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Mostrando postagens com o rótulo família

O naná esquecido

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O naná esquecido Quando pequeno, o irmão tinha um “naná”. Um cobertor de berço que ele carregava pra todo o canto desde que nasceu. Tinha um tom encardido e um cheirinho azedo, mistura de sujeira, xixi, suor, suco de fruta, biscoito e outros nojinhos que compunham o aroma que o menino adorava sentir enquanto chupava o dedo e alisava as bordas puídas. Lavar o naná era proibido. Nas poucas vezes que o fizeram escondido, o resultado era um furioso ataque de indignação diante da traição revelada através do perfume do sabão Minerva. O jeito era dar banhos de sol e torcer para que o calor escaldante do interior paulista desse uma amortecida nos germes.  Eram os anos 70 e, um dia, o pai anuncia uma ida pra longínqua cidade de Caraguatatuba. “Vamos ao mar!” Mil preparativos para enfiar a família de cinco filhos na Caravan. Malas, despesa de supermercado pra vinte dias, boias, pranchas de isopor e 7 horas de estrada. Chegam exaustos e na hora de dormir, bat...

Dois pais

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Dois pais.  A filha de um deles tinha cinco anos e desenhava na mesa da copa. No calor tórrido do noroeste paulista, ela usava uma calcinha de crochê vermelho. O filho do outro já era adulto e consertava o fogão da residência. Tinha tocado a campainha e perguntado se tinha fogão pra arrumar. Na boa fé das gentes do interior, ele foi colocado pra dentro e levado pra cozinha. A menina não suspeitou quando o rapaz se aproximou por trás e pediu pra ver seus desenhos. Ficou feliz quando ele começou a elogiá-los. Só achou estranho quando, em meio aos elogios, sentiu os dedos dele entrarem por dentro da sua calcinha.  Ele era tão simpático, mas aquilo era entranho. E, ao mesmo tempo que uma voz lhe dizia: “Isso não é nada, é só carinho", a outra incomodava: “O papai te faz carinho assim? Seus tios te fazem carinho assim?" A menina resolveu afastar-se. Correu para o quarto da mãe, encolheu-se num canto e botou na boca o dedão que há anos não chupava. Qu...

Chá de Revelação

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“Amoras, fui convidada para um Chá de Revelação.” “Chá de Revelação? Qué isso?” “Tentem adivinhar?” “Já sei…o garoto ou a garota convida a família: vó, vô, pai, mãe, tio, primos, babá, vizinhos. Senta todo mundo na sala e, de repente, sai de dentro do armário. Revela que é gay. E as pessoas tem que levar presentes pra montar o novo guarda-roupa.” “Ai, eu já pensei outra coisa…você convida família, amigos, galera, senta todo mundo em círculo e serve um chá tipo lírio, sei lá, desses de erva que abre a mente, sabe? Daí o chá vai circulando enquanto as pessoas compartilham suas revelações.” “Não, gente. É uma piração beeem maior.” “Maior? Então só pode ser reunir todo mundo pra tomar o chá revelador e, quando tá todo mundo locão, o fulano ou a fulana pula de dentro do armário.” “Não, pior ainda. Chá de Revelação é convidar os parentes e amigos pra revelar o sexo do bebê depois do ultrassom.” “Sério! Existe isso?! Que bizarro!” “Menina, as pessoas...

O cisco e a trave.

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O cisco e a trave.  Um israelense me contou sobre a vida dos árabes em território judeu: "A gente está se lixando para o que eles fazem entre eles. Não estamos nem aí se eles se espancam, se matam, se acabam. Se é entre eles, nossa polícia não se mete. Não perdemos tempo com esse povo. Eles não são gente, são animais." Fiquei chocada com a sinceridade do relato. E, com um ufanismo que geralmente nos acomete quando nos afastamos da pátria amada, pensei que pelo menos nesse assunto o meu País estava acima do dele. Foi Cida, empregada doméstica crescida na periferia de Osasco, que me fez ver que, enquanto eu apontava para o cisco no olho do meu amigo israelense, deixei de ver a trave enterrada até o fundo do meu. Estávamos preparando o almoço quando a cozinha foi invadida pela campanha contundente da Rádio Bandeirantes pelo fim da maioridade penal. Vinha com a chancela do próprio governador de São Paulo, defendendo a mudança na lei. Cida para de lav...

