5.12.16

Uma espírita a favor da legalização do aborto



Sou espírita de berço. Nasci numa numerosa e maravilhosa família de seguidores do Kardecismo e nunca, nem por um momento, pensei em ter outra religião. A filosofia espirita me satisfaz plenamente e tem um significado muito grande na minha vida.

Cresci fazendo culto no lar, frequentando evangelização em centro espírita, mocidade, participando de trabalhos de cura e mediúnicos. Aprendi ainda muito nova que o aborto deve ser proibido pois o espírito que está reencarnando se conecta ao embrião no momento da concepção. Abortar é negar ao espírito a chance de reencarnar. Não apenas aceitei essa máxima como, durante anos, a tive como cláusula pétrea no meu sistema de valores.

Me tornei mãe e procuro transmitir aos meus filhos essa doutrina que sempre me segurou nos piores perrengues da vida. Um dia, conversava com um dos meus filhos sobre o aborto e ele me disse que era a favor.

Aquilo me chocou. “Como assim a favor do assassinato de inocentes? Como assim tirar do espírito a chance de reencarnar?”

Meu filho argumentou: “Mãe, esse é um conceito religioso.”

“Sim, mas é um conceito que tenho absoluta certeza que é correto”, afirmei.

“Mãe, vivemos num estado laico. E você está defendendo uma lei que vale para todos os brasileiros baseada na sua religião. Você critica tanto a bancada evangélica, que faz leis baseadas em crenças religiosas…qual a diferença da postura deles e da sua?”

Engoli seco. Não tinha como argumentar. O moleque tinha razão. 

Confesso que fiquei chacoalhada com este argumento. Mas ainda assim segui pró-vida, procurando me informar melhor sobre os fatos, mas, dessa vez, procurando enxergar de uma perspectiva laica.

A ficha realmente caiu (demorou, mas caiu) quando me dei conta que, mesmo com a proibição, as mulheres continuam abortando. Isto é, a proibição não protege o feto. Os espíritos continuam não reencarnando. E coloca em risco as mães, principalmente as pobres que procuram bocas de porco para fazer o que o estado lhes nega.

A minha arrogância espírita me impediu enxergar que a proibição do aborto é como um tapa olho que me permite dormir sossegada achando que vivo num país que condena uma prática horrível, mas que na verdade fomenta uma outra, muito pior, que mata o bebê, coloca em risco a vida e a saúde da mãe e alimenta uma rede clandestina e inescrupulosa de aborteiros sem qualificação, higiene e compromisso com o bem estar dessas mulheres, jogando-as para o SUS resolver quando dá ruim.

Proibir faz bem pra minha consciência. Mas não faz nada bem para diminuir o aborto. 

Pelo contrário, as estatísticas dos países onde o aborto é legalizado mostram que o número de abortos diminuiu. Para citar os Estados Unidos, o Centers for Desease Control e Prevention tem dados oficiais que mostram uma redução de quase 50% no número de abortos de 1979 a 2012. Foram praticados 700 mil abortos os EUA em 2012. Em 2013 no Brasil foram praticados mais de um milhão de abortos, segundo dados do IBGE. Isto é, mesmo com a proibição e com uma população muito menor que a americana, abortamos mais. 

Me desculpem companheiros espíritas, mas estamos fazendo tudo errado. Queremos defender a vida, mas apoiamos uma lei que faz com que o número de óbitos seja maior! Com o risco de perdermos outra vida, que é a da mãe. 

Demorei para sair do armário quanto a esse tema, por entender que é ponto pacífico no meio espírita. Mas Kardec nos ensinou a só acreditarmos naquilo que passa pelo crivo da razão. E minha razão me impede de seguir contra a proibição. 

Mantenho-me contra o aborto. E jamais abortaria. Mas sou a favor da legalização. 

Porque não posso impor minhas crenças religiosas aos outros (isso é fundamento espírita), porque tenho que respeitar o livre arbítrio de cada um (outro fundamento espírita) e, principalmente, porque diante dos números, proibir é ingênuo. Ou hipócrita. 

Não consigo mais dormir tranquila sobre a montanha de fetos abortados que se avoluma diariamente debaixo do meu tapete enquanto finjo que vivo num país livre do aborto.


60 comentários:

Laura Virgínia disse...

Sua opinião, mostra o quanto és evoluída espiritualmente, o quanto respeita a vida.

celia disse...

Não sou espirita, mais como você mudei de ideia a respeito da legalização do aborto. Defendo a legalização do aborto, mais não faria um aborto.

Alê Brasil disse...

Per-fei-tô! Seguimos juntas... Obrigada por compartilhar!

Tatiana Navarro disse...

Gosto sempre de analisar tudo vendo os dois lados, seu pensamento não está errrado, muita gente morre porque procura a clandestinada e continua praticando o aborto, no entanto o que vc acha que vai acontecer se liberarem? Muitos só não praticam o aborto porque tem medo de procurar esses locais e morrer na mão de pessoas inescrupulosas, se liberarem permitindo que se faça o aborto em hospitais você já pensou que esse número pode ser muito maior? O ideal é que todos tivessem consciencia que a vida começa realmente no momento da concepção e que se cometo um assassinato quando mato alguém que já nasceu, também cometo o assassinato quando tiro a vida de um feto que não pode se defender. Fica a dica para refletirmos.

