30.10.08

Mais um pouco sobre limites



No texto anterior, questiono a crescente pressão da sociedade para que os pais imponham mais limites aos filhos. As intenções são boas, mas confunde-se limite com broncas, castigos e ameaças. Muitas vezes, espera-se que o adulto aja como criança, batendo de volta, dando castigos exagerados, humilhando os pequenos na frente dos outros e usando de outros artifícios severos como forma de "educar".

Esquecemos que o exemplo educa mais do que milhares de palavras. Como um pai que bate pode dizer ao filho para não bater no amiguinho? Como uma mãe que morde de volta, pode esperar que o filho deixe de morder? Como um adulto que faz gelo pode esperar que seu filho não faça birra?

Posso ser míope (aliás, sou. Fundo de garrafa.), mas vejo mais pais exagerando nos limites do que esquecendo-se deles. Me diga se não é supercomum crianças levarem broncas porque sujam o uniforme? Ou serem obrigadas a comerem tudo, independente da fome, passando por situações vexaminosas à mesa? Quem nunca viu crianças pequenas, de 2, 3 anos tendo os brinquedos queridos arrancados da mão por um adulto, ao mesmo tempo que ouvem: "É para emprestar, viu...egoísta!". Nesta idade ela não tem noção nem de quem é, como pode compreender coisas complexas como "emprestar" e "egoísmo"! Pergunto a estes pais: vocês emprestam seus carros? Seus cds queridos? Suas jóias? Já pensou se alguém os arrancasse da sua mão e dissesse: "Empresta, egoísta!". Ninguém tem este direito. Nem mesmo nossos pais.

E os milhares de "nãos"ouvidos o tempo todo? Tem criança que aprende a falar "não" antes de aprender o próprio nome. "Não põe a mão nisso, não derrube o suco, não abra este armário, não desarrume a sala, não, não e não.".

Dia após dia, sem querer, a convivência acaba repleta de atritos e conflitos desnecessários, tudo em nome do mal interpretado "limite". Claro que uma criança que cresce neste clima acaba estressada, briga, faz manha e resolve tudo da forma com que seus pais agem: com chantagem, com brigas, com palavras duras. É o que lhe está sendo ensinado. São crianças que, infelizmente, não sabem negociar. Não se respeitam, nem respeitam o próximo, porque desconhecem o significado desta palavra.

Para quem quer discutir mais, recomendo a leitura de dois textos publicados anteriormente: Filhos, o retorno e Grupo de Pais. Neste último, há uma sugestão de um livro, de leitura superfácil, que me "iniciou" no universo da educação com diálogo, negociação e respeito. Iniciou apenas, porque confesso que tenho um loooooongo caminho a percorrer na complicada arte de educar. Outras sugestões serão muito bem vindas!

P.S: Estou preparando um texto sobre o limite dentro das escolas, outra questão que angustia muito pais e professores. Até breve!

28.10.08

Dar ou não dar limites, eis a questão.


Hoje recebi um texto, enviado pela super Marcia Vanzela, fazendo uma paralelo entre o lamentável caso Eloá e a falta de limites dos pais. Colo aqui um link para lê-lo, na página original que foi publicado.

Essa questão da falta de limites é um assunto delicado, porém, muito explorado. Na internet, há milhares de textos afirmando que os pais de hoje não educam, não estabelecem limites, não dizem não, etc. Joga-se um caminhão de culpa nos ombros dos perdidos pais, sem critério algum.

Eu leio estes textos com um olhar suspeito. O limite tem que existir. Claro. Não só na vida das crianças, mas na vida dos adultos. É o limite que me faz catar o cocô do meu cachorro nos espaços públicos. É o limite que me faz não parar em fila dupla na porta da escola. É o limite que me faz mudar minhas atitudes de consumo. É o limite que me diz quando é hora de pedir demissão ou de reduzir as horas que passo na frente do computador. Limite é bom. Mas não da forma como muita gente prega. Limite não é palmada. Limite não é falar "não" o tempo todo. Limite não é castigo. Pelo menos não é assim que eu vejo. Limite para mim é firmeza e respeito. Firmeza para fazer valer as regras (cuidado para o excesso delas!) e respeito para não ultrapassar nem o meu limite e nem o da criança. Limite, por incrível que pareça, é libertar. Dar as orientações necessárias para que a criança ganhe sua autonomia e adquira autocontrole, sem precisar de ter alguém o tempo todo lhe dizendo o que pode ou não fazer.

