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Mostrando postagens com o rótulo vida de mãe

Mães reais - Teca

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\ Mães Reais - Teca Grávida de uma produção independente e 100% acidental, ela me pergunta se eu poderia acompanhá-la durante o parto. Me senti profundamente emocionada e aguardei ansiosamente o telefonema me avisando para ir para a maternidade. Seria um parto humanizado e ela preparou-se cuidadosamente para isso. Leu tudo que podia, peitou palpites e parentes, escolheu médico figurão, gastou dinheiro além do que podia com consultas.  No dia que o bebê escolheu para nascer, encontrei-a já no quarto, mergulhada em dores, literalmente. Entrava e saía da banheira, inquieta, suportando com muita dificuldade o que estava por vir. De repente começa a gritar: “Eu quero anestesia! Chamem o doutor! Quero anestesia!!!” O médico vem, mas se nega a anestesiá-la. Diz que ela estava a pouquíssimos milímetros da dilatação completa e que se ele a anestesiasse agora ela iria se arrepender, pergunta se era aquilo mesmo que queria etc etc. Ela pareceu aceitar e segue firme...

Mulher de fé

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Sebastiana era vidente. Não que gostasse. Sebastiana odiava aquelas imagens que apareciam na sua cabeça dizendo o que ia acontecer com a gente que conhecia. Era casa pegando fogo, era vaca seca no pasto, era parente de bucho virado. Visão boa nunca vinha. Sebastiana era mulher de muita fé. E todas as noites antes de dormir, pedia ao Menino Jesus para ter uma noite só de sono, sem vistorias. Às vezes ele ouvia e ela dormia aquele sono largado de neném depois de mamar nas tetas da mãe. Mas era achar que já estava curada daquela maldição pra coisa voltar piorada.  Um dia, Sebastiana nem precisou fechar os olhos para começar a suar frio e ter pavor. Estava na beira do fogão fritando torresmo, quando viu como numa fotografia, a filhinha bebê atropelada no meio da pista que passava na entrada do rancho. Caiu de joelhos ali mesmo e enquanto a gordura da pele do porco chiava, implorou pra Nossa Senhora, Mãe de todas as mães que, se tivesse que levar sua menininha, que não fo...

Ditadores e merenda, história antiga.

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Ditadores e merenda, história antiga. Durante a ditadura militar, no governo João Figueiredo, houve muita propaganda sobre os fantásticos benefícios da soja, grão estranho à população, cujo plantio estava sendo introduzido em nossos campos. Me lembro que minha mãe comprou o discurso e eis que, um belo dia, ela aparece em casa com uma saca de 60 quilos de soja. Tuba, nossa cozinheira*, reinava absoluta no fogão e decidiu que aquele grão desbotado seria preparado de duas maneiras: em forma de salada ou cozida como feijão. Minha mãe bem que tentou introduzir outras variações, mas, basicamente, na nossa mesa, o cardápio era inovado com um rodízio diário de soja em salada ou soja em feijão. Estudávamos na escola pública e, um dia, recebemos a notícia que o Governo Federal iria introduzir leite de soja na merenda escolar, fabricado por uma máquina que se tornou conhecida na época como “vaca mecânica”. Nosso paladar infantil entrou em colapso. Não conseguíamos lidar c...

Comida de astronauta

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Comida de astronauta “Mãe, essa sopa tá esquisita. É sopa de que?” A mãe não sabia. Nem a assistente social soube dizer o que tinha naquele granulado esquisito que ganhou da Prefeitura.  A assistente ainda tentou animá-la: “É comida de astronauta, olha que chique!” “Moça, num precisa ir tão longe pra encher nossa barriga, não. Eu fui criada na roça. A gente era pobre, muito pobre, mas sempre tinha um cará, um aipim, uma taioba pra refogar, uma banana amassadinha pra dar pros bebês. Comida é o que vem do chão que a gente pisa, não da lua.”  “Mãe! Ô mãe! Que que tem nessa sopa?” O resmungo dos filhos a trouxe de volta dos pensativos.  Continuava sem saber o que responder. Misturou a ração da Prefeitura na água quente, colocou o miojo pra dar uma alegrada, uma pitadinha de sal. Sabe lá o que tinha na sopa. Lembrou-se da música que uma das patroas tocava na hora de dar papinha pro nenê. Começou a cantarolar: "Que que tem na sopa do nené...

