12.5.09

Crianças adiantadas na escola - parte 1.


Sou do tempo em que crianças adiantadas eram sinônimo de crianças inteligentes. Os pais e avós enchiam a boca para falar que o pequeno estava à frente dos amiguinhos da mesma idade. Hoje se sabe que este salto tem seu preço. E quem paga é a própria criança (e os pais por tabela).

Para entender melhor precisamos refletir um pouco no papel da escola. A escola não é apenas um local para aprender a ler e a calcular. Na escola a criança aprende a sociabilizar, negociar, dominar e ser dominado, brincar, competir com iguais, ganhar e perder. Aprende que precisa se virar sozinha em algumas situações. Que pode apresentar soluções criativas, investigar, descobrir por si própria o conhecimento. Na escola a criança aprimora a concentração, a organização, o jogo de cintura. Enfim, o aprendizado vai muito, muito além do formal.

Quando uma criança é colocada numa classe acima de sua idade, mesmo que poucos meses acima, precisamos sempre nos lembrar de que ela não terá apenas que "acompanhar" o português, a matemática e as outras disciplinas. Ela terá também que acompanhar todo esse aprendizado social e comportamental que inevitavelmente faz parte do pacote. E a pergunta é: ela está pronta para isso? Vale a pena submeter uma criatura de 5 anos à rotina de uma turma com crianças de 6 e até 7 anos?

A mim chegam as mais diferentes histórias, todas com problemas parecidos. Houve a mãe que insistiu (e muito) com a escola para que a filha de 5 anos fosse matriculada diretamente no 1º ano, sem passar pelo infantil IV. A escola foi contra, mas ela argumentava que a filha era muito madura, que só brincava com os grandes e que já se interessava muito por letras e números. "Ela quer aprender, ela vive me perguntando que letra é essa ou aquela." A escola acabou cedendo e a menina, aos 5 anos, foi para o 1º ano. Encontrei a mãe 6 meses depois e a conversa foi muito diferente. A garota estava apresentando múltiplos problemas. Estava ansiosa, se sentindo incapaz, se recusando a fazer determinadas atividades. Às vezes chorava porque não conseguia fazer coisas que os amiguinhos faziam.

Os pais falharam em reconhecer que todo aquele interesse inicial da pequena era fruto dela estar muito bem encaixada na turma anterior. Ela estava feliz, curiosa, descobrindo o mundo, interessada em aprender, fazendo trocas com crianças no mesmo estágio que ela. Era uma criança saudavelmente estimulada. Quando foi adiantada, o estímulo virou cobrança. Não por parte da escola, mas por parte dela mesma. Sentia-se frustrada por não conseguir fazer determinadas coisas que os colegas faziam com facilidade. Claro! Eles passaram pelo ano que a ela foi negado. E um ano faz uma diferença brutal na vida de uma criança. Para concluir, a mãe acabou por tirar a criança da escola (que ainda levou a culpa).

Sei de muitos outros casos, como o de crianças adiantadas que para acompanhar a turma precisam de aulas de reforço, num claro desperdício de tempo e energia (além da tortura que deve ser para a pobre da criança). Ou carecem do acompanhamento de psicopedagogas.

Acontece também dos próprios educadores adiantarem os pequenos. Vivo na pele esta realidade: meu mais velho é nascido em agosto e a primeira escola que frequentou o colocou na turma dos nascidos no primeiro semestre. Nunca questionei, afinal a diferença era de um ou dois meses e fomos levando, contornando os probleminhas que apareciam, sem associá-los com a imaturidade do meu filho. Agora no 6º ano (antiga 5ª série) os problemas se agravaram. Ele acompanha a matéria com uma facilidade incrível (não herdou isso dos genes da mãe). Mas no restante, apanha de uma forma que dá pena. Não consegue se organizar, esquece material, anota errado a tarefa, vive às turras com um ou outro colega, fica ansioso, tímido, enfim...visivelmente, ele sente muita falta do apoio individualizado da professora primária. Ele sofre e nós pais sofremos junto, porque o dia-a-dia acaba sendo desgastante. Um aninho, um aninho que ele estivesse atrás e seríamos todos muito mais felizes.

Já com meu segundo, "mais expertos", detectamos logo no início do primeiro ano que ele ainda era pequeno para tudo aquilo. Os sinais vieram logo: "Mãe, não tem brinquedo na sala. Mãe, eu queria ficar mais tempo no parque. Mãe, a gente só fica escrevendo na folhinha." Levei o caso para a coordenadora que me aconselhou a voltá-lo para o infantil. A professora foi contra, disse que ele estava se adaptando. Ele também se recusava a voltar um ano. Entre a cruz e a espada (eta decisãozinha difícil!) eu e meu marido optamos por voltá-lo e, para que não se sentisse humilhado, mudamos também o período. Foi um início difícil, mas logo ele estava totalmente adaptado e feliz. Hoje ele está no terceiro ano e é um garoto muito alegre e tranqüilo, que aprende com facilidade, faz a tarefa sem dramas e convive muito bem com seus colegas. Para ele é ótimo e para nós pais é um sossego. Uma coisa a menos para corrermos atrás.

Olhando meus dois filhos, aconselho qualquer um que me procurar: não adiante seu filho. Muito pelo contrário. Se for o caso, volte-o um ano sem medo de ser feliz.

E se ele estiver frequentando a classe certa para a idade, mas aparentar apatia e desmotivação, querendo mais do que a escola está dando, não questione a série. Questione a escola. Converse com eles e exija um projeto pedagógico que cubra as diferentes necessidades dos alunos. Isso é o básico que qualquer escola deve oferecer. Se eles precisam adiantar seu filho para que isso ocorra, fuja. Procure uma outra instituição que estimule e acompanhe o ritmo do seu pequeno, mas sempre na turma adequada à idade dele. Mantenha a calma, o discernimento e dará tudo certo.

49 comentários:

Paula ZZT disse...

oi, Taís. tudo bem?
Sim, e não só com essa história de adiantar a criança, como se só o estudo formal fosse garantia de sucesso e o fato de terminar um ano antes fosse fazer tanta diferença. Vejo que nós pais estmoas colocando os filhos em agendas terríveis, inglês, espanhol, mandarim, computação, esportes e tudo ao mesmo tempo...
Parabéns pelos seus posts!!

Bjoks
Paula

Paula ZZT disse...

ahh, e esqueci de mencionar. A foto que vc escolheu é muito engraçadinha!!!

Cris disse...

Primeira vez aqui e já leio este post muito jóia. Criança só é criança uma vez, e quanto mais tempo melhor não é mesmo, sou contra adiantar e minhas amigas que adiantaram todas se arrependeram... e quem pagou foram os filhos... e elas a conta do psicólogo :-)

Fernanda, a mãe da Maria Vitória (a tó) e da Maria Eduarda (a duca). Uma tem três anos, a outra tem sete meses. disse...

taís, estou escrevendo um livro com histórinhas engraçadas de crianças. Sabe aquelas coisas que elas falam e que nós ficamos contando para os amigos e parentes e fazendo todos morrerem de rir? Pois é. Todas essas histórias vão, agora, para um livro e é por isso que estou escrevendo. Adoro teu blog e as histórias das crianças. Morro de rir. Você pode me mandar as histórias que mais gosta de lembrar e repassar esse e-mail para seus amigos e leitores? essores? A idéia é que eles contem as histórias preferidas. No livro vou usar o primeiro nome de cada criança e a idade. E nas ultimas páginas, o nome da criança, do pai ou da mãe que escreveu. As histórias devem ser enviadas para o e-mail: fezoca@bol.com.br.
Um beijo e muito obrigada
Fernanda

hegli disse...

