18.8.10

Escola emburrece.


Escola emburrece.

O uso das marcas da Coca-Cola, McDonald's e Objetivo nas apostilas de uma escola cara de São Paulo, acendeu recentemente o discurso sobre o estímulo ao consumismo na sala de aula.

Segundo a matéria da Folha Online, os educadores envolvidos foram logo sacando o argumento padrão nº 1 contra pais que questionam: "não se pode criar um filho numa redoma". Como se estudar numa escola cara, recheada de tênis de marcas, aipodes, aifones, aimeubolso e aiminhasantapaciência, fosse mantê-los numa bolha anticonsumo. Querer que, ao menos no material didático, marcas não fiquem desfilando na frente das crianças é ser superprotetor? Me poupem.

Mas vamos voltar para o conteúdo da apostila. Vou ser sincera: não me preocupei tanto com o apelo consumista que, obviamente, está presente de forma vergonhosa na atividade. O que me chocou foi a pobreza do exercício! Os pais pagam mil reais por mês e a escola tem a cara de pau de dar um exercício daquele nível gráfico e intelectual para as crianças?!

Lamentável, em todos os sentidos. Se o objetivo era estimular as associações, apostiladores, olhem ao redor: o mundo é muito mais que ligar o logo da Coca a uma latinha!

E, o pior, é pra educação infantil! Estamos pagando pra que nossos filhos pequeninos sentem-se em uma cadeira, abram uma apostila e relacionem lanchonete com McDonalds! É tão pouco, tão limitante! Melhor, muito melhor é deixá-los num parque, livres pra associar céu nublado com chuva. Chuva com enxurrada. Enxurrada com barquinhos de papel. Barquinhos de papel com jornal. Jornal com leitura. Leitura com aprendizado. E aprendizado com afaste Ó Senhor o cérebro do meu filho das apostilas que ele não lhes pertence!

Meus parabéns pra mãe que questionou a escola! Temos mesmo que questionar. Questionar muito e não engolir o argumento da redoma. Na bolha vive quem acha que um exercício daquele nível é educação de qualidade.

33 comentários:

Nine disse...

Amei o texto!

Eu particularmente sempre tinha ouvido dizer que colocar as crianças desde cdo nas ditas escolinhas faria com que ela se desenvolvesse mais cedo, ficaria mai "esperta', seja lá o que isso queira dizer, etc...mas por várias razões acabei ficando em casa por alguns meses com a minha filha e a verdade foi que ela se desenvolver absurdamente na minha companhia (coordenação, sociabilização, andar, falar, comer). Nada contra as escolas, mas tudo contra tratar os pequenos como se fossem um produto!

Beijos!
Nine

Tais Vinha disse...

Nine, eu acho que ou se coloca numa escola muito bacana, orgânica e estimulante ou é preferível deixar em casa. Matriculei meu caçula aos 2 anos numa escola e, logo na adaptação, percebi que ele estaria bem melhor em casa, dando banho no cachorro, andando de tico-tico, passeando no parque. Tirei-o depois de uma semana e só rematriculei um ano depois, em outra escola, muito mais legal. O problema é ter um esquema legal em casa. Se for pra deixar com empregada que só liga a TV, tb não adianta. Vc fez muito bem de ficar com sua pequena mais um tempo! Aliás, que fofa!

Bjs!

Desconstruindo a Mãe disse...

Olá!

Além de sempre ter questionado essas escolas que são redes voltadas basicamente a produção de vestibulandos como é o caso do Objetivo, fico preocupada com o nível da resposta de seus educadores, que pelo visto ficaram bitolados como pretendem que fiquem seus alunos.

O que pretendem as pessoas que elaboram os materiais dessa escola? - Sou professora e acho que os Parâmetros Curriculares Nacionais pretendem uma análise crítica da realidade, coisa que o exercício em questão não propõe... E dentro do desenvolvimento cognitivo duma criança de 4 anos, é possível, sim, fazer um exercício de análise, como por exemplo o que é um alimento saudável, como diz a mãe citada na reportagem da Folha.

