18.6.09

"Mãe, a professora mandou um bilhete."


"Uma professora uma vez enviou um bilhete para uma mãe informando-a que seu filho não queria fazer os exercícios, não ficava na fila e tagarelava durante as aula. Terminava solicitando que a mãe tomasse as devidas providências.

No dia seguinte, a mãe enviou um bilhete para a professora informando-a que, em casa, o filho não queria escovar os dentes, comer verduras e arrumar os brinquedos. Terminava solicitando que a professora tomasse as devidas providências."


Ouvi esta anedota de uma grande educadora, que trabalha com a formação de professores. Ela queria ilustrar como, muitas vezes, os professores fazem uso indevido dos bilhetes aos pais, solicitando providências para problemas que são, claramente, da responsabilidade do professor.

A educadora defendia que o bilhete, corriqueiro para a maioria dos professores, para os pais é motivo de grande angústia. Muitos pais, sem saber como lidar, acabam aplicando castigos, sanções e até batendo na criança. Outros saem em busca de terapeutas e psicopedagogas tentando entender o que há de errado com seu filho.

Não há nada de errado. O que houve foi o uso indevido de uma ferramenta de comunicação entre a escola e família, que deveria ser usada com o máximo de critério.

Os problemas de comportamento em sala de aula existem e sempre existirão. Uma sala de aula é composta por seres humanos, não robozinhos. E para aprender a lidar com esses maravilhosos e imprevisíveis seres humanos, os professores fazem faculdade, treinamento, cursos de reciclagem, pós-graduação, lêem livros, assinam revistas educacionais, participam reuniões pedagógicas etc. Com isso, espera-se destes profissionais a competência, o treinamento e a boa vontade necessários para lidar com os desafios diários da profissão que eles escolheram. O andamento da sala de aula é da responsabilidade deles. Não dos pais.

Os pais devem ser envolvidos quando estes profissionais detectam em alguma criança um comportamento ou um distúrbio que precise realmente de um trabalho conjunto entre a família e a escola. Mas isso não pode e jamais deveria ser comunicado via bilhete. Deve-se marcar uma reunião onde pais e educadores conversam olho no olho, "mas, não com a intenção de dizer-lhes o quanto a criança é terrível, ou para pedir-lhes que resolvam o problema, ou para indiretamente passar a mensagem do quanto o filho deles não é bem vindo na escola, ou ainda, dizer-lhes como poderão lidar com o comportamento dele...os pais beneficiariam-se mais sabendo que existe alguém que compreende o que eles estão passando. Se o professor der o apoio e fortalecer os pais, descobrirá que o comportamento da criança começará a melhorar..."

Tirei o texto acima do livro "O educador e a moralidade infantil: uma visão construtivista" de Telma Pileggi Vinha. A autora continua: "Quando os pais quiserem conselhos, eles mesmos os solicitarão, e quando o professor os der, é importante, inicialmente, reconhecer que ninguém realmente tem as respostas, e o que se pode fazer é, somente, concordar em experimentar diferentes estratégias e procedimentos mais coerentes com o desenvolvimento da criança...e que caminhem no atendimento às necessidades especiais que ela tem...Se o professor puder dar apoio e conquistar os pais, irá perceber que pode contar com eles...esse auxílio será valoroso para ocorrer efetivamente as mudanças de comportamento esperadas."

Portanto, da próxima vez que vier algum bilhete que não seja sobre o ingrediente da aula culinária daquela semana, não perca o sono. Nem puna o seu filho. Pergunte a ele o que houve e, se for o caso, marque uma reunião com a professora. Mas não assuma para si a responsabilidade que é dela. Isso não é omissão. É estabelecer limite. Você não vai pedir ajuda da professora quando seu filho der piti no supermercado. Que ela também não faça o mesmo.

23 comentários:

HEGLI disse...

OBRIGADA MESSSSSSSSSMO

Anita disse...

