Viajar e comprar!
Dei uma de mãe!
Essa semana fiz algo inédito. Dei uma de mãe passional. E aviso: cuidado com elas!
Sou do tipo que, antes de sair fazendo justiça com as próprias mãos, tento ponderar, procurar o caminho da justiça, da coordenação, da professora, da imprensa, dos discursos inflamados, das cartas para o senado, para o conselho tutelar e o que for.
Mas dessa vez deu a louca.
Meu filho tem um colega que, repetidas vezes, o humilhou. Até agora, segui os manuais e deixei que ele resolvesse, acompanhando de longe, aconselhando e dando força para que ele fosse à luta.
Até que semana passada o tal colega se superou. Humilhou novamente meu garoto, fazendo-o de bobo. E a situação chegou a um ponto que ele não conseguiu mais resolver por conta própria. Era engolir o sapo (e esperar os próximos) ou alguém maior e mais forte dar um jeito.
Não tive dúvida. Peguei o telefone e liguei pra mãe dele. Nunca tinha feito isso. Fui educada, tinha que ver, mas contei a ela o que aconteceu e solicitei providências.
Obviamente, a mãe do outro menino exerceu o direito absoluto de ficar do lado do filho dela e de me achar ridícula. Mas resolveu a situação. De um modo que discordo, mas cada mãe é livre para resolver da forma que melhor lhe aprouver os B.O.s da prole.
Hora depois, com a cabeça mais fria, a ficha caiu e consegui refleti melhor sobre o acontecido. Tinha dado uma de galinha choca. Da mais pura estirpe. Do tipo que é apontada nas reuniões de pais e festinhas.
E me senti ótima!
Comentários
- E agora, pra onde vamos?
A gente, claro, queria saber em que brinquedo elas queriam ir. E elas respondiam:
- Pra lojinha!
Tá bom que pode brincar à vontade nas lojinhas de lá (ou quase), mas é impressionante o apelo do consumo.
Será que estão aceitando imigrantes em Bucareste? Pelo menos é uma língua latina, néam?
Beijos
beijos
Esse assunto é muito bom. Morando em LA recebo muitos amigos, conhecidos e familiares durante o ano todo. Fico abismada como o brasileiro é consumista. Meu marido gringo não acredita e os amigos perguntam "Mas não tem lá no Brasil?"
Pois é, e eu como uma brazuca legítima tento defender dizendo que "Sim, é que aqui é MUUUUUUITO mais barato" Na verdade, é bem como você colocou e essa geração é filha dos filhos da ditadura (nós).
O mais interessante é esse consumismo não assumido. Como o americano é consumista?!?, eles tem uma estratégia não?... e assim vai. Tenho amigos que se recusam a visitar o país do Tio Sam, mas sempre pedem um tênis da Nike ou uma maquiagem que só tem aqui...
As visitas se tornam passeios em ponta de estoque e Target.
O pior mesmo são os que fazem encomenda...Como você bem sabe eu estou longe de ser consumista, imagine o que é ter que correr atrás de coisas para os outros (e tem que ser daquela MARCA ESPECÍFICA!!!!) Agora resolvi, não levo mais encomenda pra ninguém. Pode espalhar!!!
UFA!!! desabafei. bjs querida... que bom que você voltou. Regina
Justifico o motivo.Morei em HK.Lá tem absolutamente de tudo para comprar,do mundo inteiro.Mas não tem apartamento para guardar,pois são pequenos,rsrsrsrs, que ironia.
bjo,
Bjoks
paula
Esse negócio de compras realmente é uma compulsão nacional. O povo delira!
Que é mais barato, é. Mas quando o objetivo da viagem vira ir ao shopping, fica caríssimo, pois se computar o preço da passagem, estadia e comida ao custo final, é um investimento absurdo pra só fazer compras! Além disso, compra-se muito mais do que se precisa.
Adorei o protesto da Regina. Pra quem mora nos EUA deve ser mesmo um saco! Imagino as listas que não surgem antes de vc vir visitar. E os suspiros da Pimenta em morar no paraíso das compras e não ter onde guardar. Tortura! Você deve ter voltado curada dos impulsos consumistas, não?
Silvia, nunca fui à Disney mas imagino que lá eles usem técnicas advanced de induzir a compra. Por hora, minhas futuras noras estão perdoadas.
Bjs!
E olha é um lugar inacreditável em culturas diferentes, vale cada centavo!
Amo, adoro seu blog, e só queria te contar que escrevi um post baseado neste seu aqui. Se quiser ler, está aqui: http://aroupanovadorei.blogspot.com/2010/02/menos-gente-menos.html
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Beijos,