Tais disse...

Tatiana, bom dia. O que vai acontecer se liberar será o mesmo que aconteceu em todos os países que liberaram...o número de abortos diminui. Por que no Brasil seria diferente? Dá uma olhada nas estatísticas que linquei no texto. Abs

Anônimo disse...

Tb sou espírita e sempre concordei com seu filho. Acho aborto horrível, mas existe livre arbítrio para isso, e vc não pode obrigar ninguém a dividir suas crenças. Estado laico e tal.

Isabella disse...

Muito bom! Melhor a minha opinião, acho que vc tem razão!
Nada como nossos filhos ...muitas vezes nos abrem os olhos para a mudança dos tempos e tals!


Edu Hessen disse...

Vc precisa estudar Kardec

Walter Sasse disse...

Tais, veja esse vídeo.
Eu estive nesse congresso.
Grande Abraço,
Walter Sasse

https://www.youtube.com/watch?v=pJH2aSBGTaA&t=2s

Heloisa Ferreira Spagnoli disse...

Muito obrigada pelo texto, expos de forma leve um assunto pesado. Concordo plenamente com você e foi um alívio ver este texto na minha timeline do facebook.
Abraços

Vera Lucia Maciel Rister disse...

Ainda bem que é a sua opinião pessoal....e temos que respeitar, mas não concordar e achar que é o certo é nem a verdade...

Daniel Sarvas disse...

Respeito a sua opinião apesar de discordar, Se me permite expor a minha, o aborto não é um assunto que devemos olhar e analisar apenas com uma visão de religiosos, partindo do ponto em que que vivemos em um País laico, o aborto em si é um crime, já que na prática o ato constitui em um interrompimento de uma vida, O fato de que abortamos mais do que outro País que é legalizado a prática não quer dizer que isto decorre da proibição e sim da falta de instrução e cultura, A mentalidade de que o aborto é uma prática criminosa deve estar enraizada desde o princípios da educação,ou seja, em nosso lar, claro que para os que concordam com a mentalidade; Dizer que devemos liberar já que não conseguimos fiscalizar uma lei que proíbe eu considero fraqueza, quer dizer que se não podemos vencer, devemos nos unir? Acredito que toda pessoa que esta apta a concepção, já tenha ouvido falar nos meio de prevenção; Não quer ter filhos use camisinha, engravidou e não quer assumir a responsabilidade entrega a adoção, e pra turma que defende que 3 meses a criança não deve ser considerada como uma vida, eu aconselho que assista o filme no link e deixa a opnião:
https://www.youtube.com/watch?v=T-cND3VXy-E&feature=share

Cezar Herdy disse...

Para mim aborto é um crime contra a vida. E todos os crimes devem ser proibidos. Mas apenas a proibição não resolve.
Precisamos ter certeza de nossas convicções. O que não queremos para nós, não devemos lavar as mãos para o nosso próximo.
Precisamos é levar informação sobre nossas vidas antes e depois da morte da carne. Podemos mostrar que as crianças não desejadas podem ser doadas. Mas nunca assassinadas. Com isto contribuiremos com a evolução de nossos irmãos e também com a nossa.

Nazareno Feitosa disse...

As estimativas divulgadas são mentirosas. Legalizar o aborto aumentou assustadoramente em vários países. Confira outras verdades sobre os números do aborto : https://www.youtube.com/shared?ci=Xn9cjPHxRfU

Cezar Herdy disse...

Parabéns pela clareza e convicção no bem.

Nazareno Feitosa disse...

A amiga autora está sendo enganada por estimativas mentirosas. Lembrem que Respeitar o livre-arbítrio não significa descumprir ou ser contrário às leis ou ser conivente com o crime. A proibição da corrupção não acabou com ela. Devemos legalizá-la?

Nazareno Feitosa disse...

Conheçam alguns dos mitos e verdades sobre o aborto: http://nazarenofeitosa.blogspot.com.br/2016/12/aborto-no-stf-verdades-e-mitos-nazareno.html?m=1 www.nazarenofeitosa.com.br

Adilson Soares Jr. disse...

Quanto absurdo! Porque então não mata depois que o bebê nasce? Não tem diferença se mata com um dia de vida ou depois que nasce, com qualquer idade. Ser espírita não é fazer evangelho no lar ou sessão mediúnica. É atitude.

Anônimo disse...

Estava lendo os comentários. E todos os indignados com seu texto são homens. Nenhum deles vai parir. Nenhum deles vai jamais entender o que se passa com uma mulher que se vê obrigada a carregar uma gravidez indesejada até o final da gestação. É tão fácil ser contra o aborto quando se está nessa posição.
Parabéns pela sua posição. Acredito que foi bem difícil assumir isso.
Parabéns também para seu filho.

Att.
Caio

Azul disse...