Desculpe o texto gigante, mas é que esse depoimento teria me ajudado muito na época em que achava meu filho “atrasado”, e achei importante detalhar.
Hj tenho certeza que temos que respeitar o amadurecimento de cada criança, conheço algumas que estão pronta aos 5 anos outras não. Meu filho se recusava veementemente a escrever com 4 e todos achavam isso um “problema”, inclusive a professora dele. Sofri, chorei e até levei-o a uma neuropediatra que me disse que o problema era “da escola” e não dele. Disse-me que o tirasse dessa escola e não o forçasse na alfabetização. Quase enlouqueci, deixei-o 2 anos numa escola em que não alfabetizava. Depois, li uma reportagem que me mostrou que a decisão que tive era totalmente coerente. Dizia que uma criança que toma contato com as letras aos 7 anos vai se desenvolver mais rapidamente nesse campo (pois estaria neurologicamente madura), anulando a “suposta” vantagem da criança alfabetizada aos 5. No ano retrasado, com 6, quando mudei ele para uma escola de ensino fundamental com o sistema Anglo de ensino, quiseram reclassificá-lo p/ o 2 ano de manha (e reforço a tarde) para não ficar “fora” da idade dos demais e eu insisti em que ele ficasse no primeiro (antigo pré). Ele não estava alfabetizado e eu perguntei a coordenadora se "pedagogica e psicologicamente" era mais indicado meu filho entrar numa turma e acompanhar as atividades, ou entrar numa turma adiantada, se frustrar por ser o único a não saber ler e escrever, e ainda ter que se privar da tarde de brincadeiras para estudar ainda mais... e sabe o que eles me responderam???? NADA. Disseram que EU tinha que optar para não cobrá-los depois. As escolas andam tão apavoradas com a opinião alheia que se esquecem de exercer o que lhes é dever, a PEDAGOGIA. Eu decidi q meu filho não precisava desta pressão e optei pelo primeiro ano. Concluindo, meu filho aos 7 anos conseguiu alfabetizar-se em 3 meses alcançando a turma que fora alfabetizada desde os 5 nesta escola. Hj ele acompanha toda a tarefa, gosta de estudar, ler e faz suas tarefas sozinho, raramente me solicita alguma ajuda. Quando me pergunta pq é o mais velho da sala eu digo que optei por deixá-lo brincar mais um pouco e isso não será ruim para seu futuro. Às vezes penso, que essa moda da alfabetização precoce se dá mais para atender a uma expectativa dos pais em criar superfilhos “tão inteligente quanto os demais” do que trazer aos próprios filhos algum benefício com essa antecipação. Abraços. Hegli
heglis@yahoo.com.br

Damares disse...

Meu filho completou 5 anos em fevereiro, mas já está sendo alfabetizado desde os 4 anos.
Desde bebê até o ano passado ele estava em uma escola pequena de ensino infantil.
No ano passado, a professora me falou que ele se mostrava muito interessado em aprender a ler e escrever então ela começo a dar uma atenção especial à ele.
Ele já está lendo praticamente tudo, e além de ter facilidade para aprender, ele gosta bastante de estudar.
Esse ano ele mudou de escola pois a escolinha antiga fechou.
Ele está estudando no pré.
A professora já conversou comigo desde o primeiro mês de aula e disso que o Rafael teria condições de acompanhar o conteúdo da 1ª série.
Fiquei meio em dúvida e achei que seria muita responsabilidade para ele.
Ontem foi a reunião pedagógica bimestral e novamente ela falou que o Rafa está muito adiantado em relação à turminha dele e sugeriu novamente que ele vá para a primeira série.
Como ele fica período integral na escola, continuaria tendo uma grande parte do dia em lazer, continuaria brincando no parquinho, tanque de areia e fazendo aulas de capoeira.
Ela falou que como ele está sendo alfabetizado desde o ano passado, pode ser que fique entediado de ficar muito tempo aprendendo a mesma coisa.

Embora ele seja bastante aplicado e eu não tenha dúvidas que ele conseguiria acompanhar a matéria de 1ª série, o meu medo é o futuro.
Por exemplo, ele não vai fazer a 5ª série muito novo? Será que teria maturidade para isso?

Vanessa disse...

Taís, não preciso dizer que adoro seus textos . Para uma mãe de primeira viagem como eu , com o filho bebê ainda no maternalzinhozinho, é muito bom antecipar algumas questões para refeltir.

Beijos!

Taís Vinha disse...

Damares,

Mantenho minha opinião. Não adiante seu filho. Como ele é um menino que está um pouco adiantado, a escola pode proporcionar-lhe atividades complementares, como a professora anterior fazia. Assim, ele tem a opção de desenvolver algo a mais, se quiser, se estiver a fim naquele momento. Em outra série, ele será obrigado a acompanhar os maiores. Vai tentar imitá-los, vai se comparar com os outros. E, invitávelmente, gerará ansiedade ou frustração. Mesmo que ele acompanhe, tem todo o fator comportamental que menciono no texto. Lembre-se tb que seu filhote, neste momento, tem outras conquistas a fazer, muito mais importantes que a escrita e a leitura: coordenação motora, linguagem corporal, raciocínio lógico, interpretação, apreciação, experimentação, enfim, tudo isso dará bagagem para que, na idade certa, ele não só leia e escreva, mas interprete, domine textos, elabore histórias, consiga fazer cálculos mentais e desenvolva o raciocínio abstrato. A educação infantil é o alicerce para que se construa o que vem a seguir. Se começarem a construção antes da hora, a casa pode até ser erguida, mas o morador terá problemas.

Não se prenda apenas ao fator escrita e leitura: ele terá muuuuuito tempo para desenvolvê-los. Garanta agora que ele tenha uma infância saudável e livre de cobranças desnecessárias. Converse com a escola, peça que, se eles sentirem que ele quer mais do que está sendo dado, que eles proporcionem algumas atividades paralelas e, se for o caso, considere levá-lo para outra instituição, mais segura e atenta às necessidades individuais das crianças. Sei que são mudanças muito difíceis, pois envolvem uma nova adaptação e uma nova logística, mas elas às vezes são necessárias.

Espero tê-la ajudado.

Um beijão,

Taís

Taís Vinha disse...

Hegli, olha a que ponto chegamos. Uma criança que se "recusa" a escrever com 4 anos é considerada portadora de algum distúrbio! E a escola não se dá conta do peso disso na cabeça dos pais. Perdemos o sono, o bom humor, o senso de razão. É uma falta de responsabilidade imensa.

Tb muito me incomoda esta "transferência" de responsabilidade. Os pais não devem ser os responsáveis por decidir para que série vai uma criança. Os educadores estudaram para isso, certo? E para isso existem regras e critérios que, aparentemente, são constantemente esquecidos.

Você agiu com muita sabedoria com seu pequeno. Imagino o quanto sofreu no processo, mas pelo menos conseguiu tomar a decisão mais correta. Agora pense em quantos se deixam levar e optam por adiantar os filhos. Sei de muitas outras crianças que estão indo para a primeira série com 5 anos. E me pergunto qual o objetivo das escolas estarem fazendo isso. Dá muito mais trabalho, muito mais dor de cabeça, aumenta o ir e vir e pais ansiosos...enfim, seria melhor para todos se a regra dos 6 anos completos para o primeiro ano fosse cumprida. É meio básico, não?

Damares disse...

Oi Tais...

