14.4.09

Consumismo na cozinha - reduzindo os utensílios.




(O Ombudsmãe ficou fora do ar por motivos de força incrivelmente maior. O lado bom de sermos nossos próprios patrões e patroas é podermos priorizar. Esse é um benefício trabalhista realmente imbatível!)

Retornamos ao assunto que ficou no ar: utensílios de cozinha mais verdes e menos descartáveis.

Hoje, com o R$1,99, objeto de cozinha virou coisa descartável. Potes, bacias, colheres, tábuas, escorredores de louça - praticamente todos os apetrechos são produzidos com plástico e quando quebram podem ser facilmente substituídos.

O problema é que, com a reciclagem capengando na maioria das cidades, essa enormidade de apetrechos acaba sendo descartada no lixão. Ou, sabe-se Deus onde (vide a matéria sobre o Lixão do Pacífico). Além disso, poderíamos usar o dinheiro gasto na troca de produtos pouco duráveis com coisas mais úteis ou mais prazerosas.

A solução:

1. COMPRAR MENOS - confira as gavetas e prateleiras da sua cozinha e veja a enormidade de tranqueira que juntamos. Muitos destes objetos não são nem utilizados. Descubra o que você realmente precisa e evite comprar furadores, fatiadores, recheadores, fazedores de bolinhas, facas para isso e aquilo se as chances desses objetos acabarem esquecidos for alta.

Dica master plus: antes de comprar QUALQUER objeto novo, veja se não dá para reusar algo que você já tem. Exemplo: uma garrafinha vazia acrescida de um bico dosador vira um ótimo galeteiro para óleo e vinagre. Vidros de palmito são excelentes para armazenar mantimentos. Seja criativo e gaste menos! Reuso agora é chic!

2. OPTE POR MATERIAIS MAIS DURÁVEIS - meu critério tem sido evitar tudo o que for de plástico. Primeiro porque dura menos. Segundo porque não tenho certeza que será reciclado. Terceiro porque vidro, metal, madeira, cerâmica e fibras naturais são muito mais legais. Então lá vai:

Colheres, espátulas, conchas e escumadeiras - só de pau, bambu ou metal (de preferência inox). Duram milhares de anos, são fáceis de lavar, não deixam resíduos químicos na comida, nem nos lixões. Evito até as de metal com cabo plástico, pois essas acabam estragando.

"Tapuér" - estou aos poucos substituindo os de plástico por vidro temperado. Custam a partir de 7 reais. São mais caros, mas valem a pena. Além de serem fabricados no Brasil (o que gera empregos e evita aqueles ingredientes surpresa do plástico chinês), não soltam resíduos na comida quando aquecidos e são inócuos quando descartados. Se optar pelos de tampa plástica (mais fáceis de achar) o truque é escolher os que tem a tampa mais flexível e resistente - bem cuidadas elas duram muito. Os potes de inox ou ágata também funcionam bem e duram para sempre.

Dica master plus: Para pequenos volumes use copos de requeijão com tampa de Nutella.

Bacias, saladeiras, açucareiros, saleiros, peneiras etc - o mercado oferece inúmeras opções em inox, vidro, madeira, bambu, cerâmica, louça etc.

Dica master plus 1: Pequenas lojas de artesanato em cidades turísticas oferecem alternativas verdadeiramente sustentáveis, feitas de cabaça, taboa, junco, palha trançada etc.

Dica master plus 2: Nas lojas de umbanda você encontra gamelas de madeira e cerâmica, lindas e por bons preços.


Bacias e baldes de lavar roupa- a regra continua a mesma. Evite o plástico. Herdei da minha mãe 2 bacias de lavar roupa de alumínio que, com certeza, já têm mais de 30 anos de bons serviços prestados. Continuam perfeitas. No mercadão encontrei baldes de zinco por cerca de 20 reais. E de alumínio por 26. Custam caro, mas suas filhas e noras ainda irão herdá-los e não, o lixão. E se você pensar na quantidade de baldes e vassouras de plástico que já comprou, vai ver que a conta sai barata.

Vassouras, escovas e rodos vá de madeira e fibras naturais - opte por pêlo, piaçava, palha, juta ou as opções ecológicas de pet reciclada. Funcionam bem, promovem cooperativas e pequenos produtores.

Bucha só vegetal. Se interessar, leia texto já publicado.

Coadores de café - ainda uso o coador de papel (tsc, tsc), mas reativei a cafeteira italiana que estava esquecida. E vou ver se me adapto com o coador de pano. Existe a opção de nylon, mas fico na dúvida sobre os resíduos e é mais um trem de plástico na cozinha - o que estou tentando evitar.

