A professora me chamou.

Tenho um filho "bom". Todas nós temos. Mas o meu é muuuuito bom. Daí eu ter estranhado quando a professora dele me chamou pra uma conversa.
Fui meio ressabiada. O que meu filho meigo, responsável, inteligente e lindo de morrer poderia estar fazendo de errado?
A professora começou a reunião cautelosa. Nada mais natural quando se está diante de uma mãe palpiteira e metida a publicar na internet suas verdades sobre educação. Mas eu não estava ali como blogueira e sim como mãe. Achei melhor ficar quieta e ouvi-la.
E escutá-la não foi fácil. Meu filho bom, aparentemente, estava com problemas. E eu não estava percebendo.
Podia ter invertido o jogo. E faria isso facilmente. Botar a culpa nela, na escola, na preparação das aulas, no excesso de videogame e de açúcar na dieta infantil. Podia ter achado tudo um exagero.
Mas na minha frente estava uma pessoa genuinamente preocupada com meu pequeno. Apenas com ele. E não com a disciplina da sala. Nem com a performance da sua didática. O problema do meu filho era sutil e podia facilmente ser carregado na mochila para os anos seguintes. Mas ela teve olhos para enxergá-lo. E o cuidado de me chamar para que eu visse também.
Guardei a luva de box na bolsa e saí de lá comprometida a rever algumas coisas em casa. Ficar mais próxima, atenta. O básico. O feijão com arroz que, quando se é filho do meio, nem sempre se tem. Mas sempre se sente.
Hoje acho que a conversa com a professora foi uma das coisas mais significativas que me aconteceram no semestre. Não foi fácil. Mas foi necessária. Uma hora de conversa franca foi suficiente para estabelecer entre nós uma relação de confiança que durará para sempre.
Sou imensamente grata por ela ter me chamado.
Comentários
Mas, ao mesmo tempo, que bom que houve uma pessoa que se mostrou preocupada, e atenta com seu filho; que foi sensível com a situação, a ponto de lhe chamar pra alertar de uma coisa que passaria desapercebida por muito tempo - e o tempo, neste caso, é fundamental, né?
Seria bom se todas nós, mães, pudéssemos contar com professores sensíveis e preocupados como essa. Mas, infelizmente, essa não é a realidade de nosso país...
Beijão.
Vc disse bem. Se os professores soubessem do impacto que essas conversar têm na vida das famílias, usariam-nas com muito mais critério.
Bjs!
Aproveito para convidá-la especialmente a participar da promoção de comemoração de nove meses do meu blog! Passa lá:
http://enquanto-esperamos.blogspot.com/2010/06/noves-meses-enquanto-esperamos.html
Beijos!
Fui lendo e veio aquele monte de sentimentos típicos de mãe dentro de mim...
Ontem o Lucas ficou de "castigo" e na escola duas vezes. No ultimo não fez a aula de informática. Não veio bilhete, nem a professora me chamou, ele mesmo me contou tudo, envergonhado.
Perguntei se ele queria que eu mandasse uma bilhete, falasse com a prô(não concordo com castigos que vexatórios e que o façam perder conteúdo) e para meu espanto ele disse que a professora se excedeu um pouco gritando, mas tinha razão, ele tinha aprontado.
É triste ver nosso filho "bom" admitir que está sendo mau.
Não sei se posso me consolar por ele pelo menos ter sido honesto...
Mães me ajudem!
mas o importante é dar atenção e resolver o problema o quanto antes, pro seu filhote não sofrer.
bjinhos
carol
http://viajandonamaternidade.blogspot.com
mas o importante é dar atenção e resolver o problema o quanto antes, pro seu filhote não sofrer.
bjinhos
carol
http://viajandonamaternidade.blogspot.com
bjs
Deve ter sido duro para vc, mas tenho certeza de que vc está melhor agora, sabendo qual o problema e tentando conduzir isso da melhor forma possível, juntamente com a professora.
Beijos
Mas saber aceitar o olhar de terceiros com relação aos problemas dos filhos não é fácil, viu? Não é pra qualquer uma. A gente tende a "dar uma de mãe" e defender a cria com unhas e dentes. Tem mesmo que se policiar para aceitar as críticas construtivas como forma de melhorar a vida dos nossos filhos.
E ajuda a gente a lembrar que ninguém é 100% mocinho nem 100% bandido. Pode ser que cada um tenha uma inclinação maior pra um lado ou pra outro, mas às vezes acaba descambando pro outro lado.