Muito Obrigada pela resposta rápida....eu acabei ficando super ansiosa por causa disso...
Fiquei em uma dúvida cruel...
Por um lado, não queria dar muita responsabilidade à ele, mas por outro lado, fiquei com medo de não aproveitar um potêncial que ele tem e que isso acabe por desmotivá-lo.......
Mas ao ler o seu texto e os seus comentário conseguí chegar à conclusão que realmente o melhor a fazer é conversar com a professora dele e pedir que ela dê uma atenção especial às necessidades dele. Como te falei, não tenho dúvida que ele acompanharia o contéudo da 1ª série....Mas acredito que os problemas começariam a aparecer daqui à alguns anos....e se ele está se desenvolvendo tão bem de maneira lúdica....acho que não é hora ainda de ter tantas responsabilidades!

Muito Obrigada querida!

Beijos

Renata disse...

Táis, essa imagem diz tudo!!!

Um pezinho tão pequeno numa sandália tão grande.

É esse o sentimento dos pequenos quando são adiantados nas escolas, por pais que geralmente não pensam na criança mas em si.

Tenho uma filha e, hoje em dia, ela faz cursinho para entrar na faculdade de Arquitetura. Percebo o quanto ela tem se dedicado para atingir seu objetivo. E o quanto que sua maturidade de 19 anos, está ajudando-a. Acredito que se ela ingressasse no cursinho no ano passado ela não aguentaria a carga, pela sua imaturidade.

Taís parabéns pelo texto. Ele explica de uma maneira clara e harmoniosa toda essa ansiedade desnecessária.

Beijo, Renata

Taís Vinha disse...

Paula, bem lembrado! A agenda das crianças é tema para outro texto. Outro dia vi na supernanny uma mãe de 6 que mantinha os filhos em até 8 (OITO!) atividades, além da escola. E vivia estressadíssima dirigindo-os para lá e para cá. Imagina por quê?!

Hegli disse...

Pois é Taís, agi com "sabedoria" pq tomei um belo de um pito da neuro. Ela disse que lugar de criança antes do 7 anos não é na escola, mas se não houver opção que seja por qualquer outro motivo que não a "alfabetização". Após 30 minutos de entrevista, com ele falando sem parar sobre suas preferencias, passatempos, passeios, amigos, o que achava da escola etc... ela pediu que ele fosse buscar qualquer coisa e me disse:- Olha, ele se expressa bem, é alegre, tem um vocabulário acima do esperado para a idade, fala corretamente, brinca, é ativo e é muito extrovertido. A unica coisa que ele não quer é o que ele não DEVE querer mesmo, que é ficar sentado numa cadeira por horas escrevendo. Ele não tem maturidade para escrever as letras, ele as desenha e acha que desenha mau. Está se sentindo pressionado. NOSSA! Imagina EU? Se pudesse cavar um buraco... Bom, pelo menos achei alguém com sesibilidade, porque depois de tudo ela falou pra ele: Olha Lucas eu adorei falar com vc, mas eu não quero mais te ver aqui. (eu levei um susto, parei na porta) e ela abaixou perto dele e emendou: Vc sabe, eu sou médica e médica cuida de pessoas doentes e vc está otimo, não precisa de mim. Só passa aqui se for pra me dar um beijinho.

Gente, juro ue não achei que existisse mais profissionais assim...

Taís Vinha disse...

Hegli, o que mais me surpreende é que não é preciso fazer medicina para entender o desenvolvimento infantil. Teoricamente, isso tudo é aprendido nas faculdades de educação. Mas não entendo a dificuldade extrema que é ver as coisas funcionando na prática. A meu ver, toda faculdade de educação deveria ter uma escola experimental para evitar que os alunos aprendam uma coisa na sala de aula e outra nos estágios fora da faculdade. Algo como é feito nos hospitais escola, que geralmente são modelos. Como diz a minha irmã que é educadora: "nunca um campo evoluiu tanto como o da educação. As descobertas são maravilhosas. Mas nunca um campo tem tanta resistência em evoluir como o da educação. Apesar de tantas descobertas, há uma resistência incrível em promover mudanças." É uma pena. Obrigada pelos seus comentários. Vc contribuiu muito com esta discussão. Bjs!

thati penna disse...

Nossa, que coisa incrivel, como sua experiencia é identica a minha..até em relação ao segundo filho..
Meu filho, adiantado, passou pela primeira fase do fundamental tranquilo...agora sim, o caldo entornou no 6 ano. Isso tudo esta rendendo stress, sofrimento e terapia...e orações!! Ainda bem q ta sobrando muito amor e carinho pra seguir o caminho!

Bjsss

Amooo seu blog, meu guia!!!

Taís Vinha disse...

Nossa, Thati, quanta coincidência. Fico pensando como será no colegial. Sabe que eu ainda considero voltá-lo um ano. Mas para isso eu o mudaria de escola. Por enquanto estou observando e fazendo como você: amor, carinho, orações e uns chacoalhões de vez em quando, hehehe. Mas é desgastante, para ele e para nós. Queria ter tido naquela época o discernimento que tenho hoje. Mas primeiro filho é para isso: piloto de provas, coitadinhos.

Adorei seus scraps!

Bjs!

Lins disse...

Boa noite. Gostaria de sua opnião sobre o meu filho. Hoje ele tem 4 anos e 9 meses, cursando o EST. III e ano que que vem irá para o EST IV e depois o 1º ano, acontece que: Antes de 2 anos já falava muitas palavras, aos 3 anos já escrevia o nome e desenhava com muita definição, lembro que uma vez desenhou um dinossauro e uma arvore, onde o dinossauro estava com a lingua para fora, comendo uma folha no topo da árvore. Aos 4 anos já sabia todo alfabeto e ler palavras monossilabicas e aos 4 anos 6 meses já lia frases, inclusive com palavras do tipo paralelepipido. Hoje escreve frases que cria e que falamos e lê sempre parte das histórias diarias que contamos. Na escola a prof. qnd faz ditado manda todos alunos que terminaram cobrir as palavras pois os outros coleguinhas estavam copiando dele. Pergunto. Ele não irá se desistimular no Est. IV, qnd. um dos objetivos é escrever as primeiras palavras? Será que vale a pena penalizá-lo agora por uma possivel penalização posterior?

Tais Vinha disse...

Olá Lins,

Sua pergunta é tão interessante que pedi ajuda aos universitários para responder. Tomei a liberdade de encaminhá-la para uma docente da faculdade de educação da Unicamp. A resposta veio rápida e longa. E tão inspiradora, que a publicarei em forma de texto, para poder compartilhá-la com outros pais. Acompanhe as próximas publicações do Ombudsmãe. Entre amanhã e depois, um novo texto respondendo a sua pergunta estará no ar.

Muito obrigada pelo contato e pela confiança!

Lidiane disse...

olá entrei no seu blog pela primeira vez hj, e realmente estou satisfeita com o q li nele! tenho uma menina que fez 7 anos em novembro de 2009, ela tá no 2º ano, mas era pra estar no primeiro ano, ela foi adiantada um ano, pela capacidade dela, mas conversei com uma pedagoga qndo ela tava fazendo a vivencia no 2º ano e a pedagoga q conhecia muito a minha filha, falou porq eu tinha deixado isso acontecer??? eu não sabia o q dizer mais ela me explicou algumas coisas q batem com o q vc diz!no inicio da vivencia ela só sabia escrever com a letra caixa alta e foi logo forçada por eu acompanhei, a escrever com a letra cursiva, ela chorava muitooo dizendo q queria voltar para a outra serie, nossa como sofri com ela, mas ela conseguiu, mas o ano quase todo de 2009 ela ficou a maioria deles sem recreio porq não conseguia terminar a tarefa q eram muitas, e ela sempre chorava por não tinha ido pro recreio, ela passou pro 3º ano,e uma amiga dela que vai fazer 7 anos só en fevereiro de 2010 passou pro 4º ano, sendo q a minha filha sempre foi mais adiantada q ela, o q vc acha dessa amiguinha de minha filha? e outra to tranquila porq a minha vai para o 3º ano, não vou mais deixar ela queimar etapas mesmo ela tendo condições, vc acha q estou certa mesmo q isso signifique um anos a menos pra ela estudar ? não quero q ela se sinta minimizada pela amiga mais nova q ela est´a frente dela!

