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Mostrando postagens com o rótulo educação

"Pai meteu bebida na filha pra f... gostoso"

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"Pai meteu bebida na filha pra f... gostoso" Se você nunca entrou num site de filmes pornô amador, entre. Eu fortemente recomendo, especialmente se você tem filhos. Estes sites hoje são os principais responsáveis pela educação sexual das nossas crianças e adolescentes. Foi conhecendo esses sites que entendi a reação dos meninos do Piauí que, ao serem pegos após o estupro de uma garota, disseram que não haviam feito “nada de mais”. Eles estão certos. Pela educação recebida através desses sites, violar uma garota não é nada de mais. Pelo contrário, é gostoso, divertido e pura safadeza pegar meninas bêbadas na balada, arregaçar novinhas, expor garotas dormindo e todo um cardápio de abuso que vai além de qualquer imaginação. E não são só as imagens que chocam pela crueza e pela realidade com que a sexualidade é mostrada, cada vez mais distorcida. Os textos que descrevem os filmes são grotescos: “Pai meteu bebida na filha pra fuder gostoso”, “Acariciando a amiga bêbada”,...

Solo pobre

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O aluno de 12 anos sente-se profundamente injustiçado pela reprimenda da professora e, diante da recusa dela em ouvi-lo, deixa escapar toda sua indignação: “Ah, vai se fuder, Fulana…não fui eu que fiz isso!” O palavrão dispara a indignação da professora que começa a berrar. Seus gritos ecoam pela escola e são ouvidos até do segundo andar do prédio - punição número 1. O garoto é mandado para a coordenação - punição número 2. Lá, tenta se explicar em vão. Aparentemente, nessa escola, dizer um palavrão ao professor é o mais grave delito. Tão grave que lhe priva o direito de ser ouvido - punição número 3. Ele é mantido na coordenação durante toda a aula e recreio - punição número 4. Recebe uma advertência para levar para casa - punição número 5. É encontrado tempos depois pelos colegas, sozinho num canto, chorando convulsivamente. As crianças se solidarizam com o amigo. Na vergonha. No excesso das punições. Na perda do intervalo. No berros da professora. No p...

A escola na sala de jantar.

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Ontem, só ontem, enquanto assistia ao filme Hannah Arendt, um pensamento me invadiu fino e fundo, como uma agulha de tricô e me virou o estômago e a mente: eu sei pouco, muito pouco ou quase nada sobre o nazismo. Um dos maiores crimes da atualidade contra a humanidade, com 6 milhões de pessoas sistematicamente assassinadas, e o que sei sobre o processo que levou uma sociedade dita civilizada a cometer tamanha atrocidade? Nada. O pensamento é talvez o mais rápido download que existe. Na mesma hora me conectei com a escravidão. Milhões de seres humanos arrancados de suas vidas e transportados como gado para servir de mercadoria. E o que sei realmente sobre esse fato, suas causas e consequências no mundo em que vivo? Praticamente só o que aprendi nas novelas das seis da Globo. Foi difícil continuar prestando atenção no filme. Vendo Hannah dar aula, refletindo de maneira tão aprofundada com os alunos sobre a natureza humana, me ocorreu que estudei numa escola estadual ...

“Professora, e seu eu te chamasse de vadia?”

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A sala do sétimo ano estava dispersa e, no meio da confusão, um garoto chama um grupo de alunas de vadias. Elas ficam muito indignadas e procuram a autoridade presente: a professora. A professora não dá bola. Negócio de criança, coisa da idade. A indignação aumenta. As meninas ficam ainda mais exaltadas e alguns garotos resolvem sair em defesa delas: “Ô profa, o moleque chamou elas aqui de vadias! Você não vai falar nada?!” A professora olha com cara de quem está cansada daquilo tudo e diz: “Depois vocês resolvem isso...lá fora no intervalo.” É quando um dos meninos a interrompe dizendo: “Profa, depois?! E se fosse eu que te chamasse de vadia? Você ia querer resolver agora ou depois?” O episódio ilustra bem como a construção da ética e do respeito nas relações ainda é uma realidade distante nas nossas salas de aula. E como a indignação do adulto é tratada com muito mais atenção do que a infantil ou juvenil. Na visão de muitos educadores, um conflito só ...