O beijo do fuzil

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O beijo do fuzil Tem gente que nasce em berço esplêndido. Tem gente que nasce virada pra lua. Marisa nasceu preta e favelada. Virou doméstica, diarista, ambulante e foi se virando que conseguiu dar pro filho um casaco e um boné de marca.  Tem menino que quer ir pra Disney.  Tem menino que quer ir num jogo da Champions.  O dela queria vestir o boné e o casaco da vitrine.  Foi o vizinho que acordou Marisa. Corre lá que os PMs tão dando um esculacho no seu filho e na sua filha.  Marisa salta da cama e chega na cena de pijama. Meus filhos não são traficantes, não senhor. Essas roupas de marca eu comprei na prestação. Sou trabalhadora, aqui não tem nenhum bandido. A roupa é do shopping, mas e o radiocomunicador, heim? Tem rádio aqui não, senhor. O PM resolve aplicar sua própria justiça. Manda Marisa bater nos filhos. Senta mão neles, mas senta forte, que senão batemos nós. Marisa nega. Nunca bati em f...

A xota na TV

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A xota na TV Lado A O menino assiste TV. De repente, sua série preferida é interrompida por uma xoxota gigante, 42 polegadas, em close ginecológico. Ele pula do sofá e sai gritando pela casa: “Tem uma xoxota na TV! Tem uma xoxota na TV! Mãe, mano…quem tá vendo pornô?” A mãe e o irmão mais velho chegam rapidamente. O irmão é o primeiro a falar: “Nossa, é mesmo! Tem uma xoxota na TV! Você tava vendo pornô, Fulaninho?” “Eu não! Tava vendo uma série. De repente essa xoxota aí apareceu na frente da TV”. A mãe faz expressão de brava: “Se não foi o Fulaninho, foi você, Beltrano. Você tava vendo pornô?” “Não, né. Tava estudando pro vestibular. Nossa, como será que isso aconteceu? Será que foi o vizinho?” O pequeno olha pra tela intrigado: “Olha, ela está deitada em cima de uma toalha cor de rosa. Epa, pera aí…Mãe! Você está enrolada na mesma toalha! ESSA XOXOTA É SUA!!!!!” “Que absurdo! Claro que não! Como minha xoxota ia aparecer na TV?! Você...

Largo da Batata

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Largo da Batata Conheci Rafael no busão. Gato.  Eu tinha pouco mais que 20 anos, recém separada, com um filhote pequeno e trabalhando de babá. Uma hora e meia de condução pra ir pro serviço. Duas horas pra voltar.  Rafael era a parte mais legal do meu dia. Minha mão suava e meu coração disparava quando aqueles olhos verdes safados sorriam pra mim. Casei com 18 anos, virgem. Conheci meu marido na igreja.  Nossa grana era pouca, então mantive meu emprego de babá que pousava na casa dos patrões e folgava a cada 15 dias. Demorou pouco pra descobrir que nos dias que eu estava no serviço, meu marido trepava com outra na nossa cama. Arrumei outro serviço de ir e voltar todo dia, assim mesmo não deu certo com a gente. Separamos. Mas o pastor disse que meu casamento era eterno.  Tentei me manter fiel, mesmo depois da separação.  Daí o busão me trouxe o Rafael. Gato. Transamos pela primeira vez num quartinho de pensão no Lar...

Uma espírita a favor da legalização do aborto

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Sou espírita de berço. Nasci numa numerosa e maravilhosa família de seguidores do Kardecismo e nunca, nem por um momento, pensei em ter outra religião. A filosofia espirita me satisfaz plenamente e tem um significado muito grande na minha vida. Cresci fazendo culto no lar, frequentando evangelização em centro espírita, mocidade, participando de trabalhos de cura e mediúnicos. Aprendi ainda muito nova que o aborto deve ser proibido pois o espírito que está reencarnando se conecta ao embrião no momento da concepção. Abortar é negar ao espírito a chance de reencarnar. Não apenas aceitei essa máxima como, durante anos, a tive como cláusula pétrea no meu sistema de valores. Me tornei mãe e procuro transmitir aos meus filhos essa doutrina que sempre me segurou nos piores perrengues da vida. Um dia, conversava com um dos meus filhos sobre o aborto e ele me disse que era a favor. Aquilo me chocou. “Como assim a favor do assassinato de inocentes? Como assim tirar do espírito a...