Tais Vinha disse...

Olá Lidiane, deixa ver se eu entendi. Sua filhota completou 7 anos em novembro e irá para o terceiro ano no ano que vem. Realmente, ela está adiantada. Achei preocupante o que vc conta no seu relato sobre ela perder o recreio para ficar na sala. Nessa idade, sair para o recreio é tão importante! Imagine-a sozinha na sala, preenchendo folhinhas enquanto os amiguinhos brincam lá fora. É comovente e a escola não deveria ter conduzido desta forma. Isso é colocar nos ombros da criança a responsabilidade por uma decisão tomada pelos adultos. Neste novo ano, acompanhe de perto e se sentir que ela continua tendo que se esforçar mais do que o normal para acompanhar (perder o recreio é um bom indício), considere atrasá-la um ano. Nem que para isso, vc tenha que trocá-la de escola para ela não se sentir diminuída perante a turma.

Quanto à garotinha que irá para o 4º ano com 7 anos, surreal! Não sei nem como isso seja possível. Explique para sua filha que você pensa diferente da mãe dessa menina e que você acha mais legal que sua filha brinque um pouco mais. Leia os comentários da Hegli, ela sempre tem bons argumentos para o filhote dela. E desencane. Sempre vai ter alguém na frente da sua pequena. Ajude-a a encarar isso com naturalidade e ela não se sentirá minimizada e sim, protegida.

Bjs!

Lidiane disse...

como fico feliz por vc ter me respondido! é isso mesmo q vc entendeu, eu já expliquei pra minha filha que o 3º ano q ela foi ,porq ela fez por onde sozinha, enquanto essa amiguinha dela bem mais nova, minha filha cansou de ver ela pedino pra mãe dela responder o dever de casa ai minha filha perguntou pra ela assim:
-vc é q tem q fazer o dever não sua mãe
sabe o q ela respondeu pra minha:
-não eu quero tirar 10!!!!
ai ontem eu me marido vimos as provas final da minha filha e se saiu muito bem varios 9,5 e 10!mas tudo ela conseguiu sozinha nunca fizemos o dever de casa dela, ai meu marido disse se ela iniciar o 3º ano e avaliarem ela para ir por 4º meu marido disse q não deixa mesmo, ai explcamos tbem pra ela q tudo na vida tem seu momento e hora, e q ela não vai pular momentos da vida dela q possam prejudicar ela mais tarde!ai ela ficou satisfeita!obrigada por responder!aguardo tbem um comentario sobre esse resuminho! adoreii seu blog!

Vanessa Darthy disse...

Fiz uma leitura dinâmica no seu texto, o que tenho a comentar é que NEM TODOS OS CASOS SÃO IGUAIS.
Meu nome é Vanessa, tenho 17 anos, faço faculdade de Economia, e trabalho (2º emprego registrado em CLT).
Sempre tive facilidade de lidar com pessoas mais velhas, mais maduras...e situações de maior responsabilidade. Enfrentar estes tipos de problemas citados no texto também depende da criação dada ao filho e do seu incetivo para com ele. Nunca tive problema de atraso em matérias escolares e também de interagir com a turma. CADA CASO é um CASO! Quando entrei na faculdade estava com 16, toda a sala PAROU quando um dos professores me perguntou a idade. Tenho muita vontade de trabalhar em BANCO, mas só emprega a partir de 18 anos, e QUANDO EU TIVER COM 18 ANOS estarei no 3º SEM, o banco vai contratar uma pessoa que tem experiência comprovada em CLT, já está no 3º SEM?? ou alguém que tenha acabado de começar a trabalhar e seja UM CALOURO na universidade?
Realmente vale a pena, CLARO que apoio aqueles que não conseguirem acompanhar essa experiência,que REPITA UM ANO, mas antes disso ACOMPANHE A MATERIA DO SEU FILHO e o ensine a ter EDUCAÇÃO, pois uma pessoa educada consegue lidar com todos os tipos de pessoas!
Realmente agradeço a DEUS de ter dado a oportunidade de ser um ano adiantada na escola! É uma das melhores experiências e o que vai fazer a pessoa ser bem sucedida não é ser adiantada ou atrasadaaa, e sim seu esforço!! SEMPRE deixe seus filhos cientes que ele é o único diferente ali, que ele está um pouco mais a frente dos outros para que isso seja seu PROPRIO INCETIVO . Acredito que há muitas crianças inteligentes, que podem fazer a diferença. E a evolução emocional é algo espontanêo, que vai acontecendo, não importa a idade, QUANTOS JOVENS-CRIANÇAS terminaram o Ensino médio, não trabalham para ficar jogando video game? Pois é, realmente não vejo algum problema de ser um ano adiantado...
Cordialmente,
VANESSA DARTHY

Tais Vinha disse...

Vanessa, achei muito bacana e sincero o seu relato. Dá pra sentir o entusiasmo das suas palavras. Mas deixa eu te dizer. Eu fui adiantada na escola. Pulei do pré pro segundo ano. Me vi na sua história. E te digo, menina...antes de ir trabalhar em banco, você devia pegar uma mochila e passar este ano que você está na frente dos outros, viajando pelo mundo. Namorando, conhecendo novas culturas, outros pontos de vista, dando risada, fazendo amigos e comendo em parques. Ia ser uma experiência mais enriquecedora que qualquer faculdade. E este ano sim, ia te disparar no campeonato da vida. Boa sorte!

Anônimo disse...

De Lins,
Vanessa, da mesma forma que você. Sempre fui adiantado, inicei meu curso de engenharia com 16 anos, morando em repúlblica de estudante e durante o curso fundamental sempre fui um dos primeiros na sala. Como era mais novo que todos colegas, sempre tinha situações novas para me adaptar, mas nem por isso tive problemas na escola ou fora dela.
Atualmente sou empregado da maior petrolífera nacional e no meu entendimento a oportunidade que me deram, de ser adiantado, foi gratificante.
Não estou querendo dizer que sou diferente, mas que não foi nenhum bicho papão esta experiência.
Sobre meu filho, continuo com a mesma dificuldade, meu filho já lê textos, enquanto alguns exercícios escolares são para completar as vogais nas palavras. Acho que tem muita coisa errada, quando simplesmente bloqueamos o crescimento das pessoas.
Quando se definine que a escola tem que saber lidar com isso e tem que se adaptar, isto é muito relativo, pois se tem 1 criança dessa forma numa sala de de 25, o que acha que acontece.
Sobre a viajem, que Tais comentou , acho fundamental, acho que só escola não ensina nada. Mas porquê não dar oportunidade de meu filho aos 12 anos, quando terminar o primeiro grau passar 1 ano fazendo um intercâmbio.

Vanessa Darthy disse...

