27.11.08

Esponja Vegetal é bem mais legal.


Outro dia li uma matéria bárbara, sobre consumo sustentável, que afirmava que o consumismo nos foi ensinado. Por exemplo: antigamente, todos compravam grãos e cereais a granel. Aos poucos, fomos aprendendo que na embalagem plástica ou na caixinha era melhor. E o hábito de se comprar pequenas quantidades, de pequenos comerciantes, pesadas na sua frente e embalada em sacos de papel, se perdeu. Pelo menos nos centros urbanos.

A matéria me fez lembrar que, a vida toda, minha mãe lavou louça e nos deu banho com bucha vegetal. Por algum motivo, "aprendemos" que a esponja de espuma sintética era melhor. E a pobre da bucha tão simpática e eficiente deixou de comparecer nas nossas pias e banheiros.

Pois a minha atitude eco-amigável do momento foi voltar a utilizá-la. E listo aqui algumas dicas e benefícios para você banir de vez as pouco ecológicas buchas de espuma sintética:

1. Eficiente: Na pia a bucha vegetal lava tão bem quanto a sintética. Não risca. E se precisar de maior abrasão é só adicionar um pedacinho de bombril. No banho é excelente esfoliante, massageia e estimula a circulação (anticelulite). E é maravilhosa para lavar pezinhos encardidos.

2. Mais barata: Uma bucha inteira custa muito pouco e pode ser cortada em vários pedaços, rendendo bastante.

3. Higiênica: Demora bastante em desenvolver fungos e pode ser fervida sempre que você quiser higienizá-la.

4. Sustentável: a bucha é um vegetal. Não utiliza petróleo ou produtos químicos como as sintéticas e sua degradação não deixa nenhum resíduo esquisito no planeta.

5. Apóia o pequeno agricultor: A bucha vegetal é produzida por pequenas famílias de agricultores e comercializada (leia mais na seção dicas) por pequenos comerciantes. Ao consumi-la, você estimula esta importante e muito mais sustentável cadeia produtiva.

Dicas:

1. Uma reclamação comum é que a bucha é áspera. Isso acontece nos primeiros dias. Na pia, não é problema algum. Na pele, basta não pressioná-la tanto nos primeiros dias. Se quiser amaciá-la mais rapidamente, dê uma fervura ou deixe de molho por uma noite em água com vinagre.

2. Não compre bucha vegetal em grandes supermercados. Eles cobram uma fortuna e os pedaços são embalados em plástico. Prefira as feiras livres ou mercados municipais que vendem buchas inteiras, sem embalagem. São lindas, muito mais baratas e rendem bastante. Duas ou três buchas inteiras garantem alguns meses de lavagem de louça e banhos ecológicos.

3. Combine sua bucha com bombril quando precisar remover crostas mais difíceis. Ambos são absolutamente degradáveis.


Por enquanto é só. Espero tê-lo "desaprendido" a utilizar as fatídicas esponjas sintéticas. Se tiver mais alguma dica, mande pra gente.

25.11.08

Vamos falar sobre o brincar.


Pais, mães, tias, educadores e palpiteiros de plantão: tem um debate muito divertido rolando na web. E que renderá prêmios aos participantes. O Desabafo de Mãe e o Mulheres na Rede estão promovendo uma discussão sobre o brincar.

Para participar, é só entrar em um dos 7 blogs participantes (e que estão listados nos dois endereços acima) e fazer um comentário até 11 de dezembro. Os prêmios são muito legais e a discussão melhor ainda. Eu participei de uma prévia e ganhei 2 ingressos para o Circo Vox em São Paulo. O espetáculo foi maravilhoso e nossa família se divertiu muito com esta deliciosa brincadeira.

Falar sobre o brincar pode parecer estranho. As pessoas consideram tudo que envolve criança como brincadeira e não pensam muito nisso. Quantas pessoas escolhem a escola assim: "ah, nessa idade, qualquer escolinha serve. Eles só vão lá para brincar mesmo." Pois é, esse critério serviria muito bem, se realmente a brincadeira fosse levada a sério pelas "escolinhas". Mas, muitas subestimam este fundamental fator de desenvolvimento infantil. Para serem competitivas, enchem a rotina das crianças de atividades e os pequenos acabam, desde a mais tenra idade, tendo que lidar com uma agenda cheia. E cadê o tempo para brincar? Para peneirar areia, para observar uma tartaruga, para fantasiar-se de princesa, para correr pela grama, para amassar lama? Fiz, há um tempo atrás, um texto sobre a difícil agenda escolar. Se tiver interesse em lê-lo, clique aqui.

