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Salvando o Debate

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Salvando o Debate
Candidato Serra; "A minha primeira pergunta vai para a candidata Dilma e é sobre as propostas dela para a educação."

Candidata Dilma: "Se eleita, vou fazer a transposição das nossas crianças para um país com excelentes escolas públicas, a Finlândia. Vou fazer isso abrindo uma grande passagem no oceano Atlântico."

Candidato Serra: "Isso não funcionaria, além de ser caro e anti-ecológico. No meu governo, eu farei melhor. Transformarei todos os nossos brasileirinhos em Finlandeses, através de um grande programa de colocação de ar condicionado nas escolas, da quebra da patente de descolorantes capilares e da distribuição de lentes de contato azul."

Candidata Dilma: "O candidato demonstra que não conhece os desejos do brasileiro. Brasileiro não quer parar de suar, ter cabelo louro e olho azul. Brasileiro quer ser Hexa! No meu governo farei a gestão participativa da Seleção Brasileira e todos os brasileiros poderão ser técnicos. Direto do…

Sutis diferenças.

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Sutis diferenças.

Na casa da praia, o filho de 3 anos se aproxima meio de esgueio com o vidro de Berotec na mão. “Bebi isso.”

A mãe surta. O filho explica que achou na mala e bebeu. Ela liga pro pediatra, que manda fazê-lo vomitar e correr para o hospital. Recomenda água com sal pra provocar vômito.

A mãe prefere meter o dedo na guela e virar o moleque de ponta cabeça. O vômito vem rápido. Mais rápido ainda eles chegam ao pronto-socorro. Marido, mulher e 3 filhos.

O médico faz cara de surpreso. Já apareceram vários bebedores por ali. De Berotec era o primeiro. Tira os batimentos cardíacos, coça o queixo, observa. Como tinham feito vomitar, achava que o melhor era observar. Manda-os de volta pra casa com a missão de controlar os batimentos cardíacos do menino. Se subir até 140 ou 150 deveriam voltar ao hospital.

O marido sai do PS aliviado. “Vamos pra praia?”

A mãe olha espantada. O marido explica que observar pode ser em qualquer lugar. Na praia, pelo menos ia ser mais divertido.

No banco de…

Tarefas e provas abusivas. Seu filho é vítima?

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Tarefas e provas abusivas. Seu filho é vítima?

Martim estuda numa escola que passa uma grande quantidade de tarefa todos os dias. O tempo necessário para resolvê-la é, em média, 3 horas diárias. Se ele se dedicar. Se não se dedicar, a mãe reza o terço, coloca as barbas de molho e cancela tudo que tem pra fazer no restante do dia. Além disso, ele tem que ler (a pulso) um livro de cerca de 100 páginas todo mês. E fazer provas periódicas, com capítulos e mais capítulos para estudar, fora as anotações do caderno e os materiais paradidáticos.

Beatriz faz duas provas semanais. E, semestralmente, um provão com 120 perguntas. Ultimamente deu pra não se dedicar muito e este fato levou a coordenadora a classificá-la como "portadora de uma auto-estima alta demais". Segundo o diagnóstico sui generis da profissional, a garota não liga para o desempenho e como isso não interfere na sua vida social, ela não se dedica como deveria.

Martim tem 10 anos e Bia tem 9. São crianças na mais tenra ida…

Que escola você busca para seu filho?

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Que escola você busca para seu filho?

Existem escolas onde Eva aprende a ler vendo a uva. Em outras, Eva caça formigas, faz um formigário, observa, registra e quando vê já está lendo e escrevendo.

Existem escolas onde as crianças aprendem arte pintando figuras xerocadas. Noutras, escovas, vassourinhas e rodinhos viram pincéis que, mergulhados em tinta, cobrem o chão, paredes e tudo o mais que a imaginação, e não o tamanho do papel, mandar.

Existem escolas que dividem as turmas em fortes, médios e sem chance. Noutras, alunos, funcionários e educadores são colocados no mesmo espaço, para mostrar que todos são igualmente importantes e que o calor humano é muito mais gostoso que a frieza da competição.

Tem escolas onde as crianças pesquisam a vida do ilustríssimo Fulano de Tal. Noutras, elas também pesquisam sobre o Profeta Gentileza e aprendem que não adianta ser ilustre se não se sabe ser gentil.

Tem escolas que ensinam a andar na linha pontilhada para despertar a disciplina. Outra botam os …

Princesas.

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Princesas.

