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"O QUE VOCÊ FEZ COM MINHA MÃE?!"

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"O QUE VOCÊ FEZ COM MINHA MÃE?!" É uma dessas mães que fazem ativismo na rede. Sua última brigada foi contra o consumismo no Dia das Crianças. Inspirada pelas ideias de suas fieis companheiras virtuais, planejou um dia mais significativo, que celebrasse a infância com brincadeiras ao ar livre, piquenique e atividades familiares. Qualquer coisa para tirar o foco da garotada da montanha de presentes. O grande dia chegou e junto veio uma chuva torrencial. Lamentou o fato de São Pedro não ter apoiado a iniciativa tão louvável das mães. Depois da 19ª rodada de mímica e jogos de tabuleiro, decidiram fazer um passeio. A garotada sugeriu boliche e lá foram eles ao único da cidade: o do shopping. Esqueceu-se que em dia de chuva, ainda mais num feriado, um mico chamado King Kong invade os centros de compra e não poupa ninguém. Depois de rodarem 125km para achar uma vaga e atravessarem todo o estacionamento debaixo de d'água, descobrem que a fila do boliche era d...

Aprendendo a trocar na escola.

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Aprendendo a trocar na escola. A primeira Feira de Trocas de Brinquedos da escola do meu filho começou estranha. Não pelas crianças, mas pelos adultos. Estavam meio tensos, inseguros, sem saber o que iria acontecer. "Será que vai ter briga, tumulto, confusão?". Sentimentos compreensíveis. A troca é a transação mais presente na história humana, mas nossa geração desaprendeu essa prática. Tudo o que temos foi comprado. Hoje, as Feiras de Troca estão voltando como uma forma mais consciente e, por que não, econômica, de dar um novo destino aos objetos que não queremos mais. Como uma das mães que propôs a atividade para a escola, fui convidada a comparecer para orientar a garotada. De posse do microfone, veio o frio na barriga: "Orientar o quê? Se nem eu sei direito como faz?". Na hora me lembrei das experiências compartilhadas pela internet com outras mães que participaram de feiras semelhantes e improvisei as dicas: "Olhem o que interes...

Morte aos chatos.

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Morte aos chatos. Os ecologistas que me desculpem, mas se tem uma espécie que precisa ser extinta, é a dos chatos. O eterno chato. Aquele que, num banquete romano, dizia que achava absurdo atirarem pessoas para os leões e todos pensavam: "Ai meus Deuses, lá vem o chato." Naquele tempo, quem quisesse encontrar um chato, era só ir ao setor de cumbucas de barro do mercado. O chato nunca usava as de chumbo, pois desconfiava que faziam mal à saúde. Se tem uma coisa que chato sabe fazer é desconfiar. Queria ver o povo revirar os olhos? Era só o chato começar a falar que o negócio de importação de mão de obra negra para trabalho escravo tinha que acabar. E não adiantava argumentar que a economia precisava do setor, que ia causar desemprego nos estaleiros e nas fábricas de chicotes, que ia faltar gente pra tocar os engenhos e abanar as sinhás acaloradas. O chato respondia que ia surgir uma nova ordem mundial e essa era a dica pra você sair de fininho porque ...

Escolas que pensam.

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Escolas que pensam.  Me emociono todas as vezes que vejo educadores pensando fora do quadradinho do livro escolar e se abrindo para a vida. Essa semana, fui tocada pela reflexão dos educadores da EMEI Guia Lopes. EMEIS são escolas de educação infantil. Se pensarmos na hierarquia vigente, os profissionais que nela atuam são o chão da pirâmide, os menos reconhecidos e valorizados. Muitas vezes, até por si próprios. Infelizmente, permanece fortemente enraizada em nosso País a noção de que a criança pequena precisa de "tia" e não de educador. Tias são queridas e carinhosas. Mas seu lugar é em casa e não numa escola. Hoje sabe-se que existem habilidades a serem desenvolvidas na primeira infância, fundamentais para a vida adulta, que exigem conhecimento, formação e autonomia. Requer Professores. Com P maiúsculo, orgulhosos de sua profissão, cientes da sua importância e da imensa responsabilidade que é formar um pequeno ser humano. Por esse motivo, me impacto...

O plin, plin na nossa mesa.

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O plin, plin na nossa mesa. É inocente acharmos que a educação alimentar de nossos filhos é responsabilidade apenas dos pais ou das merendeiras das escolas. Há tempos, ela vem sendo dividida com os meios de comunicação que, através de comerciais muito persuasivos, ensina-os desde a mais tenra idade a consumir produtos que trazem mais benefícios à saúde do mercado do que à saúde humana. Assim, assistimos impotentes nossos filhos crescerem sob o bombardeio de mensagens que pregam que refrigerante é felicidade, fast food é para se amar muito, tomar suco em pó é uma atitude que salva o planeta. Por mais que controlemos, por mais que optemos por uma dieta saudável, por mais que falemos “não” e desliguemos a TV, é impossível evitar que estas mensagens atinjam os pequenos e acabem fazendo parte da sua formação. Elas estão por todos os lugares e são repetidas à exaustão, como mantras da vida moderna. O problema é grave. Crianças são seres vulneráveis. Suas mentes, ainda em form...

Perguntem às crianças.