Tábua de carne - só de madeira, por favor. Não suporto essas tábuas de plástico que dizem que são mais saudáveis. A humanidade usa tábua de madeira há 5 mil anos e agora inventam essa?! Sempre desconfiei...mas para quem quer saber mais, a Tramontina está divulgando uma pesquisa da Universidade de Wisconsin que afirma que a tábua de madeira não permite que as bactérias sobrevivam. Tirando o fato que eles querem vender tábuas e ciente do fato que você não precisa de comprar a tábua da Tramontina (qualquer tábua de madeira dura serve), vá de madeira e esqueça o Dr. Bactéria. No programa "Good for You" da TV Australiana, a tábua de carne também foi redimida. Cheers!

Guardanapos e panos de pia - No dia-a-dia, só de pano.

Por hoje é só! Mandem suas dicas, críticas e soluções. Vamos fazendo nosso tricôzinho e aprendendo uns com os outros.

9 comentários:

pimenta disse...

Legal,vou checar minha cozinha!
Aprendi que para lavar e desinfetar tábuas de madeira,usa-se água oxigenada!É barato,e não deixa resíduo na taubinha!

Taís Vinha disse...

Nunca usei a água oxigenada. Mas deve ser ótima para limpar a taubinha! De vez em quando eu coloco as minhas no sol.

Tem um amigo que sugeriu a de vidro para cortar peixe. Mas tem que ter cuidado ao usar pois ela estraga o fio da faca.

Beijos, pimentinha!

Renata Rainho disse...

Taís mas colocar no sol não é que faz os bichos sobreviverem? eu jogo água quente e água oxigenada. Tenho jogado água oxigenada na pia da cozinha e do banheiro também.

Sobre os potes de plásticos realmente são inúteis. estragam muito rápido agora compro tudo de vidro.

Taís Vinha disse...

Uia! Então eu tô pondo os bichos para bronzear?! Sabia disso não. Mas eu ponho no sol mesmo é para ficar bem sequinha e não mofar. Vou tentar a água oxigenada. Bjs!

Silvia disse...

Taís, mais uma dica: evitar os aparelhos elétricos na cozinha. Eu assumi um compromisso de fazer manualmente tudo o que for possível.

Eu quase consegui me livrar do microondas, mas ele ainda "vive" por aqui. Quebrou, estava convencendo o marido a não comprar um novo (além de gastar energia, faz mal pra saúde), mas o sogro consertou. Bem, menos mal, pelo menos não geramos um lixo inútil para comprar outro. ;-) Uso muito pouco, mas fui vencida no quesito "deixar fora da tomada". Preciso de argumentos para provar que ele não vai deixar de funcionar se pusermos na tomada só na hora de usar!

Silvia disse...

Ah, sim, ia comentar: o coador de algodão (e nunca vi um que não tivesse plástico junto, mas deve existir) é menos prático do que o de nylon, eu acho. Pensei que seria muito melhor, afinal é de fibra natural, mas ele custa um tantão a secar, e o café fica mais gostoso quando o coador está seco. O de nylon seca rapidinho.

A cafeteira italiana acho que dá conta do recado, Taís (fora que o café deve ficar mais gostoso). Não precisa de coador - nem descartável, nem reutilizável.

Taís Vinha disse...

Sil, eu acho que os nossos maridos surtam com essas mulheres que eles arrumaram. Tanta mocinha prendada por aí e eles escolhem essas malucas que querem tirar as coisas da tomada...

Ótimo vc ter lembrado dos equip. eletrônicos. Ainda mais hoje em dia que eles estão completamente descartáveis. É tudo feito de plástico e quebrou nem vale a pena o conserto. Joga no lixo (argh!) e compra outro. O pior é quando ninguém usa e fica encostado num canto. Aqui em casa eu me livrei da centrífuga, da torradeira e do freezer. Da máquina de pão eu não abro mão. Adoro. E o microondas tô só esperando quebrar pra dar fim. Sub-utilizado. Não vale o trambolho. Bjs!

Anônimo disse...

Tais e Silvia, quanto ao coador de pano ter um plástico junto, já que é para ser rústico, a minha avó usa um com um araminho mesmo passado (que não enferruja), pede para o maridão fazer que assim ele se sente útil no movimento.
Quanto a tábua de madeira, vou precisar de um tempo de adaptação depois de tanto tempo vendo bactérias em tudo aqui em casa por tanto tempo, acabei comprando uma de vidro que ninguém usa or medo de quebrar e acabamos na de plástico mesmo.
Um beijão, qualquer dia desses baixo aí!
Dri

Anônimo disse...

Pô, a tábua de vidro é ótima. Pra quem, tipo eu, não come carne, melhor ainda, afinal legumes a gente corta melhor com faca de serrinha, que não perde a afiação.