Mas como eu sou só uma mãe, tentando a duras penas fazer o meu melhor (que, aliás, está longe de ser o ideal) deixo para quem se interessar dois textos com outro ponto de vista e um livro de um grande especialista. Os textos (1 e 2) são da Rosely Sayão, criticando justamente o excesso de limites - verdadeiras raridades na internet. O livro se chama "Limite, três dimensões educadionais", do Yves de La Taille, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e um dos mais respeitados especialistas em moralidade.

E vou encerrar porque este texto chegou ao seu limite.

23.10.08

Desodorantes menos agressivos



Você já deve ter recebido alguns emails relacionando o uso dos desodorantes antitranspirantes e antiperspirantes (alguém sabe a diferença?) com câncer de mama. Eu, que sou a neura em pessoa, fui investigar e não descobri nada conclusivo. Há quem diga que é mais uma lenda da internet. Mas há também alguns estudos, de universidades, fazendo a tal relação. O "x" da questão é o alumínio (sais, citrato, seja lá como chamam) presente na fórmula de todos os antitranspirantes. Um componente duvidoso até no meio médico.

Para chegar a alguma conclusão, fui conversar com uma ginecologista. Ela se esquivou. Disse que existem estudos científicos, mas nenhum é conclusivo sobre a segurança do alumínio. Afirma que houve, inclusive, uma polêmica sobre a segurança da vacina contra o HPV por ter alumínio na fórmula. Na dúvida, ela sugere às mulheres interessadas que não usem desodorantes que contenham este ingrediente. Disse também que ela mesma usa Leite de Magnésia, com ótimos resultados.

Uma outra médica, dermatologista, afirmou que a ação dos antitranspirantes é péssima pois não deixa as glândulas funcionarem e que elas estão nas axilas para suar e eliminar toxinas. Vai contra a natureza do corpo. Disse para evitar tais produtos.

Foi o suficiente para eu ir atrás de substitutos. No supermercado não encontrei nada eficiente sem alumínio. Há pouquíssimas opções e todas ineficientes contra o tal do cêcê - a gente quer ter saúde, mas ficar fedidinha não dá.

Comecei a conversar com a mulherada. A Tereza fez a mesma sugestão do Leite de Magnésia. Não testei ainda, mas disse que é muito bom.

A Sílvia está usando Leite de Rosas. Também disse que funciona.

Eu parti para o mais óbvio tirador de odor que conheço - o bicarbonato de sódio. Coloco um pouco em pó mesmo nas axilas e funciona muito bem. Você transpira normalmente, mas não cheira mal. Tem que reaplicar algumas vezes, dependendo do calor. A Joana faz a mesma coisa, mas dilui com água, coloca num frasco de desodorante vazio e carrega na bolsa. Reaplica sempre que precisar.

O truque, quando você parte para estes alternativos menos agressivos ao corpo, é que a roupa precisa ser mais natural também. Essas blusinhas sintéticas dão um cheiro horrível e aí só com desodorante bomba-atômica pra evitar. Prefira algodão e outras fibras naturais e você não terá problemas, além de ser mais gostoso de usar.

Outra dica importante: quando você pára de usar os antitranspirantes, transpira muito. Aconteceu comigo. Parece que as glândulas estão compensando, ou ficaram doidinhas. Isto se normaliza em poucos dias. Não se assuste!

Segue uma lista de outras alternativas de desodorante natural que acabei descobrindo na minha pesquisa:

. A Weleda tem duas opções totalmente naturebas. Só que custam caro. Clique aqui para ir ao site e comprar online.

. Mais dicas da Sebastiana: limão oxidado (cortado e bem velhinho) esfregado nas axilas, 20 minutos antes do banho. Limão fresco também pode ser usado, mas não com a mesma eficiência. Aliás, deve haver algo no suco do limão, pois ele está presente na fórmula de quase todos os naturebas industrializados, como os da Weleda ou da Lush (que tinha um bárbaro em pó, mas saiu do Brasil).

. Duas colheres de sopa de água oxigenada 20 volumes podem ser acrescentadas ao seu desodorante para aumentar a eficiência. Aliás, vou testar água oxigenada pura ou só com água. Deve funcionar também.