Ah, o julgamento moral do conforto de um teclado, sem risco, sem ter nada a perder. Nada como um julgamento moral de uma posição confortável para estimular a vaidade pela aparente pureza moral. Lembrando que Jesus foi condenado justamente pelos saduceus e fariseus, os que se julgavam puros.

Como se todo o problema fosse apenas o de mães irresponsáveis, afinal pai irresponsável só precisa fugir. E convenientemente passar batido pelos casos de má-formação fetal e ignorar as mães obrigadas a carregar fetos inviáveis para vê-los morrer na mesa de parto para agradar o senso moral alheio. "Mas ela tentou". Julgamento com o dos outros é refresco.

Eu não estive numa posição em que tivesse que tomar essa decisão, preferiria recomendar para adoção mas com certeza a coitada da mãe seria discriminada do mesmo jeito. Se controle familiar e doação fosse incentivado o problema do aborto seria reduzido, mas parece ser muito mais divertido só falar de aborto. Vejo mais gosto por discutir o problema do que procurar solução.

Rosa Viana disse...

Muito triste esta questão do aborto. Precisamos estudar com muito carinho, porque o fato de vivermos em Estado laico,não quer dizer que temos que abonar a legalização de um crime. Aborto é crime! E isso não é uma questão religiosa. Matar é crime em qualquer circunstância. Por que temos que resolver a questão sempre pela morte? Resolvamos pela vida! Não vai gastar dinheiro para abortar? Então gasta para educar! Conscientizar! Se nossos adolescentes aprendem cedo sobre o que é e quais as consequencias do aborto, eles aprenderão a fazer sexo com equilíbrio e segurança. As famílias e as escolas estão despreparadas para lidar com o assunto. Por que não investir em educação e capacitação? Assim evitariamos mortes prematuras e de formas tão cruéis.

Rosa Viana disse...

Muito triste esta questão do aborto. Precisamos estudar com muito carinho, porque o fato de vivermos em Estado laico,não quer dizer que temos que abonar a legalização de um crime. Aborto é crime! E isso não é uma questão religiosa. Matar é crime em qualquer circunstância. Por que temos que resolver a questão sempre pela morte? Resolvamos pela vida! Não vai gastar dinheiro para abortar? Então gasta para educar! Conscientizar! Se nossos adolescentes aprendem cedo sobre o que é e quais as consequencias do aborto, eles aprenderão a fazer sexo com equilíbrio e segurança. As famílias e as escolas estão despreparadas para lidar com o assunto. Por que não investir em educação e capacitação? Assim evitariamos mortes prematuras e de formas tão cruéis.

Rosa Viana disse...

Muito triste esta questão do aborto. Precisamos estudar com muito carinho, porque o fato de vivermos em Estado laico,não quer dizer que temos que abonar a legalização de um crime. Aborto é crime! E isso não é uma questão religiosa. Matar é crime em qualquer circunstância. Por que temos que resolver a questão sempre pela morte? Resolvamos pela vida! Não vai gastar dinheiro para abortar? Então gasta para educar! Conscientizar! Se nossos adolescentes aprendem cedo sobre o que é e quais as consequencias do aborto, eles aprenderão a fazer sexo com equilíbrio e segurança. As famílias e as escolas estão despreparadas para lidar com o assunto. Por que não investir em educação e capacitação? Assim evitariamos mortes prematuras e de formas tão cruéis.

Milena disse...

Sou contra o aborto e, ainda, contra a legalização. Porém acredito sim que os números podem diminuir pois a mulher terá apoio de psicólogos e assistentes sociais, com o objetivo demovê-la dessa decisão...
Por outro lado, sou estudante de medicina, sou pró vida e pró nascimento, e o que mais me preocupa é: se o aborto for legalizado, eu, como médica, serei obrigada a fazê-lo?
Sou espírita também e se você estivesse no meu lugar, o que faria?

Fernanda Braga disse...

Planamente de acordo.

Anônimo disse...

A informaçao é falsa: legalizaçao nos Eua fez aumentar o numero de abortos nos primeiros 20 anos. Depois em 1992 varios estados fizeram uma politica forte de repressao o que fez o numero diminuir (mais ficando na margem dos primeiros anos). https://en.wikipedia.org/wiki/Abortion_in_the_United_States

Anônimo disse...

Na França e em outros paises que legalizaram nao ouve diminuiçao real. https://www.ined.fr/fr/tout-savoir-population/chiffres/france/avortements-contraception/avortements/

Unknown disse...

E se olhássemos, não do ponto de vista religioso, mas dos direitos humanos. O feto tem menos direitos que um homicida? E ainda menos direitos que uma mulher desesperada? Para mim tem igualdade de direitos e, da mesma forma que condeno a pena de morte, não poderia aceitar o aborto. E reconhecendo o direito à liberdade da mulher sobre seu corpo, apenas penso: daria para sobrepor esse direito sobre o direito à vida, se a declaração universal dos direitos humanos o submete justamente a este direito? Apenas para problematizar...

eutu disse...

