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Mostrando postagens com o rótulo marido

O cornuto

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O cornuto Quando saio bicicleta, volta e meia passo numa esquina onde há sempre um velhinho sentado em uma cadeira de rodas, tomando sol e olhando o movimento. Numa dessas vezes ele acenou para eu me aproximar. Sinal verde. Velhinho fofo, italianíssimo, carismático e eu desesperada por uma socialização. Bora parlar. Mal me aproximo e ele começa a falar sem parar numa voz rouca e baixa. Explico que ele precisa falar mais devagar pois não falo bem o italiano. Ele abre um sorrisão, que eu diria até safado, se tivesse todos os dentes. Diz que logo viu que eu era gringa e que sou belíssima! Elogio na minha idade não importa de quem, quando e onde vem. Aceito, obrigada! Nos apresentamos com um aperto de mão. Ele me diz que se chama Vitório.  Gentileza daqui, gentileza de lá, eu já ia dando arrivederci, quando ele diz que na Itália amigos se abraçam. Sinal amarelo. O abraço não é tão comum por essas bandas onde estou, sendo que até as mulheres se ape...

Dois pais

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Dois pais.  A filha de um deles tinha cinco anos e desenhava na mesa da copa. No calor tórrido do noroeste paulista, ela usava uma calcinha de crochê vermelho. O filho do outro já era adulto e consertava o fogão da residência. Tinha tocado a campainha e perguntado se tinha fogão pra arrumar. Na boa fé das gentes do interior, ele foi colocado pra dentro e levado pra cozinha. A menina não suspeitou quando o rapaz se aproximou por trás e pediu pra ver seus desenhos. Ficou feliz quando ele começou a elogiá-los. Só achou estranho quando, em meio aos elogios, sentiu os dedos dele entrarem por dentro da sua calcinha.  Ele era tão simpático, mas aquilo era entranho. E, ao mesmo tempo que uma voz lhe dizia: “Isso não é nada, é só carinho", a outra incomodava: “O papai te faz carinho assim? Seus tios te fazem carinho assim?" A menina resolveu afastar-se. Correu para o quarto da mãe, encolheu-se num canto e botou na boca o dedão que há anos não chupava. Qu...

Pré-esposa

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Mozão, Eu sei que você até hoje não entende porque fico tão brava quando você dá uma “pré” nas tarefas que dividimos na casa. Imagino que realmente seja difícil lidar com meus surtos toda vez que você encara uma pia cheia de louça suja e, vinte minutos depois afasta-se, deixando-a ainda repleta de louça para lavar: “Dei uma pré-lavada”. “COMO ASSIM PRÉ-LAVADA?!”. “Ué, dei uma enxaguada pra depois ficar mais fácil.” “FÁCIL PRA QUEM? ”. Você engasga e a louça começa a voar. Ou quando você tira a roupa lavada da máquina e ao invés de pendurá-la, faz uma pilha de roupa molhada sobre o varal de chão, no inovador módulo pré-pendurada. Espano também com as pré-varridas. As varridinhas onde passa o padre, “um quebra galho até alguém dar uma varrida mais profissa.” Mas reconheço que meus pitis pré e pós-arrumação fazem um mal danado ao nosso casamento. Você fica magoado, achando que eu não reconheço sua participação. Eu fico irada, me sentindo uma otária. Então, para acabarmos ...

Novos pais.

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Um belo dia, ela dispara: "Quer saber de uma coisa, para mim deu. Não faço mais nada para evitar filhos." O marido achou prudente não dar trela. Nem precisava. Ela estava a mil: "Já cumpri com minha responsabilidade no setor reprodutivo desta família. Já usei diafragma, pílula, diu de cobre, diu com hormônio, camisinha, tabelinha...já engravidei, pari, engordei, amamentei, fiz parto normal, fiz cesárea, fiz simpatia...chega. Daqui para frente é com você." O marido deve ter ponderado muito antes de responder: "Ãhn?" "É...agora é com você. Se quiser usar camisinha, gozar fora, vasectomizar...é com você. Eu não vou mais me preocupar com isso. E se eu engravidar de novo, vamos ter mais um filho." "Ô loco." "Então se vira. O setor reprodutivo dessa casa agora está sob nova direção." O marido é categórico: "Vasectomia nem pensar. Mas fica tranquila que vou fazer tudo direitinho". E fez. Alguns meses depois ela ...