Sua coluna está nos meus favoritos, mas só hj quis comentar, talvez pelo assunto me interessar tanto: tenho 2 filhos, um de 11 anos calmo, atento e excelente aluno.Já o menor, de 6, é prematuro, desatento, inquieto e apronta...A professora resolveu entrar na linha: assim não dá e me enche de bilhetes, reclamações.Em casa, puno, castigo, reclamo, mas confesso que já estou cansando da falta de atitude da escola.Não estou me eximindo da culpa, pelo contrário, mas como seu artigo ilustra muito bem, cada um no seu quadrado!!Se a escola não consegue fazer sua parte, eu deveria, como mãe, acumular tarefas?
ADORO!Parabéns pela reflexão e por nos sentirmos menos culpadas.Se é que isto é possível...rs

Hegli disse...

Pois não se sinta sozinha Anita. Este ano a professora do meu filho está me mandando sucessivos bilhetes com reclamações. No dia 30/03/09, quando ela me enviou o primeiro bilhete para me dizer que o Lucas era distraído e falante eu mandei uma “carta de permissão” dando autonomia a ela para fazer o que fosse necessário e cabível em sala de aula para aquelas situações. Não adiantou. Segunda eu recebi o quinto bilhete do ano.

Pergunto EU: como eu posso cuidar do meu filho dentro da sala de aula? Recomendações eu faço diariamente sobre tudo. Conheço o meu filho e ele realmente é assim, agitado, fala demais e quando é obrigado a ficar quieto se entedia, fica distraído, viajando, mas em casa eu consigo lidar com isso.

O rendimento escolar dele é satisfatório, as notas são 9 e 10, ele respeita os funcionários da escola e os colegas, não tem dificuldade em entender a tarefa, não é indisciplinado... ela diz que ele conversa, se levanta e se distrai demais... mas isso é uma característica dele, nas reuniões as professoras sempre me falavam que conseguiam lidar com isso e que não afetava o desempenho escolar...

Marquei uma reunião com a professora e coordenação para a próxima semana para ver como podemos trabalhar em “equipe”. Uma das coisas que quero combinar é: quando for necessário falar comigo sobre esse assunto, que não me mande um bilhete e sim me chamem na escola. A anedota do post tb foi util, não posso me cuidar dele em sala de aula.

Este post me ajudou imensamente, vamos ver o que vai dar!!!

Ana Maria disse...

Boa Taís! Adorei seu post e concordo plenamente com ele mesmo não passar por este tipo de problema ainda... e como a Anita, seu blog tb está nos meus favoritos! Um abraço, Ana Maria

Taís Vinha disse...

Ana Maria, obrigada pela gentileza! Vc ainda não tem filhos ou seus filhotes são pequenos? De qualquer forma, quando precisar estaremos por aqui.

Anita, como disse a Hegli, não se sinta sozinha. Já passei pelo que você descreve. Quando meu filho tinha 2 anos, ele passou a morder quando o irmãozinho nasceu. As mordidas eram tantas, que a escola me mandava bilhetes sempre e acabou nos encaminhando a uma psicopedagoga. Na primeira conversa com a terapeuta, perguntei à ela: "você consegue me explicar por que meu filho só morde na escola? Comigo ou com meu marido ele nunca mordeu outra criança. Ele sabe que a gente não admite este tipo de comportamento" Ela achou aquele dado muito significativo e foi na escola, conversou com as professoras e coordenadora e eles montaram um plano de ação: haveria sempre alguém próximo a ele, eles seriam bem firmes quanto a não admitirem as mordidas e se fosse o caso, ele seria afastado temporariamente das atividades e do convívio dos amigos. Em pouco tempo as mordidas cessaram. Agora me diga: o que eu, em casa poderia fazer a respeito, além do que eu já fazia? O comportamento cessou quando a escola assumiu sua parte no problema.

