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Bota Bee Gees na vitrola

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Bota Bee Gees na vitrola Semana passada fui ao cinema assistir a versão remasterizada dos “Embalos de Sábado à Noite”. Homenagem aos 40 anos do filme que foi um dos mais marcantes da minha geração. A gente morava no interior de São Paulo e queria muito ver esse filme, em cartaz no Cine Bristol, da rua General Osório. Mas eram os tempos da ditadura (a primeira, dos milicos) e, depois do curta metragem nacional e do futebol do Canal 100, entrava a famigerada cartela da censura dizendo que o filme era proibido pra menor de 18 anos. Eu era dimenor e necas de poder ir. Então, nossas tardes eram sentadas ao redor das meninas mais velhas ou das destemidas, que tinham carteirinha de estudante falsificada, pra escutar de novo e de novo, como num disco riscado, todos os detalhes das história de amor do Tony Manero com a Stephanie. Amávamos John Travolta e odiávamos a rival da Stephanie, Annette, porque era abusada e oferecida (mal sabíamos então que as abusadas e oferecidas ai...

Contém zoofilia, adultério e degeneração familiar

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Contém zoofilia, adultério e degeneração familiar  Era uma vez uma princesa, chamada Leda. Ela era tão linda, mas tão linda, que logo apareceu um rei querendo esposá-la. Leda aceitou e eles foram viver no Reino de Esparta. Todos os dias, depois de tomar seu café da manhã de rainha, Leda deitava-se na grama para um delicioso banho de sol. Naquele tempo não tinha biquini, então Leda ia nua mesmo.  Esse arreganhamento todo chamou a atenção de um cara do andar de cima, chamado Zeus. Zeus pirou no corpão da moça e fez um plano para possuí-la. Transformou-se num cisne e assim conseguiu entrar no jardim da rainha. Ao ver aquela ave com aquele pescoção, Leda não resistiu. Voou pena pra todo lado.  Naquela noite, Leda ainda transou com o rei Tíndaro. O resultado desse dia muito louco foi uma gravidez que deu a luz a dois ovos. De um dos ovos nasceram as gêmeas Helena e Clitemnestra e do outro, Castor e Pólux. Naquele tempo também não tinha DNA, então não se sabe ...

Morte aos chatos.

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Morte aos chatos. Os ecologistas que me desculpem, mas se tem uma espécie que precisa ser extinta, é a dos chatos. O eterno chato. Aquele que, num banquete romano, dizia que achava absurdo atirarem pessoas para os leões e todos pensavam: "Ai meus Deuses, lá vem o chato." Naquele tempo, quem quisesse encontrar um chato, era só ir ao setor de cumbucas de barro do mercado. O chato nunca usava as de chumbo, pois desconfiava que faziam mal à saúde. Se tem uma coisa que chato sabe fazer é desconfiar. Queria ver o povo revirar os olhos? Era só o chato começar a falar que o negócio de importação de mão de obra negra para trabalho escravo tinha que acabar. E não adiantava argumentar que a economia precisava do setor, que ia causar desemprego nos estaleiros e nas fábricas de chicotes, que ia faltar gente pra tocar os engenhos e abanar as sinhás acaloradas. O chato respondia que ia surgir uma nova ordem mundial e essa era a dica pra você sair de fininho porque ...

As mães de "Orgulho e Preconceito".

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Se você é fã da escritora inglesa Jane Austen e caiu aqui em busca da visão de um especialista, fuja! Mude rapidamente de blog. Sou uma leitora amadora e escrevo porque estou participando de uma roda de leitura sobre o livro "Orgulho e Preconceito", promovida pela Vanessa, do Fio de Ariadne. Aderi ao desafio, porque já tinha lido este livro, adorado e achei interessante relê-lo e discuti-lo numa nova fase da minha vida. Gosto muito do texto da Jane Austen. Acho-a delicadamente irônica. Ela consegue descrever com sutileza e bom humor os costumes da sociedade inglesa do início do século 19, construindo frases impagáveis, com um humor inteligente e nada escrachado. A primeira coisa que me chama atenção quando leio livros ou vejo filmes sobre os ingleses de outrora é que ninguém trabalha. Incrível como eles conseguem levar a vida jogando baralho, escrevendo cartas, lendo livros e viajando. Ninguém de respeito pega no batente. Alguém pode me explicar de onde vinha a renda d...

Promoção - Festival Internacional de Cinema Infantil

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O Ombudsmãe está ajudando a divulgar um evento bem bacana que acontecerá em algumas cidades (na minha não! Snif, snif....). É o Festival Internacional de Cinema Infantil, organizado pela Carla Esmeralda e pela Carla Camurati e que será exibido em alguns Cinemarks, a um preço bem popular. Em São Paulo, a festa da abertura acontecerá no dia 12, quando 10 filmes do Festival estarão em cartaz, simultaneamente, no Cinemark Eldorado. O Ombudsmãe vai sortear um ingresso para este evento, válido para 4 pessoas. Para participar, você só tem que colocar no seu blog um textinho divulgando o FICI, com um link para o site deles - www.fici.com.br . Depois faça um comentário neste post avisando da sua participação. Não esqueça de colocar o endereço do seu blog. Mas, tem que ser vapt vupt. Segunda-feira, dia 7/9, é o último dia para participar. Se você ganhar, depois conte pra gente como foi. Se não ganhar, enxugue as lágrimas, junte a molecada e vá ao Cinemark conferir a programação, porque vale a p...

Filme bom em cartaz.

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Ontem segui a dica da Lígia Mostazo, do blog da Lígia e fui ver um filme maravilhoso: À Deriva, do Heitor Dhalia. Adorei. É um filme de uma delicadeza extrema, que me fez refletir sobre coisas que eu guardo nas profundezas e que, de repente, ficaram "à deriva". Algo meio parecido com o que senti quando assisti "Beleza Roubada" do Bertolucci. Só que naquela época não era mãe, portanto, as sensações foram outras. À Deriva é um filme sobre família, relacionamentos e escolhas. Me impressionou muito o papel da Debora Bloch, linda, verdadeira e de cara poderosamente limpa. É raro ver uma mãe assumindo que nem tudo são flores e que mesmo amando intensamente nossos filhos há momentos em que sucumbimos. E como... O filme também retrata a descoberta, pelos filhos, de que os pais são absolutamente humanos. Que também erram, amam, têm desejos, ficam perdidos. E que essa descoberta, apesar de dolorida, é benéfica. Bom saber que pais não são totens. Há muitas outras leituras e u...