Traição

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Traição O marido entra sorrateiro. Pouco antes de chegar na cozinha dá de cara com a esposa. Ele a cumprimenta rapidamente, evitando olhá-la nos olhos. Mulher: - Não acredito! Marido: - Desculpe... Mulher: - Por que você fez isso? Marido: - Aconteceu, eu... Mulher interrompe: - Mas não pode acontecer. Marido: - Eu sei...você tem razão, mas às vezes a gente descuida... Mulher: - Ah, não vem com essa. Com esse tipo de coisa não pode ter descuido. Alguém te viu? Marido desvia novamente os olhos e fala baixinho: - A Sílvia. Mulher exclama: - A Sílvia! Não! A cidade inteira e você me topa logo com ela?   Ela te viu? Marido: - Viu, claro. Conversou comigo. Mulher: - Disse o quê? Marido: - Perguntou se você sabia que isso estava acontecendo. Mulher: - Sabia que ela ia perguntar...E o que você disse? Marido: - Disse que não...e que se você soubesse ia me matar. Mulher: - Bom, pelo menos foi honesto. Tô quase te esganando. Ah...isso não podia ter acontecido... Marido: - ...

Maridos e presentes, a saga continua.

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Para quem deu risada no ano passado, com o texto sobre presentes de marido para o Dia das Mães (os comentários são mais engraçados ainda), prepare-se pois, eles se superam a cada ano. A primeira mãe, no seu Santo Dia, ganhou uma faca. Não era uma faca qualquer. Era uma faca artesanal, francesa. Meio faca, meio canivete. Excelente para uma réplica de Ramba chique. Olhou para o marido com cara de interrogação. Quem colecionava facas daquele tipo era ele. Depois de um tempo veio a explicação. Ele tinha se deparado com uma oferta incrível. Mas a loja só vendia o conjunto com 3 unidades. Ele arrumou alguém que comprasse 1 delas. A outra ficou com ele. E a terceira, ele deu pra ela no Dia das Mães. Ela respirou fundo e aguardou. No Dia dos Pais, comprou-lhe uma panela de pressão. A amiga alertou: - Ele vai te dar uma panelada na cabeça! A resposta veio rápida: - Ele que tente! Eu tenho uma faca! === A segunda mãe já tinha ficado a ver navios no seu Dia. Esse ano, resolveu...

Mamãe e a perereca.

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Mamãe e a perereca. "- Olha filho, uma perereca! Ali...no cantinho. Que linda, vamos pegá-la? Traz pra mamãe aquele copinho...isso, devagar pra não espantá-la. Devagar...pegamos! Ai que fofa! Que cor é a perereca? Vermelho não, filho. Ela é verde. Não é bonitinha?! Ela sabe nadar, quer ver? Vamos soltá-la na lagoa! Papai, vovô, venham! Nós vamos soltar a perereca no laguinho! Isso, filho...leva até o laguinho e solta. Cuidado pra ela não fugir. Isso, tchau perereca! Pessoal, vamos bater palma pra perereca nadando. Olha...um peixe! Nossa! Que é isso?! O peixe engoliu a perereca! Não nenê, não chora! O quê? Não...a mamãe não consegue pegar o peixe e abrir a barriga dele. Papai, faz alguma coisa. Não...explicar o ciclo da vida não vale. O menino nunca mais vai comer peixe. Ai, Senhor, e pensar que a bichinha estava vivinha, até eu capturá-la. Vocês estão rindo do quê? Não estão vendo que eu e o nenê estamos sofrendo com essa situação? O que?!...a perereca tá sofrendo mais ainda?!! Eu...

Quero ser pai.

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O menino andava estranho. Deu para ter medo de dormir no quarto dele. Dizia que lá tinha um monstro. A mãe tentou de tudo. Homeopatia, dormir com ele, prece pro Papai do Céu, evitar desenhos agitados à noite, luzinha azul, esporte de dia pra cansar à noite, benzedeira. Mas o pânico persistia. Seu último recurso, pensou, seria uma psicóloga. Até que o pai disse: "Vou resolver essa história do meu jeito. Tudo bem?" Na última madrugada, quando o menino gritou assustado, o pai foi até o quarto dele segurando uma enorme faca de churrasco. Acudiu carinhosamente o filho e disse: "Hoje eu vou dar um jeito nesse monstro. Fica lá fora com a sua mãe. Não entre no quarto até eu avisar que está tudo bem." O menino e a mãe saem espantados. O pai fecha a porta e eles escutam uns ruídos estranhos vindos de dentro do quarto. Móveis se arrastando, porta de armário batendo, gemidos, pancadas, som de luta, uivos, janela abrindo. O tempo passa nervoso. O barulho vai diminuindo. Até que ...

Maridos e presentes.

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O primeiro presente foi um desses aparelhos eletrônicos de última geração que fazem o maior sucesso entre os homens e as mulheres mal sabem qual botão que liga. Ela nem se lembra para que servia. Disfarçou o sorriso amarelo, disse que adorou e guardou no criado mudo. Dele. Alguns dias depois resolveu conversar. Explicou que tinha gostado do presente, que achava até fofa a geringonça, mas aquele era, claramente, um presente mais para ele do que para ela. Pediu que no próximo presente, ele se esforçasse para comprar algo pensando nela e não nele. Não precisava ser caro, nem sofisticado, apenas que fosse especialmente escolhido para a mulher que ele ama. O mimo veio depois que ele viajou a trabalho para a Europa. Dentro do embrulho havia uma camiseta do Hard Rock Cafe. Ficaram um mês sem conversar. E a faxineira adorou a lembrança. Achou prudente mudar de tática. Uma semana antes do seu aniversário, disse ao marido o que queria ganhar: "um tênis tipo All Star, bem básico, para eu usa...

