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"Pai meteu bebida na filha pra f... gostoso"

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"Pai meteu bebida na filha pra f... gostoso" Se você nunca entrou num site de filmes pornô amador, entre. Eu fortemente recomendo, especialmente se você tem filhos. Estes sites hoje são os principais responsáveis pela educação sexual das nossas crianças e adolescentes. Foi conhecendo esses sites que entendi a reação dos meninos do Piauí que, ao serem pegos após o estupro de uma garota, disseram que não haviam feito “nada de mais”. Eles estão certos. Pela educação recebida através desses sites, violar uma garota não é nada de mais. Pelo contrário, é gostoso, divertido e pura safadeza pegar meninas bêbadas na balada, arregaçar novinhas, expor garotas dormindo e todo um cardápio de abuso que vai além de qualquer imaginação. E não são só as imagens que chocam pela crueza e pela realidade com que a sexualidade é mostrada, cada vez mais distorcida. Os textos que descrevem os filmes são grotescos: “Pai meteu bebida na filha pra fuder gostoso”, “Acariciando a amiga bêbada”,...

O dia das mães é uma merda!

via GIPHY O dia das mães é uma merda! As tias contam que sua mãe, já falecida, havia sido uma menina “terrível”. Os causos que justificam tal adjetivo são muitos. Desde pequena, a mãe nunca gostou de usar roupas. A vó teve que costurar suspensórios nas suas calçolas para ela não conseguir arrancá-las e sair peladinha por aí. Era briguenta como o cão. Uma vez, voltando da escola, ao ser perseguida por um bando de moleques, pegou um ramo de primavera que encontrou numa pilha de podas e foi pra cima deles, botando todos pra correr.  Contam também que ela amava plantas. A ponto de transformar qualquer lata de Parquetina, óleo, banha, sabão, em vasinho de flor. Um dia, para provocá-la, o irmão mais velho destruiu todos os vasinhos. Irada, ela atirou-lhe uma chave, que naquele tempo eram imensas, e quebrou-lhe um dente. Adorava brincar de trapezista e uma de suas brincadeiras preferidas era rodopiar no varal, até que um dia caiu e quebrou o coccyx. A filha se lembra...

Solo pobre

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O aluno de 12 anos sente-se profundamente injustiçado pela reprimenda da professora e, diante da recusa dela em ouvi-lo, deixa escapar toda sua indignação: “Ah, vai se fuder, Fulana…não fui eu que fiz isso!” O palavrão dispara a indignação da professora que começa a berrar. Seus gritos ecoam pela escola e são ouvidos até do segundo andar do prédio - punição número 1. O garoto é mandado para a coordenação - punição número 2. Lá, tenta se explicar em vão. Aparentemente, nessa escola, dizer um palavrão ao professor é o mais grave delito. Tão grave que lhe priva o direito de ser ouvido - punição número 3. Ele é mantido na coordenação durante toda a aula e recreio - punição número 4. Recebe uma advertência para levar para casa - punição número 5. É encontrado tempos depois pelos colegas, sozinho num canto, chorando convulsivamente. As crianças se solidarizam com o amigo. Na vergonha. No excesso das punições. Na perda do intervalo. No berros da professora. No p...

Chá de Revelação

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“Amoras, fui convidada para um Chá de Revelação.” “Chá de Revelação? Qué isso?” “Tentem adivinhar?” “Já sei…o garoto ou a garota convida a família: vó, vô, pai, mãe, tio, primos, babá, vizinhos. Senta todo mundo na sala e, de repente, sai de dentro do armário. Revela que é gay. E as pessoas tem que levar presentes pra montar o novo guarda-roupa.” “Ai, eu já pensei outra coisa…você convida família, amigos, galera, senta todo mundo em círculo e serve um chá tipo lírio, sei lá, desses de erva que abre a mente, sabe? Daí o chá vai circulando enquanto as pessoas compartilham suas revelações.” “Não, gente. É uma piração beeem maior.” “Maior? Então só pode ser reunir todo mundo pra tomar o chá revelador e, quando tá todo mundo locão, o fulano ou a fulana pula de dentro do armário.” “Não, pior ainda. Chá de Revelação é convidar os parentes e amigos pra revelar o sexo do bebê depois do ultrassom.” “Sério! Existe isso?! Que bizarro!” “Menina, as pessoas...