Eu como espírita e só lamento. João Batista disse se eu me calar as pedras clamarão. Quer dizer então que posso ser contra algo, mas aceitar a legalização? Então vamos lá. Pelo que disse posso afirmar que sou contra a corrupção, mas a favor da legalização desta, ou sou contra o trabalho escravo, mas a favor da legalização, ou ainda, sou contra a pena de morte (aborto), mas a favor da legalização. Que incoerência, e se diz espírita? Pensa que é, mas me desculpe, não é.

Anônimo disse...

Eu sou pro-vida, tenho meus argumentos, mas minha dúvida não é essa , minha dúvida é, se por alguma circunstância o aborto fosse legalizado , o pai poderia ter uma imposição em cima do feto ? Ou seja o pai poderia optar pelo aborto mesmo a mãe sendo contra ?

Silas Zen disse...

VENHA ABORTAR NA MINHA CLINICA, O MELHOR PREÇO DO MERCADO, E DEZ VEZES NO CARTAO.
CUBRO QUALQUER OFERTAAAA....vai ser assim.

Anônimo disse...

Eu sou pro-vida, tenho meus argumentos, mas minha dúvida não é essa , minha dúvida é, se por alguma circunstância o aborto fosse legalizado , o pai poderia ter uma imposição em cima do feto ? Ou seja o pai poderia optar pelo aborto mesmo a mãe sendo contra ?

Nazareno Feitosa disse...

Amigos, há alguns espíritas defendendo a legalização do aborto. Todos merecem o nosso respeito, mas estão sendo vítima das mentiras divulgadas pelos abortistas. Muitos que a defendem não são isentos. Recebem dinheiro de organizações internacionais e vão continuar tentando, todos os anos, legalizar esse crime hediondo, de gravíssimas repercussões.

Dizem que a proibição não impede o aborto. A proibição também não impede a corrupção e o estupro. Deveríamos legalizá-los por causa disso? A lei também tem a função de inibir. Onde foi legalizado, a quantidade de aborto explodiu (vejam o vídeo da Isabela Mantovani). E a queda aparente nos últimos anos é falsa. As pessoas estão abortando usando a pílula do dia seguinte, que é abortiva.

Livre-arbítrio não significa ser contra todas as leis, incentivar o seu descumprimento, minorar o problema e não se preocupar com os delitos alheios (existe a intercessão do mundo espiritual, nós podemos sim influenciar as pessoas). Não podemos é obrigar alguém a fazer algo. Temos o dever de esclarecer. Não nos cabe condenar a pessoa, mas condenamos a prática equivocada.

Considero muita irresponsabilidade defender, ainda mais publicamente, a legalização do assassinato de crianças por quem deveria protegê-las e que puderam escolher sim, ter ou não relações sexuais inseguras e que podem entregá-las para casais que sonham em ter filhos. Ainda sabendo das profundas consequências orgânicas, psicológicas, psiquiátricas e espirituais do aborto para a mulher e todos envolvidos. Em nome da liberdade de expressão, admitamos que possam publicar o que desejam (há repercussões para isso também). Mas adicionar a informação de que são espíritas, é prestar um enorme desserviço à Doutrina Espírita. O melhor seria apagarem essas postagens e só voltarem a se manifestar após um estudo aprofundado sobre o tema.

Peço a todos que tenhamos cautela na divulgação dessas publicações. Aprofundemos o nosso estudo sobre o tema. Muitas vezes, nosso orgulho, vaidade e precipitação fazem com que publiquemos informações sem um maior aprofundamento.

Peço que leiam os 13 Mitos e Verdades sobre o Aborto:
http://nazarenofeitosa.blogspot.com.br/2016/12/aborto-no-stf-verdades-e-mitos-nazareno.html

Ou assistam ao vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=7tbaD2rVEQM

Vejam as mentiras das estimativas sobre aborto da pesquisadora Isabela Mantovani:
https://www.youtube.com/watch?v=UVG6gFN3Sdc

Fraternalmente,

Nazareno Feitosa

Blog: www.nazarenofeitosa.com.br
Canal no YouTube: http://www.youtube.com/nazarenofeitosa

Anônimo disse...

Talvez seja diferente sim, pq o pensamento e o nível educacional das pessoas aqui é diferente de um país desenvolvido. Não podemos simplesmente copiar modelos estrangeiros, eles têm que ser aplicáveis à nossa realidade. Tem muita gente no Brasil que conhece os meios de prevenção e não utiliza simplesmente pq não quer. Então o risco é o aborto acabar se tornando uma ação banalizada. Acho que para legalizar há que se ter critérios para quem vai realizar o procedimento ou não. Casos muito particulares, como estupro ou outros. Fora isso, acho que vai contribuir para a falta de responsabilidade das pessoas em assumirem as consequências de seus atos.

Rê S. disse...

Sou espírita e contra o aborto, porém a favor da legalização. Minhas crenças não podem reger uma sociedade laica.

Anônimo disse...

Respeita a vida de quem????

José Vicente Vilardo Brazil disse...

Mas não sabe nada sobre a doutrina espírita cristã. Se conhecesse, saberia quais as consequências reencarnatoria de quem aborta e facilita o aborto. Vide , código penal da vida futura, no livro Céu e Inferno

Anônimo disse...