A quantidade das atividades na infância está se tornando um sério problema. Os pais, querendo proporcionar a melhor formação aos filhos e preencher um tempo grande na companhia de babás, acabam por matricular as crianças nos mais variados cursos. As crianças acabam com a agenda tão lotada, que mal têm tempo de estudar. Eu mesma já fiz isso. E a intenção sempre é das melhores. Mas a rotina e o leva-e-trás acabam se tornando tão estressantes que o saldo é negativo. Para resolver este problema, resolvi concentrar as atividades extra-escolares (natação e futebol) em 2 dias: terça e quinta. Assim os meninos ficam com todos os outros dias inteiramente livres para brincar. Não é o ideal. Mas foi a melhor solução e a que trouxe mais tempo livre para eles e menos estresse para a mãetorista.

O melhor mesmo, seria nós pais repensarmos esta pressão por colocar nossos filhos em atividades extra-escolares. Por exemplo, sei de uma criança que tem um superquintal com piscina, a qual nunca usa, pois tem atividades todos os dias. Detalhe, as inúmeras atividades que freqüenta, foi porque ela mesma pediu. Claro que pediu! Criança pede tudo. O bom senso de matricular ou não, é dos pais.

Vi também um episódio da Supernanny inglesa (Jojo) nos EUA que me despertou um alerta. A família do episódio tinha filhos frequentando até 8 atividades extra-escolares na semana! A mãe vivia em surto e os filhos idem. A primeira atitude da Jojo foi cortar atividades. E com a reorganização da rotina, aceita com enorme relutância pela mãe, a vida da família mudou. Menos correria, menos estresse, menos brigas, mais tempo para eles brincarem em família. A Jojo definiu este frenesi por atividades como algo muito americano. E lá vamos nós importando tudo quanto é comportamento estranho que vem de cima.

Bom, o debate está lançado. E toda contribuição é bem vinda. Participem!

24.11.08

Segunda-feira


Hoje não quero ser mãe
não quero ser mulher
não quero ser tia
nem esposa

Hoje não quero ser princesa
não quero ser rainha
não quero ser amante
nem maria

Hoje não quero ser cidadã
não quero ser professora
não quero ser consciente
nem consumidora

Hoje eu quero só ser Taís
Mas não consigo encontrá-la no meio da bagunça.

21.11.08

Poderosa


Essa história é a justa contrapartida para o texto sobre as "Ex". Para essa ex, eu estico o tapete vermelho e bato palmas.

Vinte e cinco anos de casada, filhos crescidos, casona com piscina, empregada, vida na sombra até que belo dia ela descobre que o marido a estava traindo com uma garota de 18 anos. Ao fundo, Maísa cantava "Meu mundo caiu".

As reações poderiam ser várias, estamos falando de um fato passional. Mas a nossa personagem é a "Poderosa", lembram-se? Pois então, ela pega o telefone e liga para a outrinha de 18 anos. O recado foi seco e claro. "Eu sei que você está tendo um caso com meu marido, sei que estão apaixonados e, por isso, estou indo embora. Você pode pegar suas coisas e mudar para minha casa. Quer dizer, ex-casa. Agora ela é sua."

Isto posto, ela pegou suas malas e mudou-se para um flat.

O tempo que levou para a menina aparecer de mala e necessaires na casona com piscina foi registrado no Livro dos Recordes. E a vida seguiu. Por uma semana.

A primeira baixa foi a empregada, que procurou a ex-patroa no flat. Disse que receber ordens de uma menina de 18 anos era insuportável. Que a menina era uma folgada, que era isso e aquilo. Que a casa estava de pernas para o ar. E que naquela casa ela não trabalharia mais até a patroa voltar.

A patroa agradeceu o apoio, mas explicou que naquele momento, não teria como empregá-la. E que no flat não precisava de seus serviços.

A segunda baixa foram os filhos, que vieram implorar para que a mãe voltasse. A vida com uma madrasta de 18 anos não era a rave que eles sonhavam. Ela disse que não voltaria. Então eles disseram que iriam se mudar para o flat. A mãe negou, disse que quem tinha dinheiro, gasolina e piscina era o pai, portanto que ficassem por lá. Mas que podiam vê-la quando quisessem.

A terceira baixa foi o cachorro, que surtou, começou a fazer suas necessidades pela casa toda, a roer tudo e a uivar à noite não deixando Lolita alguma dormir. Essa notícia foi dada pela empregada, que continuava firme na rádio peão.