Se alguém tiver mais dicas, envie. E se você achou este texto muito natureba hippie radical baby consuelo antes de virar crente...aguarde...vem aí, o absorvente reutilizável!

Um beijo e um cheiro.

21.10.08

"Tá no meu pendrive"



Aula de reprodução e corpo humano para o 5º ano, antiga 4ª série. Professora toda empenhada em esclarecer a garotada, sem preconceitos e com naturalidade. Pela primeira vez, a concentração era absoluta. Até que um dos alunos levanta a mão e diz que já tinha visto a mãe transar. Uhá! coletivo. Professora tenta se recompor e recompor a sala. "Isso é algo muito íntimo. Você não quer falar comigo sobre isso depois?" Aluno continua: "Eu vi, sim." Um colega devolve: "Viu nada. Acha que sua mãe ia deixar?" Menino se defende: "Vi, sim. Eu até filmei. Tá aqui no meu pendrive. Quer ver?"

Dá para imaginar a comoção coletiva, os olhares curiosos para o pen drive e a saia justíssima que se formou. Não sei bem como acabou. Sei que o pen drive foi confiscado e o arquivo não foi aberto. A mãe foi chamada, mas não apareceu (aliás, se eu fosse ela, desapareceria). Acabou virando só um tititi em meio a muitas risadas da galera.

Acendi uma vela de 7 dias para a pobre professora e fiquei pensando nesta meninada que já nasce superfamiliarizada com tecnologia e muito mais ligada no assunto do que pensamos. Hoje eles estão a um clique de distância de toda a educação sexual que antes levávamos décadas para receber (isto é, quando recebíamos). Faz-se um filminho, como se escova o dente. Leva-o para onde quiser, coloca no Youtube e da noite pro dia, mamãe vira a Cicarelli.

Melhor mantermos a porta bem fechada.

15.10.08

"Mãe, aceito ficha da cantina."



Tenho um filho que adora ganhar dinheiro. Desde muito pequeno, já conseguia seus trocados vendendo aos vizinhos e parentes, pequenos objetos que ele fazia, como estátuas de massinha, biscoitos, colares de macarrão etc.

Na primeira vez que ele participou de um Halloween (não moro nos EUA, mas aqui tem Rélouim. Nóis é chique no úrtimo!), voltou para casa com um saco de supermercado cheio de doces. Expliquei a ele que não poderia consumir tudo aquilo e ele me tranqüilizou dizendo que iria vendê-los. Uma semana depois, chego em casa e tem uma placa no portão "Vende-se doces". Entro e encontro um garotinho feliz, com 5 reais no bolso.

Ele já montou banquinhas de venda de arte na calçada - com quadrinhos e desenhos que ele e o irmão pintavam - de brinquedos usados, limonada e geladinho (sacolé).

Já montou 2 empresas, a Falupe, Fábrica de Lanternas e Coisas que Brilham, que chegou a ter logotipo e uma planta do prédio, encomendada a uma amiga arquiteta, que viajou na idéia e fez o projeto. Criou também a "Corpo Brilhante", uma fábrica de cosméticos, com os shampoos e sabonetes que ele mesmo produzia em casa.

Certa vez, comprei um apontador de lápis de mesa, desses que tem uma manivela e fazem uma ponta linda, profissional. Encantado, ele me pediu para levar à escola para mostrar aos amigos. Quando vou buscá-lo, ele me conta radiante que havia ganho 70 centavos apontando os lápis dos colegas. Cobrou 5 centavos a ponta pequena e 10 a grande. "E podia me pagar com moeda ou ficha da cantina, mãe!"

A última dele foi chegar da escola com um contrato manuscrito e assinado por um colega de classe que joga tênis, nomeando-o "empresário", com direito à 30% do prêmio de um campeonato que o garoto vai participar.

Esse é o meu filho Abílio Ermírio, o mesmo que, hoje cedo, ao ir para a escola, me lembrou que lhe devo 60 reais.

9.10.08

O mico nosso de cada dia, dai-nos hoje.





Gente, não é possível! Como diz a minha irmã, na outra vida devo ter colado Buballoo de banana nos pentelhos do Cristo. Um dia depois da "agradável" experiência na compra dos tenis dos meninos, pago um mico do tamanho de um gorila num supermicado, ops, supermercado atacadista de São José dos Campos, o Tenda.