Sei sobre as consequências divinas para quem aborta, e por saber disso sou contra o aborto. Mas mesmo assim acho que deveria ser legalizado, pois a maioria das pessoas não tem noção disso, e carregar uma gravidez não desejada ou esperada é complicado para a mulher. E para ajudar, o nosso país não fornece opções para se contornar ou superar isto: simplesmente fala que é crime e pronto. Minha esperança é que com a legalização, possa haver melhor suporte para a mulher (psicológico e físico), e a criação de centros de adoção para estes fetos que ainda irão nascer, tudo claro com o suporte da lei. Talvez assim, os abortos diminuam e a população aprenda o real valor da vida, optando por não fazê-lo.

Anônimo disse...

Comentário espírita padrão, ou seja, maniqueísta, piegas, abusando os termos orgulho, vaidade e precipitação para desqualificar a voz discordante.

Otelo

Adriana Perassolo da Silva Vinha disse...

Tais saudades dos seus posts... ainda está por aí? Beijos enormes dri

Italo Rosselini disse...

muito Bom Nazareno Feitosa, concordo plenamente com você, muitas felicidades e que continues sempre com o seu trabalho de ajuda, esclarecimento e amor ao próximo! abraços fraternos.

Nazareno Feitosa disse...

Para que não haja mais dúvidas sobre "LEGALIZAÇÃO do aborto no Brasil", seguem as opiniões de Emmanuel/Chico Xavier: “P- Estuda-se no Brasil uma forma de legalização do aborto. Qual sua opinião? R- O aborto é sempre lamentável porque se já estamos na Terra com elementos anticoncepcionais de aplicação suave, compreensível e humanitária, por que é que havemos de criar a matança de crianças indefesas, com absoluta impunidade, entre as paredes de nossas casas? Isto é um DELITO MUITO GRAVE perante a Providência Divina, porque a vida não nos pertence e sim ao Poder Divino. Se as criaturas têm necessidade do relacionamento sexual para revitalização de suas próprias forças, o que achamos muito justo, seria melhor se fizessem sem alarme ou sem lesão espiritual ou psicológica para ninguém. Se o anticoncepcional veio favorecer esta movimentação das criaturas, por que vamos LEGALIZAR ou ESTIMULAR o aborto? Por outro lado, podemos analisar que se nossas mães tivessem esse propósito de CRIAR UMA LEI de aborto no século passado, ou no princípio e meados deste século, nós não estaríamos vivos.” (Emmanuel, Livro Entender Conversando, 7. ed., p. 16-17, Editora IDE).

Nazareno Feitosa disse...

Defendamos a vida das crianças e a saúde e felicidade das mulheres, divulgando as consequências orgânicas, psiquiátricas, psicológicas e espirituais do aborto e desmascarando essa propaganda nazista de que morrem milhares de mulheres por ano de aborto clandestino no Brasil (o total de mortes pelos diversos tipos de aborto e complicações gira em torno de 80-90. Dessas, cerca de 12 [em 2006], em média, são por aborto clandestino) Vide o DATASUS. Quando o aborto é legalizado, o seu número aumenta significativamente (apesar das estimativas hiper-inflacionadas das fundações e clínicas pró-aborto, que lucram com a prática e da ampliação do uso da pílula do dia seguinte - normalmente abortiva). Esclarecendo, conscientizando e amparando as gestantes [aprovemos o Estatuto do Nascituro, que é o Estatuto da Mulher Gestante], evitaremos muitas mortes e sofrimentos. Auxiliemos os Movimentos Pró-Vida como o Mov. Brasil Sem Aborto e outros, inclusive financeiramente, para que as mulheres tenham direito à informação e à saúde e, as nossas crianças, o Direito à Vida e de não sofrerem tanto no ventre de suas mãezinhas.
Contamos com o apoio de todos.
Conheça as verdades e mentiras sobre Legalização do Aborto - O que Não Dizem a Você: https://goo.gl/cF6jNu
Nazareno Feitosa, voluntário e apoiador da ADIRA - Brasil Sem Aborto. www.nazarenofeitosa.com.br

Nazareno Feitosa disse...

MITO 14: Proibir não tem impedido a prática do aborto. Verdade. Proibir o estupro e a corrupção também não tem impedido sua prática. Devemos legalizar o estupro e a corrupção também? Se as mulheres tivessem o direito à informação, houvesse fiscalização, fechamento de clínicas e prisão dos responsáveis, se as mulheres tivessem medo de serem condenadas e presas (atualmente, praticamente não há ação da polícia e não vão para a cadeia, porque a pena é pequena), aí sim, poderíamos reduzir drasticamente a morte de crianças indefesas e os graves prejuízos orgânicos e psiquiátricos para as mulheres.
MITO 1: MILHARES DE MULHERES MORREM POR ABORTO CLANDESTINO NO BRASIL. Não é verdade. Dados oficiais do DATASUS informam que o número total de óbitos anuais por todos os tipos de aborto e não só clandestinos é de cerca de 80. A Dra. Marli Virgínia, ginecologista do GDF elaborou pesquisa demonstrando que no ano de 2006 foram somente 12 mortes em todo o Brasil. Se fosse verdade o número divulgado, todos nós teríamos alguém que faleceu por aborto clandestino em nossas famílias. Há mulheres que já fizeram onze abortos e ainda gozam de saúde.
MITO 2: OCORREM MILHÕES DE ABORTOS NO BRASIL. O número das estimativas (não há estatísticas sobre aborto) tem sido super-estimado pelos abortistas, conforme declaração do Dr. Bernard Nathanson, ex-abortista, que confessou que eles multiplicam por 10, 100, etc. o número de abortos e de mortes para conseguirem a legalização (Fonte: Livro América que Aborta).