Até que um dia, quem apareceu foi ele. O próprio. Iniciou a conversa cheio de orgulho, dizendo que ela era uma irresponsável. Uma louca. Como podia ter abandonado ele e a família daquela forma? Disse que ela deveria tê-lo procurado. Ele poderia esclarecer. A vida a dois é difícil e sabe como é homem etc. etc.

Ela manteve-se firme ouvindo-o quieta. Ao ver que ela não reagia, nem brigava, ele foi diminuindo o tom, até que começou a chorar. Disse que se envolver com a menina foi uma idiotice, uma coisa carnal, mas que nunca imaginou morar com ela. Era só sexo. Que aquilo era um absurdo, que a casa estava insuportável, que até a mãe a menina colocou para dentro. E naquela altura da vida, ter que aguentar outra sogra não dava. Que ele não estava mais suportando aquela situação. Que a vida sem ela era uma loucura, que ele e os filhos crescidos precisavam dela etc. etc. etc. Que ela precisava sair daquele flat minúsculo e viver uma vida mais confortável, afinal eles lutaram tanto para ter tudo aquilo.

Ela levantou-se do sofá, serviu-lhe um uísque e sentou-se ao lado dele. Deram um abraço longo e cúmplice, daqueles que só quem já viveu 25 anos juntos sabem o que significa. Depois, aproximou os lábios do ouvido dele e disse que não voltaria a viver com ele, nem por um cacete.

Isto posto, abriu a porta, pediu para ele sair, ligou para um ótimo advogado e, pela primeira vez em 25 anos, foi cuidar só da sua vida.

14.11.08

Absorventes Conscientes


Sou um princípio de consumidora consciente. Cada vez que entro em blogs e comunidades sobre consumo sustentável vejo que ainda tenho muito o que mudar. E aprender. Principalmente, aprender.

Esse aprendizado pode se dar lentamente, como a noção da redução do lixo que produzimos em casa. Levei alguns anos para me dar conta que reciclar é ótimo, mas a quantidade de material que mandamos para reciclagem é absurda. Bom mesmo é produzir menos lixo. Hoje já vou ao supermercado pensando nisso e escolho muitos produtos por conta da embalagem.

Agora, tem outros aprendizados que nos pegam de surpresa. Confesso que nunca havia pensado numa opção para o absorvente descartável. Quando soube, através de um texto da Silvia Schiros que havia alternativa para eles, me senti tão amadora! Nunca tinha sequer questionado esse tipo de lixo! Me lembro que minha mãe, quando eu era pequena, usava toalhinhas. Mas era uma coisa tão pouco prática, que exigia uma técnica perdida no tempo, de cintas elásticas para prendê-las, lavadeiras de roupa e bacias quarando no sol.

Uma volta a este tempo é impensável. Simplesmente não dá. Mas a capacidade do ser humano em resolver problemas é inacreditável. Pois hoje, a mulher que quiser menstruar sem poluir tem opções muito práticas e confortáveis. Aliás, uma delas, dizem, mais confortável que qualquer absorvente. Compartilho com vocês o que descobri até o momento.

1. ABIOSORVENTE absorvente reutilizável. Bonitinhos, 100% algodão, fáceis de usar, ficam bem presos na calcinha. Aqui tem um link para o site da fabricante, onde se pode comprar online e conferir links sobre menstruação consciente e de fabricantes de absorventes reutilizáveis em outros países. Vale uma visita. O site se chama Coisas de Mulher

Coloco aqui mais um link para uma matéria muito interessante publicada pelo Planeta na Web, sobre a retomada de consciência sobre a menstruação. É interessante, faz um panorama da história da menstruação e de como o ciclo feminino acabou sendo desvalorizado ao longo da história. A matéria também explica bastante como funciona o absorvente reutilizável. Leia "Incomodada ficava a sua vó".

2. COLETORES MENSTRUAIS. Esses, para mim, foram a descoberta mais legal. Eles existem desde 1930, mas NUNCA, JAMAIS, ouvi falar. De repente, de novo a Silvia Schiros comenta inocentemente, vou pesquisar e descubro que o negócio está se expandindo muito, conquistando cada vez mais mulheres e todas, colocam comentários maravilhosos de como eles são práticos, fáceis de usar e muito mais confortáveis que os absorventes descartáveis ou os tampões.

Os coletores menstruais são copinhos, de borracha ou silicone que a mulher coloca dentro da vagina para coletar o sangue da menstruação. Depois de algumas horas, tira, joga o sangue fora, lava e coloca novamente. Simples assim. Não é nojento, pois como o sangue não tem contato com o oxigênio, ele não oxida (fica escuro e cheirando mal). Não deixa resíduo algum no planeta. Não vaza (o tamanho é suficiente para muitas horas de coleta). E para quem se acostuma (dizem que 1 ou 2 ciclos são o suficiente) é ultraconfortável. Tem gente que afirma que é como se não estivesse menstruada.