Imagino o mesmo com seu garoto. Ele tem um histórico de ser prematuro e agitado. Sabendo disso, a escola deve procurar formas de acolhê-lo e ajudá-lo a superar suas dificuldades, sabendo que devem incluir no planejamento atividades em que os "agitados" funcionam bem, como aulas ao ar livre, mais tempo de parque, jogos corporais etc. Ele tem apenas 6 anos! As aulas ainda devem ser muito lúdicas, pois a desatenção é comum nesta idade. As atividades também devem durar menos tempo, pois eles mudam de interesse rapidamente. E deve-se oferecer atividades diversificadas, isto é, mais de uma opção de "cantinhos". Minha sugestão para você é conversar na escola e entender como está sendo organizada a rotina. Peça para ver as atividades. Se houver muita folhinha sendo preenchida, muita cópia, muita caligrafia, muita matemática formal (contas, cópia de números, ao invés de jogos e desafios criativos) é sinal que estão exigindo muito da concentração e da paciência da criança. E o desinteresse de seu filho pode ser sinal de que ele está desmotivado. Acolha-o em casa também. Ele deve estar sendo muito pressionado na escola, a última coisa que precisa é de mais críticas em casa. Elogie suas conquistas, estimule-o a contar o que o incomoda, diga para ele que vocês podem ir juntos à escola conversar com a professora sobre o que ele acha "chato" fazer e quem sabe juntos vocês chegam num acordo. Essa ponte às vezes é necessária. Mantenha-se firme. E no próximo bilhete não se descabele, ok. Uf! Falei demais. Bjs!

hegli disse...

Taís, fale demais sempre, hahaha. Ajuda muito! Bjus

Clarice disse...

Isso tudo me faz lembrar o quanto eu era"aprontona" quando pequena, e até depois de grandinha, na sala de aula. Só que não tinha bilhete, não. A profe me arrastava para a sala onde estava minha mãe e eu lembro de algumas vergonhas sentidas perante alunos anônimos ou não. Mas não adiantou muito, eu continuei inconformista e peralta. Principalmente quando os professores foram incompetentes para descobrir que eu precisava de desafios, atividade, estímulo.
Quando passei para o outro lado, ou melhor, para a frente de alunos, senti o quanto é difícil isso, mas não é impossível.
Nunca mandei bilhete para ninguém. Não dava tempo. Depois das aulas tinha a preparação, a correção, leitura, estudo, trabalhos de faculdade.
Como mãe acho que soube lidar com as malandragens do filho, que foram poucas.
Nessa correria em que todo mundo anda sobra pouco tempo para conversas entre alunos, pais e professores, o que seria salutar para descobrir por que os alunos se comportam dessa ou daquela maneira, seja em casa ou na escola.
Um pouco de disciplina e carinho podem ser mais eficientes que castigos, concorda?
Abração.

Anônimo disse...

Taís, muito obrigada pelas palavras!E pela atenção em me consolar!!Isto também colabora para o mega sucesso do seu blog.
Um beijo,
Anita

Taís Vinha disse...

Oi Clarice, eu me lembro muito pouco do meu tempo de escola. Mas também me lembro claramente de uma vez que fui exposta negativamente perante a classe. Os adultos esquecem que criança também sente. Ainda bem que vc se manteve inconformada! Voltei pra casa correndo e fiquei batendo a cabeça na parede, de tanta vergonha. Minha mãe foi na escola e o que ela disse, não sei. Mas no dia seguinte, a professora foi em casa pedir desculpas.

Quando virei professora, também senti na pele as dificuldades de se manter alunos atentos e estimulados. Os meus eram universitários e eu tinha formação de publicitária, não de educadora. Apanhei muito. E avançamos muito também. Eu e eles. Não é fácil. Ao contrário. Seria bem mais fácil pseudo-controlá-los por notas e sanções. Mas se fosse para ser assim, preferia não dar aula. Não teria desafio, seria apenas trabalho mecânico. Os alunos não merecem isso. Eles são maravilhosos e com eles aprendi mais do que ensinei. Bjs!

Taís Vinha disse...

Anita, obrigada pelo carinho. Mãe também precisa receber um pouco disso, não? Bjs!

Ana Maria disse...

Oi Taís tenho sim 2 "filhotes", um de 9 (Joaquim) e outro de 7 (Pedro)!
Seu blog é leitura obrigatória e aprendo muito nele, vc escreve muito bem e tb tem muito humor! Parabéns e continue sempre fiel a seus valores!
Um abraço, Ana Maria

Anônimo disse...

Nossa, como estou mais aliviada....

Não aguento mais de tantos

bilhetes da profª do meu filho

mais velho.

Há pouco descobrimos que o moleque

é hiperativo, como isto me


angustiou. Mas agora já estamos

levando numa boa.

Keka.

Taciane disse...