Não adianta que as escolas tenham data-show, lousas brancas, laptops disponíveis e subestimam o nível mental/intelectual de suas crianças. Assim, ninguém vai se sentir mesmo estimulado a estudar!

Afff... já trabalhei na rede estadual de São Paulo e vou te dizer, mesmo os materiais mais simples que tive em mãos para trabalhar tratavam os estudantes como seres mais inteligentes do que essa verdadeira EMPRESA de ensino oferece.

Beijo,
Ingrid

Carolina Pombo disse...

Taís, ultimamente estou pensando muito sobre educação infantil, to muito triste e revoltada com o estado das nossas creches e escolas infantis! Por aqui onde moro não encontrei nenhuma que fosse orgânica, alternativa, que tivesse um diálogo livre com os pais. Estou repensando a creche em que Laura está há dois meses. Ela só fica 4 horas, mas desde então já ficou seriamente doente duas vezes! Hoje escrevi um post sobre o modelo das creches parentais francesas. Você já ouviu falar?

Me parece muito mais honesto e interessante um lugar onde nossos bebês sejam bem cuidados e atendidos do que aquele que promete super-ultra-estimulação da inteligência, mas vive trocando as chupetas... E o pior é que pra tudo eles têm uma resposta. As creches não gostam de manter o diálogo com os pais, de maneira geral. Ficam sempre na defensiva! Se eu pudesse, sinceramente, manteria Laura em casa até no mínimo seus dois aninhos... Mas, a realidade é mais complicada...

Obrigada por sempre trazer o tema da educação de forma crítica!

Beijos

Tais Vinha disse...

Clap, clap, clap, Ingrid!

Concordo em gênero e grau. Análise crítica pode começar sim desde pequenino. E de que adianta a parafernália eletrônica que vc menciona se o conteúdo é decoreba master plus. Para mim, isso se chama "engana pais": olha como investimos! Mas investir em formar bons professores, conta-se nos dedos que faz. E quanto aos materiais simples, qualquer pequeno diante de uma pilha de sucata estará tendo uma experiência mais enriquecedora do que a das crianças diante do exercício proposto naquela apostila.

Bjs! E obrigada por comentar.

Tais Vinha disse...

Carolina, bem vinda ao clube das mães sem opção de escola. Penei até sossegar. E as professoras penaram comigo, hahahaha. Vou ler seu post. Desconheço estas creches francesas.

Esta postura defensiva crônica dos educadores é extremamente frustrante. Dá vontade de gritar: "me escutem! Estou querendo melhorar isso aqui! Quero ser parceira. Não percam seu tempo tentando me convencer que isso é bom!"

Quebrar esta barreira e formar uma relação de troca e confiança leva tempo. Mas com paciência, acontece - se a escola tiver o mínimo de abertura para acolher os pais. Tem escola que é melhor desistir.

E essa super-ultra-estimulação, hein?! Isso dá assunto pra texto. Precisa se o bebê não veio de Crypton?

Bjs!

Pimenta disse...

Thais,
Eu, adulta, quando me lembro de tudo que fui chamada,todos os absurdos que passei em Florianopolis tentando uma melhor escola,tentando fazer-me entender que se houvesse alguma coisa a fazer,do jeito que fosse necessário, para melhorar, abrir diálogo, tenho vontade de CHORAR.
Aqui na china, devido ao distanciamento dos pais quanto aos filhos, por pressões de trabalho e estilo de vida,estão debatendo a possibilidade e a necessidade de criar(ou voltar) ao regime militar nas escolas.
Aqui, esse é o debate hoje, pois por mais qualidade que o ensino tenha, falta a cooperação dos pais na educação dos filhos.E faz uma visivel,palpável.
Ninguém mais pensa livremente.As pessoas somente reagem.Quando reagem.
bjo

Lia disse...

Pior é que, com esse argumento anti-redoma, nossos filhos são jogados numa outra prisão. Porque vai me dizer que querer ir no McDonalds porque a propaganda incentiva é liberdade??? Me poupe.
Que Deus proteja nossos filhos quando o Estado não o faz.