Olá para todos!!
AH claro estou correndo atrás disso, nada melhor hoje que um intercâmbio!!! O inglês é essencial à um economista, rs
***Mais um resultado de toda essa minha experiência: estou trabalhando no escritório de uma loja de carros que está no mercado à 25 anos e ganhando quase o dobro, Graças a Deus.
Espero agora ter a oportunidade de viajar pelo exterior, passear, curtir e o principal: aprender bastante!!
Infelizmente minhas condições no momento só é cabível para fazer essa viagem e aprender o inglês, ingressando no programa Au Pair. Não tenho certeza se vou realizar este intercâmbio nesse programa, mas vamos vendo o que dá. Afinal só posso passar uma longa temporada fora a partir dos 18. É duro e bom ao mesmo tempo dizer mas ainda faltam 7 meses, rs. Mas acho também que o resultado de tudo isso foi uma sementinha plantada quando criança, onde minha mãe sempre me ensinou que SOU CAPAZ!! Vou ser muito bem Sucedida em breve e busco isso!! Lins, eu poderia ser mais adiantada ainda se acreditassem em mim!! Acredite no seu filho e o ajude. Eu sempre tive SEDE de aprender, até que infelizmente o ensino público me impediu isso!! A escola pública está terrível, mesmo fazendo cursinho, n foi possível eu aprender o conceito de todo o Ensino Básico. Agora que finalizei o 1º SEM da faculdade de Economia, tudo que demorei 3 anos pra aprender no Ensino médio de matemática foi feito uma revisão em 1 mês na minha faculdade e o resto foram novos assuntos. VOCÊS ESTÃO CERTISSIMOS, um intercâmbio vai ser muito útil, É UMA OTIMA EXPERIENCIA DE VIDA!!! QUERO MUITO TÊ-LA, vamos ver as possibilidades!

SEGUE MEU CONTATO PARA QUEM QUISER TROCAR MAIS MENSAGENS CMG, POIS só vi que VOCES RESPONDERAM quando digitei o meu nome no google, e apareceu o blog com a discussão rs:
vanessadarthy@uol.com.br


Obrigada a todos!

Sarah Vilhena disse...

Querida, parabéns pelo blog, estou com uma dúvida crueeeel....minha filha tem 7 anos, completos em 12/06/2010.
Ela está na mesma escola desde os 4 anos, e tem apresentado muita dificuldade em se comportar e respeitar as regras da escola. SEmpre que recebo as avaliações ela tem ótimos comentários sobre aprendizado em classe e problemas com excesso de liderança, ela manipula as colegas e articula as frases e conversas de maneira a obter o que quer.
Agora uma das professoras do colégio(que não é a dela) comentou que a minha filha está na classe errada, pois para ela é muito fácil aprender tudo aquilo e ela já deveria estar no 2º ano e não no 1º.
Existe a possibilidade de se passar do 1ºpara o 2º do fundamental? Há casos em que isto se torna aconselhável? BEijinho espero ansiosa pela resposta.

Taís Vinha disse...

Sarah, é difícil avaliar sua filhota assim, de longe. O que percebo é que ela é o tipo de garota contestadora, só que tem um jeitinho todo dela de se safar daquilo que não concorda. Isso não é ruim. Os inconformados são os que levam a humanidade adiante. Orgulhe-se da sua pimpolha.

Sugiro que você avalie todo o contexto. Como é a construção das regras na escola? É imposta, ou as crianças participam da elaboração? Qdo. sua filha "manipula" um amiguinho, qual o tipo de intervenção que a professora está fazendo. Ela está sendo estimulada a se colocar no lugar do outro? A meu ver, adiantá-la resolveria o problema de uma forma muito simplista: já que nós educadores não estamos conseguindo fazer as intervenções necessárias, vamos colocá-las com crianças mais espertas.

Seu relato mostra que vc tem uma garotinha segura (até demais, rs) no primeiro ano. Continuo defendendo a tese de que adiantar uma criança não resolve problema algum. No segundo, ela lidará com crianças mais velhas e talvez sinta-se insegura, acuada.

Pense bem, avalie o trabalho que está sendo feito na escola, converse com outros especialistas. Não tome nenhuma decisão precipitada, para amanhã não ter que enfrentar um problema muito maior.

Obrigada pela confiança. Bjs!

Regina Wehner disse...

Olá Tais
Pesquisei no google sobre adiantar ou não uma criança e achei seu post, muito bom mesmo!
Estou num dilema em casa, tenho uma filha de 11 anos, completou em julho/2010 e está na 5ª série... ela entrou na 1ª série com 6 anos e meio, o problema é que ela é grande demais, todos comentam que ela aparenta ter 14/15 anos... fora que é muito inteligente no colégio... ela se sente deslocada junto as crianças da sala dela, acham que ela é repetente, pois além de saber o conteúdo, ela é realmente grande para a idade... e odeia os comentários... já chegaram a achar que ela é estagiária dentro da sala de aula.. gostaria de saber se posso adiantar ela de ano, e como faço isso... Help me please

Tais Vinha disse...

Oi Regina, difícil seu problema!

Coincidentemente, estou convivendo com algo parecido, aqui pertinho. O filho de uma amiga é enorme. Aos 7 anos, tem tamanho de 11. Entrou direto no segundo ano do fundamental. Conhecendo o menino, alertei a mãe, que ele era muito imaturo para o segundo ano. Que o ideal seria o primeiro. Mas ela alegou que por ele ser muito grande, ficaria deslocado. O menino foi para o segundo ano e a mãe tem enfrentado inúmeros problemas. Ele não acompanha a sala, requer um esforço enorme por parte dos pais em casa, é destatento (o que é normal aos 7 anos) e a profa. vive mandando os infernais bilhetinhos. Fico pensando cá comigo se ele não estaria melhor correndo no parque com os coleguinhas menores do primeiro ano, porque o tamanho é só externo.

Não tenho elementos suficientes para avaliar o caso da sua filha. Esse menino eu conheço pessoalmente e sei da maturidade dele. Sugiro conversar com a coordenação da escola e avaliar se sua menina estará melhor na sala que está ou num grupo mais velho. Tem que ver em qual sala o ganho (ou perda) será maior. Se nessa que ela está, mesmo que meio forçada a se encaixar pela diferença de estatura. Ou na outra, tendo que forçar a se encaixar pela diferença de maturidade. Tenho certeza que sua intuição de mãe, aliada aos bons conselhos dos educadores vão ajudá-la a decidir o que é melhor pra sua filhota.

Um beijão e obrigada pela confiança.

Anônimo disse...

Taís,
Você deve ser uma pessoa cheia de si, cheia de segurança, dona do saber, para postar estas idéias.
Aliás, assim como parecem ser todos os profissionais da educação, que parecem aprender estes conceitos através de monges, entoando-os como mantras.
Eu vivi na carne o fato de ter entrado tardiamente na antiga 1a série. Enquanto eu tive colegas com 5 anos de idade eu estava com 7 completos. Resultado, colegas na faculdade com 17 e 18 anos quando eu já estava com 19.
Existe tempo suficiente para uma pessoa "rodar de ano", não antecipem isto, ao menos não quando a criança tem condições e, principalmente, quando clama por isto.
Evbe

Vamp Plush Poison disse...

Minha filha foi adiantada à pedido da escola que não sabia mais o que fazer com ela. Com três anos ela aprendeu a ler e com quatro anos lia e escrevia com letra cursiva e adorava matemática. Até hoje não tive problemas... ela continua sendo a aluna com mais facilidade na sala e tem um grande grupo de amigos. Ela também foi adiantada no curso de inglês.

Ailton disse...