Ontem meu filho chegou da escola com um bilhete da professora que dizia:"Dona taciane venho por meio desse bilhete para lhe pedir que a senhora ajude seu filho a fazer as tarefas, mais não faça por ele, pois futuramente ele pode se prejudicar.
atenciosamente!
Marta!"
Bem sempre ensinei meu filho as atividades de casa dele, e é claro que jamais faria por ele pois se fosse desta forma nao iria perder meu tempo com escola pra ele ja que eu mesma iria fazer, o que aconteceu foi que pedi a minha filha que neste dia ensinasse a ele e ela o ajudou em pintar. e ele na escola ele disse respondendo a pergunta feita por ela:"Jessyca me ajudou." eu nao tinha conhecimento de que ela teria o "ajudado",onde fiquei sabendo atraves deste "bem formulado bilhete".
Então, gostaria de qual a reação de vocês depois deste bilhete?.

Anônimo disse...

>_<"

Hegli disse...

Olá!!!
Retorno a este post, após dois anos, com meu primeiro bilhete deste ano, e com o mesmo assunto dos anos anteriores.... rs. Parece piada!

Com a "experiência" adquirida nesses anos posso dizer que sim, o educador pode ser parceiro ao invés de ser só um dedo duro reclamão que repete por escrito uma coisa que a mãe já sabe quando seu filho é agitado.

No ano passado (2010) o Lucas teve uma super professora. Super no sentido de ser atuante e dedicada, e compreender cada aluno como indivíduo. Logo na primeira reunião, eu já fazia um "mea culpa" comentando que ele era disperso e se isso estava atrapalhando... quando a professora meu interrompeu prontamente:
- Ele é inquieto e distraído, mas participa muito da aula, dá opiniões e é muito solícito comigo e com os colegas. Este é o jeito dele, não adianta querer mudá-lo, temos que tirar o melhor possível.

Fui embora em estado de êxtase! Ela nunca me mandou bilhete. Ele foi bom aluno, tirou boas notas, foi produtivo de um modo geral.

Neste ano recebo novamente o tal bilhete: Seu filho é disperso e conversa demais em sala de aula. Por favor converse com ele.

Na mesma hora lembrei deste post e me deu vontade de mandar o seguinte: Seu aluno reluta em escovar os dentes antes de dormir e se recusa a passar o fio dental por querer deitar logo. Por favor converse com ele.

Hahaha! Mas como estou escaldada, mandei um bilhetinho dizendo que ele sempre foi agitadoe e que eu lhe recomendava todo dia que fosse atento a aula. E que ela poderia agir da forma que lhe conviesse em sala, quando ele estivesse atrapalhando a aula.

Espero que ela entenda o recado! rs

Anônimo disse...

Acredito que a realidade de sala de aula se confunde com o depósito que virou a escola. Alunos que não tem uma postura inadequada não é o professor que deve ensinar o respeito e valores sociais. Hoje um aluno ao pedir sua agenda para solicitar a presença dos responsáveis, ele simplesmente jogou a agenda em cima de mim. Sendo que pedi "Por favor" a agenda e não sou professora de bater em coisas e jogar. Sou o exemplo dos meus alunos. Será que esta postura ofensiva e agressor é incompetência do professor? Estou dentro de uma sala de aula para desenvolver cognitivamente meus alunos e não ser agredida. A responsabilidade de educar e exigir são dos pais, pois afinal se eles não adquirirem valores morais e sociais, a sociedade vai. E se ele insistir, ficará á margem da sociedade. Não sei se entendi seu blog, mas acredito que seja a visão da mãe. E lhe falo, espero que você seja abençoada de não ter um filho que aparece na mídia com casos de atrocidades, ferido pessoas, pois mãe que passa mãe na cabeça de seus filhos, jogando responsabilidade para outros, chora as frustações que seus filhos terão na vida.

Cássia disse...

Concordo plenamente com o último post, acho um absurdo acharem graça na falta de educação e respeito dos filhos na escola e associarem a obrigação de educar aos professores. Professor está na escola para ensinar, educação é responsabilidade dos pais.

Pati Ottoni disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pati Ottoni disse...