Para que serve um pai

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Para que serve um pai Corta, aplaina, enverga enfia pregos, pinta Joga na água Diz para confiar que vai dar tudo certo Mostra o rumo do infinito E o caminho de volta para o porto "E se tiver tempestade?" "Enfrente." "Piratas?" "Desvie." "Se meu casco partir?" "A gente remenda." "Sereias?" "São magníficas, mas coloque cera nos ouvidos." "Se eu afundar?" "Eu te resgato." "E quando anoitecer?" "Você tem as estrelas." "Eu ainda não consigo lê-las." "Você nunca ficará na escuridão." As amarras são soltas O filho parte E o que era menino vira navegante E o que era pai vira farol

Sua vida está todinha no Feicebus.

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Sua vida está todinha no Feicebus. Se você optou por morar num condomínio, converse com sua empregada sobre o busão que a traz para o serviço. O ônibus é o centro de troca de informação sobre a vida dos patrões. A sua, a minha, a nossa vida tá todinha aberta e escancarada no Feicebus O sistema de informação é bem organizado e simples. Elas abrem a boca e começam a contar, pra todos ouvirem, inclusive motorista e cobrador, tudo o que acontece dentro das casas que trabalham. Que patrão não paga direito, a filha de quem que tá transando com quem, as neuras das patroas, o ridículo da vida privada, os pequenos delitos, as cenas que observam enquanto varrem e tiram pó. Como nas redes sociais da internet, babado que vira buzz é o sórdido. Portanto, não espere ser poupada. Tem empregada que conta até que “aquela vaca transa menstruada...e eu que tenho que lavar os lençóis”. Tem o lado bom. Elas aprendem muito sobre direitos trabalhistas, discutem salários, trocam receitas, se info...

Reinventar para viver.

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Reinventar para viver. Recebi este email de um garoto de 74 anos que em 2010 resolveu dar um novo sentido à própria vida. Depois de uma vida dedicada ao ensino universitário num grande centro urbano, este menino foi aposentado meio que compulsoriamente. Para ele, que sempre afirmou que ia trabalhar até morrer, foi um baque. Reergueu-se decidido a mudar o rumo da vida. E reinventou-se para viver. Entro no meu tradicional módulo ofilaine até fevereiro, mas deixo a mensagem dele publicada na página de abertura do Ombudsmãe, para que todos nós, principalmente eu mesma, a tenhamos como exemplo de que sempre é tempo de rever a vida. E que não é preciso muito para torna-la ainda mais significativa e bela. Que venha 2011!  "Alguns de vocês me enviaram cartão de natal, desejando-me boas festas e um ano novo pleno de realizações.  Os cumprimentos de boas festas eu agradeço e retorno com votos dobrados ou aumentados ao infinito. O ano novo pleno de realizações... na minha ...

Meu pai quer plantar árvores.

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Meu pai quer plantar árvores. Meu pai tem 74 anos e aposentou-se recentemente. Poderia, com louvor, calçar o chinelo e esperar na sombra o bondão passar. Mas quem o conhece sabe que isso dificilmente aconteceria. Este homem que passou a vida toda na urbanidade, resolveu plantar árvores. Não uma ou duas. Hectares de árvores. No momento, procura terras para começar sua plantação de Guanandi. Uma árvore de lei, considerada em extinção, protegida desde os primórdios pela Coroa portuguesa e que leva uns 18 anos pra dar algum retorno ao plantador. "Pai, tem certeza? É nisso mesmo que você quer se meter?" "Filha, certeza absoluta." Ele responde com o entusiasmo de um surfista que descobriu uma praia deserta de ondas perfeitas. "Eu me vejo caminhando por entre as alamedas de árvores. Quero encher pastos e pastos com Guanandi. E vou colocar um pouco de Acácias também, pra ter flores, abelhas e produzir mel." Quando escuto o carinho com que meu pai fala de suas árvo...

