9.7.09

Ando meio desligada...


Voltei do congresso sobre moralidade infantil ainda mais introspectiva. Foram três dias de imersão total num assunto fascinante: a formação de seres humanos mais éticos, justos, autônomos, conscientes. Ali estavam reunidas cerca de 400 pessoas absolutamente confiantes no papel da escola neste processo.

E quem melhor definiu o porque de tudo aquilo foi uma professora de ensino fundamental que, como eu, apenas ouvia:

"Eu não sou da área de moralidade. Nunca estudei isso. Sou professora de estudos sociais e toda minha formação é para dar aula de estudos sociais. Mas estou aqui porque cheguei à conclusão que sem usar as ferramentas da educação moral, não consigo mais dar aulas."

Achei a conclusão dela brilhante. Ao invés de culpar os pais, a violência, o governo, a televisão e o Sílvio Santos pelo fracasso generalizado do ensino, esta professora descobriu que ela pode fazer algo por si própria para melhorar a relação com os alunos e a forma com que ensina sua disciplina.

Retomarei este tema diversas vezes, pois acho que nós, pais, temos um papel fundamental neste processo de mudança. Cabe a nós, que pensamos diferente e queremos nossos filhos longe dos moedores de carne, fornecer o apoio, o estímulo e levar a escola ao debate sobre os fatores humanos da educação.

Agora eu me retiro para, como diz a Renata do Pipocando, respeitar meu momento. E definitivamente meu momento é de hibernar. A ursa está cansada e com a casa cheia de filhos e amigos. Quero aproveitar o friozinho para tomar um vinho e montar quebra-cabeça. Assim eu dou um tempo pra minha cabeça. Um grande e caloroso mês de julho para todas nós. Em agosto a gente volta, no maior pique!