A Lista de Schindler escolar

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Algumas escolas pedem que os alunos elaborem um “sociômetro” quando é necessário mesclar diferentes turmas. A proposta, teoricamente, é muito simpática: cada criança elabora uma lista com 4 amigos. Essa lista serve para ajudar os educadores a montar as novas turmas, garantindo pelo menos um ou dois amigos por criança nas novas classes para que ninguém mude de turma sozinho. Tudo muito lindo, certo? Só que não. O que era para ser apenas um guia, acabou se transformando numa tortura infantil. Crueldade pura. Conversei com uma educadora que já estudou o sociômetro. Ela defende que a ferramenta seja usada, desde que não se revele aos estudantes o objetivo: “Pessoal, vamos falar sobre a amizade...sobre a importância dos amigos na nossa vida...blá, blá, blá...agora vamos escrever o nome de amigos queridos....”. E assim, as crianças elaboram as listas com sinceridade, sem saber o real propósito da atividade. Sacanagem com as crianças? Não. A educadora explica que um dos motivo...

"Ensina-me a proibir"

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"Ensina-me a proibir" Nas escolas e universidades da idade média, tocadas pela Igreja, um conselho de padres e bispos se reúne e decreta: “está proibido o uso dos livros nas salas de aula. Com os livros, nossos alunos se distraem, não prestam atenção, tem acesso a conteúdo inapropriado, compartilham um conhecimento que muitas vezes desconhecemos. Com os livros, perdemos controle.” Mudem a cena para 2015, coloquem os tablets e celulares no lugar dos livros e não é difícil concluir que estamos vivendo a mesma situação.  Enquanto algumas escolas estão incorporando as tecnologias portáteis no seu dia-a-dia, outras estão proibindo seu uso dentro dos muros. Não pode nem no intervalo e nem na saída. O motivo é praticamente o mesmo dos educadores medievais: medo da perda do controle. Aí vem a reflexão: tablets e celulares estão aí e ninguém mais duvida que vieram pra ficar. A internet também está aí e em breve será tão onipresente que as próximas gerações não cons...

O diploma de datilografia

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O diploma de datilografia. Abriu uma pasta com documentos antigos e se deparou com um diploma meio amarelado, de papel encorpado e pequenas trincas nas bordas. No cabeçalho, em letras pomposas, estava escrito “Diploma de Datilografia”. Pegou uma xícara de chá, sentou-se e deixou que viessem as recordações. Estava na sexta série quando a mãe a matriculou no curso de datilografia da Dona Cidinha. Lembrou-se da sala cheia de máquinas Remington, das pilhas de papel jornal que eram aos poucos preenchidas com linhas infinitas de A [espaço] Ç [espaço] S [espaço] L [espaço] D [espaço], dos dedinhos magros que voltavam para casa doloridos e sujos de tinta. Na família era regra que os filhos fizessem o curso de datilografia quando chegassem ao ginásio. Exigência dos pais para que eles se preparassem para o futuro.  Ironia.  O futuro virou presente, o mundo deu mais voltas que as bobinas de fitas preta e vermelha das máquinas de escrever e o curso tão impo...

Não me convidem para a reunião de Pais e Mestres.

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Não me convidem para a reunião de Pais e Mestres. Queridos educadores, Vocês vivem nos dizendo que a relação escola família é fundamental para o aprendizado dos nossos filhos. Eu também acredito nisso. Por isso lhes peço, na próxima reunião de Pais e Mestres, não me convidem. Prefiro não mais comparecer, pois todas as vezes que vou a esses encontros, saio achando que vocês não fazem questão alguma de se relacionar comigo. Não me levem a mal, mas acho que a reunião de pais e mestres é um momento precioso. Compareço a todas, buscando entender melhor a proposta educacional da escola, os projetos que vocês estão desenvolvendo, a avaliação dos caminhos trilhados e saber dos planos futuros. Gosto também de escutar os desafios, as dificuldades que o grupo enfrentou, os conflitos, ouvir relatos de como os nossos filhos estão aprendendo a viver no coletivo, com todas as suas dores e delícias. É muito legal quando a escola usa este tempo que passamos juntos para se apro...