Eu já tinha ido a este lugar há uns 5 meses e tido uma péssima experiência. Jurei não mais voltar, mas seduzida pelo preço da cesta básica, 10 reais abaixo da concorrência, achei que valeria a pena tentar novamente. Como ia levar 2 cestas, já imaginava a festa com champanhe e caviar que eu faria com os 20 reais economizados.

Entrei na loja e a Maria Bethânia cantava "Sonho meu". Era um aviso. Deveria ter desistido aí. Mas fui em frente. Uma hora e meia depois, 80 kilômetros de corredores percorridos e em cima da hora para pegar os meninos na escola, a mocinha do caixa me informa que minha compra tinha dado 350 reais e pergunta "A senhora vai pagar como?"

"Crédito, no Mastercard"

"Senhora..." diz a mocinha "não aceitamos cartão de crédito".

Esqueci que o preço da economia de 20 reais era um retorno à pré-história.

"Posso pagar com Visa Electron?"

"Pode."

A mocinha passa o cartão e dispara: "Senhora, cartão recusado. Vou passar novamente."

De repente, ela diz: "Senhora, caiu o sistema."

Aguardo uns instantes e entra uma voz no auto-falante: "Atenção, senhores clientes, estamos temporariamente não aceitando cartões de débito".

Eu só queria sair daquele lugar e pegar os meninos. Pergunto sem querer arrumar confusão: "Posso pagar com cheque?"

"Pode, mas tem que fazer cadastro"

Caminho mais 50 metros até o balcão de cadastro e sou atendida por outra mocinha.

"Cic, RG, comprovante de renda e de débito".

Estava só com a carteira. "Escuta, só estou com o cic e o RG aqui. Mas se quiser, dou o telefone do meu trabalho e da minha residência para você comprovar tudo."

Senti um certo triunfo no olhar da mocinha enquanto dizia: "Senhora, sem os comprovantes eu não tenho como cadastrar seu cheque."

"Escuta, eu já registrei a compra. Tem um carrinho lotado ali, no corredor, que é meu. Eu só quero pagar por ele e ir embora. Com cadastro ou sem. Eu quero dar dinheiro a vocês, você compreende isso?"

"Eu entendo, senhora (Porque mocinhas falam "senhora" o tempo todo?). Mas sem os comprovantes não dá para aceitar seu cheque."

"Então você avisa a moça do caixa que é para devolver minha compra."

"Espera um minutinho, a senhora tem cartão de crédito?"

"Tenho."

Ela faz um telefonema, demora alguns minutos e retorna vitoriosa: "Senhora, consegui resolver seu problema. Nós vamos aceitar seu cartão de crédito, parcelando sua compra 2 vezes, com uma pequena taxa de juros".

Acho que o Bubaloo não era de banana. Era de melancia.

"COMO ASSIM PAGAR JUROS? TÁ MALUCA? QUERO PAGAR TUDO DE UMA VEZ E SEM JUROS ALGUM."

"Senhora (grrrrrr!) só dá para fazer nestas condições".

Mais uma vez (na outra vez que fui lá, também abandonei o carrinho) larguei as compras para trás, junto com as 2 horas perdidas, a sola do sapato, o saco, a paciência e fui pegar os meninos na escola.

Cheguei à conclusão que fazer compras é algo que varia entre o insano e o psicótico e que consumidores compulsivos são na verdade masoquistas. Não há felicidade alguma no comércio. Morte ao Tenda, às lojas de tênis e que levem junto com eles, todas as mocinhas que falam "senhora".

Já disse e repito: na próxima vida, quero ser índia.

8.10.08

Mãe Rally Adventures 2



Quem acompanha o Ombudsmãe sabe o quanto me enrolo devido a falta de um planejamento mais cuidadoso das atividades cotidianas. Mas o que me aconteceu ontem foi além de todas as previsões.

Resolvi pegar os meninos na escola e ir ao shopping comprar tênis. Tínhamos pouco tempo entre comprar os tênis, almoçar e levá-los para a aulinha de futebol. Mas, como eu já havia ido à loja um dia antes e separado alguns pares, achei que daria tudo certo (eu sempre acho que vai dar tempo).

O plano começa a dar errado na escola do menor. Ao invés de entrar no carro, como sempre faz, ele insistiu para que eu fosse ver a decoração que eles tinham feito no páteo. Bom, seriam só uns minutinhos. Entrei, adorei, fiz toda a festa que as mães fazem e saímos.

