Respeito é bom e preserva os dentes.

Respeito é bom e preserva os dentes.
Cena lamentável: filho sendo estúpido com sua mãe. Filho adulto de mãe madura.
Já presenciei mais de uma vez. E muitas vezes as malcriações partiram de adultos que enchem a boca para falar da falta de limite que os pais de hoje dão para seus filhos. Ironias da vida. Na frente dos próprios pais, tais pessoas se portam como as crianças birrentas que tanto criticam.
Conversei com duas pessoas sobre o assunto. A especialista e a mulher do povo.
Da especialista em educação veio a valiosa dica: "é um comportamento que vem da infância. E que se não for bem trabalhado lá, se perpetua e acaba virando uma dinâmica no trato entre os membros da família. Os pais não podem ser condescendentes com estupidez quando os filhos são pequenos, pois eles crescerão agindo dessa forma."
Da mulher do povo veio: "Você viu o jeito que eles falaram com a mãe?! A mulher é idosa, mal anda e aquele bando de cavalos falando aquele monte de palavrão pra ela? Pois eu já avisei meu filho: "Tá vendo aquele tijolo? Fala um dia assim comigo que dou-lhe uma tijolada na boca e você nunca mais vai esquecer que isso não é jeito de se tratar uma mãe."
Daqui pra frente, tenho tentado mostrar aos meus hominhos (tentado...é bom frisar...) que protestar é direito legítimo de todo ser humano, mas existem maneiras de fazê-lo. A chapa começou a esquentar, me levanto e digo: "Você não vai falar assim comigo, pois isso não é jeito de tratar ninguém." Quando estão mais calmos, retomamos o assunto. Acho que estou dando dois recados. Primeiro, que devemos tratar a todos, inclusive aos pais, com respeito. Segundo, que não devemos aceitar jamais que nos tratem com estupidez. É respeito próprio.
Assim, espero não ter nunca que usar o tijolo que mantenho sempre à mão, no quintal. E salve a sabedoria popular.
Comentários
sou de uma família de quatro filhas de um casal que passou a maior parte dos anos se depreciando. Principalmente o meu pai nunca teve pudores em ser estúpido com minha mãe na nossa frente. Isso foi péssimo para nós, porque aprendemos que mandá-la calar a boca (e suas variantes) eram aceitáveis. Foi na adolescência que minha mãe mais penou para reconquistar o respeito roubado. Sem meu pai por perto, e com a maturidade, percebemos o quanto era inadequada aquela forma de falar. Hoje, mesmo quando estou sem paciência, sou muito compreensiva com minha mãe e a valorizo demais pelos anos que aturou tanta má falação.
Por isso, acho que o exemplo que o casal dá para os filhos é fundamental, e sem ele não adianta nem ameaçar com um tijolo...
Um beijo
A mais pura verdade.
Dizer não para este tipo de tratamento, não só evita a continuação de um ciclo horrível de maus tratos orais, como ensina os nossos filhos a terem amor próprio. A não aceitar que alguém faça o mesmo com eles. A desenvolver relações baseadas no respeito mútuo tanto em casa, como no trabalho e na vida.
Obrigada por seu comentário sincero!
Bjs!
Bjs!
Paloma e Isa
Quando minha mãe dizia isso há 30 anos atrás, eu achava engraçado.Hoje acho triste, pois se ela se escandalizava com as bobagens que eu aprontava na época, imagina agora!
Eu saía de casa com a saia no joelho, mas arrumava um jeito, no caminho da escola, de enrolar a dita cuja na cintura até ficar do comprimento que eu queria...Também era a guria da turma do fundão, conversava horrores(até hoje...), matava aula de inglês e quando meu pai era chamado na escola, lá vinha castigo, uns tapas, nada disso me traumatizou, pelo contrário, é o que me fortalece hoje na educação dos meus pirralhos.
Falta pulso dos pais, falta a presença constante na escola, falta vontade de estar junto dos filhos e não viver de terceirizar:a educação(escola e babás), o apoio e carinho(pseudo-amiguinhos)e o amor(qualquer um que se habilite).
Esteja junto do seu filho, escolha a via do carinho e da atenção, pode ser a mais difícil, concordo, mas será a mais gratificante, tenho certeza!
Ele voltou do final de semana com o pai, namorada do pai e avós todo esquisito, pois lá faz o que quer, como sempre. Quando voltou foi o de praxe, meio sem referência, meio “bocudo” (pois lá eles são assim). Mas dessa vez foi grosseiro e irônico comigo várias vezes. Não “voltava” ao normal.
Eu alertei nas primeiras e quando vi que ele não ia parar não tive dúvida, falei com voz firme e pausadamente: ME RES-PEI-TE! E nem quero falar com vc agora pq estou chateada demais pra isso. Amanhã converso com vc!
No café da manhã eu falei que ontem não estava reconhecendo o garoto educado ele é, que tinha ficado chateada por ele ter sido rude e malcriado. Ele fez cara de choro e me pediu desculpas mais de uma vez. Eu perguntei se aquilo era jeito de tratar as pessoas, se ele gostaria que eu fizesse isso com ele... depois disse que desculparia dessa vez, desde que isso não se repetisse.
Foi bom ter deixado para hj, pq se eu pegasse ele ontem um tijolo ia ser pouco,rs.
Bjs!
Daí identificar o ponto que não dá mais pra prosseguir sem agredir e interromper, é o melhor. Você deu um exemplo ótimo: "vou parar por aqui porque estou no meu limite. Preciso me acalmar pra gente continuar." E depois retoma o assunto quando ambos esfriaram a cabeça.
O duro é estar sempre atenta a isso. Filhos conseguem nos pegar tão desarmados!
Bjs!
Se ele tivesse feito isso na minha TPM por exemplo, que quase sempre me deixa em estado de alerta (maluca mesmo), ia ter duas opções: ou eu ia cair no choro ou eu ia meter tijolada, e sem dó nem arrependimento...hahaha.
Bju
Bjs!
Mudando de assunto, eu criei um blog rsrsrs. Só tem um post... Criei sábadão a noite, rsrsrs: http://tentativaerroexperiencia.blogspot.com/
Bjoks
paula