Nazareno Feitosa disse...

MITO 3: O ABORTO É A SOLUÇÃO. O aborto, além de matar crianças, somente prejudica a mulher. Provoca aumentos dos problemas orgânicos, psicológicos e psiquiátricos nas mulheres, como: ORGÂNICOS: Hemorragia, perfuração do útero, infecção, sepse (infecção generalizada), morte (Tratado de Ginecologia - Williams/Hoffman). Pesquisas sugerem que aumenta os índices de: câncer de mama, de útero, de ovário, gravidez ectópica, abortos espontâneos, partos prematuros, síndrome de Asherman, complicações tardias, frigidez, esterilidade. Ademais, engravidar e amamentar são processos que reduzem muito o risco de câncer de mama. PSICOLÓGICOS: Síndrome Pós-Aborto (PSA), queda na autoestima, sentimento de culpa, frustração do instinto materno. PSIQUIÁTRICOS: Ansiedade generalizada, neuroses diversas, síndrome do pânico, depressão profunda, dependência química, alcoolismo, suicídio, etc. (**)
MITO 4: A MULHER TEM O DIREITO DE ESCOLHA. Estudos demonstram que em quase 80% dos casos, a mulher é influenciada ou obrigada a fazer o aborto pelo parceiro, pais, família, ou seja, ela não é livre para decidir se aborta ou não. Depois que a criança nasce, a família e os avós passam a adorá-la, especialmente a mãe. Em verdade, ela pode escolher engravidar ou não, há dezenas de métodos contraceptivos. Depois de gerar um bebê, ela não pode matá-lo, pois o corpo dele não lhe pertence.
MITO 5: DEVEMOS LEGALIZAR O ABORTO PELO SUS. O Sistema de Saúde só consegue atender uma parcela mínima de pessoas. Hoje, crianças morrem ou ficam com sequelas por falta de leitos para nascer! Como obrigar o SUS e os contribuintes a pagar pela morte de crianças inocentes?

Nazareno Feitosa disse...

MITO 6: O ABORTO DIMINUI AS MORTES MATERNAS. O que mais tem dado resultado na redução de óbitos maternos é melhorar a assistência no pré-natal, parto e puerpério (v. Chile) (***)
MITO 7: LEGALIZAR O ABORTO DIMINUI A PRÁTICA. Após legalizado, em todos os países pesquisados o número de aborto aumentou assustadoramente (quando não aumentou tanto é porque a estimativa era mentirosa). Mesmo com o aborto em clínicas, ainda ocorrem mortes (v. filme Bloody Money, no Youtube) e com o aumento do número de abortamentos, o número absoluto de mortes fica semelhante ao anterior. No Uruguai, os abortistas divulgavam mais de 30.000 abortos por ano. Após a legalização, viu-se que não passavam de 4.000. (***)
MITO 8: A PÍLULA DO DIA SEGUINTE NÃO É ABORTIVA. A fecundação ocorre algumas horas após o ato sexual. Após esse período, a PDS impede a fixação do blastocisto (futuro bebê) nas paredes do útero, impedindo a nidação e não a fecundação. Portanto, se tomada após algumas horas, provoca ABORTO, além de ser uma “bomba de hormônios”, tal a quantidade que carrega.
MITO 9: É BOM DIMINUIR A TAXA DE NATALIDADE. No Brasil, a taxa de natalidade despencou nas últimas décadas. Pesquisas demonstram que, com os números atuais, por volta de 2.050, cerca de 30% da população brasileira estará idosa e não haverá adultos e jovens para manter a previdência social. Não é bom para um país perder a sua força de trabalho e inviabilizar a previdência.

Nazareno Feitosa disse...

MITO 10: O ABORTO DE ANENCÉFALOS PRESERVA A SAÚDE DA MULHER. O trauma do aborto e o “luto retido, não vivenciado” é mais grave do que manter a gestação. Se a criança já vai morrer, por que matá-la, oferecendo riscos e sequelas para a mãe?
MITO 11: É NECESSÁRIO ABORTAR PARA SALVAR A VIDA DA MÃE. Atualmente, em razão do avanço tecnológico, o caso de ter que matar a criança para salvar a vida da mãe é raríssimo. Se necessária a antecipação do parto, muitas crianças sobrevivem, após cerca de cinco meses de gestação, com o auxílio da UTI neonatal.
MITO 12: GESTAR UMA CRIANÇA DEFICIENTE FÍSICA OU MENTAL PREJUDICA A MÃE. Em verdade, estudos demonstram que o trauma provocado pelo aborto é muito mais danoso que a manutenção da gravidez. E a frustração pela notícia de ter um filho deficiente já aconteceu. Matá-las é provocar eugenia, como fez Adolf Hitler. Estudos demonstram que o trauma do aborto é mais grave do que o trauma da violência sexual e somente agrava o sofrimento da mulher, que pode gestar a criança e encaminhá-la para os casais que sonham com a possibilidade de adotar um bebê.