Vou para a escola do maior, que sai acompanhado da amiga que dou carona às terças. Tinha me esquecido dela! Fiquei super aborrecida comigo mesma. O retorno ao meu bairro para levá-la pra casa estava totalmente fora do cronograma.

O passarinho verde sugeriu então que desistisse da empreitada. O passarinho vermelho me lembrou que a empregada tinha faltado, eu não tinha feito almoço e os meninos estavam sem tênis para jogar bola. Decidi ir ao shopping assim mesmo e, para compensar o tempo perdido, ao invés de almoçarmos, pegar um lanchinho para viagem e comermos no carro, na volta.

Expliquei a situação aos meninos, pedi a colaboração deles e entramos na loja. Feliz, mostrei-lhes os pares que havia reservado e, obviamente, nenhum foi aprovado. "Ô mãe, eu quero um tênis da hora." explica o de 5 anos.

Escolhemos novos modelos, experimentamos e fui ao caixa pagar. Tudo correu bem, apesar de uma certa demora da funcionária com o uso do computador e da maquininha do cartão.

Sacola na mão fomos atrás de lanchinhos para viagem, sucos e...maravilha, logo estávamos no carro saindo do shopping.

Dividimos tarefas. Um dos meninos ia passando os cadarços nos tênis novos. O outro distribuia os lanches. Mamãe dirigia. Trabalho de equipe. Tudo ia bem, suspeitavelmente bem, até que faltando 3 quarteirões para a escola de futebol, o mais velho pergunta: "Mãe, cadê meu tenis novo?"

"Tá na sacola."

"Num tá, não"

"Claro que está. Olha na caixa".

"A caixa tá vazia".

"Como assim a caixa tá vazia?"

"Olha, não tem nada na caixa. Meu tênis não veio!"

Vocês acreditam que depois de toda esta epopéia e adrenalina a @#$%^&^%$#@# da mocinha da loja enfiou uma caixa vazia na sacola?!!!! Como diz minha amiga Sil, "inacrê!"

Passado o ímpeto assassino, desacelerei, deixei 2 na escola de futebol (um deles calçando o meu tênis), calcei as havaianas dele que estavam na mochila do futebol e voltei com o menor ao shopping para tomar posse do que é meu, com toda a calma do mundo. A gente precisa saber a hora de parar de cutucar o mico.

3.10.08

Cunhada começa com...

Este vídeo me fez rolar de rir. Foi enviado por minha cunhada super darling querida que, por coincidência, começa com...hahahahahaha. Uma conversa engraçadíssima, que só poderia acontecer na cama, entre marido e mulher. Divirtam-se e um ótimo final de semana.

2.10.08

TARÔ



Hoje é o aniversário de um amigo que está na minha vida há mais de 20 anos. E quem eu adoro!
Para ele, fiz este humilde textinho. É meio papo cabeça, mas acho que lá no fundo, ele vai gostar.

TARÔ

Nunca vamos partir o pacto
o pacto que nunca vamos partir

Mesmo que eu Disney e você Ibiza
Mesmo que eu Mac e você PC
Mesmo que eu Banchá e você Clicquot
Mesmo que eu orégano e você alecrim

Nunca vamos partir o pacto
o pacto que nunca vamos partir

Mesmo que eu enjôo e você ressaca
Mesmo que eu Angelina e você Pitt
Mesmo que eu açúcar e você zero
Mesmo que eu orgânico e você satânico

Nunca vamos partir o pacto
o pacto que nunca vamos partir

Mesmo que eu Natal e você Reveillon
Mesmo que eu Pirata e você Caribe
Mesmo que eu leve e você entregue
Mesmo que eu baunilha e você Kouros

Nunca vamos partir o pacto
o pacto que nunca vamos partir

Mesmo que eu thc e você nicotina
Mesmo que eu perdida e você GPS
Mesmo que eu case e você vaze
Mesmo que eu Cássia e você Elis

Nunca vamos partir o pacto
o pacto que nunca vamos partir

Mesmo que eu jornal e você internet
Mesmo que eu Ribeirão e você Rio
Mesmo que eu Ong e você Kabong
Mesmo que eu Dobló e você metrô

Nunca vamos partir o pacto
o pacto que nunca vamos partir

Feliz aniversário, Rorô!