Poderosa

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Essa história é a justa contrapartida para o texto sobre as "Ex" . Para essa ex, eu estico o tapete vermelho e bato palmas. Vinte e cinco anos de casada, filhos crescidos, casona com piscina, empregada, vida na sombra até que belo dia ela descobre que o marido a estava traindo com uma garota de 18 anos. Ao fundo, Maísa cantava "Meu mundo caiu". As reações poderiam ser várias, estamos falando de um fato passional. Mas a nossa personagem é a "Poderosa", lembram-se? Pois então, ela pega o telefone e liga para a outrinha de 18 anos. O recado foi seco e claro. "Eu sei que você está tendo um caso com meu marido, sei que estão apaixonados e, por isso, estou indo embora. Você pode pegar suas coisas e mudar para minha casa. Quer dizer, ex-casa. Agora ela é sua." Isto posto, ela pegou suas malas e mudou-se para um flat. O tempo que levou para a menina aparecer de mala e necessaires na casona com piscina foi registrado no Livro dos Recordes. E a vida seguiu...

Cunhada começa com...

Este vídeo me fez rolar de rir. Foi enviado por minha cunhada super darling querida que, por coincidência, começa com...hahahahahaha. Uma conversa engraçadíssima, que só poderia acontecer na cama, entre marido e mulher. Divirtam-se e um ótimo final de semana.

Poderosas

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Quando eu era criança, mulheres casadas eram todas senhoras. Tinham cabelo de senhora, conversa de senhora, roupas de senhora e postura de senhora. Não importava a idade, se tinham 27, 35 ou 50 anos. Parecia que casar com o príncipe encantado e ter filhos automaticamente as colocava numa categoria de pessoas responsáveis, adultas, sérias, sensatas e principalmente, assexuadas. Como diz o Nelson Rodrigues "Como é possível fazer sexo com a Santa Mãe dos meus filhos?" De repente, surge na minha vida a Rita Lee. Com ela aprendi que era possível casar com o príncipe encantado e mesmo assim ter cabelos vermelhos flamejantes, franjinha, usar roupas descoladas, andar de tênis, fazer coisas bem insensatas e dar, dar muito, na cozinha, na sala ou até dentro da piscina, como na propaganda da Ellus (que você pode assistir abaixo). Santa Rita de Sampa, você ajudou a enterrar muitas futuras senhorinhas. Louvada seja! Depois veio a Madonna. Com ela aprendi que não só era possível casar, ...

Eu me rendo - Danuza Leão

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Este texto da Danuza Leão eu li na Folha há alguns anos. Achei bárbaro. A Sílvia do Silkelita o encaminhou pra mim outro dia. Foi uma delícia relê-lo. Quis compartilhar com vocês. Eu me rendo , por Danuza Leão. Quantas mentiras nos contaram; foram tantas, que a gente bem cedo começa a acreditar e, ainda por cima, a se achar culpada por ser burra, incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de vitórias e felicidades. Uma das mentiras: É a que nós, mulheres, podemos conciliar perfeitamente as funções de mãe, esposa, companheira e amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante. É muito simples: não podemos. Não podemos; quando você se dedica de corpo e alma a seu filho recém-nascido, que na hora certa de mamar dorme e que à noite, quando devia estar dormindo, chora com fome, não consegue estar bem sexy quando o marido chega, para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante. Aliás, nem a de companheira; ...

Neura neles!

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Americano é famoso por neurotizar tudo. Pode reparar. Coisas que eram simples e comuns por centenas de anos, de repente, viram um bicho de sete cabeças porque lá nos EUA é um bicho de sete cabeças. O politicamente correto é um exemplo. Outro dia alguém me disse que não se pode falar que é “desempregado”. O certo é “excluído do mercado de trabalho”. E meu filho acha muito chato o novo Tom e Jerry, que não são mais inimigos. “O outro era bem mais legal, mãe.” Milenarmente, gato persegue rato. Ponto. Quem será que foi o gênio que resolveu dar o bom exemplo? Qualquer criança percebe que fica esdrúxulo. A lista de neuras importadas dava o conteúdo de um site, mas neste texto me concentro em uma: alguém conhece a revista “Men’s Health”? Quem leu o texto "Mulheres Superpoderosas" criticando a disparidade entre revistas femininas e masculinas, vai adorar saber que agora há uma revista made in USA, publicada pela Abril, cheia de neuras e fobias para o “macho” moderno. A capa deste mês...