A escola humanizada precisa existir.

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A escola humanizada precisa existir. Agora que a escola com tecnologia começa a existir , fica a pergunta: Quando os prefeitos e governadores vão investir na escola humanizada? Uma escola onde o respeito mútuo é a base das relações. Onde os alunos se sintam acolhidos, valorizados e queridos. E os mais vulneráveis se sintam seguros. Uma escola que defenda valores humanos, não apenas nos murais, mas no dia-a-dia, exemplificando na prática e na postura dos educadores, o que é ou não aceitável numa sociedade verdadeiramente humana e justa. Quando teremos escolas com prédios felizes? Espaços alegres e aconchegantes, como devem ser os locais onde se promove o saber. Locais tão queridos que as comunidades se apropriam, sentem-se parte e zelam por eles. E não lugares sombrios, com aparência de delegacias cinzentas, cheias de grades e cadeados, de onde a única coisa que se quer é fugir. Então, senhores governantes, quando virá a escola feita para promover o s...

A escola interativa começa a existir

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A escola interativa começa a existir. Uma das mais ousadas experiências em educação pública está pra acontecer em São José dos Campos. A cidade, polo aeroespacial, agora também vai levar tecnologia para todas as escolas municipais. É o projeto Escola Interativa, que já começou dando um notebook para todos os professores e instalando projetores interativos e banda larga de 30 mega, nas 600 salas de aula do ensino fundamental. Agora, a partir do segundo semestre, o projeto se amplia com a doação de um tablet por aluno do 6º ao 9º ano e, a partir do ano que vem, do 1º ao 5º. O que mais me chamou a atenção neste projeto é que, apesar de sua grandiosidade, ele foi concebido para ser apenas mais uma ferramenta para o professor, que ocupa lugar central no plano. O sistema lhe dá total autonomia de uso, permitindo que ele escolha como usar as ferramentas e quando. Também permite a gestão total dos tablets dos alunos. Por exemplo, ele pode bloqueá-los quando quer a galerinha focada em ...

TDAM - Transtorno de Déficit de Atenção de Mãe

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TDAM - Transtorno de Déficit de Atenção de Mãe O menino sempre foi muito esperto e inteligente. Mas não tinha uma relação tranquila com a escola. Apesar de mais velho da turma, foi um dos últimos a ser alfabetizado. Era distraído, irrequieto, ao mesmo tempo participativo, do tipo que sempre se destaca na classe, mas quando chegavam as notas, estava sempre na média, ou abaixo dela. Em casa, só parava quieto pra jogar videogame. A tarefa era um transtorno. Levava horas para fazer um exercício facilmente solucionável em 15 minutos. E sempre a pulso.  Os pais e a escola conversaram algumas vezes. A conversa sempre muito boa. O menino é mesmo desatento, nada fora do normal, mas é preciso sempre “buscá-lo”. Traçaram combinados de ações conjuntas. E tudo caminhou relativamente bem, respeitando-se o ritmo e o jeito do menino, até que veio o famigerado quarto ano. A escola construtivista não aplicava provas até o terceiro ano. Esse processo de avaliação iniciava-se a...

Quem escolhe a escola são os pais.

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Quem escolhe a escola são os pais. O menino chega em casa afoito:  - Mãe, no ano que vem, quero mudar de escola. Você me coloca no Octógono? - Ué, mas você adora sua escola! É por causa dos seus amigos, não? Alguns vão para lá no ano que vem e você não quer se separar deles.  - É, mãe. Todos os meus amigos vão estudar no Octógono e eu não quero ficar sozinho.  A mãe nega e a batalha começa. O menino pede, implora, tenta negociar, chora e faz malcriação. A mãe argumenta que ele fará novos amigos. Mas nada adianta e a insistência quase a leva à insanidade.  Ela se afasta aborrecida e quando a coisa esfria, chama o garoto pra uma conversa.  - Eu sei que você quer muito ir pro Octógono. É uma boa escola, alguns de seus amigos estão indo e você gosta demais deles. Também estou sabendo que um de seus melhores amigos vai pra lá e isso deve doer muito. Em você e nele. Mas, seu pai e eu levamos muito tempo escolhendo a escola que achamos ...