Isopor Food


Ontem li um artigo, que publico logo abaixo, sobre os componentes nutricionais dos cereais matinais. É assustador. Excesso de açúcar, de sódio, poucas fibras. Isto é, uma bomba calórica com poderes de alterar o metabolismo do corpo, principalmente das crianças. E quando os itens acima estão sob controle, nutricionalmente falando, os outros ingredientes não ajudam em nada o organismo. Tudo o que os fabricantes acrescentam de vitaminas e sais minerais pode, facilmente, ser ingerido através de outros alimentos, muito mais sadios. Portanto, o texto afirma que cereal matinal é isopor food.

Sempre desconfiei de cereais industrializados. Os maiores consumidores deles, no mundo, são os roliços americanos. Não preciso dizer mais nada. Me lembro de um americano achando muito esquisito que, na França, as pessoas compram pão fresco na padaria para comer no café da manhã. "Ninguém come cereal!" Ele dizia. E olha que o pão fresco da França é o croissant, cheio de manteiga, algo que, está mais do que provado, os mantém em muuuuito melhor forma que os Yankees e bem mais longevos.

Andei pensando se não estava sendo muito xiita com a alimentação dos meus filhos. Se não deveria comprar mais biscoitos, cereais e outras deliciosas porcarias (que eles atacam febrilmente cada vez que aparece na frente, dá até vergonha...). Essa matéria deu certo alento ao meu lado "mãe chata". Contribui também saber que o filho de uns amigos, aos 10 anos, está fazendo dieta para reduzir os triglicérides e o açúcar que estão todos acima dos níveis recomendados para a idade. E não há tendência familiar. Simplesmente, o garoto come o que todas as crianças hoje em dia comem.

Mas ir na contramão do que a Nestlé prega não é fácil. David contra nossos pequenos Golias. Segue a versão integral da matéria.

01/10/2008 - 09h25

Cereal para criança tem sódio e açúcar demais, diz pesquisa.

Teste com 18 cereais matinais de maior presença no mercado de alimentos infantis mostra que a maioria dos produtos contêm açúcar e sódio em excesso e poucas fibras. A avaliação foi feita pela Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor).

Uma porção de 30 gramas de sucrilhos de chocolate da Kellogg's (uma tigelinha), por exemplo, tem 205 mg de sódio. Uma criança de um a três anos deve consumir, por dia, no máximo 225 mg desse mineral --ou seja, uma única porção equivale a 90% das suas necessidades diárias. Para um adulto, essa quantidade de sódio representa 10% das necessidades.

Na avaliação da Pro Teste, todos os cereais matinais também têm açúcar em excesso --de 5,5 a 13 gramas por porção. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o ideal é que uma criança de até três anos consuma, no máximo, 14 gramas por dia de açúcar.

Uma porção do sucrilho sabor banana, por exemplo, tem quase toda a quantidade diária de açúcar recomendada para uma criança nessa faixa etária.

Presente no sal e base para conservantes, o sódio em excesso está ligado à hipertensão arterial e a problemas renais. Já muito açúcar tem relação com obesidade e diabetes tipo 2.

Fibras

Dos cereais analisados, dez marcas apresentaram menos de três gramas de fibras para cada 100 gramas do produto --três gramas é a quantidade mínima para um alimento ser considerado fonte de fibra. Os cereais Corn Flakes (todos os sabores) e Chokos tiveram o pior desempenho no teste: possuem menos de 0,01% de fibra, ou seja, praticamente nada.

Um outro problema apontado pela Pro Teste --que envolve os cereais analisados e a maior parte de alimentos consumidos pelo público infantil-- é a falta de adequação da tabela nutricional à faixa etária a que o produto se destina.

A pesquisadora de alimentos da Pro Teste, Fernanda Ribeiro, explica que o percentual diário recomendado de cada nutriente é calculado para uma dieta de 2.000 quilocalorias, que corresponde à necessidade calórica de um adulto, não de uma criança.

A dieta de uma criança de um a três anos, por exemplo, deve ser de 1.050 calorias, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). De quatro a seis anos, esse valor sobe para 1.450 e, de sete a dez anos, para 1.750. "O ideal seria que essas informações fossem apresentadas de acordo com a faixa etária. Seria muito mais útil aos pais", avalia a pesquisadora.

"Isopor food"

O nutrólogo e cardiologista Daniel Magnoni orienta que as pessoas escolham o cereal matinal pelo menor índice de sódio e açúcar e maior presença de fibras solúveis. "O ideal é misturar com um iogurte light, enriquecido com cálcio, e muita fruta", diz ele.