Eu gostaria de saber se uma de minhas filhas estivesse sendo "má" em algum aspecto. Porque acho que, pior do que ter que ouvir umas verdades, é não saber nunca delas e viver num mundo de fantasia.
Não são todas as mães que conseguem ouvir (desarmadas) o que a professora tem a dizer.
Beijokas! Essa fase vai passar!
Gi & Lucca
São raros,então, aproveite essa parceria no desenvolvimento do seu filho.
bjo
E que professora tb. Outra musa!
Bjoks
paula
P.S: Hegli, eu mandaria um bilhete pra saber o que houve. Esse negócio de castigo é complicado. Perder conteúdo mais ainda. Manda o bilhete e mostre que vc tá interessada no que está acontecendo.
Mariana, obrigada!
Bjs!
Já vi mães em outros blogs negarem os fatos de seus filhos.
O acolher o desejável e o indesejável e trabalhar para que todos sejam mais felizes é o verdadeiro amor.
Parabéns!
As vezes somos tão certas do que queremos, outras vezes ficamos sem rumo...
Sei que tinha que ter mandado o bilhete mesmo a revelia do filho... e é o que farei.
Bjus
estamso no mesmo barco e, só de ler o seu depoimento, meus olhos se encheram de lágrimas....tenho um menino de quase 4 anos e estou grávida de 5 meses, a espera de outro menino. Esta semana tam[em estive na escola pra conversar com a coordenadora sobre algumas atitudes do meu filho. Como é difícil a gente escutar tudo....a sensação de fracasso é enorme. Eu mesma parei de trabalhar pra cuidar dele e, de repente, me senti uma inútil. adorei o seu texto, pareciao meu reflexo. Que a gente esteja sempre de ouvidos e coração abertos pra fazer com que nossas crianças cresçam e se tornem pessoas melhores,afinal, esse parece ser o nosso maior desafio.
Bjs e força sempre
Simplesmente adorei o que vc escreveu! Uma verdadeira mãe, estava lendo e pensando. Porque não é fácil (eu imagino, pq o meu só tem 3 aninhos e ainda não vai na escola) ser chamada pela profe e ainda mais quando pensamos não haver problema algum.
O que vc fez é exatamente o que eu faria e escreveria tb, estava me vendo ali, porque ser mãe é ser completamente transparente, é pensar nos filhos em primeiro lugar!
E parabéns pela coragem de dividir aqui no blog esse momento tão importante na sua vida :)
Beijos
Simplesmente adorei o que vc escreveu! Uma verdadeira mãe, estava lendo e pensando. Porque não é fácil (eu imagino, pq o meu só tem 3 aninhos e ainda não vai na escola) ser chamada pela profe e ainda mais quando pensamos não haver problema algum.
O que vc fez é exatamente o que eu faria e escreveria tb, estava me vendo ali, porque ser mãe é ser completamente transparente, é pensar nos filhos em primeiro lugar!
E parabéns pela coragem de dividir aqui no blog esse momento tão importante na sua vida :)
Beijos
Simplesmente adorei o que vc escreveu! Uma verdadeira mãe, estava lendo e pensando. Porque não é fácil (eu imagino, pq o meu só tem 3 aninhos e ainda não vai na escola) ser chamada pela profe e ainda mais quando pensamos não haver problema algum.
O que vc fez é exatamente o que eu faria e escreveria tb, estava me vendo ali, porque ser mãe é ser completamente transparente, é pensar nos filhos em primeiro lugar!
E parabéns pela coragem de dividir aqui no blog esse momento tão importante na sua vida :)
Beijos
O meu sanduiche é terrível! Meigo, carinhoso, mas bota fogo em todo mundo e disputa o tempo INTEIRO.
Bjinhos
Como mãe, acredito que todos devem colaborar na educação....por mais atentas que estejamos, precisamos de ajuda e de outras imterpretções quando o assunto são nossos filhos!!!
Pq será que certas mamães só conseguem repetir o mantra desatualizado..."O meu filho não"...." Nunca que ele faria isso"???
Coitadas delas e dos filhos delas, é claro...
Abs
Carla
Como mãe, acredito que todos devem colaborar na educação....por mais atentas que estejamos, precisamos de ajuda e de outras imterpretções quando o assunto são nossos filhos!!!
Pq será que certas mamães só conseguem repetir o mantra desatualizado..."O meu filho não"...." Nunca que ele faria isso"???
Coitadas delas e dos filhos delas, é claro...
Abs
Carla