O criado-mudo.

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A mãe mexe no celular quando o filho, rapazola, se aproxima: “Mãe, o que é isso?” Ela responde sem olhar: “Isso o quê?” O moleque bufa: “Isso! O que é isso que achei na gaveta do seu criado-mudo?!” A mãe levanta os olhos e vê o garoto lhe apontando um objeto. Ela responde calmamente, sem mudar de expressão: “Um vibrador. Você sabe o que é isso.” O menino arregala os olhos: “E o que isso está fazendo na sua cabeceira?" A mãe ergue uma sobrancelha e, incorporando a diva de cinema mudo, devolve calmamente: “Você quer mesmo que eu te explique?” O adolescente franze o rosto com asco: “Ai...que nojo! Você é minha mãe! Eu não estou pronto para saber dessas coisas.” A mãe estica a cabeça e faz cara de quem não está entendendo: “Bom, se você não está pronto, por que mexeu no meu criado-mudo? Não sabe que em criado-mudo de mãe não se mexe? Criado-mudo é zona proibida. Você procurou e achou. Agora seja mocinho e lide com esse ...

A escola na sala de jantar.

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Ontem, só ontem, enquanto assistia ao filme Hannah Arendt, um pensamento me invadiu fino e fundo, como uma agulha de tricô e me virou o estômago e a mente: eu sei pouco, muito pouco ou quase nada sobre o nazismo. Um dos maiores crimes da atualidade contra a humanidade, com 6 milhões de pessoas sistematicamente assassinadas, e o que sei sobre o processo que levou uma sociedade dita civilizada a cometer tamanha atrocidade? Nada. O pensamento é talvez o mais rápido download que existe. Na mesma hora me conectei com a escravidão. Milhões de seres humanos arrancados de suas vidas e transportados como gado para servir de mercadoria. E o que sei realmente sobre esse fato, suas causas e consequências no mundo em que vivo? Praticamente só o que aprendi nas novelas das seis da Globo. Foi difícil continuar prestando atenção no filme. Vendo Hannah dar aula, refletindo de maneira tão aprofundada com os alunos sobre a natureza humana, me ocorreu que estudei numa escola estadual ...

“Professora, e seu eu te chamasse de vadia?”

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A sala do sétimo ano estava dispersa e, no meio da confusão, um garoto chama um grupo de alunas de vadias. Elas ficam muito indignadas e procuram a autoridade presente: a professora. A professora não dá bola. Negócio de criança, coisa da idade. A indignação aumenta. As meninas ficam ainda mais exaltadas e alguns garotos resolvem sair em defesa delas: “Ô profa, o moleque chamou elas aqui de vadias! Você não vai falar nada?!” A professora olha com cara de quem está cansada daquilo tudo e diz: “Depois vocês resolvem isso...lá fora no intervalo.” É quando um dos meninos a interrompe dizendo: “Profa, depois?! E se fosse eu que te chamasse de vadia? Você ia querer resolver agora ou depois?” O episódio ilustra bem como a construção da ética e do respeito nas relações ainda é uma realidade distante nas nossas salas de aula. E como a indignação do adulto é tratada com muito mais atenção do que a infantil ou juvenil. Na visão de muitos educadores, um conflito só ...

A Lista de Schindler escolar

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Algumas escolas pedem que os alunos elaborem um “sociômetro” quando é necessário mesclar diferentes turmas. A proposta, teoricamente, é muito simpática: cada criança elabora uma lista com 4 amigos. Essa lista serve para ajudar os educadores a montar as novas turmas, garantindo pelo menos um ou dois amigos por criança nas novas classes para que ninguém mude de turma sozinho. Tudo muito lindo, certo? Só que não. O que era para ser apenas um guia, acabou se transformando numa tortura infantil. Crueldade pura. Conversei com uma educadora que já estudou o sociômetro. Ela defende que a ferramenta seja usada, desde que não se revele aos estudantes o objetivo: “Pessoal, vamos falar sobre a amizade...sobre a importância dos amigos na nossa vida...blá, blá, blá...agora vamos escrever o nome de amigos queridos....”. E assim, as crianças elaboram as listas com sinceridade, sem saber o real propósito da atividade. Sacanagem com as crianças? Não. A educadora explica que um dos motivo...