Para Magnoni, os pais não devem se impressionar pelas vitaminas e sais minerais contidos no rótulo dos produtos. "Isso a criança consegue por outras fontes. O que não pode é ficar comendo essa quantidade de sódio e açúcar e quase nenhuma fibra. Isso é o que chamamos de "isopor food", cuja única função é aumentar as taxas de obesidade infantil."

A nutricionista Madalena Vallinoti afirma que muitas vezes os pais utilizam o cereal como alternativa para que a criança consuma leite. "Os pais devem evitar o consumo exagerado desses cereais, mas também não podem proibi-lo caso a criança goste do produto. Deve haver moderação."

De acordo com o pediatra e professor da Faculdade de Medicina da USP, Mário Cícero Falcão, o brasileiro consome muito açúcar e os pais educam a criança a gostar do alimento muito doce. "O cereal que a criança mais gosta é aquele com mais açúcar. É a conjunção do paladar brasileiro com a indústria", afirma Falcão.

Na opinião do pediatra, os brindes distribuídos com os cereais impulsionam o consumo. "Os brindes são uma grande arma antiética. Tem sempre o alimento processado, com valor biológico inferior e pouco nutriente acompanhado do brinde. Por que não vender uma maçã com o personagem da moda?"

Outro lado

Fabricantes de cereais avaliados pela Pro Teste dizem que seus produtos seguem as recomendações da Anvisa e que todos os dados sobre os nutrientes estão disponíveis nas embalagens dos produtos.

A Kellog's disse que seus cereais "contêm vitaminas e minerais essenciais, são isentos de gordura trans e colesterol, além de alguns ainda possuírem alto teor de fibra alimentar" --a pesquisa apontou teores baixos de fibras em cinco dos seis cereais analisados e "aceitável" em um.

A Kellog's fabrica sete das 18 marcas avaliadas (Sucrilhos, Sucrilhos Chocolate, Sucrilhos Banana, Choco Krispis, Froot Loops, Chokos e Honey Nutos).

A Nestlé diz que cada 30 g de seus cereais têm açúcares que representam, no máximo, 3% da energia necessária para um dia --a OMS recomenda 10%.

Quanto ao sódio, a Nestlé afirma que seus cereais são para crianças de seis a oito anos (consumo diário de até 1.219 mg por dia) e de nove a 13 anos (até 1.495 mg), e não para aquelas entre um e três anos. Os seus pacotes, entretanto, não citam a idade recomendada.

A Nestlé afirma ainda que a quantidade de sódio usada como padrão pela Pro Teste, mesmo para crianças de um a três anos, é desatualizada. A empresa diz que o nível recomendado vai até 966 mg por dia (a Anvisa recomenda 225 mg/dia), conforme o padrão DRI (Dietary Reference Intakes). O padrão, desenvolvido pelos EUA e pelo Canadá, é avalizado pela nutricionista Silvia Cozzolino, da USP. Embora feito em dois países, o DRI é uma base confiável por levar em conta pesquisas do mundo inteiro, disse ela.

A Nestlé afirma que não usa uma publicidade que crie "expectativas irreais de popularidade" nem que exiba "cenas de crianças na tentativa de persuadi-las". A empresa produz o Snow Flakes, o Snow Flakes Chocolate, o Nescau, o Estrelitas, o Estrelitas Chocolate, o Crunch e o Moça Flakes.

A Nutrifoods não respondeu à Folha, embora a coordenadora de qualidade, Neusa Guimarães, tenha dito conhecer a pesquisa. A empresa faz o Cornflakes nas versões açúcar, chocolate, mel e leite condensado.

1.10.08

Uma chance para sua idéia

Essa eu soube através do Publiloucos. O Google está com um projeto muito legal. Chama-se Projeto 10100 (lê-se 10 elevado a 100). Você que, como eu, tem milhares de idéias na cabeça mas nada de executá-las, pode publicá-las lá e talvez sua idéia seja colocada em prática. 

O Google está destinando 10 milhões de dólares (no total) para os melhores projetos. E mesmo que o seu não ganhe, com a sua autorização, ele ficará disponível para que instituições ou ONGs interessadas possam contatá-lo.

Adorei. É a internet sendo usada para o bem.

Se q uiser saber mais, clique aqui "Projeto 10 100"