MITO 13: ADOLESCENTES POBRES É QUE MORREM POR ABORTO. Estudo elaborado pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), destruiu o estereótipo de que abortar é um método usado por adolescentes para interromper uma primeira gravidez fruto de uma relação passageira e inconsequente. A grande maioria das mulheres que abortam têm entre 20 e 29 anos, trabalha, tem um parceiro estável e pelo menos um filho. Ou seja, o aborto é utilizado como " método contraceptivo" (que não é).(****)

Nazareno Feitosa disse...

SOLUÇÕES PARA A VIDA E SAÚDE DAS MULHERES E BEBÊS:
a. Aprovar o Estatuto do Nascituro, que, na verdade, é também o Estatuto da Mulher Gestante, protegendo-a, auxiliando financeiramente e apoiando as mães carentes;
b. Responsabilizar o parceiro, bem como os violentadores, que além da punição, devem contribuir com a manutenção financeira da criança. Exigir boletim de ocorrência para apurar os casos de estupro;
c. Acolher as mães em condição de risco social e psicológico, auxiliando-a em suas necessidades;
d. Ampliar a “Rede Cegonha”, que tem demonstrado excelentes resultados;
e. E, o mais importante, desmascarar esse método de propaganda nazista de repetir-se uma mentira mil vezes até que ela passe por verdade, afirmando-se que morrem milhares de mulheres por aborto clandestino no Brasil; e
f. Conscientizar a população sobre os métodos contraceptivos saudáveis, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e divulgar amplamente as várias consequências orgânicas, psicológicas e psiquiátricas negativas que o aborto pode trazer para as mulheres.


* O autor é conferencista, pesquisador e ativista do MOVIDA – Movimento em Defesa da Vida e colaborador do Movimento Brasil Sem Aborto. www.nazarenofeitosa.com.br

** FONTE: Priscilla K. Coleman in Abortion and mental health: quantitative synthesis and analysis of research published 1995 -2009 British Journal of Psychiatry 2011, 199:180-186. 01/09/2011; Patrick Carrol in Journal of American Physicians and Surgeon; Dr. Joel Brind, diretor do Instituto de Prevenção do Câncer de Mama em Nova Iorque; Livro Breast Cancer, do Dr. Chris Kahlenborn; Karen Malec, Presidente da Coalition Abortion/Breast Cancer; David Fergusson in Journal of Child Psychiatry and Psychology); Royal College of Psychiatrists.

*** FONTE: Dra. Isabela Mantovani in audiência pública da SUG 15/2014 do Senado, 05/05/2015.

**** FONTE: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG83220-6014-518,00-QUEM%2BE%2BA%2BMULHER%2BQUE%2BABORTA.html


Permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte.
Artigo disponível em:
https://goo.gl/cF6jNu

Assista em vídeo: https://youtu.be/7tbaD2rVEQM

Gustavo Lima disse...

Isso não é postura vinculada aos preceitos espíritas.

DESCOBRINDO JESUS disse...

O discurso é político.
"Eu sou contra o aborto e.jamais faria um. Mas não tenho direito de interferir na decisão pessoal das mulheres com a minha religião, porque o estado é laico".
É apenas uma injeção de anestésico de consciência, para os espíritas aceitarem votar no PSOL sem conflito interno.

DESCOBRINDO JESUS disse...

O discurso é político.
"Eu sou contra o aborto e.jamais faria um. Mas não tenho direito de interferir na decisão pessoal das mulheres com a minha religião, porque o estado é laico".
É apenas uma injeção de anestésico de consciência, para os espíritas aceitarem votar no PSOL sem conflito interno.

vida de um homem comum disse...

Este texto é mais falso do que nota de 3 reais e serve ao duplo objetivo que é desinformar e passar uma falsa imagem do que um espirita falaria . Não há imposição religiosa porque nós compreendemos que sendo proibido ou não haverá SEMPRE o ASSASSINATO de alguém. Antes mesmo da gestação já há planejamento e ligação entre o ser que ira nascer e os pais e no momento da concepção se começa as primeiras ligações entre gestante e o espirito reencarnante. Não leve a serio este texto pois em momento algum representa o pensamento de alguem que é espirita.

Anônimo disse...