Prezada Taís, estamos justamente deste dilema, meu filho vai fazer 3 anos em julho de 2012, e está no infantil II, achei a turminha dele muito novinha, ele é o mais velho, e mais esperto. Porém a escola está um pouco relutante em coloca-lo no infantil III, estamos estudando e fazendo um acompanhamento dele, para q possamos (juntamente com a escola) tomar uma decisão. Alguns casos sao mencionados de crianças q foram adiantadas e nao se deram bem, mas nao esqueça q o contrario tb ocorre com frequencia, uma crinça ser adiantada e se adaptar perfeitamento. O nosso receio em relacao a meu filho é q ele está apto a entrar na universidade apenas qdo tiver 18 anos e meio, considero esta idade muito avançada, de certa forma essa atraso pode desmotiva-lo, por ver colegas mais novos entrando na universidade. O q vc sugere como avaliação para ver a possibilidade de ele ser colocado no infantil III no meio do ano? Obg. Abraço.

Tais Vinha disse...

Ailton, entendo sua preocupação. Este é realmente um assunto que nos enche de dúvidas e de inseguranças. Seu menino tem 2 anos e está no infantil II. Contudo, considere, antes de decidir adiantá-lo, não apenas os aspectos intelectuais. Existem também os emocionais. Uma criança adiantada lidará antes com questões comportamentais, como a resolução de conflitos, sexualidade, fim da fase de fantasiar, etc. Se ela não estiver madura, provavelmente enfrentará essas situações com mais angústia e insegurança do que outras crianças que convivem com meninos e meninas de idade semelhante e com o mesmo nível de desenvolvimento emocional (e não se iluda - este desenvolvimento vem com o tempo e com o ritmo de cada um. Não temos o poder de acelerá-lo. De atrasá-lo, sim.) Pense também que na faculdade, seu filho estará no mundo. Diante de questões adultas, como convívio com drogas, álcool, baladas, pressões por metas, competitividade, sexo, independência, autonomia. 18 anos parece uma idade mais madura para enfrentar tudo isso. Aliás, outro dia, conversei com uma mãe cuja filha quer fazer medicina. A menina tem 18 anos e não passou no vestibular. A mãe me disse: "Achei ótimo. 18 anos é muito cedo para encarar os desafios de se lidar cotidianamente com a morte, cadáveres, doenças e a dor humana. Melhor ela fazer cursinho e amadurecer um pouco mais. Será uma médica melhor". Achei essa mãe muito sábia. Mantenho firme minha posição inicial. A infância passa rápido e não há motivo para abreviá-la. Lute com unhas e dentes pela do seu filho. Ele tem dois aninhos. Tem um mundo de areia, minhoca, parquinho, massinhas e fantasia para ele explorar. E esse mundo é essencial para o desenvolvimento pleno dele. Se ele se revelar adiantado, exija da escola um acompanhamento diferenciado para ele não se entediar (boas escolas fazem isso com facilidade). Na sala do meu filho tem um garotinho que recebe exercícios e tarefa diferenciados como complemento das atividades cotidianas que ele faz com muita facilidade. Ele não está entediado, nem desestimulado. Ao contrário, tem bons amigos na sala e é feliz. E com todo esse intelecto ele quer ser jogador de futebol.

Boa sorte na sua escolha!

Tarsilia da Silva disse...

Dificil mesmo é saber se a decisão é correta. Eu não acredito que isso faça mal para todas as crianças... Meu filho está no year 1 na escola dele e não está sendo nada suficiente! Enquanto as outras crianças leem livros classificados aa ele já está no Level C. Ele está numa escola bilingue, nasceu no exterior, fala bem as duas línguas (inglês e português). Já domina a leitura muito bem, matematica tb... Ele tem capacidade para ler livros muito acima de sua idade. Ele tb é bem maduro. Em casa ele é o caçula e tem uma irmã de 8 anos a mais que ele. Eu incentivo muito a leitura e aí eu questiono, já no começo do ano ele já está sem nada pra fazer, por que ele não poderia estar no outro ano e estar sendo motivado e instigado a fazer sempre mais??? Afinal de contas ele completa 7 anos esse ano, mas não até dia 31 de março! Eu sei que muita gente acha que isso é papo de mãe e pai que acham que o filho é um gênio mas eu tenho a quem comparar. A minha filha eu fiz o contrario, quando voltamos a morar no Brasil ela voltou meio ano.. e não faria diferente!!! Eu acho que cada caso tem que ser avaliado. Eu só espero que quando voltarmos para reunião no fim do mês tudo seja resolvido. Eu não quero que ele perca seu interesse e nunca atinja o seu verdadeiro potencial. Mas adorei seu depoimento!! Isso realmente é o que acontece na maioria das vezes... Tarsilia da Silva

Anônimo disse...

Olá Tais,
em meio a tantas dúvidas e ansiedades deixo aqui também a minha: o meu filho tem 04 anos e faz 05 anos em 09 de julho. Está frequentando o jardim II , acontece que ele é o mais velho da turma, mas mias velho mesmo, cerca de 08 meses mais velho do que a maioria dos coleguinhas. Isso é ruim pra ele? Bjs Beatriz

Joel de Souza disse...

Recentemente eu e minha filha de 6 anos fomos vítimas deste pensamento estacionário e fragilmente defendido com argumentos inócuos. Tudo para justificar que ela não pode passar para a segunda série já que domina a leitura, escrita e conceitos de matemática (soma, subtração e multiplicação), além de conhecimentos de ciências. É por isso que esse país jamais será uma Coréia do Sul na educação. Como se em apenas uma fase adiantada fosse tirar ou acrescentar maturidade, conhecimentos, socializações, etc... Trata-se tão somente, de adequar um indivíduo já alfabetizado a suas necessidades cognitivas, incentivando-o a progredir cada vez mais. Comentários como o: deixa a criança brincar, deixa ela ser criança, tem outras atividades pra fazer no 1º ano... Não são para se pensar verdadeiramente no indivíduo e sim justificar uma cultura que vem da época do sertão veredas, da casa grande e senzala, do coronelismo e do patriarcalismo que foram forças, pensamentos e mentalidades tão difundidos ao longo do tempo para nos manter onde estamos enquanto povo submisso às classes mais abastadas. Esta é a síndrome da estagnação educacional que este país vive e ainda viverá por muito tempo até que nós belos adormecidos venhamos a nos dar conta do atraso social e sobretudo econômico que isto representa. Os apagões de mão de obra especializada e pessoas com tempo de escolaridade ínfimo e portanto sem nível superior para formar os verdadeiros exércitos de cabeças pensantes e autônomas vem dessa ideologia do atraso pregada por uma multidão de pseudo-especialistas em educação. Precisamos acordar e urgente desse sono pesado ou nos conformarmos com a crescente e cada vez mais consolidada importação de mão de obra e cérebros, transferindo renda a quem logo em seguida a envia para suas famílias em seus respectivos países de origem (ver contas públicas-renda das famílias e transferências para o exterior no site do IBGE). Pela mudança e com carinho, Joel.

Anônimo disse...

Meu filho tem alta habilidade detectada e não conseguimos avançar de serie. Resultado disso, ansiedade demasiada e desinteresse. Ele tem 8 anos, esta no 3º ano, e esta atrás de muitos da salinha dele no item maturidade e organização, enquanto isso ele continua a superar todos os desafios que a professora colocá para ele na sala. Daqui a pouco os coleguinhas vão começar a segregá-lo na sala. Enquanto as outras crianças levam bonecos/beyblade para sala, ele gosta de levar livros do Percy jackson (já esta no 4º) ou xadrez. Será que isso não esta fazendo mal para ele? Estamos falanda de habilidade cognitiva, que ao ser encorajada faz com que ele se distancia mais dos pares, daqui a pouco estaremos ensinando Integral e derivada e na escola ele esta vendo planificação de cilindro.

Daniele disse...