Confesso que fiquei mais tentada a comprar um coletor que o absorvente reutilizável. Pela praticidade e porque eu sempre detestei usar absorvente. Acho quente e trambolhento. Tampões eu não suporto nem quando vou à praia. Portanto, senti que o coletor caiu do céu para alguém com meu perfil.

Seguem links sobre a novidade. E dicas para comprá-los na rede.

1. Texto da Silvia Schiros no Faça a Sua Parte.

2. Matéria do Guia Vegano, com links sobre os vários fabricantes (todos gringos) de coletores menstruais.

3. Texto de uma mulher narrando sua experiência com o coletor menstrual, no site Veg Vida.

4. A história dos coletores menstruais, com fotos interessantes sobre o desenvolvimento do produto.

5. Comunidade no Orkut sobre os coletores menstruais.

Onde comprar seu coletor.

Por enquanto, os coletores são vendidos pela internet. Nos links dos fabricantes, você encontra várias lojas virtuais que entregam no Brasil. Vai depender da marca ou do modelo que você preferir.

Ontem a Thais Bara colocou um comentário no texto sobre desodorantes alternativos, informando de uma promoção do Divacup em um site americano. Confira aqui.

E na loja do Guia Vegano, você compra o coletor da marca Lunette, fabricado na Finlândia.

Se você souber de outras dicas, compartilhe conosco. Beijos.

3.11.08

Profissão: ex-esposa.


Na lista de pragas da humanidade, junto com George Bush, gordura trans e sacolinhas de plástico, está ex-mulher rancorosa. Sabe o tipo que não percebe que a fila andou e fica lá parada, empatando a vida de todo mundo? Nunca tive que conviver com uma...toc, toc, toc. Mas sei de cada história de dar medo. Teve uma que, depois de passar anos infernizando, surge grávida e espalha aos 4 ventos que o filho era do ex que, àquela altura estava casado, com filhos e bem com a segunda esposa. A notícia caiu como uma bomba e deixou muita gente angustiada. Ela acabou perdendo o bebê e nunca se soube se o pai era mesmo quem ela afirmava ser. Mas pensa que a dita se deu por vencida? A nova esposa, a ex-sogra e todos os envolvidos ainda tiveram que ouvir que foi a má vibração deles que causou o aborto. É, ex-mulher é uma profissão, exercida com garra e afinco.

Tem outra que segue a nova esposa pela cidade. Se esta faz a unha em uma manicure, a ex logo surge e vira cliente do salão. Se entra para uma academia, a ex também se matricula. O objetivo? Difamá-la. Fica "amiga" das pessoas para falar mal da outra.

Sei de uma cujo principal objetivo na vida é processar o ex-marido. Piscou e tem um oficial de justiça batendo na porta dele. Já foram tantos processos que a minha amiga, que teve a "sorte" de casar com o ex da maníaca por justiça, resolveu fazer direito para conseguir manter o casamento, a sanidade e um pingo de salário no final do mês.

Um caso clássico - e para mim um dos mais graves - é o da ex que coloca os filhos contra o pai. Para essas, não há perdão. Soube de uma que, aproveitando que o ex morava longe, conseguiu transformar a imagem dele na de um caixa eletrônico, para quem os filhos recorriam apenas quando queriam dinheiro. Queria ver a cara delas quando os filhos, crescidos, perguntarem: "Se meu pai é mesmo este traste, este ser vil e desprezível, me diga, mamãezinha querida, por que você foi para a cama para ele?"

Tem ex-mulher que ainda não virou, mas que vai virar. Como a esposa que fez um pacto com o marido de ambos "fecharem a fábrica" depois do segundo filho. "Como assim? Você vai fazer laqueadura e ele vasectomia? Para quê?" "Ah, minha filha, se um dia a gente se separar nenhum dos dois vai conseguir fazer outro filho no novo casamento." Engoli seco, dei marcha-ré e saí de fininho. Isso é uma doença e vai que pega...

1.11.08

Frase do século.


Ontem minha irmã defendeu sua tese de mestrado. Um merecido sucesso! Diante do feito, meu pai, soltou a frase mais sensacional dos últimos tempos:

"Tenho três filhas com mestrado, uma com doutorado e um que ganha dinheiro."

Hahahahaha. Lucidez e bom humor. Este é o segredo da vida!

Beijos e bom final de semana!