15.4.08

Virei Diva!!

Recebi mais um selo supimpa e que me deixou "se achando".




A indicação veio da Carla, do blog "Vai, Carla, ser gauche na vida!". Muito fofa, muito querida e uma grande incentivadora.

E eu repasso para a Mãe Chata Mulher Doida, da Carolina Coelho. Carolina, não desista!

Carla, muito obrigada!

Amigos



Este final de semana foi especial por vários motivos. Cada um deles com nome próprio. Fomos pra São Paulo e conseguimos rever alguns amigos e parentes muito queridos. Sabe aquele tipo de gente que você fica um tempo sem ver ou falar, mas quando encontra é como se fosse vizinho de porta? Rola um carinho e uma afinidade instantânea e o papo acontece sem esforço. Mas o que mais faz bem é que não é relação social. É carinho. Legítimo. Matéria prima da vida, muito rara, mas vital.

A todos vocês e aos outros, que estão firmes por aí, dedico este textinho que me veio por email, singelo e bonitinho, mas que traduz algo muito próximo do que sinto sobre amizade:

"Amigos"

"Quando você estiver triste...
Eu vou te ajudar a planejar uma vingança contra o filho da puta que te deixou assim.

Quando você me olhar com desespero...
Eu vou enfiar o dedo na sua goela e te fazer por pra fora o que estiver te engasgando.

Quando você sorrir...
Eu vou saber que você deu uns pega em alguém ou em alguma coisa.

Quando você estiver confuso....
Eu vou explicar pra você com palavras bem simples porque eu sei o quanto você é burro.

Quando você estiver doente..
Fique bem longe de mim até se curar. Eu não quero pegar o que quer que você tenha.

Quando você cair...
Eu vou apontar pra você e me acabar de rir.

Você me pergunta, 'Por quê?' Porque você é meu amigo!

Um amigo de verdade não é aquele que separa uma briga sua e sim aquele que chega dando voadora.

Se dirigir, não beba; se for beber, me chame."


Um beijo a todos vocês, meus queridos e verdadeiros amigos.

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10.4.08

Eu me rendo - Danuza Leão




Este texto da Danuza Leão eu li na Folha há alguns anos. Achei bárbaro. A Sílvia do Silkelita o encaminhou pra mim outro dia. Foi uma delícia relê-lo. Quis compartilhar com vocês.

Eu me rendo, por Danuza Leão.

Quantas mentiras nos contaram; foram tantas, que a gente bem cedo começa a acreditar e, ainda por cima, a se achar culpada por ser burra, incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de vitórias e felicidades.

Uma das mentiras:
É a que nós, mulheres, podemos conciliar perfeitamente as funções de mãe, esposa, companheira e amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante.

É muito simples: não podemos.

Não podemos; quando você se dedica de corpo e alma a seu filho recém-nascido, que na hora certa de mamar dorme e que à noite, quando devia estar dormindo, chora com fome, não consegue estar bem sexy quando o marido chega, para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante.

Aliás, nem a de companheira; quem vai conseguir trocar uma idéia sobre a poluição da Baía de Guanabara se saiu do trabalho e passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova?

Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer as mulheres - e os maridos - de que um peixinho com ervas no forno com uma batatinha cozida al dente, acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer - sem esquecer as flores e as velas acesas, claro, e com isso o casamento continuar tendo aquele toque
de glamour fun-da-men-tal para que dure por muitos e muitos anos.

Ah, quanta mentira!

Outra grande, diz respeito à mulher que trabalha; não a que faz de conta que trabalha, mas a que trabalha mesmo. No começo, ela até tenta se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre maquiada; mas cedo se vão as ilusões. Entre em qualquer local de trabalho pelas 4 da tarde e vai ver um bando de mulheres maltratadas,
com o cabelo horrendo, a cara lavada, e sem um pingo do glamour - aquele - das executivas da Madison.

Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade. Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe a guerra já está perdida.

Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os charmes - aqueles que enlouquecem os homens - precisa, fundamentalmente, de duas coisas: tempo e dinheiro.

Tempo para hidratar os cabelos, lembrar de tomar seus 37 radicais livres, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação, alongamento, comprar uma sandália nova para o verão, fazer as unhas, depilação; e dinheiro para tudo isso e ainda para pagar uma excelente empregada - o que também custa dinheiro.

É muito interessante a imagem da mulher que depois do expediente vai ao toalete - um toalete cuja luz é insuportavelmente branca e fria, retoca a maquiagem, coloca os brincos, põe a meia preta que está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para uma happy hour.

Aliás, se as empresas trocassem a iluminação de seus elevadores e de seus banheiros por lâmpadas âmbar, os índices de produtividade iriam ao infinito; não há auto-estima feminina que resista quando elas se olham nos espelhos desses recintos.

Felizes são as mulheres que têm cinco minutos - só cinco - para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo combine sem que um só minuto seja perdido.

Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa, têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia na escola, procurar entender por que elas estão agressivas, por que o rendimento escolar está baixo.

E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem viver . Segundo um conhecedor da alma humana, só existem três coisas sem as quais não se pode viver: ar, água e pão.

Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade; impossível, eu diria.

Parabéns para quem consegue fingir tudo isso...

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5.4.08

Passinhos premiados

Peço desculpas. Na última semana não consegui atualizar o Ombudsmãe. Filhotes doentes, semana de prova na Universidade, peguei um "freela" meio grande, blá, blá, blá. Alguma coisa precisava ser deixada de lado. Ficou o blog. Rolou também uma infopreguiça. Uma vontade de viver um pouco mais o lado offline da vida (cruzes, parece anúncio de desodorante).

Mas nem tudo foram pedrinhas no período. Coisas muito boas aconteceram. A mais legal foi que o meu sobrinho, Paulinho, que fez um transplante de medula óssea há alguns meses, deu seus primeiros passinhos! Uma alegria. Quem acompanhou no Blog do Paulão sabe o que esses passinhos significam. Uma vitória de Deus e dos bons espíritos que nunca nos abandonam; dos médicos guerreiros maravilhosos que cuidaram do caso; do SUS, que não tem avental de chumbo pro acompanhante no Raio X, mas bancou totalmente um tratamento caríssimo como o do meu sobrinho (esse é realmente o país dos contrastes); da supermamãe Drica, que largou tudo, vestiu o uniforme de mulher maravilha e embarcou de corpo e alma nesta missão; do meu mano Pedro, querido, amado, forte como uma geléia de mocotó e ponta firme no lado pai/marido da vida; e de todos os familiares, amigos, conhecidos e desconhecidos que seguraram as pontas, as mãos (não muito, pois eles estavam em isolamento), mandaram emails, ligaram, perguntaram, torceram e sofreram com a gente.

Esses passinhos são para vocês!




Outra coisa boa que aconteceu no período, e com a qual estou totalmente em falta, é que o Ombudsmãe recebeu um prêmio. Olha ele aí:



Quem indicou foram as superblogueiras atuantes e fofas do "O Futuro do Presente". O primeiro prêmio é como o primeiro sutiã, a gente nunca esquece. Adorei, agradeço o estímulo e indico mais 2 blogs para recebê-lo:

o Blog do Paulão
e o Silkelita

É isso. Tenho que voltar pro freela e pra dor de barriga do meu marido. Hoje é a vez dele.

Beijos e uma ótima semana pra todos nós.