Paloma, a mãe disse...

Taís, não conhecia esta história, que coisa.
Odeio este argumento da redoma. Rolou a discussão numa reunião de pais na escola da minha filha e o contra-argumento venceu (ufa!): "Já basta todo um mundo de consumismo e incentivo a estas coisas, não queremos que o ambiente escolar seja mais um deles". E isso porque o embate era sobre música country X música junina tradicional.
No mais, não acho que escola (em geral) embureça e sim este tipo de escola.
Beijos

Taís Vinha disse...

Pimenta, China?! Ô mulher rodada...

Regime militar para crianças é triste, muito triste. Mesmo com todo argumento que os pais não educam. Engana-se quem pensa que educar é reprimir. Educar é libertar. É dar asas para que a criança voe sem medo.

Mas imagino como seja diferente o raciocínio na cultura chinesa. Além do choque cultural que este país deve estar vivendo e desnorteando todos ao redor. Tempos de transição!

Bjs!

Taís Vinha disse...

Paloma, assim como a Pimenta, mãe questionadora sofre em reuniões de pais. Mas só o fato de vcs discutirem a música da festinha, já é uma vitória, não?! Adorei...

Lia, vc tem toda razão. Aceitar as regras do consumo e cumpri-la a risca é mesmo viver numa prisão. Onde o trabalho é forçado, a sentença é perpétua, a música torturante e a comida é horrível! Fujamos enquanto há tempo!

Bjs

Carol Passuello disse...

Adorei e post, e os comentários!
Estou voltando ao trabalho depois de 5 meses com os meus bebês. Olhei umas 15 escolinhas para encontrar a que acredito (e realmente espero) ser uma boa opção para os meus filhos). E o que é ser uma boa opção? É o mínimo de bom senso. Berçaristas zelosas e amorosas, que atendam poucas crianças, experientes, que entendam que estimular bebês não é colocá-los na frente da TV ou escutando música da Xuxa, mas ajudá-los a sentar, rolar, mexer, ouvir e falar. Aqui, o mínimo é mais.

PaulaZZT disse...

vou rir para não chorar.
hahahahahaha
Só lamento...
Aposto que além de tudo é uma escola concorrida...
Não é questão de criar em redoma, mas com tanto apelo que já nos cerca, precisa ainda estar no material??/

Hegli disse...

Como já citei aqui outras vezes minha história (a Taís já tá cansada de ouvir, rs) foi parecida numa primeira escola que matriculei meu filho aos 3 anos.
No ano seguinte, então com 4 anos, ele já tinha caderno de português, matemática, inglês e lição de casa, e estava detestando ir para a escola. Eu não concordava com os cadernos, mas na reunião só eu fui contra e tive que colocá-lo na rede municipal, pois todas as outras escolas particulares seguiam o mesmo modelo.
Na escola nova ele voltou a pintar e adorava ir porque brincava todo dia. Só o matriculei novamente na escola particular aos 6 anos e meio, no 1°ano (referente ao pré). Hoje ele tem 9 anos e adora a escola, acompanha todas as atividades e percebo que ele tem uma visão critica a respeito dos conteúdos. Valeu a pena esperar!
Temos mesmo que questionar e se não der certo, buscar uma alternativa!

Mi Satake disse...

Oi Tais,
Como legítima mãe, ando por aqui conhecendo os blogs, fiz muitas amigas mamaes e tenho amado, acho q teu blog nao pode faltar entre os que tenho seguido, trocado e consultado. Adorei.
Tenho dois pequenos de 6 e 4 anos q sempre frequentaram escolinha. Observando, eu já percebi esse problema, na primeira delas. Consumismo e desfile de moda desvairado pelas crianças, com permissão dos pais... péssimo.
Acho mais q importgante abordarmos isso, e divulgar.
Meu blog não é somente sobre maternidade, abordo de tudo, mas tem bastante coisa legal.
Espero q possa conhecer, qdo tiver uma brechinha.

Bjs
Ótimo post
Michelle

Carolina Pombo disse...