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Perguntem às crianças. As crianças elaboram hipóteses geniais para entender o universo que as cerca. Fico imaginando como seria o mundo se não as condicionássemos desde a mais tenra idade a pensar só dentro da caixa. Conversando sobre isso com uma educadora, soube que existe uma técnica para incentivar a curiosidade e o espírito investigativo que consiste em reverter a pergunta. Assim, quando uma criança nos questiona algo, ao invés de respondermos de pronto, dizemos: "o que você acha?". Depois de ouvirmos a hipótese infantil, que deve ser levada a sério e jamais julgada certa ou errada, o assunto pode se encerrar naturalmente ou, se a dúvida persistir, sugerimos: "como podemos descobrir?". A partir daí parte-se para as pesquisas, as experiências, as trocas de estratégias a lá Dr. House no Mundo de Bickman. Quando a resposta chega, ela foi construída de dentro para fora e não imposta pelo adulto. A ideia é não formar donos de opinião e sim curiosos. ...

A melhor piada da propaganda.

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A melhor piada da propaganda. Publicitários, ouvimos falar que os senhores reclamaram que estão sendo vítimas de bullying.  Sabemos que as piadas fazem sucesso na publicidade, mas dessa vez não deu pra rir.  Bullying sofremos nós, seres humanos comuns, ao sermos ameaçados de ficar invisíveis se não comprarmos o carro da marca que vocês anunciam.  Bullying é ser mãe e ter que engolir muda o desaforo de ser chamada de Coca-Cola em rede nacional, como se esse fosse o mais supremo dos elogios.  Bullying é sermos obrigados a ter axilas claras e hidratadas, cabelos sempre lisos e sedosos e um corpo que não exala odor por 48 horas.  Bullying é sermos convencidos que só podemos sair às ruas com proteção. Solar, antibactericida e contra insetos.  Bullying é ter que consumir bebida alcoólica para ser da turma, pegar mulheres e curtir a balada. Bullying é aprendermos desde criança que só beija quem tem dentes brancos, brilhantes e...

Hum, hum...sei...

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Vídeo divertidíssimo do Mamatraca sobre as informações que as mães recebem hoje. Melhor mesmo rir muito disso tudo. P.S: no Blogger saiu cortado. Melhor assistir direto no saite do Mamatraca . Assim vc pode fazer elogios rasgados diretamente às autoras. Clique aqui .

Santa (e desejada) ignorância.

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Santa (e desejada) ignorância. Logo cedo, recebo pelo Feicebuque a informação que a Nestlé tem estratégias advanced master de engajamento de pediatras.    Repasso o linque para umas pessoas que trabalham com saúde e nutrição e logo uma delas me cochicha virtualmente que alguns fabricantes de alimento tem estratégias tão escusas, que o aliciamento de pediatras é brincadeira de criança. E me descreve com detalhes o duvidoso o trabalho de alguns "profissionais" da área que tem metas mercadológicas a atingir, como qualquer balconista.  Depois vou ao mercadinho aqui do bairro para comprar tortilhas para comer com guacamole. Tortilhas nacionais (traduzindo: salgadinho com nome chique para não dar crédito ao fabricante). Pego o pacote e logo vejo a informação que é feito com milho transgênico. Procuro uma alternativa e TUDO na prateleira tem o famigerado T. NÃO VOU DISCUTIR SE FAZ BEM OU MAL. Mas acho um abuso eu não ter opção. O meu direito de ter u...

Com a palavra, as MÃES

Compartilho texto inédito que publiquei no blog Infância Livre de Consumismo. Meu carinho sincero a todas as mães que, como eu, estão com a casa deliciosamente cheia de crianças. Adoro as férias! Com a palavra, as MÃES .

Carta aberta ao Conar

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Carta aberta ao Conar Duas recentes medidas do Conar referentes aos abusos da publicidade voltada para as crianças nos deixaram preocupados e ainda mais descrentes da atuação deste órgão com relação à proteção da infância. A primeira foi a decisão de sustar a campanha da Telessena de Páscoa por anunciar para o público infanto-juvenil um produto que só pode ser vendido para maiores de 16 anos (de acordo com regulamentação da SUSEP). A segunda foi a advertência dada pelo Conar à Ambev, com relação ao ovo de páscoa de cerveja da Skol. Ambas atitudes do Conar seriam dignas de aplausos - se tivessem sido tomadas quando as campanhas publicitárias estavam no ar, na Páscoa, em março. Mas o Conar só agiu em junho, quando as campanhas já não eram mais veiculadas. Com isso, não houve nenhum impedimento para que a mensagem indevida da Telessena atingisse impunemente milhões de brasileirinhos e que a Ambev promovesse bebida alcoólica através de um produto de forte apelo às crianças. A...

Pais serão ouvidos em Audiência Pública sobre a publicidade infantil.

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Coletivo de pais será ouvido em Audiência Pública sobre regulamentação de publicidade infantil Texto de  Natalie Catuogn o , publicado originalmente no blog Infância Livre de Consumismo. Pais e mães que defendem a regulamentação da publicidade infantil serão ouvidos pela primeira vez na Câmara no dia 3 de julho. A audiência da qual o grupo participará é parte dos trabalhos da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Casa, que está analisando o PL 9521/01, que trata justamente de regulamentar a propaganda dirigida às crianças. O coletivo Infância Livre de Consumismo (ILC), que reúne os pais pró-regulamentação, requereu a participação quando ficou sabendo da audiência, e o pedido foi acolhido pelos membros da comissão. “Os pais nunca tinham sido ouvidos pelos parlamentares que discutem os rumos desse projeto. Entendemos a importância dessa ausculta, pois é uma forma democrática de a sociedade participar. É fundamental nossa participaç...