Era uma vez, Dilma e Marina, duas princesinhas que viviam sob a proteção do senhor seu pai, o Rei Lula. Um dia, a princesa Dilma foi reclamar com o Papi que a princesa Marina estava embaçando a construção do lago no jardim do palácio.

- Pô, Papi...só porque vai afundar umas árvores e incomodar uns bagres...manda ela largar de ser chata, Papi!

O Papi, que nunca escondeu quem era sua favorita, deu a maior bronca na Marina, que magoou, botou meia dúzia de saias até o joelho na trouxinha e abandonou o palácio.

Depois disso o Papi chamou Dilma e disse com sua voz grossa de rei:

- Dilminha, venha cá minha filha. Eu estou ficando velho e preciso de alguém pra cuidar do reino, no meu lugar. Minha escolhida é você.

Dilma deu pulinhos de alegria, mas como era uma mocinha séria, logo perguntou:

- Mas, Papi...quem vai cuidar da nossa casa? O palácio não pode ficar abandonado!

- Chama Erenice, a criada.

Dilma ficou feliz com o sábio conselho de seu pai. Erenice, a criada, era seu braço dire…

Mamãe Wilma Flintstone

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Mamãe Wilma Flintstone

"Ô mãe, de novo parar pra perguntar?! Não conhece GPS, não?"

"Mãe, sabia que tem uma placa escrito "Sem Parar" no pedágio? Por que você não vai nela?"

"Mãe, por que nosso telefone tem fio?"

"Ô Mãe, qué isso?!!! Cartão de orelhão?! Que mico! Me dá logo um celular!"

"Mãe, o que aconteceu com o microondas que a gente tinha na cozinha? Vai me dizer que agora vou ter que esquentar água no fogão?"

"Mãe, ficar olhando pra janela é um saco. Quando vamos ter um carro com TV no banco de trás?"

"Mãe, meu amigo tem I-Phone, Wii, Play 3, MP11 e eu aqui com esse Play 2 quebrado. Tá certo isso?"

"Mãe, vamos a pé? Tá maluca?! Sabia que a gente tem um carro parado na garagem!"

"Mãe, me pede qualquer coisa...menos pra jogar lixo na composteira que eu morro de nojo!"

"Mãe, por favor, por favor, por favor...manda uma bolachinha na minha lancheira! Não precisa ser recheada, mas t…

Meu filho vai pra guerra.

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Meu filho vai pra guerra.

Houve um tempo em que os filhos eram tirados novinhos da proteção dos pais e criados para virar guerreiros.

Crescidos e bem treinados eram enviados para as guerras sem fim, de uma antiguidade onde tudo se resolvia a golpe de espadas.

Muitos não retornavam. Os que conseguiam, traziam nas bolsas os prêmios da vitória. E no corpo as marcas das luta: cicatrizes, mãos amputadas, pernas mancas.

Hoje em dia, para a alívio das mães, nossos filhos não são mais confiscados no berço em defesa da pátria. Mas nem por isso deixarão de guerrear. E com nosso apoio e estímulo.

Preparamos nossos filhos desde a mais tenra idade para a batalha da vida moderna. Queremos que eles sejam bilingues, que estudem nas melhores escolas, que façam esportes, informática, música, artes, kumon, simulados etc. Para quê? Para terem mais chances de vencer uma outra guerra. A guerra do mercado. Onde só sobrevivem os mais preparados. E dá-lhes preparação. Não queremos criar perdedores!

Daí, um dia, el…

O consumismo infantil na (dis)versão da Veja.

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O consumismo infantil na (dis)versão da Veja.

Parei de assinar a Veja quando me dei conta que me aborrecia muito com o "jornalismo" tendencioso de tal revista. Pagar para ser irritada semanalmente pela Abril, chama-se masoquismo e esta prática ainda não faz parte do meu repertório de esquisitices.

De lá pra cá, só leio a Veja nos consultórios odontológicos e no banheiro de algum parente. Não compro nem na banca, pois a irritação geralmente já vem com a capa.

Nessas lidas eventuais, a Veja nunca decepciona. Sempre defende abertamente seu peixe. Foi assim quando detonaram o construtivismo. Alguém me diga se uma empresa que VENDE um sistema de ensino apostilado (o Sistema Ser de Ensino) tem a isenção necessária para criticar outra proposta educacional? Ainda mais uma proposta educacional que não convive bem com apostilas.

Agora eles publicam uma matéria sobre o consumismo infantil. Dizendo que é tudo balela, é claro. Opa! Folheiem a Veja e me digam: quem mantém a revista? Os anunc…

Salvem a natureza contanto que ela não cubra minha vista.