Oi Taís, este meu comentário é um pedido de ajuda... Gosto de suas opiniões e seria legal saber o que você pensa sobre o dilema que estou vivendo! Já disse aqui que estou repensando a creche da Laura. Fiquei triste com a resposta da diretora a minha sugestão para dividir a turma (que está com 15 alunos de menos de 2 anos, e apenas duas pessoas permanentes). Já vi muitas vezes que os bebês ficam chorando sozinhos sem serem confortados ou atendidos, porque realmente as educadoras não dão conta das demandas de todos ao mesmo tempo! E hoje fiquei muito chateada ao ver na agenda de Laura (que serve para a comunicação com a creche)uma propaganda "terrorista" para vacinar novamente as crianças para a varicella, num dia marcado com um laboratório particular lá na creche mesmo, pagando assim 130 reais cada uma! A circular, que aparentemente é um informativo sobre as consequências graves da catapora, afirma que para participar da vacinação na creche eu tenho que preencher a fichinha e mandar o dinheiro - assim como se fosse uma benfeitoria da creche e não uma parceria escancarada com o laboratório. Eu que sou da Saúde Pública sei que muitas intituições se aproveitam da ignorância popular para vender "a proteção contra os terríveis riscos que corremos". Mas, eu não esperava isso de uma escola! Eu sei que pareço ingênua, mas estou muito desapontada! Será que estou exagerando? Será que só eu fico revoltada isso? Eu acho que a escola deve servir para informar sim, mas não deveria contranger os pais a aceitarem uma vacinação coletiva PAGA! E os pais que corajosamente não quiserem fazer a vacinação, será que serão tachados de irresponsáveis?

Alguém comigo? Ou eu to sendo muito cri cri?

Beijos!

Nutrição e Cia disse...

Tais acredito que cada um escolhe a escola de um jeito: uns escolhem as mais caras por estatos, outros as que o bolso pode pagar e poucos pesquisam pra escolher uma escola de bom nível DE ENSINO e não nível de grandeza. Acho que é isso que tá faltando, pesquisar primeiro a escola que irá educar seu filho. Bjs

Silvia disse...

Carolina, eu estou com você. Cuidados com a saúde dos pequenos, salvo em situações de emergência em que a escola precisa agir rápido (que, ainda bem, são raríssimas), têm que ficar a cargo dos pais. O papel da escola é pedagógico, e vacinação não tem nada a ver com pedagogia. Além do mais, é decisão pra ser tomada junto com o médico, avaliando o estado geral da criança, que pode ter alergias ou outros problemas restritivos.

Recentemente uma conhecida ficou passada porque vacinaram os filhos dela na escola contra pólio sem pedir permissão. No teu caso, ao menos não é vacina fornecida pelo governo, portanto sempre pedirão a autorização - na verdade porque querem ganhar um $.

Repito: lugar de vacinação é na clínica ou no posto de saúde. Escola tem que se restringir ao papel pedagógico.

PS: Não comentei sobre a questão das apostilas porque não tenho nada a acrescentar. Principalmente quando se trata dessas feitas pra vender a rodo e que muitas escolas adotam sem mesmo fazerem parte da rede.

Silvia disse...

Carolina, eu estou com você. Cuidados com a saúde dos pequenos, salvo em situações de emergência em que a escola precisa agir rápido (que, ainda bem, são raríssimas), têm que ficar a cargo dos pais. O papel da escola é pedagógico, e vacinação não tem nada a ver com pedagogia. Além do mais, é decisão pra ser tomada junto com o médico, avaliando o estado geral da criança, que pode ter alergias ou outros problemas restritivos.

Recentemente uma conhecida ficou passada porque vacinaram os filhos dela na escola contra pólio sem pedir permissão. No teu caso, ao menos não é vacina fornecida pelo governo, portanto sempre pedirão a autorização - na verdade porque querem ganhar um $.

Repito: lugar de vacinação é na clínica ou no posto de saúde. Escola tem que se restringir ao papel pedagógico.