Desinibidos e desavisados - a exposição adolescente na rede.

Desinibidos e desavisados - a exposição adolescente na rede. A avó me conta, com um riso meio constrangido, que o neto está fazendo sexo virtual. A namorada pede que ele tire a roupa diante da uébicam e diz que está toda "molhadinha". O neto tem 14 anos e a namorada 13. E os pais não sabem direito o que fazer, além de instalar filtros no computador. Não ia publicar este texto. Achei invasivo demais. Incômodo. De uma intimidade que não me pertence. Até que li, domingo passado, a matéria do Estadão sobre a preocupante onda de exposição adolescente na internet . E depois saiu matéria no Fantástico. É um assunto que ainda vai dar muito o que falar. Porque é grave e o fenômeno só cresce. Entendo a curiosidade dos adolescentes. Já fui uma e também tive vontade de tirar fotos nuas. Necessidade de me sentir sexy. Mas era num tempo em que nossas fotos, no máximo acabavam numa caixa de sapato no guarda roupa. Há uma cena hilária no filme "Doidas Demais", em que a Goldie Hawn ...

Respeito é bom e preserva os dentes.

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Respeito é bom e preserva os dentes. Cena lamentável: filho sendo estúpido com sua mãe. Filho adulto de mãe madura. Já presenciei mais de uma vez. E muitas vezes as malcriações partiram de adultos que enchem a boca para falar da falta de limite que os pais de hoje dão para seus filhos. Ironias da vida. Na frente dos próprios pais, tais pessoas se portam como as crianças birrentas que tanto criticam. Conversei com duas pessoas sobre o assunto. A especialista e a mulher do povo. Da especialista em educação veio a valiosa dica: "é um comportamento que vem da infância. E que se não for bem trabalhado lá, se perpetua e acaba virando uma dinâmica no trato entre os membros da família. Os pais não podem ser condescendentes com estupidez quando os filhos são pequenos, pois eles crescerão agindo dessa forma." Da mulher do povo veio: "Você viu o jeito que eles falaram com a mãe?! A mulher é idosa, mal anda e aquele bando de cavalos falando aquele monte de palavrão pra ela? Pois eu ...

Filme bom em cartaz.

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Ontem segui a dica da Lígia Mostazo, do blog da Lígia e fui ver um filme maravilhoso: À Deriva, do Heitor Dhalia. Adorei. É um filme de uma delicadeza extrema, que me fez refletir sobre coisas que eu guardo nas profundezas e que, de repente, ficaram "à deriva". Algo meio parecido com o que senti quando assisti "Beleza Roubada" do Bertolucci. Só que naquela época não era mãe, portanto, as sensações foram outras. À Deriva é um filme sobre família, relacionamentos e escolhas. Me impressionou muito o papel da Debora Bloch, linda, verdadeira e de cara poderosamente limpa. É raro ver uma mãe assumindo que nem tudo são flores e que mesmo amando intensamente nossos filhos há momentos em que sucumbimos. E como... O filme também retrata a descoberta, pelos filhos, de que os pais são absolutamente humanos. Que também erram, amam, têm desejos, ficam perdidos. E que essa descoberta, apesar de dolorida, é benéfica. Bom saber que pais não são totens. Há muitas outras leituras e u...

Gripe suína e homeopatia

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Essa dica veio de uma senhorinha, com mais de 90 anos, que viveu no Rio de Janeiro, durante a gripe espanhola. No auge daquela terrível epidemia, seu pai preparava uma mistura de medicamentos homeopáticos e distribuía em garrafas para a população, que fazia fila na porta da casa dela em busca do composto. O que ia na mistura: água, gelsemium e eupatorium. Conheço bem o gelsemium. É um poderoso antigripal. O Eupatorium eu conheço menos, mas sei que é usado nas infecções e é um dos componentes do eficiente composto homeopático antidengue. A senhorinha sugere que usemos a mesma combinação contra a gripe suína. Faz todo sentido. Mas antes que eu seja processada por exercício ilegal da medicina, sugiro que você consulte seu homeopata e discuta com ele a dica. Mesmo porque, ela não se lembra da dosagem. Sei que tal composto (ou pelo menos o Gelsemium) pode ser usado como preventivo de gripe. Portanto, se você, como eu, acredita em duendes e em homeopatia, invista na dica da senhorinha e cons...