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Salvem a natureza contanto que ela não cubra minha vista.


Queridos vizinhos do condomínio de cima,

Recentemente ficamos sabendo que vocês tem autorização da Prefeitura para arrancar todos os Sansões do Campos que ficam do lado de cá do muro que nos separa.

Estamos tristes. Muito tristes.

Ficamos menos humanos, sempre que uma árvore cai. E são centenas de árvores que dessa vez cairão, mesmo que disfarçadas sob o nome de "cerca viva".

Não sabemos quem plantou os Sansões que hoje atrapalham a vista das suas varandas e "suja" com folhas sua trilha de caminhada.

Mas sabemos que do lado de cá, um morador generoso capinou com enxada e suor uma longa trilha sob a sombra deliciosa dos Sansões que vocês querem arrancar. (Curiosa é a vida...o que para uns é um incômodo, para outros é benção). Coloquei a foto aqui para vocês verem e os convido a caminhar por ela antes que desapareça ao ronco da motosserra.

Ficamos sabendo também que vocês não planejam apenas cortar os Sansões. O p…

Esse não é o meu filho.

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Esse não é o meu filho.

O menino de 7 anos entrega pra mãe o bilhete da professora. Os olhinhos repletos de medo e lágrimas.

A mãe, empregada doméstica que estudou só até o ginásio, pára de fazer a sopa para ler: "Mãe, seu filho é desatento, apático, desmotivado e irmão de autista. Favor encaminá-lo a um especialista."

A mãe senta-se na mesinha da cozinha. Agora é ela quem está engasgada e com vontade de chorar. Olha para o menino assustado. Chama-o para perto de si.

"Amanhã, vou na escola falar com sua professora. Vou dizer para ela que vamos rasgar esse bilhete porque ela errou de criança. Eu não conheço este menino que ela escreveu aqui. Este não é o meu filho. A única coisa que ela acertou foi sobre seu irmão. Mas sobre você...tá tudo errado. Vou falar para ela prestar mais atenção e ver que você não é nada disso."

O menino dá uma risada gostosa: "Jura, mãe? Você vai falar pra ela que não sou eu?! Rá, rá...nós vamos mostrar pra ela, né, mãe!"

"C…

Amamentar não é um ato de amor - parte 2.

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Na semana da amamentação, que aconteceu no início de agosto, o texto "Amamentar não é um ato de amor", voltou a ser tema de algumas discussões na rede.

Agradeço a todas a mães, como a Pérola - do Mamãe Antenada, a sensibilidade com que colocaram novamente em debate a ligação entre amamentar e amar.

Amamentar é um ato de amor? Claro que é. Assim como muitos outros. Ninar, acalentar, consolar, dar um banho gostoso, fazer shantala, preparar uma comidinha caseira, tocar, proteger...todos são atos de amor. Mas nenhum deles tem hoje a mesma dimensão que a amamentação ocupa na mente e no coração das mães da nossa sociedade.

Por isso mesmo, a Vera Pileggi Vinha, minha mãe, quando estava nos últimos anos de uma vida dedicada ao estímulo ao aleitamento, foi contra usar este apelo como tema das campanhas pró-amamentação.

Por quê? Porque ela identificou que este apelo tinha dois efeitos devastadores: enchia de ansiedade as mulheres inexperientes de uma sociedade cada vez mais distante da n…

Escola emburrece.

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Escola emburrece.

O uso das marcas da Coca-Cola, McDonald's e Objetivo nas apostilas de uma escola cara de São Paulo, acendeu recentemente o discurso sobre o estímulo ao consumismo na sala de aula.

Segundo a matéria da Folha Online, os educadores envolvidos foram logo sacando o argumento padrão nº 1 contra pais que questionam: "não se pode criar um filho numa redoma". Como se estudar numa escola cara, recheada de tênis de marcas, aipodes, aifones, aimeubolso e aiminhasantapaciência, fosse mantê-los numa bolha anticonsumo. Querer que, ao menos no material didático, marcas não fiquem desfilando na frente das crianças é ser superprotetor? Me poupem.

Mas vamos voltar para o conteúdo da apostila. Vou ser sincera: não me preocupei tanto com o apelo consumista que, obviamente, está presente de forma vergonhosa na atividade. O que me chocou foi a pobreza do exercício! Os pais pagam mil reais por mês e a escola tem a cara de pau de dar um exercício daquele nível gráfico e intelectua…