Pré-esposa

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Mozão, Eu sei que você até hoje não entende porque fico tão brava quando você dá uma “pré” nas tarefas que dividimos na casa. Imagino que realmente seja difícil lidar com meus surtos toda vez que você encara uma pia cheia de louça suja e, vinte minutos depois afasta-se, deixando-a ainda repleta de louça para lavar: “Dei uma pré-lavada”. “COMO ASSIM PRÉ-LAVADA?!”. “Ué, dei uma enxaguada pra depois ficar mais fácil.” “FÁCIL PRA QUEM? ”. Você engasga e a louça começa a voar. Ou quando você tira a roupa lavada da máquina e ao invés de pendurá-la, faz uma pilha de roupa molhada sobre o varal de chão, no inovador módulo pré-pendurada. Espano também com as pré-varridas. As varridinhas onde passa o padre, “um quebra galho até alguém dar uma varrida mais profissa.” Mas reconheço que meus pitis pré e pós-arrumação fazem um mal danado ao nosso casamento. Você fica magoado, achando que eu não reconheço sua participação. Eu fico irada, me sentindo uma otária. Então, para acabarmos ...

Tijolo nos dentes

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Tijolo nos dentes O menino se aproxima: “Mãe, você sabia que o Mc Pedrinho, Mc Brinquedo e o Mc Pikachu estão sendo processados?” A mãe franze a testa. Não tem a menor ideia de quem são Pedro, Brinquedo e Pikachu. Mas cumpre à risca seu papel de mãe interessada. “Jura?! E por quê?” “Porque eles tem doze anos e trabalham. Dão show às três horas da madrugada, acredita? E cantam umas músicas muito nada a ver.” “Como assim nada a ver?” “Ah, mãe…coisa de sexo…posso cantar? Você não me dá bronca?” “Pode.” O menino respira fundo e canta meio titubeante, sem fazer contato visual, “Roça, roça o peru nela que ela gosta…” “Que horror! E onde você escutou isso?” “Mãe, todo mundo escuta. O Fulano, meu amigo, canta o tempo todo. Na frente da mãe dele e até da professora!” A mãe arregala os olhos: “Da professora?!” “É, ela deu a maior bronca. Mas é ele, né, mãe. Eu não faço nem morto, porque sei que você me quebra!” A mãe franze a testa, de novo. Ia ...

Linda

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Ela era feia.  Tinha um rosto judiado e pernas curtas e finas que pareciam mal encaixadas sob a barriga larga. O sorriso exibia dentes escurecidos, talvez por café ou cigarro. O cabelo preso atrás mostrava a raiz pedindo tinta. A pele exibia vincos do tempo e da vida. Conversamos rapidamente no intervalo de um curso de pães caseiros. Me contou que fazia o curso para começar a vender pães e aumentar a renda. Disse animada que fazia de tudo para viver. Artesanato com bisqui, lembrancinha para batizados e casamentos, arte em feltro, bijuteria e até unha e cabelo no pequeno salão de beleza montado na garagem de casa. Contou que também costurava roupinhas de boneca e nessa hora seus olhos brilharam…adorava recuperar as bonecas que as amigas e vizinhas lhe traziam. Dava banho, passava condicionador no cabelo, maquiava, punha roupa nova, sapatinho, tirava manchas de caneta. Sua última restauração foi uma Dorminhoca linda, que agora fica em cima de sua cama e ni...

Piolhinha

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Piolhinha A classe dos pequenos padecia com uma infestação de piolhos.  Todos os esforços que estavam sendo feitos para resolver o problema pareciam ser em vão. A escola mandava bilhete, os pais tratavam, os piolhentos eram afastados alguns dias e devolvidos sem sequer uma lêndea, mas logo os bichinhos voltavam a atacar sem piedade o couro cabeludo da meninadinha. A mãe não aguentava mais. Sua filha parecia que tinha néctar para atrair piolho. Era mandar pra escola que voltava coçando a cabeça.  Resolve tomar uma atitude. Ela era muito boa nisso. Encontra a professora na porta da sala e, num momento privado, dispara: - Escuta, não é possível isso que está acontecendo! Com certeza tem um foco, alguma criança que a mãe não está tratando. Quem é? A professora olha para um lado, olha pro outro e solta num cochicho:  - A Fulaninha. Você sabe, a mãe dela é supernatural. Tipo super mesmo…não gosta de produtos químicos e se recusa a passar qu...