, para amassar lama? Fiz, há um tempo atrás, um texto sobre a difícil agenda escolar. Se tiver interesse em lê-lo, clique aqui.

A quantidade das atividades na infância está se tornando um sério problema. Os pais, querendo proporcionar a melhor formação aos filhos e preencher um tempo grande na companhia de babás, acabam por matricular as crianças nos mais variados cursos. As crianças acabam com a agenda tão lotada, que mal têm tempo de estudar. Eu mesma já fiz isso. E a intenção sempre é das melhores. Mas a rotina e o leva-e-trás acabam se tornando tão estressantes que o saldo é negativo. Para resolver este problema, resolvi concentrar as atividades extra-escolares (natação e futebol) em 2 dias: terça e quinta. Assim os meninos ficam com todos os outros dias inteiramente livres para brincar. Não é o ideal. Mas foi a melhor solução e a que trouxe mais tempo livre para eles e menos estresse para a mãetorista.

O melhor mesmo, seria nós pais repensarmos esta pressão por colocar nossos filhos em atividades extra-escolares. Por exemplo, sei de uma criança que tem um superquintal com piscina, a qual nunca usa, pois tem atividades todos os dias. Detalhe, as inúmeras atividades que freqüenta, foi porque ela mesma pediu. Claro que pediu! Criança pede tudo. O bom senso de matricular ou não, é dos pais.

Vi também um episódio da Supernanny inglesa (Jojo) nos EUA que me despertou um alerta. A família do episódio tinha filhos frequentando até 8 atividades extra-escolares na semana! A mãe vivia em surto e os filhos idem. A primeira atitude da Jojo foi cortar atividades. E com a reorganização da rotina, aceita com enorme relutância pela mãe, a vida da família mudou. Menos correria, menos estresse, menos brigas, mais tempo para eles brincarem em família. A Jojo definiu este frenesi por atividades como algo muito americano. E lá vamos nós importando tudo quanto é comportamento estranho que vem de cima.

Bom, o debate está lançado. E toda contribuição é bem vinda. Participem!

2 comentários:

Silvia disse...

Menina, sabe que não tenho muito saco pra brincar? Pra deixar que elas brinquem, sim, mas pra brincar com elas... Ui!

Gosto de ler para elas ou ver um filme junto. Jogar jogos de tabuleiro e cartas também. Mas quando elas resolvem me chamar pra brincar de casinha, por exemplo, não tenho a menor paciência.

Ajudo elas a se arrumarem pra brincar de princesa, mas não brinco junto.

Não tenho saco! :-( Você tem?

Taís Vinha disse...

Hahahahahaha!!! Amei, Silvia. Eu te daria o prêmio master plus pela sinceridade. Eu tb não tenho muito saco para brincar. Quem me olha jamais diria isso, mas tb sou do tipo livrinho, jogo de tabuleiro, vamos cozinhar, fazer arte etc. Ficar brincando com eles, tipo encarnando personagem, só de bruxa, que eu adoro! hahaha.

Nem acho legal. Mistura a faixa etária.

Palmas pra você!

Bjs