Cássia e "Anônimo"

Ninguém aqui está achando graça de "falta de educação" nenhuma. Também estou dentro de sala de aula, sou coordenadora e concordo em gênero, número e grau com a Taís, a Hegli e as outras mães/educadoras que aqui se colocaram. Não existe essa de "Família educa, escola ensina". Estamos em pleno século 21, era das informações. Você realmente acredita que as pessoas precisam da escola para evoluírem em seus conhecimentos? E arriscaria dizer evoluírem cognitivamente??? Não! A escola, cada vez mais, precisa ser um espaço para formar PESSOAS MELHORES. Sabe o que quero dizer com isso? Seres humanos que saibam dialogar, que saibam questionar respeitando diferentes opiniões, que saibam ouvir e se posicionar, que saibam tomar decisões ponderadas. A família é um espaço educativo particular, íntimo, privado. A escola é O espaço educativo da coletividade, da troca entre pares... É na escola que nossas crianças tem o privilégio de viver a coletividade, o grupo!!! E para que isso possa valer estudamos no mínimo 4 anos, nós, professores, somos os especialistas da educação. Os pais não. Ninguém faz faculdade para ter um filho. Somo nós os responsáveis para estabelecer a parceria, para dar o primeiro passo, para dar orientação aos pais, se assim desejarem. Somo nós, professores, os responsáveis por promover um ambiente cooperativo na escola, produtivo no sentido dos alunos serem os construtores do conhecimento. Conhecimento, no sentido amplo da palavra. Os conflitos que acontecem na escola é nossa responsabilidade SIM mediar e ajudar na busca de soluções. Um aluno responder com agressividade não é nada agradável. Mas precisamos ajudar estes adolescentes e crianças a criarem estratégias mais assertivas na solução de conflitos, a expressarem seus sentimentos de forma mais saudável e aceitável. Existem estudos em educação que nos ajudam com isso, existem cursos de formação para isso, livros, textos na internet. E, existe, o bom senso, a co-responsabilização.
O que não pode mais existir é essa guerra entre escola e família, que muitas vezes, inicia-se pela escola. Nós somos os especialistas da educação. Nós somos SIM responsáveis pela formação dessas pessoas que passam grande parte da vida em nossa companhia.
Sem mais

Anônimo disse...

O problema é a falta de limites e de educação das crianças.
"Seu aluno não quis escovar os dentes" A mãe tem que cuidar de uma criança. a professora de 30.

ana b. disse...

Sim, temos problema de falta de limites, e de uma maneira geral, não apenas na escola, na sociedade inteira!
Mas uma professora não tem que "cuidar" de 30, ela tem que ensinar/orientar alguns conceitos culturais previamente estabelecidos.
Não vejo muita utilidade em bilhetes repetidos para que os pais tomem providências com algo que acontece longe do olhar deles! Se o comportamento 'inadequado' ocorre em sala de aula, é na sala de aula que precisa estar a solução! Combinados (individuais e em grupo), abordagens específicas, o professor estuda (ou deveria) para saber como lidar com a diversidade!
Sou mãe de 3, sou filha de professores, sou professora também. Nunca tive problemas em sala de aula, e já tive turmas enormes. Não quero dizer que nunca tive aluno mal-educado! O que tive foi jogo de cintura e paciência para resolver os conflitos, o que parece que nem sempre acontece...

daiane Melo disse...

Eu amei o post!, minha filha ten oito anos e a professora tda semana me envia bilhete que minha filha conversa com os amigos, levanta e agora com essa de copa ela bate figura com os amigos e passa resposta de lição. Mas eu converso, puno, castigo mas passa uma semana e outro. Ja é o segundo que eu choro sem saber o que fazer pois estou aqui fora e em casa é comportada mas agitada é da personalidade dela... é minha filha única mas estou a beira de um colapso.

daiane Melo disse...

Eu amei o post!, minha filha ten oito anos e a professora tda semana me envia bilhete que minha filha conversa com os amigos, levanta e agora com essa de copa ela bate figura com os amigos e passa resposta de lição. Mas eu converso, puno, castigo mas passa uma semana e outro. Ja é o segundo que eu choro sem saber o que fazer pois estou aqui fora e em casa é comportada mas agitada é da personalidade dela... é minha filha única mas estou a beira de um colapso.