O dia das mães é uma merda!

via GIPHY O dia das mães é uma merda! As tias contam que sua mãe, já falecida, havia sido uma menina “terrível”. Os causos que justificam tal adjetivo são muitos. Desde pequena, a mãe nunca gostou de usar roupas. A vó teve que costurar suspensórios nas suas calçolas para ela não conseguir arrancá-las e sair peladinha por aí. Era briguenta como o cão. Uma vez, voltando da escola, ao ser perseguida por um bando de moleques, pegou um ramo de primavera que encontrou numa pilha de podas e foi pra cima deles, botando todos pra correr.  Contam também que ela amava plantas. A ponto de transformar qualquer lata de Parquetina, óleo, banha, sabão, em vasinho de flor. Um dia, para provocá-la, o irmão mais velho destruiu todos os vasinhos. Irada, ela atirou-lhe uma chave, que naquele tempo eram imensas, e quebrou-lhe um dente. Adorava brincar de trapezista e uma de suas brincadeiras preferidas era rodopiar no varal, até que um dia caiu e quebrou o coccyx. A filha se lembra...

Chá de Revelação

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“Amoras, fui convidada para um Chá de Revelação.” “Chá de Revelação? Qué isso?” “Tentem adivinhar?” “Já sei…o garoto ou a garota convida a família: vó, vô, pai, mãe, tio, primos, babá, vizinhos. Senta todo mundo na sala e, de repente, sai de dentro do armário. Revela que é gay. E as pessoas tem que levar presentes pra montar o novo guarda-roupa.” “Ai, eu já pensei outra coisa…você convida família, amigos, galera, senta todo mundo em círculo e serve um chá tipo lírio, sei lá, desses de erva que abre a mente, sabe? Daí o chá vai circulando enquanto as pessoas compartilham suas revelações.” “Não, gente. É uma piração beeem maior.” “Maior? Então só pode ser reunir todo mundo pra tomar o chá revelador e, quando tá todo mundo locão, o fulano ou a fulana pula de dentro do armário.” “Não, pior ainda. Chá de Revelação é convidar os parentes e amigos pra revelar o sexo do bebê depois do ultrassom.” “Sério! Existe isso?! Que bizarro!” “Menina, as pessoas...

O criado-mudo.

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A mãe mexe no celular quando o filho, rapazola, se aproxima: “Mãe, o que é isso?” Ela responde sem olhar: “Isso o quê?” O moleque bufa: “Isso! O que é isso que achei na gaveta do seu criado-mudo?!” A mãe levanta os olhos e vê o garoto lhe apontando um objeto. Ela responde calmamente, sem mudar de expressão: “Um vibrador. Você sabe o que é isso.” O menino arregala os olhos: “E o que isso está fazendo na sua cabeceira?" A mãe ergue uma sobrancelha e, incorporando a diva de cinema mudo, devolve calmamente: “Você quer mesmo que eu te explique?” O adolescente franze o rosto com asco: “Ai...que nojo! Você é minha mãe! Eu não estou pronto para saber dessas coisas.” A mãe estica a cabeça e faz cara de quem não está entendendo: “Bom, se você não está pronto, por que mexeu no meu criado-mudo? Não sabe que em criado-mudo de mãe não se mexe? Criado-mudo é zona proibida. Você procurou e achou. Agora seja mocinho e lide com esse ...

Piolhinha

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Piolhinha A classe dos pequenos padecia com uma infestação de piolhos.  Todos os esforços que estavam sendo feitos para resolver o problema pareciam ser em vão. A escola mandava bilhete, os pais tratavam, os piolhentos eram afastados alguns dias e devolvidos sem sequer uma lêndea, mas logo os bichinhos voltavam a atacar sem piedade o couro cabeludo da meninadinha. A mãe não aguentava mais. Sua filha parecia que tinha néctar para atrair piolho. Era mandar pra escola que voltava coçando a cabeça.  Resolve tomar uma atitude. Ela era muito boa nisso. Encontra a professora na porta da sala e, num momento privado, dispara: - Escuta, não é possível isso que está acontecendo! Com certeza tem um foco, alguma criança que a mãe não está tratando. Quem é? A professora olha para um lado, olha pro outro e solta num cochicho:  - A Fulaninha. Você sabe, a mãe dela é supernatural. Tipo super mesmo…não gosta de produtos químicos e se recusa a passar qu...