Uma casa feita de histórias.

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Hoje é dia de blogar sobre quem me iniciou no mundo da leitura (veja o selinho do Monteiro Lobato, na lateral esquerda). Uma iniciativa bacanuda da Vanessa, do Fio de Ariadne. Sou daquelas pessoas que adoram ler. Leio na cama, no banheiro, no ônibus, nas salas de espera de médico. Quando fico um tempo sentada sem minha leitura, morro de tédio, fico perdida. Não sou do tipo que se resolve apertando botãozinho no celular. Gosto de livros, jornais, revistas e, na falta deles, rótulos de remédio, embalages de sabonete, folhetos, qualquer coisa que tenha letrinhas e as letrinhas formem palavras. Quando era pequena, minha casa tinha literatura para todo lado. No escritório do meu pai, prateleiras cheias de livros. Sobre as mesas, livros de mensagens espíritas, que eram lidos nos cultos semanais ou numa prece de emergência. Na cozinha, cadernos de receitas, copiados com a letra da minha mãe ou de minhas tias. Nas cabeceiras, romances, livros "Para gostar de ler" e aqueles pequeninho...

Filhos felizes, saudáveis e confiantes...isso existe?

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Hoje acordei azeda. Deve ser TPM ou um spam que recebi da Livraria da Folha com o título: "Crie filhos felizes, saudáveis e confiantes." Preciso de um café, ou melhor, o pessoal da Livraria da Folha é que precisa acordar. Criar filhos "felizes, saudáveis e confiantes" é igual prometer à uma mulher "seja uma grande profissional, esposa inesquecível, mãe zelosa e mulher gostosa" . É mais fácil acreditar que viraremos astronautas ou contorcionistas de circo do que atingir tal meta. É óbvio que todos nós, pais e mães, desejaríamos criar filhos felizes, saudáveis e confiantes, mas no dia-a-dia, no rock pauleira da vida, a gente acaba se conformando em criar filhos divertidos. Ou honestos. Ou gente boa. Ou saudáveis. Ou confiantes. Ou que, pelo menos, coloquem o prato na pia depois das refeições. Tudo junto, só mãe de primeira viagem sonha e apenas enquanto o bebê é pequeno. Com o tempo vamos caindo na real de que nossos filhos são tão humanos quanto todos os ou...

Sobre mães e bruxas.

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Quando fiz 14 anos, fui matriculada no Anglo, para fazer o colegial. Minha única exigência foi: lentes de contato. Ia entrar oficialmente no maravilhoso mundo da adolescência e me recusava a ir de óculos. Minha mãe entendeu e logo eu estava usando um par de lentes rígidas, de acrílico, daquelas que, quando entrava poeira, era só tirar, lamber e colocar de novo no olho. Eca! Primeiro dia de aula, lá vou eu toda orgulhosa com minhas lentes, ainda em adaptação. Tudo para mim era novidade e eu estava bem intimidada. Última aula, entra um cisco nos meus olhos. Esfrego e uma das lentes cai no chão! Pânico total e absoluto. Tive vergonha de interromper a aula e pedir ajuda. Toca o sinal, aquele bando de adolescentes caminha por onde minha lente possívelmente estava. Desisto de encontrá-la. Vou para casa arrasada, pensando na grana desperdiçada, na bronca e, pior, no dia seguinte ter que ir para a escola de óculos. Meus óculos eram medonhos. Chego em casa chorando e explico o que houve para mi...