E é por isso que abandonei o Kardecismo como religião.
Não pelo texto, com o qual concordo, mas pelos comentários diversos.
Vocês se tornaram carolas malucos, assim como a Igreja Católica, conspurscaram uma fundação tão bela quanto a deixada pelo Kardec, por uma necessidade de estar certo, de defender algo que nem se defende uma paixão por um time de futebol, onde a razão é completamente deixada de lado.
Apostos que muitos de vós repudiam o extremismo dos evangélicos, e não são capazes de enxergar que não são muito diferentes dos mesmos.
Talvez estejam certos, sigam irredutíveis em suas crenças que acalentam seus pontos de vista, incapazes de ter compaixão e empatia, mesmo ternura pelo próximo. Que se exploda o livre arbítrio, certo?
Talvez ao invés de brigar mais por dogmas, deviam estudar mais, ler mais, pensar mais, raciocinar mais e ver que quando é para ser, a reencarnação é compulsória, e há todo um assessoramento para garantir a vinda da entidade.
Se Cristo aparecesse com Kardec, Chico e Emmanuel, tentando dar uma luz nos 'Espíritas' é capaz dos mesmos os crucificarem sem dó.
Talvez estejam certos, é melhor continuarmos com essa multidão de filhos sem pais, que crescem quase como animais, e aos 12 anos já não tem respeito nenhum pela vida e aniquilam muitas em seu caminho. Crianças que nascem rejeitadas ou com problemas por conta de tentativas de aborto caseiras ou clandestinos, e que levam uma vida que deve fazer com que sintam saudades do umbral. (Porque eu não vejo esses críticos árduos da Legalização do Aborto adotando diversas crianças e dando uma vida digna a elas. O importante é que não aborte, depois que nascer, que se fodam. Leva uns brinquedos lá na periferia com o grupo do centro espírita, de repente até se envolve no grupo da Sopa, se sente de alma lavada por ser tão 'caridoso' e é isso aí.)
Só espero que chegue logo o momento da transição ( apesar que muitos desses logo mais estarão no plano espiritual de qualquer forma, e como disse Cristo... haverá "choro e ranger de dentes")

Anônimo disse...

E esqueci de comentar, se essas crianças que acabam nascendo ainda derem o azar de nascer mulher e rejeitada pelos pais, ainda vai ter que lidar com abuso sexual de diversas formas, muitas vezes desde a infância.
Mas bom, o importante é encarnar né? Talvez aí os 'bons espíritas'digam: "Ah, devia ser Karma".

Anônimo disse...

Eu tive dois filhos desejados e planejados e afirmo essa coisa simplista de engravidou não quer da pra adoção é ridícula. Foram 9 meses de vômitos diários, internações hospitalares por desidratação, medicamentos fortes para conseguir segurar algo no estomago e interrupção da minha rotina de trabalho, só tive o segundo pq minha médica garantiu que gravidezes assim eram raríssimas (a segunda foi igual vomitei até durante o trabalho de parto). Eu jamais passaria por tamanho sacrifício pra nada. Nem todas as mulheres tem gravidezes "fáceis". LIVRE ARBÍTRIO você pode até sugerir, apoiar, aconselhar, mas você NÃO PODE proibir. (Fora a não fazer sexo não existe nenhum método 100% seguro).

Anônimo disse...

Não existe contradição maior do que ser contra e a favor do aborto da mesma coisa.

Anônimo disse...

... O melhor seria apagarem essas postagens e só voltarem a se manifestar após um estudo aprofundado sobre o tema.....

Ou seja, esconda sua opinião até pensar como eu penso.

Este é um espaço justamente para discussão, e discutir sempre é saudável.

Anônimo disse...

Queridos irmãos, a escolha do assassinato, da corrupção, do roubo, do estupro, do aborto, entre outros tantos crimes, e, na grande maioria das vezes, livre arbítrio. Vamos legalizar, então, todas as condutas? As leis humanas decorrem da Lei Divina. No mundo ocidental, principalmente, as leis são derivadas dos dez mandamentos e ,quanto mais uma sociedade evolui, mais essas leis se aproximam da perfeição da Lei do Pai. Se alguém me disser que ha na Lei Divina permissão para matarmos, escolhermos quem vive e quem morre, então, todos poderemos nos convencer que o aborto deve ser legalizado. Caso contrário devemos refletir: ou evoluímos para nós harmonizados com a Consciência Cosmica, ou permanecemos na barbarie, matando em nome do livre arbitrio.
Paz no coração

Nédio Capistrano disse...

Meus irmãos e irmãs. Precisamos de evangelização. Quando um dia a humanidade for evangelizada, se em cada quadra tiver uma clínica de aborto, num Estado Laico, elas irão fechar as suas portas por falta de clientes. Não será por agora, com ou sem a legalização do aborto, mas esse dia chegará, porque Jesus está no leme. Muita luz nos nossos corações.

bia disse...

A legalização do aborto não implica que qualquer pessoa pode ir a um hospital por impulso e sair 15 minutos depois livre da gestação. A legalização prevê uma série de condições, inclusive assitente social, psicólogo e um tempo pra decidir.
É justamente pelo fato de a mulher receber amparo social e psicológico adequado que as taxas de aborto diminuem drasticamente nos países onde foi implantado.
As pessoas que cogitam o aborto, mas não praticam mão estão realmente desesperadas.
Imagina o tamanho do desespero de uma mulher para se submeter a um aborto clandestino, inclusive sabendo que pode morrer? Não é sensato achar que fazem isso por pura irresponsabilidade. Havendo um apoio emocional mínimo, muitas desistem, mesmo com condições adequadas disponíveis.