26.9.12

A melhor piada da propaganda.




A melhor piada da propaganda.

Publicitários, ouvimos falar que os senhores reclamaram que estão sendo vítimas de bullying. 

Sabemos que as piadas fazem sucesso na publicidade, mas dessa vez não deu pra rir. 

Bullying sofremos nós, seres humanos comuns, ao sermos ameaçados de ficar invisíveis se não comprarmos o carro da marca que vocês anunciam. 

Bullying é ser mãe e ter que engolir muda o desaforo de ser chamada de Coca-Cola em rede nacional, como se esse fosse o mais supremo dos elogios. 

Bullying é sermos obrigados a ter axilas claras e hidratadas, cabelos sempre lisos e sedosos e um corpo que não exala odor por 48 horas. 

Bullying é sermos convencidos que só podemos sair às ruas com proteção. Solar, antibactericida e contra insetos. 

Bullying é ter que consumir bebida alcoólica para ser da turma, pegar mulheres e curtir a balada.

Bullying é aprendermos desde criança que só beija quem tem dentes brancos, brilhantes e hálito american fresh power plus

Bullying é ter que engolir comida de isopor para ganhar um brinquedinho. 

Bullying é sermos obrigados a fingir que acreditamos que os bancos são nossos melhores amigos.

Bullying é nos barrarem no treino se não estivermos barbeados com três lâminas que fazem tcha tcha tchum. 

Bullying foi ter aguentado, durante décadas, grandalhões dizendo que inalar fumaça e soprá-la na cara dos outros era uma decisão inteligente. 

Bullying é rirem da lancheira dos nossos filhos porque nela não entra bolacha recheada, refrigerante, pseudosuco ou salgadinho de milho trânsgênico. 

Bullying é ficar gordinho, ter pressão alta, colesterol e pré-diabetes porque ninguém conta pra nossa mãe que aquilo que ela vê na TV pode ser moderno e prático, mas também pode fazer mal. 

Bullying é nos passarem a cola errada e nos fazerem confundir azeite de oliva com maionese industrializada. 

Para terminar, bullying é sacanear os pares. E nunca fomos pares para os senhores. 

Portanto, façam um favor a si próprios: não saiam por aí chamando a tia e vertendo lágrimas de crocodilo porque ninguém acredita na sua choradeira. 

Argumentem, defendam seus interesses, mas poupem-se do ridículo.


13.9.12

Hum, hum...sei...

Vídeo divertidíssimo do Mamatraca sobre as informações que as mães recebem hoje. Melhor mesmo rir muito disso tudo.

P.S: no Blogger saiu cortado. Melhor assistir direto no saite do Mamatraca. Assim vc pode fazer elogios rasgados diretamente às autoras. Clique aqui.

10.9.12

Salvem os meninos.




Salvem os meninos.

Concordo que os contos de fada tinham que mudar. Não cabe mais no mundo moderno uma menina ser condenada a ficar no porão limpando cinzas enquanto espera o príncipe encantado aparecer com um sapatinho de cristal para salvá-la. Ou aquela outra que ronca 100 anos enquanto o seu moço não vem. Ou a que foi expulsa da casa do pai, sofre uma tentativa de assassinato, se perde na floresta e quando acha abrigo na casa de 7 homenzinhos, a primeira coisa que faz é uma bela faxina.

Tá certo, certíssimo, as coisas tinham mesmo que evoluir.

Mas, como mãe de menino, registro aqui o meu protesto pelo rumo que as coisas estão tomando: estão detonando com os príncipes!

No Shrek ele virou um boçal, mais preocupado com o cabelo do que com a princesa. Com isso ela acaba trocando-o por um ogro que solta pum e arrota em público. Não consigo imaginar nada mais romântico.

No Enroladas, ele virou um ladrãozinho, com um senso bem dúbio do que é certo ou errado. Príncipe que não conhece o lado do bem é como fada que não sabe fazer magia.

No Encantada ele é um tonto. Tão tonto que as meninas todas torcem pra que a princesa fique com o "outro". Que também é meio tonto, mas é mais gostosão. A mulheradinha anda esperta.

Na Barbie Mosqueteiras a coisa fica ainda mais vexaminosa. Princesas de maquiagem, vestido rosa e salto alto empunham espadas e…protegem o príncipe! Pode? Tem cabimento tamanha humilhação?

No último episódio desta conspiração anti-pelos no peito e músculos, a princesa do Valente, linda com seus cachos vermelhos e iluminados, é apresentada a três pretendentes tão sem graça, bobos e sem talento que achei que ela acabaria ficando com o urso malvado, que devia ter um bafo péssimo, mas parecia ser um partido bem melhor do que qualquer um daqueles três.

Do jeito que a coisa anda, daqui a pouco teremos contos de fadas sem príncipe. Para que colocar na história um estrupício desses, que só serve para, para…para que mesmo serve um príncipe? Bastam as princesas, lindas, cheirosas, espertas, inteligentes, corajosas, guerreiras, com cabelos impecáveis e axilias que nunca transpiram. Afinal de contas, se antes o que elas mais queriam era o amor e o castelo, nem sempre nesta ordem, hoje elas só precisam de uma carreira, uma boa babá, uma manicure e um vibrador. 

Se eu fosse príncipe, faria greve. Dedicaria todo meu amor ao cavalo branco. Que é fiel, está sempre ao lado deles e, melhor de tudo, é mudo. 

Escritores, roteiristas e contadores de história, escutem esse apelo de mãe: salvem os príncipes! Um reino governado só por estrógeno nem bruxa malvada aguenta. Coloquem umas pitadas de testosterona no roteiro e vamos equilibrar essa parada. 

Ou, logo, logo, coloco a depilação e da chapinha dos meus meninos na conta dos estúdios Disney.


.