PS: Não comentei sobre a questão das apostilas porque não tenho nada a acrescentar. Principalmente quando se trata dessas feitas pra vender a rodo e que muitas escolas adotam sem mesmo fazerem parte da rede.

Silvia disse...

Uai, sorry, saiu duplicado, não sei por quê...

Mi Satake disse...

Tais, Tais,
Recebi o email sobre as 700 assinaturas do grupoCria (do qual faço parte com orgulho, ja assinei!)
Amei o projeto e to dando força pra que realmente, a maternidade seja mais valorizada e que entendam que a presença das mães junto de seus filhos, não é comodismo nem madamismo!
Vi que vc encabeça essa ideia tão legal, junto com algumas outras m~es, mulheres, blogueiras... excelentes!

Parabéns
Michelle

Cora disse...

Infelizmente existe aí um segundo questionamento...-Será que escolhemos a escola correta!?
Sim existem escolas que acreditam no ser humano e não apenas no dinheiro que os pais desembolsam todo mês!

Existem ainda mais questionamentos mas deixemos para outra ocasião!
beijos, Cora.

Taís Vinha disse...

Carolina, dá para ver como vc está angustiada. O que aprendi nos meus anos de pentelhar escola, é que a melhor abordagem é a sincera. Sente-se com a diretora ou a coordenadora e diga pontualmente o que a está deixando insatisfeita. Coloque claramente questões como o que foi prometido na venda e o que está sendo entregue após matrícula. Dê idéias, reclame, mas o mais importante: ouça. Enquanto isso, sugiro que comece a visitar outras creches da sua cidade. E a conversar com outras mães. Com calma e bastante critério. Pode ser que vc encontre outra, mais próxima do que acredita. Mas seja bem criteriosa, para não trocar 6 por meia dúzia. A nova adaptação só vale a pena se for pra melhor.

Outra coisa a ser considerada: babá. Eu dei a sorte de ter uma ótima que está comigo há 12 anos. Segunda mãe dos meus meninos. Outra possibilidade: vc conseguir trabalhar meio período e ficar meio período com sua pequena.

Comece a questionar. Sem ficar com insônia. Às vezes dessas sinucas, encontramos uma nova vida.

Quanto à vacinação em massa PAGA na escola, sem comentário. A Silvia foi ótima. Absurdo!!! A escola pode ser neutra e recomendar. Mas recomendar, trazer o laboratório e cobrar?! Já fico fula da vida qdo fazem isso com fotógrafos, com vacina nunca tinha ouvido falar. Inovação na tungagem! Quem tem que recomendar vacina é pediatra.

Vamos manter o papo. E vai nos contando dos seus pensativos!

Bjs!

Taís Vinha disse...

Carol, bom retorno! Vai ser difícil, mas conte conosco. Ainda mais com dois fofos! Eu quase morri de dilemas existenciais qdo. voltei depois do meu primeiro filho!

Confie no trabalho da escola, mas mantenha o olhar atento para o bem estar dos seus bebês. Eles não falam, mas nos contam muito com atitudes.

Bjs!

Taís Vinha disse...

Oi Eu não sei se a escolha da escola é por status ou se os pais confundem preço alto com qualidade. A Hegli mencionou que o filhote dela foi feliz na escola pública. Pois a de educação infantil de minha cidade, dá de 10 a zero em muitas particulares depósito infantil. E os pais se matam pra pagar, achando que estão proporcionando algo bacana pros filhos. Para mim, falta conhecimento por parte dos pais. Acham que o pago é sempre melhor. E fazemos isso com tudo: saúde, transporte, segurança, educação. É uma triste dinâmica da sociedade que vivemos.

E quanto a pesquisar escola, é fundamental. Mas muitos pais não sabem direito o que pesquisar. Daí vão pelo preço, ou por recomendação, proximidade, marca etc. A proposta pedagógica nem sempre se sobressai na escolha.

Bjs!

Taís Vinha disse...

Oi Mi, fiquei tão feliz com a receptividade ao Manifesto! Pois é formamos este grupo virtual, mas com anseios bem reais. E OBRIGADA por se manifestar! Em breve vamos agitar o pedaço com reivindicações maternas! Acho que o mundo será outro quando formos ouvidas.

