26.2.10

Viajar e comprar!


Dei uma de mãe!

Essa semana fiz algo inédito. Dei uma de mãe passional. E aviso: cuidado com elas!

Sou do tipo que, antes de sair fazendo justiça com as próprias mãos, tento ponderar, procurar o caminho da justiça, da coordenação, da professora, da imprensa, dos discursos inflamados, das cartas para o senado, para o conselho tutelar e o que for.

Mas dessa vez deu a louca.

Meu filho tem um colega que, repetidas vezes, o humilhou. Até agora, segui os manuais e deixei que ele resolvesse, acompanhando de longe, aconselhando e dando força para que ele fosse à luta.

Até que semana passada o tal colega se superou. Humilhou novamente meu garoto, fazendo-o de bobo. E a situação chegou a um ponto que ele não conseguiu mais resolver por conta própria. Era engolir o sapo (e esperar os próximos) ou alguém maior e mais forte dar um jeito.

Não tive dúvida. Peguei o telefone e liguei pra mãe dele. Nunca tinha feito isso. Fui educada, tinha que ver, mas contei a ela o que aconteceu e solicitei providências.

Obviamente, a mãe do outro menino exerceu o direito absoluto de ficar do lado do filho dela e de me achar ridícula. Mas resolveu a situação. De um modo que discordo, mas cada mãe é livre para resolver da forma que melhor lhe aprouver os B.O.s da prole.

Hora depois, com a cabeça mais fria, a ficha caiu e consegui refleti melhor sobre o acontecido. Tinha dado uma de galinha choca. Da mais pura estirpe. Do tipo que é apontada nas reuniões de pais e festinhas.

E me senti ótima!

22.2.10

Magoei a Deusa da Escrita



Parei de escrever porque estava muito cansada. Precisava me desligar um pouco para renovar o estoque de idéias. Mas o tempo passou e sem que eu percebesse, a renovação acabou virando ferrugem. Estou tendo uma dificuldade imensa em juntar idéias e transformá-las em palavras, frases e textos.

Acho que magoei a Deusa da Escrita.

E ela não vai me deixar voltar assim, sem mais nem menos, a escrever. Na, ni, na, não. Provavelmente terei que fazer alguns sacrifícios à sua Santidade. Ler os Lusíadas de trás pra frente, as legendas de Caras edição especial Campos do Jordão, voltar a assinar a Veja e aturar os poemas do Pedro Bial no final do Jornal Nacional.

Talvez assim, por pura pena, ela me deixe pisar ao menos na calçada do seu templo.

Ou talvez eu desista de vez e mude de vida. Quem sabe entre pra uma dessas igrejas onde pensa-se pouco e paga-se muito. É muito menos cruel o Deus deles.