Olá, assim como muitos dos comentários que li, estou neste dilema. Minha filha completou 09 anos em 06/2013 e hoje cursa o 3ºAno do Ensino Fundamenta em 9 anos. Desde de os 5 anos as professoras indicam que adiante minha filha de ano e desta vez estou pensando em ir em frente afinal sei do que é capaz com relação aos estudos mas principalmente com relação a maturidade. Hoje o que tem me deixado mais segura é que com a regra para os 9 anos de fundamental, alunos que são apenas 3 meses que ela estão no 4º Ano e ela se entende muito bem. Por que será que é tão difícil decidir por nossos pequenos?!

Anônimo disse...

É, realmente cada caso é um caso e é muito difícil prever o que será melhor, saber se a criança é madura ou não, com tão pouca idade... Penso que todos os casos devem ser bem avaliados e mesmo assim corremos o risco de errar. Eu também estou com o mesmo dilema, mas não é o caso de adiantar ou não, somente adequar a regra atual ou não. Meu filho fez 3 anos em maio e está no maternal 2, pois com a Resolução de 2010 a data de corte (que antes variava muito de estado para estado e, tb havia possibilidade de avaliação pela escola) mudou para 31 de março. Como a resolução não tem força de lei e gerou muitos problemas, foi derrubada em vários estados (SP, RJ, PE, MG...)e agora existem leis estaduais que fixaram a data de corte para 30 de junho. Ou seja, a criança para entrar no primeiro ano precisará completar os 6 anos até 30 de junho. Tem estados (como Paraná) que é 31/12. Em Minas (meu estado) isso começou a valer desde agosto. A escola do meu filho reuniu os pais das crianças de abril, maio e junho e informou que cada um poderia fazer como quiser, manter o filho como está e ficar "atrasado" 1 ano perante a lei atual, pois entraram valendo a resolução de 2010 ou pular um ano. Eles não querem dar opinião e pediram para os pais decidirem até 15/10. Estou muito em dúvida. Se o meu filho fosse mais velho eu iria manter (deixando "atrasado"), pois não gosto da idéia de "pular" um ano. Mas como ele só tem 3 anos, seria pular do maternal 2 para o primeiro período, não vejo perda de aprendizado. Hoje ele acompanha muito bem a turma atual, é muito esperto e interessado, mas não sei se "pulando" uma série, isso vai continuar, pois ele deixa de ser dos mais velhos e passa a ser dos mais novos. Acha que essas crianças de abril, maio e junho também estão muito novas para entrar no ensino fundamental com 5 p/ 6 anos? Antes da Resolução (que veio somente para manter a mesma data dos países do mercosul) essas crianças entravam no ensino fundamental sem questionamento, agora, os pais estão indecisos. Uma criança "adiantada" pode perder e ficar ficar sempre "correndo atrás da turma". Mas uma criança "atrasada", também não pode perder ou pouco estímulo? Acho que para crianças que irão completar 6 anos só no fim do ano é adiantar demais, é muito risco, e também na maioria dos estado não é possível, tem que seguir a lei. Mas para esses do meio do ano que cada hora vem um resolução ou lei diferente? Ficou uma bagunça essas datas de corte, cada hora os governantes fazem de um jeito e os pais estão muito perdidos. att, Samara - BH

Tais Vinha disse...

Samara, a coisa ficou realmente confusa. Mas ainda acho cedo, muito cedo, uma criança que ainda não completou 6 anos ir pro primeiro ano. Obrigada por suas colocações. Tenho certeza que muitos pais estão enfrentando a mesma situação.

Paula disse...

Estou nesse dilema desde 2008. Meu filho fez 5 anos em junho e após a alteração já foi para o 1º ano. Nesse ano, eu, percebendo que ele era imaturo para as outras crianças, perguntei para a aescola, e eles falaram exatamente o que eu li em vários depoimentos, que ele estava acompanhando (aos trancos e barrancos). Nos dois anos seguintes, fiz a mesma pergunta e se não seria melhor atrasar o menino. A resposta da escola sempre foi negativa. Hoje ele irá para o 6º ano, mas não acho que tenha maturidade para isso. Lhe perguntei se gostaria de fazer novamente o 5º ano (apesar de já ter passado de ano) e brincar mais um ano com os colegas do 4º ano e ele disse que sim, mas não queria que os colegas do atual ano soubessem, pois iria parecer que tinha repetido. A cobrança é cruel. Penso que errei em escutar a escola, deveria ter escutado meu coração de mão. Posso mudá-lo de escola, explicar a situação, mas fica mais difícil. Na mesma escola, com certeza irá encontrar com antigos colegas que podem fazer chacota, apesar da decisão ser minha. Alguma outra ideia? Estou um pouco perdida. Obrigada, toda ajuda é bem-vinda.

Professor Vicente disse...

Acho que devemos respeitar o indivíduo como único. Fui adiantada, alfabetizada com 4 anos e com 5 estava no antigo primeiro ano, lendo e escrevendo. A escola onde estudei do 1° ano ao 8° ano era montessoriana, que permite que cada um faça um roteiro de tarefas a seu tempo. Fora o material lúdico que o método aplica para o aprendizado. Minha opinião leiga é que as mudanças sociais é que podem desestabilizar mais que o convívio com colegas maiores. Eu acho pior ficar mudando de turma e escola a todo tempo, pois cada mudança é um novo período de adaptação para o aluno. É claro que as crianças podem se adaptar, mas que não se lembra da tristeza da mudança de turma e distanciamento de uma amizade?

Anônimo disse...

bom,, gostaria de saber se esse filho de um casal de amigos meu é super dotado ou não? ele agora está com 9 anos e passou para o quarto ano.

mas repara só que coisa, ele aos 4 anos, viajou com os pais e passou tr´[es dias em um hotel, daí curioso ele começou a perguntar ao pai sobre o que era diári8a, o pai explicou, daí ele perungou quando custava a diária daquele hotel, o pai falou que cuatava 125 reais o quarto, daí ele respondeu rapidamente pro pai, então pai, se ficamos três dias aqui, você gastou então 375 reais com diária aqui, o pái tomou um susto com essa inteligência dele tais. mas não o adiantou na escola, mas ele é louco por matemática atpe hoje, e se dar bem nas outras matérias também, so tira nota de 9, 5 pra cima, mas em matemática, so tira 10.
ELE OUTRO DIA viu uma coleguinha do sexto ano estudando em voz alta, raiz quadrada, e quis saber o que erqa e petguntou pros pais, e os pais o ensinaram.

é certo os pais sempre o responderem, mesmo quando ele pergunta algo de matemática que não é da série dele ainda?
pergutop isso pois os pais deles me falam eu não quero adiantar ele pois apesar dele sr inteligente, e saber coisas de varias series adiuantadas, ele gosta de bvrincar também e não quero que ele perftc a essa fase, mas também cas0o ele pergunte algo nós sempre responderemos.

resultado, na escola ele sempre termina os deveres antes do que os outros, principalmente os de matemática, e a´pi a professora pede pra ele ajudar os colegas que tem dificuldade.

você acha correto a atitude desse casal de amigos meu com o filho?

Fábio Mariano Pereira disse...

Gostei muito de sua postagem. Hoje tive na escola de meu filho para buscar solução para o desinteresse de meu filho e a pedagoga falou exatamente o que você escreveu. Estou com muitas dúvidas se volto meu filho ou não para o pré 2. De qualquer forma obrigado pela sua contribuição.

Abraços
Fábio

Pate disse...