Bjs!

Taís Vinha disse...

Oi Cora! Bem vinda ao universo das mães que questionam! Claro que estas escolas existem. Mas não são tão fáceis de serem encontradas. E nem sempre são as caras.

Só não devemos nos acomodar. Quando não as encontramos, temos que pentelhar a escola possível para, pelo menos, levá-los à reflexão. Uma hora alguém acorda. É fato!

Um beijão!

Carolina Pombo disse...

Taís, muito obrigada pelo retorno! E a Silvia também! Já coloquei minhas insatisfações para a coordenação da creche e ela quer marcar uma reunião para conversarmos melhor. Enquanto isso, já contactei uma possível babá e já tenho conversado muito com as outras mães que moram aqui. Infelizmente, não há uma opção de creche alternativa por aqui. Por isso, não vou tentar readaptar a Laura em outro lugar. Mas, já estou até cogitando "alugar" a avó... rsrs Eu to angustiada, mas estou achando uma boa experiência viver esses conflitos. Vou contando tudo por aqui ou pelo blog.

E jajá vou me manifestar sobre a grande convocação do manifesto!

Beijão

Taís Vinha disse...

Oi Carolina, esses conflitos são horríveis para quem vive. Mas eles nos tiram da zona de conforto e nos levam a fazer mudanças. Vivi conflitos imensos com a chegada do meu primeiro bebe. Eu brinco que ele foi a bomba atômica que mudou para sempre a minha vida. Mas o bacana é a gente permitir essas mudanças, aceitá-las como algo que vem pra melhor (isso a gente só enxerga anos depois! No momento que está vivendo, é um drama!). Hj acho que se eu tivesse continuado no esquema que vinha, qdo. solteira, estaria vivendo uma vida mais chata, mais focada em carreira, mais de doação para uma empresa e não para o mim e para mundo.
Filho muda tudo e só tem verdade nessa afirmação popular. Vc está certíssima de ir atrás do melhor para sua pimpolha. E de quebra, estará indo atrás do melhor pra você. Bjs!

ah! P.s: Vó é o máximo! Mas tem que entrar fazendo ohmmmmmmmm e sair fazendo ohmmmmmmmmmm. Elas fazem do jeito delas. Mas cobrem com um amor que é maior que o mundo. Se vc for do tipo total control, melhor pensar mais. Acho uma alternativa bem legal para crianças bebezucas. Depois de uns 3anos, meio período na escola é importante pra dar uma contrabalançada e fazer os bichinhos ganharem certa autonomia.

Bjs!

Mamãe caprichosa disse...

É bem por aí....o que a educação tem a ver com esses ícones de consumo!! Nada, absolutamente nada. A gente não pode marcar bobeira em nada na educação das crinças, principalmente, quando o assunto é educação!!
Adorei a sua associação, chuva, barquinho, jornal....leitura...
Abs
Carla
http://mamaecaprichosa.blogspot.com

Anônimo disse...

oi sou aline e tenho 11 anos hoje a minha irma faltou da escola e eu quero faltar TAMBEM mas sagunda-feira eu faltei e minha irmã tambem faltou sexta-feira passada e tersa é feriado e minha irma tambem ñ vai segumda e eu sou obrigada a ir porque?oque eu fasso!

Anônimo disse...

oi sou aline e tenho 11 anos hoje a minha irma faltou da escola e eu quero faltar TAMBEM mas sagunda-feira eu faltei e minha irmã tambem faltou sexta-feira passada e tersa é feriado e minha irma tambem ñ vai segumda e eu sou obrigada a ir porque?oque eu fasso!

Anônimo disse...

oi sou aline e tenho 11 anos hoje a minha irma faltou da escola e eu quero faltar TAMBEM mas sagunda-feira eu faltei e minha irmã tambem faltou sexta-feira passada e tersa é feriado e minha irma tambem ñ vai segumda e eu sou obrigada a ir porque?oque eu fasso!