Sherekas na praia.

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Sherekas na praia. Três mães tomam caipirinha na areia enquanto os filhos estão no mar pegando jacaré.  - Gente, a Fulana veio me pedir um conselho. O Beltraninho quer ver mulher pelada e pediu que ela compre uma Playboy pra ele. Ela não sabe se compra ou não. - Quantos anos o Beltraninho está? - Dez. - E o que você disse pra ela? - Disse pra comprar logo a revista pro menino, oras! - Ah, me desculpe, mas eu discordo. - Como assim? - Flor, deixa eu te dizer, mãe é mãe. Tem um código. E nesse código está escrito que não fornecemos álcool, cigarro, maconha e mulher pelada. - É verdade. Ele que se vire. Dez anos já consegue espiar num buraco de fechadura, roubar revista da portaria do prédio… - ...Google, flor. Vai dizer que ele ainda não aprendeu a digitar “mulher pelada” no Google? (Risos) - Aliás, outro dia uma amiga minha foi fazer uma busca no Google, botou a letra "S" e o Google completou "Shereka". (Risos) Foi o filho dela...

Músico de rua.

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Músico de rua. É do tipo de mãe que procura apoiar o filho em todas as suas iniciativas.  Aos cinco ou seis anos, o menino inventou de tocar um instrumento na rua, como os músicos que via nas idas ao centro da cidade. E levaria seu chapéu de mágico para colher as moedas que por acaso alguém lhe desse.  A mãe comprou a ideia na hora. Achava positivo ele viver essa experiência. Foram até a praça central e escolheram um cantinho movimentado para o garoto tocar. Puseram o chapéu para os trocados e combinaram da mãe ficar meio afastada, num ponto onde ele pudesse vê-la.  O menino começou a tocar sua concertina e logo chamou a atenção dos transeuntes. Uns achavam fofo aquele menino tão pequeno e tão concentrado em tocar seu instrumento. Outros sorrindo lhe davam moedas ou guloseimas. Alguns paravam pra ouvir.  Ficaram ali uma meia hora. O menino encarnado no papel de músico e a mãe orgulhosa espiando de longe. Até que um guarda se aproximou e...

Bafômetro

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Bafômetro Mães se encontram para uma tarde de amizade e filhos. “Menina, te contei que fui parada na blitz do bafômetro?” “Não! E aí?” “E aí que eu estava voltando de um jantar e tinha tomado umas cervejinhas.” “Jura?! E você foi pega?” “Vai escutando…eu disse pro guarda que tinha visto um documentário sobre o assunto e que não era obrigada a produzir prova contra mim mesma.” “E ele?” “Ele riu e disse que ia ter que me levar. Não sei pra onde, mas ia me levar. Daí ele me perguntou, bem na boa, se eu tinha bebido.” “E você contou?” “Ah, contei que tinha bebido uma ou duas cervejinhas e que não ia fazer o teste nem morta. Ele foi bem solidário, sabia? Disse pra eu relaxar e soprar que podia dar bem baixo e isso não era tão grave. Eu pedi um tempo para pensar. Encostei o carro e fiquei ali parada sem saber o que fazer. Rezei pra tudo que é santo. Até que passou um tempo e ele voltou dizendo que não dava mais pra esperar. Ou eu soprava ou ele ...

TDAM - Transtorno de Déficit de Atenção de Mãe

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TDAM - Transtorno de Déficit de Atenção de Mãe O menino sempre foi muito esperto e inteligente. Mas não tinha uma relação tranquila com a escola. Apesar de mais velho da turma, foi um dos últimos a ser alfabetizado. Era distraído, irrequieto, ao mesmo tempo participativo, do tipo que sempre se destaca na classe, mas quando chegavam as notas, estava sempre na média, ou abaixo dela. Em casa, só parava quieto pra jogar videogame. A tarefa era um transtorno. Levava horas para fazer um exercício facilmente solucionável em 15 minutos. E sempre a pulso.  Os pais e a escola conversaram algumas vezes. A conversa sempre muito boa. O menino é mesmo desatento, nada fora do normal, mas é preciso sempre “buscá-lo”. Traçaram combinados de ações conjuntas. E tudo caminhou relativamente bem, respeitando-se o ritmo e o jeito do menino, até que veio o famigerado quarto ano. A escola construtivista não aplicava provas até o terceiro ano. Esse processo de avaliação iniciava-se a...