"Filho, se vira."

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"Filho, se vira."  O menino sai da escola bravo e muito agitado.  "Mãe, me tira dessa escola! Me tira dessa escola, já!"  "Nossa! O que aconteceu?!"  "Eu não aguento mais uns meninos da minha classe. O Fulano e o Beltrano ficam me zoando! Mãe, me põe noutra escola, hoje!"  O mãe fechou os olhos por alguns segundos. Sempre havia sido muito solidária com as queixas do menino, conhecia seus problemas de relacionamento, mas dessa vez não sabia como reagir. Respirou fundo, seguiu sua intuição e a fala veio como se estivesse tomada por outro ser.  "Filho, senta aqui e preste muita atenção no que vou dizer. Eu e seu pai já fizemos tudo o que podíamos pra te ajudar com os amigos da escola. Já conversamos com professora, com coordenadora, te trocamos de escola o ano passado, tornamos a falar com professoras e coordenadoras dessa nova escola, juntamos a turma pra um cinema, convidamos amigos pra brincar em casa. Voc...

Meu filho, seu aluno. Seu filho, meu aluno.

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Meu filho, seu aluno. Seu filho, meu aluno. Minha irmã, educadora que atua na formação de professores, me conta que sua filhota, de 5 anos, lhe pediu que arrumasse emprego na escola onde ela estuda. Ela repete a justificativa da menina: "Assim, você vai ser minha professora. E eu vou ser sua aluna querida. Vou ser sua ajudante, vou pegar coisas pra você no armário, vou tirar xerox, apagar a lousa, sentar no seu colinho na hora da roda, passear no recreio de mãos dadas com você...nós vamos poder ficar juntinhas o tempo todo!" O lado educadora da minha mana explica: "Identifiquei nessa fala dela algo muito significativo...ela começa a perceber que há um espaço onde ela deixa de ser filha e passa a ser aluna. Olha que legal!" "Legal? Eu achei que ela estava era com saudade de você", comentei. Minha irmã sorri: "Numa análise superficial parece isso mesmo. Mas na verdade ela está é relutante em perder o status de filha. Filhos ocupam uma ...

O papa no inferno e uma mãe no paraíso.

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O papa no inferno e uma mãe no paraíso. Aos pais que pediram a censura da Divina Comédia, Quando a professora dos nossos filhos solicitou a leitura da Divina Comédia, do Dante Alighieri, festejei. Não sei se pelo livro em si, um clássico, escrito por um dos maiores autores da humanidade, ou pelo fato de nossos filhos estudarem numa instituição pública e a professora não subestimá-los, indicando um livro que, definitivamente, é para os fortes.  Como muita coisa na vida, minha excitação não contagiou meu filho. O fato do livro ter sido escrito há mais de 700 anos foi motivo para desmotivá-lo. Sem nem virar a capa, achou-o velho e chato. E congelou nisso. Tentei de todas as formas encorajá-lo, mas tudo o que eu dizia parecia dar a ele ainda mais argumentos para rejeitar a leitura.  Na semana passada, como um milagre, tudo mudou. Meu filho voltou para casa empolgadíssimo, contando que vocês se reuniram com a professora para exigir que ela mudass...

"Filho, escolha bem seu mau exemplo."

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"Filho, escolha bem seu mau exemplo." Mãe e filhos assistem à entrevista do Giba, do volei, para um programa esportivo.  O repórter pergunta sobre o episódio do dopping e Giba esclarece que consumiu cannabis de forma recreacional, foi pego, virou notícia e se arrepende muito, pois por ser um atleta famoso, era exemplo de conduta para muitos jovens.  O caçula entra na sala: "Pessoal, marcaram a luta revanche do Anderson Silva! Vai ser em dezembro!" O mais velho complementa: "Que armação!" A mãe questiona? "Armação? Como assim?" "A luta que o Anderson Silva perdeu foi armada. Ele perdeu de propósito para marcar a revanche. Ele vai ganhar muita grana com essa segunda luta."  Indignada, pra variar, a mãe argumenta: "Não acho que foi armada. Acho que ele perdeu e inventaram essa história de armação para não ficar ruim pro lado dele. O povo infelizmente acha melhor um trambiqueiro do que um perdedor....