Olá! Estou passando por isso e fiquei muito feliz em encontrar este post.
Tenho um filho de 2 anos, que faz 3 aninhos em junho.
Ano passado ele cursou o G1 (crianças de 1 aninho), que são apenas brincadeiras com tintas, massinhas, etc.
Este ano a nova escola disse que ele estava preparado para cursar o G3 (crianças que fazem 3 anos até março), sem passar pelo G2 (grupo correto para a idade dele), pois ele se cumunica muito bem, é bem desenvolvido, faz aniversário em junho, só 3 meses depois do recomendado, etc.
E pediu para fazermos um teste.
As aulas iniciaram em fevereiro e eu observei atentamente cada comportamento, pois era um teste.
Em março, ele começou a ficar irritado demais. Não podia ver a farda nem no varal, ele já acordava falando "vou pá cóia não?", não queria dormir para o sol não chegar e não precisar ir para a escola.
Percebi que estavam aprendendo os números. Eu sempre me comunicava com a professora atual e com a professora antiga pedindo auxílio, tirando dúvidas.
Veio uma atividade para fazer o número 1, dias depois a do número 2. Nestas 2 atividades ele se irritou demais, chorando que não sabia fazer. Um sofrimento só.
Ele não precisava saber fazer os números, apenas aprender a identificá-los quando visse em algum lugar. Mas ele queria fazer de forma perfeita como estava desenhado no papel. Pois os colegas mais velhos da turma já conseguiam.
Ele se exige demais.
Ele fala muito bem, é lindo ele conversando, todo explicadinho, com umas palavrinhas erradinhas no meio. Mas tudo muito claro.
Ele passou a dizer que fala muito errado, que é pequeno demais.
Pedi uma reunião urgente com a coordenadora pedagógica e com a professora. Ambas não queriam mudar para o G2, depois de explanar tudo, a coordenadora falou que ele realmente se exige muito e isso pode ser prejudicial no futuro, pois se cobrará e se comparará o tempo todo com os colegas maiores.
Fizemos uma experiência e voltamos para o G2.
Ele passou a acordar alegre, querer perfume, pedir para pentear os cabelos e ficar bonito para ir à escola. Nunca mais disse que fala errado.
Ele está há um mês e meio no G2 e está reclamando que só tem bebês. Mas as reclamações de hoje nem chegam perto do drama que era ir para a escola antes.
Não chegam nem próximo do choro, do nervoso, pois antes até tentava rasgar a fardinha da escola.
Não é uma decisão simples e até hoje eu me pergunto se fiz o correto.
Lendo estes Posts e tantos depoimentos até fico feliz e um pouco mais aliviada pela minha decisão.

Unknown disse...

Achei muito interessante esse texto.
As vezes nos pais olhamos para a escola como um lugar onde as crianças vão aprender a ler e escrever e somente isso. Nos esquecemos que ela vai muito além disso!
Minha filha tem 3 anos e no ano passado (ela tinha 2) ela fez o maternal, achei isso demais, ela era a mais nova e conseguia acompanhar todo o conteúdo(até melhor que os amiguinhos mais velhos). A escola era tradicional, e ela aprendeu com muita facilidade, ela com 2 anos já sabia escrever o nome dela, o meu, o do pai, o dos amiguinhos, da prima, sabia todas as letras do alfabeto, era super curiosa e conversava sobre tudo e entendia tudo que falávamos, até sobre o Egito depois de ver um documentário comigo ela conseguiu conversar expondo ideias e o que entendeu.
Ela sabia já qual era a esquerda e a direita, falava inglês, mas eu percebi que ela estava deixando de "gostar de brincar" queria só escrever, e isso me deu "estalo" e foi quando comecei a pesquisar sobre a educação infantil, então mudei ela de escola, coloquei ela em uma escola construtivista,é uma escola "puxada" mas não na educação infantil, confesso que fiquei preocupada quando decidimos trocar ela de escola, de estar privando toda a capacidade que ela tem em aprender!
Na nova escola ela não escreve e nem fica o dia todo preenchendo folhinha (na verdade ela não "aprende" nada do conteúdo tradicional), mas ela esta muito feliz, voltou a ser o que uma criança de 3 anos tem que ser.
Nos pais temos que entender que nossos filhos vão ter toda uma vida para aprender a ler, escrever, inglês, matemática, sinceramente é necessário que eles aprendam a ler e escrever antes dos 7? É necessário pra quem? Com certeza para nossos filhos é que não é! Nos estamos passando nossas ansiedades para as crianças!
Não acredito que uma criança com uma capacidade acima dos amiguinhos vai ficar entediado em uma sala de aula no 1º ou 2º ano do fundamental porque ele já sabe o que a professora esta passando, a não ser que seja aquela escola tradicional, onde o único meio de aprender é o giz e a lousa. Na escola da minha filha eles aprendem de forma lúdica, vejo as fotos das crianças aprendendo com bolhas de sapão a ler e escrever, aprendendo brincando.
E todos os dias quando vejo ela saindo da escola toda suja dizendo que brincou com tinta, usou legumes como carimbo, giz no chão, parquinho, correu, caiu, levantou, tenho certeza de ter tomado a decisão certa!
Vi um documentário mostrando um menino gênio e os médicos colocaram vários fios ligados no cérebro e descobriram que quando perguntavam á ele sobre matemática, português ele tinha uma atividade cerebral maior que da maioria dos adultos, mas quando era questões emocionais o cérebro dele ficava igual a de qualquer jovem de sua idade, então, não podemos confundir uma coisa com a outra, criança deve ser criança, precisa viver plenamente essa fase tão importante da vida. tem um documentário ótimo que fala sobre o assunto chamado "infância perdida". Brincar na infância amplia a capacidade cerebral para a tomada de decisão quando adultos.

Renata disse...

Oi Tais, boa noite.
vi sua matéria e achei muito curiosa pois estou vivendo exatamente o drama que vc viveu. Pois é, o problema é que estava quase decidida a volta minha pequena um período, mas estou muito, mas muito preocupada com a repetição, pode ser desestimulante. apesar de eu já perceber que ela não tem maturidade pra acompanhar a turma de 2º período, pois ela deveria estar no 1º. Tenho medo de ela dar trabalho demais por sentir desestimulada. por experiência o que vc acha? Help.

Tais Vinha disse...

Renata, se vc já percebeu que ela não tem maturidade para acompanhar a turma, voltá-la só lhe fará bem. Ontem mesmo conversei com uma professora muito experiente, que reafirmou que nunca teve um caso de criança adiantada que voltou uma série e foi ruim. Confie na sua decisão e deixe sua pequena ser criança no tempo e no ritmo dela. Lembre-se que os estímulos não são só com a matéria. Na idade dela, existe ainda o brincar, que é fundamental. E o brincar por si só é um bruta estímulo.

Pate disse...

Renata, eu não tenho muita experiência com isso, entre março e abril eu voltei o meu filho para a turma da idade dele. Logo percebi uma maior alegria em ir para a escola e hoje ele não chora mais pela manhã quando pergunta se vai para a escola.
Antes eu ficava até com medo de responder isso a ele.
Semana passada pedi uma reunião para saber como está o comportamento e aprendizado dele. A professora disse que ele participa muito, conversa bastante (o que não acontecia antes), colabora na rodinha, vai ao quadro (o que ele temia muito antes), e virou referência, pois agora ele é o que tem a coordenação motora mais amadurecida.
Antes ele queria se igualar aos maiores e se cobrava por isso, ficava nervoso e chorava com medo de ir para a escola.
Acompanhando o dia a dia dele eu fico feliz, pois estou vendo as atividades que faz, preparando ele e no ano que vem estará pronto para aprender com mais facilidade, o que antes para ele era um tormento.