Miley Cirus, coma feijão.

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Miley Cirus, coma feijão. Família reunida em volta da mesa para o almoço de domingo. A pequena, de sete anos, começa a cantarolar uma música enquanto se move sensualmente na cadeira e lambe a colher de um jeito suspeito. Um segundo de constrangimento e a mãe entra em cena do jeito mais natural que consegue:  "Filha, que é isso?"  O primo, da mesma idade, responde por ela:  "Tá imitando aquela cantora que canta PELADA aquela música da bola."  "Ãhn?! Que música, que bola?"  As crianças descem da mesa e voltam correndo com um tablet.  "Olha, mãe, o vídeo da Miley Cirus...tá vendo..."  A família se reveza para assistir ao clipe que mostra a ex-personagem da Disney, Hanna Montana, balançando nua numa bola de demolição enquanto lambe um martelo de forma bem sugestiva. Tentando se recompor do susto por "aquilo" estar no tablet dos titicos, a cunhada comenta:  "Nossa, mas por que ela lambe ...

Mãe, você é incompetente.

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Mãe, você é incompetente. Você não vai conseguir parir. Mas não se preocupe, médicos treinados e maternidades equipadas tirarão esse bebezinho da sua barriga num piscar de olhos, sem correr risco de você atrapalhar o parto ou o final de semana da equipe.  Você não vai conseguir amamentar. Mas não se preocupe, multinacionais da maior idoneidade produzem mamadeiras e fórmulas sensacionais, que alimentarão seu bebezinho até melhor que essas suas tetas.  Você não vai conseguir cuidar da família e da carreira. Mas não se preocupe. Uma extensa rede de babás, berçários e escolinhas darão café da manhã, almoço, banho, janta e colo, para que seu filho cresça feliz e você não perca o foco.  Você não vai ter tempo para fazer comida caseira. Mas não se preocupe, nas prateleiras das melhores casas do ramo você encontrará potinhos de comida pronta tão deliciosa, que seu bebê nem vai perceber que não foi preparada na sua cozinha.  Você não vai conseguir ...

A namorada da filha do Sílvio.

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A namorada da filha do Sílvio. O garoto se aproxima da mãe com cara de aflito. "Mãe, segunda-feira vai ter balada teen no Puxadinho. O Thiago me convidou. Eu posso?" Pela expressão do garoto, a mãe percebe que ele queria muito ir e temia mais ainda que os pais não permitissem. "Balada teeen numa segunda-feira?" "Estamos nas férias, lembra? Deixa mãe, todos os meus amigos vão. E eu nem vou ter que pagar os 25 reais da entrada porque o bar é da namorada da tia do Thiago. Ela coloca nosso nome na lista." O menino continua explicando. Não ia ter álcool, maior de 18 anos não entra etc, etc, etc. Mas a mãe, a partir daí, só vê os lábios dele se movendo e não presta atenção em mais nada. Estava focada na descoberta da namorada, com A no final, da filha do Sílvio, amigo da família e avô do Thiago. Antes que transparecesse o que ia na mente, trata de encerrar o assunto com a resposta padrão para todas as situações saia justa da maternida...

Mães, pintos e maisena.

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Mães, pintos e maisena. Depois de uma tarde deliciosa com a molecada escorregando no sabão, o amigo do filho grita: "Tia, uma formiga picou o meu pinto. Tá ardendo muito! Eu quero ligar pra minha mãe!". Experiente na arte de receber coleguinhas, a dona da casa dá o fone pro garoto. Ligar imediatamente pra mãe é um direito garantido a todo pequeno visitante. A conversa foi breve e o menino desligou muito contrariado. "Eu quero que minha mãe venha aqui ver o meu pinto…" Ele reduz o tom de voz e evita olhá-la no olho: "…mas ela disse que é para eu mostrar para você antes." O menino ensaia abaixar o calção, mas não tem jeito. Aos 11 anos, não é mais pra qualquer mulher que se mostra o dito cujo. Ela tenta relaxá-lo: "Você está com vergonha? Não tem problema. Quando quiser que eu olhe, me avise." O menino liga novamente pra mãe. A conversa dessa vez é mais longa: "Mas mãe, eu ainda quero dormir aqui…mas você...