"Pais omissos é o caralho!"

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  "Pais omissos é o caralho!" Disseram que não sabemos dar limite aos nossos filhos. E eles invadiram o Congresso, desmascararam a Fifa e mandaram a Globo tomar no cu. Disseram que os mimamos demais e damos tudo que eles pedem. E eles espernearam até conseguir abaixar a tarifa do ônibus, derrubar projetos de lei duvidosos e movimentar a reforma política. Disseram que não ensinamos o respeito à autoridade. E eles não abaixaram a cabeça nem com bala de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral. Disseram que somos ausentes. E eles compareceram. Nos chamaram de desatentos. E eles atraíram a atenção do mundo inteiro. Falaram que era absurdo famílias desestruturadas, pais veados e mães sapatas criarem uma criança. E eles gritaram que absurda é intolerância e a homofobia. Nos acusaram de sermos frouxos por educarmos sem bater. E eles gritaram pela não violência. Previram que essa geração não teria futuro. E eles devolveram que ...

O gigante adormece na escola.

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O gigante adormece na escola.  A reportagem mostra o prédio da escola onde um aluno entrou armado. E depois o da delegacia para onde ele foi levado. Não consegui distinguir qual era um e qual era outro. São nestes prédios cinzentos e cheios de grades, com mais cara de presídio do que centros do saber, que educamos nossa garotada para a vida em sociedade. E o que acontece com as paredes não difere muito do que acontece em sala de aula. Se perguntam, querem tumultuar. Se questionam, estão desautorizando o professor. Se não querem ficar na sala, são vagabundos. Se não conseguem ver sentido na lição, são desinteressados. Se erram, são sem noção. Se não aprendem, tem déficit de atenção.  A indisciplina é tratada como violência.  A rebeldia como caso de polícia.  A criatividade como afronta. A opinião dos alunos sobre esta instituição, ironicamente criada para eles, pouco ou nada conta.  Quando querem falar, s...

Aprendendo a trocar na escola.

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Aprendendo a trocar na escola. A primeira Feira de Trocas de Brinquedos da escola do meu filho começou estranha. Não pelas crianças, mas pelos adultos. Estavam meio tensos, inseguros, sem saber o que iria acontecer. "Será que vai ter briga, tumulto, confusão?". Sentimentos compreensíveis. A troca é a transação mais presente na história humana, mas nossa geração desaprendeu essa prática. Tudo o que temos foi comprado. Hoje, as Feiras de Troca estão voltando como uma forma mais consciente e, por que não, econômica, de dar um novo destino aos objetos que não queremos mais. Como uma das mães que propôs a atividade para a escola, fui convidada a comparecer para orientar a garotada. De posse do microfone, veio o frio na barriga: "Orientar o quê? Se nem eu sei direito como faz?". Na hora me lembrei das experiências compartilhadas pela internet com outras mães que participaram de feiras semelhantes e improvisei as dicas: "Olhem o que interes...

Escolas que pensam.

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Escolas que pensam.  Me emociono todas as vezes que vejo educadores pensando fora do quadradinho do livro escolar e se abrindo para a vida. Essa semana, fui tocada pela reflexão dos educadores da EMEI Guia Lopes. EMEIS são escolas de educação infantil. Se pensarmos na hierarquia vigente, os profissionais que nela atuam são o chão da pirâmide, os menos reconhecidos e valorizados. Muitas vezes, até por si próprios. Infelizmente, permanece fortemente enraizada em nosso País a noção de que a criança pequena precisa de "tia" e não de educador. Tias são queridas e carinhosas. Mas seu lugar é em casa e não numa escola. Hoje sabe-se que existem habilidades a serem desenvolvidas na primeira infância, fundamentais para a vida adulta, que exigem conhecimento, formação e autonomia. Requer Professores. Com P maiúsculo, orgulhosos de sua profissão, cientes da sua importância e da imensa responsabilidade que é formar um pequeno ser humano. Por esse motivo, me impacto...