Mais sobre mães "radicais" e gelatinas

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O comentário da Renata Matteoni no texto anterior me fez pensar em algo que é comum a todas nós mães "neuras e naturebas com muito orgulho": qual a linha que divide o saudável do radical? Falo por mim, pois essa é uma dúvida que vira e mexe me assombra. Tenho uma tendência a ser controladora em excesso e imagino como deve ser chato você crescer com alguém o controlando o tempo todo. Imagine ter um fiscal (como eu muitas vezes me sinto) diariamente olhando seu prato e conferindo o que você come e quanto você come. Ou o quanto de tv que você assiste. Ou o tempo que fica no videogame. Fora o banho, escovação de dentes, protetor solar, tarefa e tudo o mais que temos que controlar. No fim, para virar uma Hugo Chavez (um misto de democracia com ditadura) falta pouco. A verdade é que muitas vezes exageramos porque vivemos na defensiva. O mundo glorifica muito mais o trash que o saudável. Me lembro que uma vez deixei meu filho, ainda bem pequeno, com minha mãe em outra cidade e, na...

Férias

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O Ombudsmãe é uma proposta de uma mãe que fez (e faz) muitas mudanças para conseguir um pouco mais de qualidade de vida. Mudou de emprego, de carreira, de cidade, de casa, de escolas, de supermercado, de cardápio, de atitude. Nesse vendaval todo, só sobraram o marido, os filhos, os parentes e amigos. E para estar mais perto e curtir estas pessoas, meus verdadeiros tesouros e dos quais jamais abrirei mão, entro de férias, tanto na vida real como internetal. Um grande verão a todos os que acessarem o Ombudsmãe nesse período de recesso. Com muito calor do sol e humano. Em fevereiro estarei de volta.

Vamos falar sobre o brincar.

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Pais, mães, tias, educadores e palpiteiros de plantão: tem um debate muito divertido rolando na web. E que renderá prêmios aos participantes. O Desabafo de Mãe e o Mulheres na Rede estão promovendo uma discussão sobre o brincar . Para participar, é só entrar em um dos 7 blogs participantes (e que estão listados nos dois endereços acima) e fazer um comentário até 11 de dezembro. Os prêmios são muito legais e a discussão melhor ainda. Eu participei de uma prévia e ganhei 2 ingressos para o Circo Vox em São Paulo. O espetáculo foi maravilhoso e nossa família se divertiu muito com esta deliciosa brincadeira. Falar sobre o brincar pode parecer estranho. As pessoas consideram tudo que envolve criança como brincadeira e não pensam muito nisso. Quantas pessoas escolhem a escola assim: "ah, nessa idade, qualquer escolinha serve. Eles só vão lá para brincar mesmo." Pois é, esse critério serviria muito bem, se realmente a brincadeira fosse levada a sério pelas "escolinhas"....

Poderosa

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Essa história é a justa contrapartida para o texto sobre as "Ex" . Para essa ex, eu estico o tapete vermelho e bato palmas. Vinte e cinco anos de casada, filhos crescidos, casona com piscina, empregada, vida na sombra até que belo dia ela descobre que o marido a estava traindo com uma garota de 18 anos. Ao fundo, Maísa cantava "Meu mundo caiu". As reações poderiam ser várias, estamos falando de um fato passional. Mas a nossa personagem é a "Poderosa", lembram-se? Pois então, ela pega o telefone e liga para a outrinha de 18 anos. O recado foi seco e claro. "Eu sei que você está tendo um caso com meu marido, sei que estão apaixonados e, por isso, estou indo embora. Você pode pegar suas coisas e mudar para minha casa. Quer dizer, ex-casa. Agora ela é sua." Isto posto, ela pegou suas malas e mudou-se para um flat. O tempo que levou para a menina aparecer de mala e necessaires na casona com piscina foi registrado no Livro dos Recordes. E a vida seguiu...

Frase do século.

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Ontem minha irmã defendeu sua tese de mestrado. Um merecido sucesso! Diante do feito, meu pai, soltou a frase mais sensacional dos últimos tempos: "Tenho três filhas com mestrado, uma com doutorado e um que ganha dinheiro." Hahahahaha. Lucidez e bom humor. Este é o segredo da vida! Beijos e bom final de semana!